21 janeiro 2007

Ora bolas!


Tinham o seu quê de sadismo aqueles amassos prolongados durante mais de uma hora até os testículos lhe doerem como se fossem bolinhas anti-stress energicamente comprimidas por dedos a toda a volta. E depois, quando ele se levantava, cada passo era um ai que até os pêlos das pernas magoavam.

Mas receita médica tem força de lei e eu também não me queixava dos músculos internos latejarem como uma rotativa oleada que apesar do contínuo movimento protestava por não circular por ela nem um centímetro de jornal.
A culpa não era da vontade mas a junção dos seus dotes de ejaculador precoce com a minha predisposição para eternizar os momentos de prazer garantiam-nos a mesma compatibilidade que a de um micro-ondas para a cozedura de uma broa.

E fica-me a dúvida se quando um amigo é tão nosso amigo que até se apercebe de quantos pintelhos perdemos naquela semana e nele desaguamos o mau humor matinal do não me digas nada até beber uma bica, não relevamos coisas como o facto do dito amigo ser na cama um lençol a precisar urgentemente de Oxi Action.

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