28 fevereiro 2009

Ayer


Ayer me admiré
sumergida en el espejo.
Me vi tenue, hermosa, sin complejos,
con la cara llena de sexo
buscando tus ojos,
introduciendo mis pechos
en tus párpados,
batiendo mis alas,
para ahogar el trino
de los pájaros.
Ayer me ordeñé
sin hacerme daño,
acariciando mi grifo,
columpiándome en tu tallo,
volviéndome invisible
de mirarte tanto.

El artista desnudo

Aumentar, acrescentar


O segundo é o meio, o primeiro é o resultado. Para aumentar acrescenta-se; acrescentando se aumenta. – Aumentei o número de livros na minha biblioteca, porque acrescentei alguns livros que me faltavam. E não se diz: Acrescentei o número de livros porque os aumentei.
O aumento é sempre efeito da adição ou aditamento, e este é o meio por que o aumento se verifica. Um ricaço aumenta suas rendas acrescentando novas propriedades às que já tinha.

ROQUETE, J.I., O.F.M. 1885: 96

O ponto de vista da gaja boa

Ora ponha aqui, ora ponha aqui o seu Zezinho


Cintos de castidade e gaiolas de contenção


da LoveHoney


Enviado por Lamatadora para o grupo de mensagens da funda São, que já tem 590 membros e membranas.

27 fevereiro 2009

A PSP de Braga terá exigido o livro de reclamações?


«Afinal não eram gajas nuas»

Boa malha, Anterozóide!

"Psicanalista"

Esta é a última tira, pelo menos para já, da parceria de The Perry Bible Fellowship com este blog. Não porque o seu autor, Nicholas Gurewitch, tenha amuado comigo, mas porque se dedicou a outros projectos. Este, premiado com o «Eisner Award for Best Comics», foi publicado nos jornais The Guardian (Reino Unido) e Baltimore City Paper (EUA), com uma periodicidade semanal... e no blog «a funda São», desde o dia 3 de Abril de 2008, foram publicadas 43 tiras, graças à simpatia e generosidade do autor (thanks, Nick).
Quem quiser conhecer melhor o Nick Gurewitch, tem aqui uma entrevista de Novembro de 2008 com David Malki.
Para quem quiser comprar as tiras de «The Perry Bible Fellowship» em livro, para já está disponível «The Perry Bible Fellowship: The Trial of Colonel Sweeto and Other Stories». Mas em Fevereiro deve ser publicado o livro mais completo:

«The Perry Bible Fellowship Almanack»

Hope to see you soon, Nick!

Vão ao Estúdio Raposa

e deliciem-se ouvindo Luis Gaspar a apresentar-nos a poesia erótica de cunho homossexual de António Botto.
George Coast e Nelo, esta é dedicada a vós, cada um por seu motivo.

Dois adolescentes, amigos de colégio, descobrem o desejo


«Doce e Salgado»


Ficha do filme

Uma parceria com Porta-Curtas

26 fevereiro 2009

Test Drive


serge guerand



"Tenho a mão fria" - dissera ele. Ela respondera apenas com um sorriso trocista. Oscilara depois entre deixar-se levar pela sensação ou tentar manter-se normal. Mas a partir de certa altura, os carros que circulavam ao lado deixaram de existir. A entrega dela provocava o prazer nele. E o prazer dele aumentava-lhe a vontade. E a vontade aumentada dele fazia com que ela se entregasse mais ainda. Não havia como sair do ciclo. Apenas esperar que o percurso até casa não fosse ainda demasiado longo....


(Crimes Perfeitos)

Será o flirt solúvel em álcool?


É lícito “flirtar”? A esta pergunta, eu julgo, (…) poder responder sem incorrer na censura de não compreender o problema tal como ele se põe nos nossos dias.

Quando «flirto» tomo uma liberdade sem assumir um compromisso, pois seria pura hipocrisia – que de resto não conseguiria convencer ninguém, nem a mim próprio – pretender, para me justificar, que ás vezes essas relações conduzem à união matrimonial. A minha situação concreta, precisa, clara, é que não penso ainda no casamento, mas que quero satisfazer a minha necessidade de amor, pretendendo que estou a tratar seriamente com o outro sexo.

«Flirtar», disse alguém, é permitir, entre duas pessoas de sexos diferentes, sentimentos, palavras e actos, normalmente reservados àqueles que têm a intenção de casar brevemente.

PETIT, Gérard (1956) O Flirt
Lisboa: Acção Católica Portuguesa – pág. 13.


"Carlos, o mergulhador português, surpreendeu os biólogos com a sua capacidade para se adaptar a ambientes bem distantes do seu habitat costeiro natural."

25 fevereiro 2009

em solidariedade com a PSP de Braga...


...a Associação dos Coiffeurs associa-se às vozes indignadas e sugere alternativas.
Raim's blog

Falta de oposição


Ninguém duvidava que eles gostavam um do outro. Há anos a fio que viviam juntos e tanto familiares como amigos os reconheciam como casal uno e indivisível de modo que assim postos perante a inexistência de oposição alguma que lhes reforçasse a junção no combate a um perigo exterior decidiram casar-se escolhendo com cuidado uma data em que os sete meses de gravidez fossem impossíveis de disfarçar qualquer que fosse a roupa escolhida para a festa pública.

Receberam muitos parabéns duplos e candidaturas para apadrinhar o rebento sem uma palavra de crítica e antes ternurentos sorrisos que mais pareciam denunciar que lhes almejavam o lugar e foi por isso que logo aprazaram dedicarem-se ao swing passados os dias de pausa sanguinolenta pós-parto e a aleitação.

Começaram por conhecer o meio numa daquelas discotecas de luz ténue com bar e quartinhos e após várias trocas a quatro como manda o figurino destas lides, decidiram que cada um podia fazê-lo com quem e quando lhe apetecesse por ser essa a prova de resistência à sua união.

E desde aí, era frequente vê-los a encontrarem-se na chegada a casa de cada final de tarde, num sorridente beijo em que os braços enlaçavam os pescoços e os rabos frente ao café da rua findo o qual ela rolava a língua na boca a degustar e comentava hmmmm estiveste com ela esta tarde que a tua boca ainda sabe imenso a cona a que ele cumplicemente retorquia que toca a ambos já que ontem era indisfarçável o sabor de esperma na tua.

Anúncio subliminar da Playboy


Play, boy!

(with the lights)

"Papá! Papá!..."


Papa, c’est quoi un cunnilingus ?
by onsexprime

24 fevereiro 2009

em Braga...


o milagre da metamorfose... de onde e só podemos (todos) ter origem...
Raim's blog

da origem do mundo ao fim da macacada...

A Origem do Mundo, de Gustave Courbet, 1866

Sinto-me, obviamente, compelido a publicar a imagem, por imperativos éticos e de cidadania.

Por Braga e - parece de propósito... - de Carnaval à ilharga, são apreendidos pela PSP, supõe-se que para averiguações ou (pior) por eventual atentado à moral pública, alguns exemplares de um livro de pintura, em feira de segundas-mãos, que ostentava na capa a imagem acima, da autoria de Gustave Courbet (1819-1877).

Título da obra: A Origem do Mundo. Óbvio, não é? Por mim, não conheço ninguém que não tenha ali colhido evocação da sua mãe... (já que no século XIX as provetas ainda não eram utilizadas na fecundação).

Nem me dou ao trabalho de procurar culpas nas fraquezas da PSP ou em atavismos retrógrados, mais ou menos de sacristia. Mas abismo-me (ainda, vejam lá!...) com o monumento à estupidez que tal acto consagra, em pleno ano da graça de 2009!

Na semana passada foi notícia o pai de 13 anos que, segundo parece, tem a paternidade contestada por diversos rivais; qualquer criancinha de meio-palmo acede aos sítios mais pirotécnicos da net, onde pairam miríades de passarinhas... e sem pêlo.

Será, afinal, apenas esse o problema, essa ostentação de pelagem púbica tão arredada da «pós-modernidade» em que (des)vivemos?

Será que alguma ASAE dos costumes considerou, porventura, que o excesso de pêlo púbico seria mau exemplo para o público, por eventuais, ainda que duvidosos e subjectivos preceitos de higiene?

Será que não se pode exterminá-los, a esses Cereberos de pacotilha, guardiães de algo que ninguém sabe definir muito bem o que é e apenas medra nas cabeças infectas dos recalcados?

Que dizer, então, da exposição peniana de Adão, na Capela Sistina? Pornografia? Por amor de Deus!...

carnaval 2009 - interior, profundo e de erotismo a martelo

Lucinda veio a terreiro
trouxe um corpete ligeiro - saia curta - perna ao léu
no treme-treme da dança
treme o seio - treme a esperança
treme quanto Deus lhe deu
e no mar de lantejoulas entrevê o seu Honório
exibindo as ceroulas do avô que já morreu
- que em acabando a folia hão-de tratar do casório
tal qual ele lhe prometeu –

e a turba já se atordoa c’o trio eléctrico à toa
num espavento de som
que vindo lá dos brasis espanta os nossos civis
que aquilo sim é que é bom

Lucinda agita este corso
seio à mostra mostra o dorso - dá à pernoca com alma
haja calma – haja calma
grita o agente aflito agarrando um expedito
que corria no asfalto p‘ra tomar Lucinda a salto
que pernoca assim mostrada perturba a rapaziada
no desvendar do mistério
deixem lá que é Carnaval ninguém leva nada a mal
nem nada é caso sério

Lucinda toda ela vibra mostrando bem de que fibra
é o corpetinho de lã
e no cume do collant onde a saia acaba a racha
por lá se perde e se acha a rendinha da cueca
que desponta em cada passo queimando qual alforreca
um olhar sem embaraço

pretinha assim rendilhada no contraforte da meia
meia-volta volta e meia deixa a malta entusiasmada
quais brasis nem qual Veneza
assim sim à portuguesa
uma coxa bem mostrada

e as plumas do pavão em frente ao seu coração
vibram mais porque afinal
em tempos de Carnaval no tempo amargo de crise
o que o corpete desvenda é dádiva – não está à venda
dá de si o que ela entenda
enche um olhar que precise.

OrCa



O Vintesete não pode ver um rabo de saia... sem saia:

"Bom compadre Orca
Que bem fala vossamecê
Dá-lhe em verso tamanha volta
Que daqui deste monte
com campo dum lado
e a Serra defronte,
já sinto essas pernocas
e ainda as mais belas mamocas
a subirem em acelerado
direitinho às minhas fontes

Ei um tal palavreado
Que um homem mesmo parado
A olhar para a lonjura
Vê a ideia numa troca
a voar do céu prá toca,
mesmo debaixo dessa pouca
que nã sendo quase roupa
faz o ninho à minha dura

E assim compadre, volto
pró mé Monte que é do Cardo
vestir o pêlo de fato e tudo
e na cidade disfarce de veludo
espremer-me todo num corpo farto
e sendo, na cama e nesse quarto
éu Rei Momo do Entrudo"

Por favor não telefonem à proprietária do telemóvel 917807652


É rata dos anúncios de convívio do «Diário de Coimbra»

Atrevimento, ousadia, arrojo




O atrevimento supõe uma resolução da vontade, acompanhada da confiança em nossas próprias forças, por conseguir um fim árduo. – A ousadia supõe o desprezo das dificuldades, ou riscos superiores às nossas forças, porém acompanhada de uma excessiva confiança na fortuna ou na casualidade. – O arrojo não supõe nenhum género de confiança, senão uma cegueira com que temerariamente nos expomos a um perigo, sem examinar a possibilidade nem a probabilidade de sair bem dele.

ROQUETE, J.I., O.F.M. 1885: 90

Videoclip baseado na música dos U2 «Discothèque»

video

Um (excelente) trabalho do blog Garm's Kiss

Anúncios da Wonderbra para a linha de fatos de banho



23 fevereiro 2009

Come e Cala-te, Zeca...


"Um copinho, dois copinhos
três copinhos de aguardente
As moças cá da terra
Fazem sentir a gente quente"


"Um copinho, dois copinhos,
três copinhos de licor
Levas um murro nesses cornos
Passa-te já o calor"



(popular Alentejano)


...levi um sopapo nos cornos que até vi estrelas...

Eh cabranagem.
À certa que muita gente já conhece estas duas quadras; a primeira a jeitos de piropo de forasteiro e a sigunda o remoque azedo dum mano da terra que ouvindo a quadra e nã gostando da pinta do gajo de fora lhe responde com esse gosto que nã lhe tinha.
Bom mas isto é pra dizer que cá o VinteSete já tem passado por ocasiões dessas.
Como vossamecezes sabem, a minha vida é no campo com o gado, ando dum lado pró outro com as alimárias, vou às feiras e cá me governo. Há alturas em que um homem vai à cidade uma remessa de vezes e vai nã vai, lá vai uma atanchadela. Ele há agora uma bichas boas na rastomenga e na espremedela, que até os olhos e a unhas dos pés se reviram, porra dum cabrão que um homem parece que se desfaz em leite em cima delas!
Só que a porra éi que taméim há alturas em que um gajo, mó de andar muito ocupado, nã pode ir à cidade prá festa. Éu cá tenho uma fragonete pra levar o gado pró negoiço, mas nã a posso levar quando vou às máquinas de tirar leite, que isso mete sempre copos e asdespois é uma moenga mó da Guarda e o soprar do balão mais a porra...
De jeitos que costumo ir na minha motorizada até Castro Verde e depois apanho a camioneta da carreira, mas isso éi quando há vagar e há alturas em que nã há vagar.
E foi numa dessas alturas em nã havia vagar que vi aquela gaja ali parada na estrada quase junto ao tasco do Zé Manita, o filho dum cabrão, orelhas de podengo, a pedir boleia. Tinha estado a tosquiar umas ovelhas. Nã sei se vossamezeces já lhe viram as rachas, mas um homem depois de rapar uma dúzia delas e nã apanhando nada há uns dias, o melhor que faz é ir-se embora que fica com uma brotoeja na braguilha, pior que a sarna. E cá o Zeca nã quer passar pela parte desse pastor a quem perguntaram como se governava sem sexo, ali no descampado, dias e dias a fio. Ao que ele respondeu que muito bem; - pergunte a quem quiser menos ali àquela ovelha, a malhadinha, que ela é muito mentirosa...-
Ora tendo eu abalado com o azinho por entre as cuecas e vendo a febra ali de dedo esticado nã perdi tempo.
- Aghhhh...- disse eu cá pra mim:- Zeca... Zeca Tramelica. Nã te esqueças do que o té avô te ensinou: "na pastagem, ovelha que berra, é bocado que perde. Nã desperdices nunca uma aberta. Come o que puderes!" – De modos que avanci logo todo lampeiro direito a ela enquanto lhe mirava prás pernas e prás mamas. A magana era boa, jeitosa e ali mesmo à mão, e eu cheio de rebarba... Nã sei se tão a ver, né?
- Posso ajudá-la, menina? –
- Foi o carro,- respondeu apontando ali prós lados do tasco do orelhas, - agora estou a ver se apanhava uma boleia ali a Mértola para ir buscar um mecânico...-
- Nã se preocupe mó disso que eu vou já buscar a fragoneta e levo-a.-
E foi já a meio caminho que a seguir a um pouco de conversa onde ela me disse trabalhar num bar que eu parei ali num desvio debaixo dum chaparro e le preguntei se nã ia uma espetadela. Bom moços! Leví um sopapo nos cornos que até vi estrelas!
- Você deve ter levado muito estalo, seu descaradão, seu estúpido, seu atrevido! –
- ... Sim... tenho levado... Mas também já tenho chombado muito.- respondi-lhe baixinho e de mão na cara a desfazer o ardor.
E nã querem lá saber? Atão nã ei que acabi, - depois de levar aquele chapadão - na rastomenga, de vintesete na vinagreira, em cima da manta, espojados por trás do chaparro? Eh moços! Bela bicha e bela espremedela! Que ele há coisas muita boas e esta foi das melhores, que já nem sabia onde era eu, onde era ela e onde era o chaparro! Tamanha foi a rastomenga que era pernas, mamas e galhos, tudo misturado num enleio do mete e tira, que só de me assomar a lembradura me começa a bater o coração na braguilha!
Fui levá-la mas fiqui com ela a bater-me cá na caixa córnea e há dias volti a Mértola a ver se a via. E foi mesmo junto à rotunda cá em baixo que a vi passar.
Éu tava num Café a beber um branquinho e disse a um que era de lá e tava tameim a beber um copo à porta, como a magana era boa. Mas o bicho dum cabrão respondeu logo, em tom acabranado e azedo, para eu tar calado, que ela estava agora por conta dum que tinha sido cabo da Guarda prós lados de Santana ou da Vidigueira, ou coisa parecida, e que era mau como as cobras.
De jeitos que alembrei-me das quadras de cima e bebi mais um.
-Come e cala-te! – remati para dentro, levantando o copo enquanto fazia um brinde à memoira do mé Avô e que entre outras tameim me tinha ensinado esta....

José Carlos Trambolica
(Zeca Tramelica, o VinteSete)

Vão ao Estúdio Raposa

e deliciem-se ouvindo Luis Gaspar a apresentar-nos E. M. de de Melo e Castro e a ler-nos cinco poemas do livro «Sim... Sim!». Um deles é este:


"mais difícil é falo
que falá-lo
mais difícil é língua
do que lua
mais difícil é dado
do que dá-lo
mais difícil vestida
do que nua
mais fácil é o aço
do que achá-la
mais fácil é dizê-la
que contê-la
mais fácil é mordê-la
que comê-la
mais fácil é aberta
do que certa
nem difícil nem fácil
nem aço nem licor
nem dito nem contacto
nem memória de cor
só mordido só tido
só moldado só duro
só molhada de escuro
só louca de sentido
fácil de falá-lo
difícil de contê-lo
o melhor é calá-lo
o melhor é fodê-lo

E. M. de de Melo e Castro"

Revelações


Alexandre Affonso - nadaver.com

22 fevereiro 2009

Comunicado da Maria Árvore À Nação Blogoesférica*

"Informação recolhida pelo Yahoo e outros motores de busca não deixa dúvidas de que o regime cheziano continua a possuir e esconder armas mortíferas. O blogue tem um historial de rude agressão aos comportamentos masculinos, em geral, e aos valores socialmente aceites e politicamente correctos de falta de igualdade entre os sexos, em particular. Acresce que tem sido ajudado por outros blogueres terroristas, incluindo operacionais d'A Funda São. O perigo é claro: usando a química do sexo e as consequentes respostas biológicas e quiçá, um dia, nucleares por se alojarem no cérebro de forma humorada, estes terroristas anónimos poderiam concretizar as suas ambições de divulgar o direito ao prazer como natural e lícito junto de milhares de inocentes do nosso país e até doutros incautos que demandam blogues nacionais.
À medida que a nossa coligação de comentadores conceituados lhes retirar o poder, assinalando-os sistematicamente na barra de navegação da Blogspot, iremos distribuir toda a informação e entretenimento adequado de que precisam. Iremos desmontar este aparato de um espaço onde tudo parece possível e ajudaremos a construir uma nova blogoesfera próspera, segura e livre. Na blogoesfera livre de sarilhos não haverá mais guerras de agressão a pessoas socialmente reconhecidas pelo seu bom nome na praça nem mais fábricas de venenos sobre o modo de viver tuga em geral. O dia da vossa libertação está perto.

* post inspirado na declaração de Bush de 17 de Março de 2003 anunciando o ataque iminente ao Iraque"

Maria Árvore

Rodney Carrington - Show them to me



Sugestão da c&a

crica para visitares a página John & John de d!o

20 fevereiro 2009

A verdadeira obsessão dos homens...

… são as bolas. Não essas que o meu perverso e mal intencionado leitor tem na cabeça (metaforicamente, é claro), mas as bolas de futebol! Seja qual for a idade ou a condição, o local ou o tipo de roupa, o verdadeiro tuga não resiste a uma bola de futebol! Um tipo vai caminhando, ensimesmado ou contemplativo, que quando a bola “se abeira de nós” (um miminho para os meus leitores do Norte), não resistimos a dar-lhe um toque, ainda que ligeiro, demonstrando ao mundo a nossa arte, ou a carência da mesma. Sei que muitos discordam e sustentam que a tara dos homens são as mamas, mas estou em perfeito e consciente desacordo: aquilo que nos motiva é uma bola de futebol. Porque mesmo que a bola seja de outro desporto, nós temos de tratá-la como se fosse do desporto que dizem ser rei neste país republicano.
Veja-se o caso da praia, quando a malta vai a banhos: quem cultiva o delicioso prazer de dar uma volta à beira mar (mesmo sem kafka), ainda que vá distraído a ouvir a música do bar, ao aproximar-se de banhistas desportistas, sofre do profano pecado de desejar que a bola se aproxime de nós para matarmos o estranho vício! Mais. Estou convictamente imbuído da convicção que os homens apenas olham para tudo o que é mamas, porque nas arredondadas formas vêm duas inocentes bolas de futebol! A paixão pelo futebol tem toda uma natureza abichanada: a malta paga para ver homens de pouca roupa que correm suados e agarram-se uns aos outros - mais gay que o futebol só mesmo o râguebi ou a tourada, embora no caso desta os forcados vistam aquelas roupas para assumir a homossexualidade – mas, ainda assim, jogamos futebol e sentimo-nos muito machos! Atrás da bola. Por causa da obsessão das bolas. Não dessas!

"Masculatron"


Uma parceria com The Perry Bible Fellowship

Flying Lotus - «Parisian Goldfish»

Se imagens psicadélicas te provocam tonturas, não vejas este video.
Se o sexo te provoca tonturas, não vejas este blog.


Informações em dancefloordale.com

19 fevereiro 2009

O Grande Atlas do Sexo


«Human Sex Map»

Que excelente ideia teve Franklin Veaux: desenhou e publicou na internet um grande Atlas da Sexualidade Humana que tenta mapear todas as práticas sexuais, de uma forma interactiva. Podes marcar e guardar todos os pontos que já experimentaste e aqueles que gostarias de tentar.
Torna-se também uma excelente oportunidade para aprendermos fantasmas que possamos ainda desconhecer, como a dacrylagnia (lacrimofilia, prazer em ser-se aspergido pelas lágrimas do parceiro ou então por vê-lo a humedecer os olhos).









Quem quiser este mapa em versão impressa (poster) pode fazer a pré-reserva aqui.


"Receita nº 1 do livro «Cozinha Porno»: Melões esmagados."

A Piranha Sereia - Dar No Seu Mundo

18 fevereiro 2009

Cardeal D. José Saraiva Martins diz que...

... homossexualidade "não é normal".

E usa o argumento da Bíblia: "A homossexualidade não é normal, temos que dizê-lo (...) Não é normal no sentido de que a Bíblia diz que quando Deus criou o ser humano, criou o homem e a mulher. É o texto literal da Bíblia, portanto esse é o princípio sempre professado pela igreja".

Sem querer entrar na questão de onde começa e acaba a normalidade, parece-me bem mais anormal - pelo menos em termos estatísticos - ser padre... ou mais ainda bispo... ou muito mais ainda cardeal. Ou Deus criou estas figuras quando criou o ser humano... criando o homem e a mulher?
__________________
O Sou Burro vê tudo noutra óptica, como sempre... e lá tem a sua razão:
"A melher tem razão!
D. José Saraiva Martins diz que homossexuais não podem dar uma educação normal às crianças.
E se o miúdo se portar mal? Na cara não se deve bater, nas mãos não dá jeito, sobra o rabo, um homossexual a dar umas palmadas no rabo ao filho pode ser entendido como preliminares.
...para além de que chamar parva e melhéri a um rapaz não é o mais correcto."

Ou, na óptica do "Homossexual? Saia da frente!", como bem observa o Henrique Monteiro:

O Charlie vai mais longe... a sério: "As Religiões, entendidas cada uma per si como produto final, plenas e completas na sua doutrina, surgem filhas dessa profunda inquietação do Homem, contemporânea da alvorada da sua consciência.
Os Deuses confrontam os seus domínios com as franjas do entendimento. Não num recuo perante a ciência mas num eterno alargar de fronteiras, onde paradoxalmente e como consequência natural desse entendimento, Deus se remete e dilui no mais profundo Universo do mistério e da Razão Vital.
Na base de toda a interrogação científica está sempre o sentimento de maravilha perante o desconhecido e que as Religiões sublimaram e consubstanciaram num compasso de espera da História, chamando a esse momento de Revelação e Verdade.
Eis então como um ou muitos instantes dum vislumbrar se pervertem ao estratificado.
Como podem as Religiões evoluir?
Não podem!
Apenas encontram respostas para instantes que são, para o Homem, momentos idos dum caminhar sem fim.
À inquietação e à pergunta respondem com a perfeição do argumento final e não com respostas que remetem para novas perguntas. O imobilismo é o seu enquadramento e ambiente natural.
Cientes de que a adaptação progressiva ao longo dos tempos lhe anula os dogmas e lhes dilui o sentido e razão de ser, reúnem-se à volta dos preceitos fundamentalistas: um desespero onde longe vai o sentimento de maravilha para ser substituído na íntegra pelo sentimento de posse.
Não cabe mais perguntar para quem é bafejado com a revelação da Verdade absoluta."

Trombas e trompas


Durante anos os naturalistas supuseram que os elefantes sofriam da doença do pénis verde até perceberem que era um efeito secundário da intoxicação resultante do período de acasalamento que transforma o elefante num ser agressivo e incontinente com valores de testosterona 50 vezes acima dos normais, um cheiro fétido e a verter cerca de 350 litros de urina por dia.

Não obstante as fêmeas ficam encantadas por terem à sua disposição o maior pénis do mundo - de metro e meio a dois metros e 45 quilos de peso - mesmo que se apresente esverdeado. Elas não são parvas porque o tamanho e a curvatura em esse é uma vantagem para conseguir alcançar a vagina de 50 centímetros de comprimento que não está logo ali à mão de semear abaixo da cauda obrigando o elefante a recuar um pedaço o que também é positivo porque assim ela não sente as 4 toneladas do elefante excitado a fazer peso nas suas costas e melhor ainda porque após a penetração o macho só demora 30 a 60 segundos a ejacular.

Se ela não colaborar, ele pode ficar de trombas, perder o interesse ou até agredi-la mordendo-lhe o rabo e as orelhas. Se tudo decorrer de acordo com o manual, terminada a cópula todos os familiares da fêmea se aproximam para lhe manifestar orgulho nesta sua conquista, urrando como quem faz soar trompas e defecando em redor. O macho afasta-se então para permitir que a média de 5 coitos necessários para ocorrer a fecundação seja continuada por outros.

«Tarzoon, a Vergonha da Selva», de 1975, um clássico do cinema de animação!

Sick My Duck



via Loleg

17 fevereiro 2009

MILK

O Sean Penn é um Senhor!
Mas um Senhor foi Harvey Milk, um corajoso agente de seguros que se tornou num activista pelos direitos dos homossexuais, mas acima de tudo pelos direitos de quem se sente excluído.
Desconhecia a história de Milk e confesso que me emocionei com o relato. Isto de viver a vida «sem sair do armário» tem muito o que se lhe diga; e se hoje o preconceito é menor, ainda existe.
Penso que é graças a pessoas como o Milk, e todos aqueles que o apoiaram nas suas campanhas, que hoje vemos gays de mãos dadas na rua, assumindo a diferença que são. É também por causa de pessoas como o Milk que os Arraiais Gay Pride estão «cheios» de gente descomplexada com a sua orientação sexual (e que não se incomoda com a dos outros).
O Gus V Sant está de parabéns. O Sean Penn também. E o actor que faz de Dan White é... sei lá, giro que dói.

A não perder!

Jesus

... sempre no sítio certo... filho da mãe.

Mulher-Pirú


Alexandre Affonso - nadaver.com

16 fevereiro 2009

A desterrada

De papo para o ar macerava com uma mão a cereja do monte de Vénus e com a outra introduzia numa cadência regular o objecto filiforme de borracha dentro de si chupando nos lábios os gemidos enquanto semicerrava as pálpebras para melhor ver os esgares na cara daquele gajo etéreo que a cobria. Até o barulho chapinhado aumentar de ritmo e num estertor de todo o corpo os músculos vaginais latejarem como um farol e naquela modorra espreguiçar um sorriso.

Bendita a hora em que comprara o dildo para não estar sempre a comprar pilhas que naquela terra certamente estranhariam ser consumidora habitual. Estava quase na hora de ir jantar qualquer coisa mas o telemóvel tocou e com um sorriso brejeiro atendeu o marido a interrogar que se ainda agorinha tinham acabado como já estava ele com saudades ao que ele retorquiu que lhe queria dar mais um toque que a pusesse a vibrar e seguiram para o desfiar das coisas corriqueiras em que ele a informou que o miúdo tinha tido uma diarreia mas nada que um ultra-levur não curasse e ela repetiu a queixa das milhentas papeladas e relatórios e grelhas que tinha de preencher para além das aulas. Ele prometeu ligar no dia seguinte à hora da deita acentuando a última palavra como passe para a masturbação a dois telemobilizada que sempre encurtava os quase 200 quilómetros de distância e os dias da semana.

Foi migar alface e nozes a que juntou rodelas de queijo fresco e tomate e enquanto mastigava frente ao ecrã das notícias resmungava consigo própria a escolha da profissão que fizera que só a deixava dormir com homens ao fins de semana.