31 dezembro 2010

Pecados imortais


Foto: Shark

- Sim, minha querida, sou mesmo todo duro como pedra...

Os que vão, assim, caminham

E os que vão, será que ficam? Empurrar para cima nas escadas e acabar por ficar num degrau diferente. Dar a ponta do balão e soltar e ficar na Terra. Largar o braço, puxar pela mão e soltar mais. Espreitar o Caminho. E o susto, o entendimento súbito e quase inesperado, estava ali sempre e agora só às vezes. E tirar-te o escuro lá à frente é ficar com um pouco dele para mim e não faz mal, não faz mal porque é um escuro pequenino, menor do que eu gostar de ti. E os que vão, assim, caminham. Boa viagem!

Contra o frio, o melhor é saltar para aquecer


Woman from redkedscom on Vimeo.

Resoluções de Ano Novo


Alexandre Affonso - nadaver.com

30 dezembro 2010

Corte e costura

A tesoura imaginária que corta ligações mantidas de forma precária, dez vezes mais depressa do que a mão sorrateira que tenta reparar à sua maneira os elos perdidos, muitos cortes definitivos, de forma atabalhoada, improvisando uns nós, atarefada a cortadora apressada que se acredita melhor caminho para a salvação no estranho conforto que a solidão parece prometer, talvez algum órgão vital a morrer por falta de irrigação das veias separadas pelas lâminas afiadas de uma tesoura imaginária que tenta alterar a história e prevenir a infecção recorrendo à amputação das ligações associadas a más emoções ou apenas teoricamente ameaçadoras, essas relações comprometedoras para o sossego das tesouras que reagem de forma automática a qualquer sensação menos simpática, o corte radical para separar o bem que somos do mal que os outros podem representar.

A tesoura imaginária a cortar, cem vezes mais depressa do que a mão piedosa que vê as coisas em tons de rosa e se esgota num esforço inglório para (re)atar alguns nós.

A ver se consegue evitar que acabemos completamente sós.


Sonhar com um mundo melhor não custa...

Teste de visão


Via

Pendurado...


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29 dezembro 2010

O João aprova #3


Esta imagem tem tudo para ser aprovada. É muito convidativa. Aquelas pernas, assaz interessantes, conduzem a um rabo sedento pelo tauísmo (vertente passifista, i.e., de todos aqueles que praticam e advogam a pás entre os povos) e quando olho esta imagem tudo nela transpira um alto e bem definido "possui-me!". Ou, como se diria em latim, "fode-me".

Há Outros Dias...

Há dias em que sem percebermos e sequer questionarmos, o céu é luminoso.
Há dias em que a tristeza não encontra os nossos dedos.
Há dias em que o silêncio é o melhor amigo da nossa alegria e seríamos menos felizes se palavras houvessem para a descrever.
Há dias em que os raios de Sol são raios de Luz que nos iluminam.
Há dias em que o astros, a Lua e o Sol estão de tal forma alinhados que as estrelas falam connosco.
Há dias em que agimos sem conseguirmos pensar.
Há dias em que a alegria esperada supera-se de tal maneira que – se medida – não teria espaço em corpo meu.
Há dias em que o interessante se transforma em bom, depois em óptimo e só o todo tem lugar sem detalhe que impressione.
Há dias em que não há próximo, existe apenas comunhão.
Há dias em que o coração em vez de bater, aperta e expande à velocidade da Luz.
Há dias em que todos os caminhos têm apenas uma direcção.

Há dias em que as pernas tremem, o coração acelera em êxtase, as pálpebras piscam de nervoso, os olhos fecham em prazer, a expressão facial ganha cor, as costas dobram num abraço, os braços envolvem, os movimentos suaves, o cérebro grita, a visão só reconhece o brilho, o pescoço roda, o peito enche, o cigarro é pontual e um pingo de suor atrevido escorrega suavemente nas costas até soltar-se.

Há outros dias...

Matemática

Uma noite, poderás dormir no meu lugar,
dar-te, no meu espaço, o espaço meu,
o lugar que me toca a pele na cama;
porque deve ser apenas assim que se ama,
de todo o espaço, a pequena coisa que cedeu,
é na fronteira do eu, é o espaço de na pele tocar.
Uma noite, quando sonhares, poderás deitar
o sonho teu, ali será o meu e o meu será o teu
como eu e a palavra nossa há-de ser a mesma,
essa palavra que junto à pele já nos soma;
não somos um, gosto que sejas tu, eu sou eu
mas, aqui, aprenderemos contas de somar.

Ibiza Fucking Island

28 dezembro 2010

Endurance

Não passou de um momento.
Um segundo, no máximo, diria.
Em que sentiu no estômago o mesmo que sentia quando, era miúda, o pai passava com o carro a determinada velocidade nos túneis das avenidas novas e ela, com o irmão no banco de trás, ria e pedia "mais, mais!".
Em que achou que todo e qualquer milímetro cúbico de sangue lhe afluira ao cérebro.
Em que ouviu o coração descompassado, como se fora do peito.
Em que viu as mãos a tremer.

Foi só um segundo.
Respirou fundo e obrigou a fisiologia a voltar ao normal.
Como uma atleta de endurance.
Afinal, na vida, não passamos de candidatos a corridas de fundo.

Si non è vero, è bene trovato

As iludências aparudem

Efeméride

Este não é o destino
que penso que mereço;
não é a fortuita paisagem
de um dia de Verão!
Este não é o sintoma
de uma falta de saúde:
será, talvez, a força
determinada do futuro.
Pela força de vontade
eu voltarei a olhar-te(!)
como uma estúpida
efeméride... nada mais.

Poesia de Paula Raposo

Barriga denunciadora...


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27 dezembro 2010

Grandes questões da humanidade

Como é possível que nenhum realizador de películas porno tenha conseguido reunir no mesmo elenco a Linda Lovelace e o John Holmes?

(E estando provado que a indústria porno aponta para um segmento predominantemente masculino, como se explica o imenso sucesso dos actores melhor equipados para os grandes planos?)

Acto Violento

Maria sentia as mãos fortes no pescoço, a apertar a traqueia, a impedir o normal fluxo de ar que deve viajar para garantir a vida. A cara, empurrada violentamente contra a parede do prédio, atrás dos elevadores velhos fica marcada pela parede rugosa e estragada; um torpor generalizado assalta-a e endurece-lhe os músculos dificultando os movimentos.
A blusa, branca e fina, a permitir observar a silhueta de um peito nu é puxada por trás, arrancada pelos botões que cedem à força do indivíduo que a deseja e manieta. Depois da garganta, são os seios de Maria que sentem o apertar descuidado do homem que a empurra e parece aumentar o seu desejo proporcionalmente à violência do acto.
De mão esquerda nas suas costas a aprisionar todo o corpo contra a parede, o homem levanta a sua saia e acaba o que começou minutos antes.
Maria contorce-se e gira sobre ela balbuciando palavras, de olhos cerrados, de corpo tenso na média luz que a envolvia; o despertador toca; Maria levanta-se com um sorriso de ter vivido uma experiência rara...

Renault twingo Sport - «drag queen»

Como diz a lady.bug, "this is so Gay Pride :D (muitíssimo bem esgalhado!)".
Eu? "Digo... linda! Digo... papá lindo! Digo... papá linda!"

Renault Twingo

A lady.bug, que descobriu esta pérola, ouviu dizer que a RAI baniu este anúncio:

26 dezembro 2010

Lídia Poema

Quem é ele que adormece o sono,
Lídia, ele, sim, lago que afoga o mar,
ele, o mago do relógio que parte o ar
e me dá só do tempo sem dono;
onde estará o senhor do abandono
que parece nunca me encontrar.
Diz-me, Lídia, do que nunca foge
e amanhã e sempre em cada hora
diz agora, imediatamente, hoje;
diz-me, Senhora, porquê tanta demora?
Quem é ele que se lembra do Outono?

«Terror na madrugada» - por Rui Felício


Há vários anos que a Elisa vivia sozinha num pequeno apartamento da Av. de Roma.
Habituara-se a essa vida solitária e, apesar de as notícias de assaltos serem cada vez mais frequentes nos últimos tempos, não tinha medo.
Contudo, naquela madrugada, acordou sobressaltada, com a respiração ofegante.
Sentia uma mão a pressionar o seu seio esquerdo. Na escuridão do seu quarto, pensou que alguém tinha invadido o apartamento.
A prova disso era aquela mão que cada vez mais lhe pesava no peito, enclavinhada no seio. Aterrorizada, manteve-se imóvel, tentando raciocinar e perceber quem seria o intruso que estava ali ao seu lado, apalpando-a!
Pensou em gritar, pedir por socorro, mas teve receio que isso pudesse levar o assaltante a cometer alguma violência.
Apesar do pavor que a inundava, a verdade é que aquela mão no seu seio nu não denotava violência. Bem pelo contrário! Estranhamente, ao terror mental juntava-se também o prazer físico do toque firme mas delicado daquela mão.
Há tanto tempo que o seu corpo não era tocado, acariciado por uma mão...
O que sentia agora, era já uma mistura de medo e de desejo. O arrepio estendia-se desde o peito até à barriga. O calor invadia-a e instintivamente afastou ligeiramente as pernas...
Encheu-se de coragem, decidiu arriscar, queria ver o rosto do intruso, queria que ele lhe apagasse o doce fogo que a queimava.
Conteve a respiração e, procurando não mover nenhum músculo que denotasse o movimento e o assustasse, foi aproximando lentamente a mão direita, da mesinha de cabeceira, carregou no interruptor do candeeiro e a luz jorrou.
Piscando os olhos à súbita luminosidade, sem se mexer, percorreu a cama e o quarto com o olhar. Não estava ali ninguém! Estava sozinha, não tinha dúvidas...
Mas a verdade é que aquela mão ainda estava pousada no seu seio!
Olhou. Viu então que era a sua mão esquerda, dormente, insensível, onde começava a sentir um formigueiro na ponta dos dedos...

Rui Felício
Blog «Encontro de Gerações»

Perfeito

Quando as coisas não são bem explicadinhas...

crica para visitares a página John & John de d!o

25 dezembro 2010

Como vender a xBox sem esforço [mesmo depois do Natal]

Só mulheres não lésbicas reparam na desafinação

Rol [de Natal]

Existe um momento
em que deixamos a timidez
do outro lado
e nos abrimos ao novo,
ao inesperado.
No rol das experiências
- incontáveis -,
experimentamos emoções
sem sentirmos:
não são sentimentos,
são só números de pernas para o ar.

Poesia de Paula Raposo

La Senza deseja que sejam felizes na tal... com Notas-Copas?!

Operador de caixa [no Natal]


Dar uma fada


1 página

oglaf.com

24 dezembro 2010

Votos não, que soa a política! Desejos!

As meninas da Triumph e o Natal

O Natal é assim. Tem, entre muitas outras coisas, meninas quase nuas espalhadas pelas ruas. Não em carninha palpável, temos pena, mas em mupis nas paragens de autocarro e em outdoors de grandes dimensões que representam para a segurança rodoviária um perigo muito superior ao de conduzir de olhos vendados a 200km/h e, mais ainda, com pneus carecas.
Já no ano passado (e em anos anteriores) abordei o assunto. É difícil não o fazer. Vejamos então o que nos propõe a Triumph para este Natal (melhor dizendo, vejamos de que modo a Triumph tenta fazer-nos accionar o seguro automóvel):

Temos uma Helena Coelho em esforço. Provavelmente com uma forte dôr de pescoço. Se começo por esta é porque a acho a melhor do lote (a mulher, e a foto). Dolorosa, sim, mas a melhor.


De novo. Helena Coelho. Não sei o que pensar disto. É que se na primeira foto estamos num contexto assaz doloroso para o pescoço mas possivelmente indicador de êxtase, já nesta segunda foto a cara é do mais absoluto frete, ou até desconfiança, e isso, lamento, não é bom. Mau. Mau mau mau.


Não sou especial apreciador da Andreia Rodrigues. Desculpa Andreia, até podes ser uma porreira, e dentro daquilo que eu aprecio, o conjunto que te deram a vestir até é jeitosinho, é sóbrio (embora dispense o raio do laçarote no soutien, mas enfim, fazer o quê) e razoavelmente eficaz, mas não me convences. Ao menos, não tens a cara de frete da fotografia anterior com a Helena Coelho.

Dizem que é a Isabel Figueira. Desculpem. Mas só com muito esforço a reconheço. Concluo com a sensação de que a campanha de Natal da Triumph aterrou ao lado. Não foi bem conseguida. A linguagem corporal não é nada natural, as expressões faciais estão no mínimo esquisitas, e, se calhar, já nem vale a pena insistir em tanto vermelho só porque é Natal.

Não estou satisfeito.

na tal festividade

aqui vos deixo um Natal
quiçá rico em rabanadas
aletria e afinal
coisas boas e bem dadas

e não se entenda de fora
destas coisas outras várias
aquelas que o pudor cora
mas que são extraordinárias

façamos do mundo todo
o tudo que ao prazer cabe
limpando do mundo o lodo
mas que o amor nunca se acabe

amor por ti e por mim
e por quanto lá vier
e quem não quiser - enfim
bem se pode ir… recolher

e depois com Lennon digo:
imaginem toda a gente
num grande abraço de amigo
fazendo um mundo diferente!


E, como nos dizia o Solnado, façam todos o favor de ser felizes!

Lides domésticas






Finalmente um electrodoméstico que nenhuma mulher se importa de receber como prenda.
Instructions: After turning the dial to the required setting, press the 'on' button and climb into the saddle with your legs at the front of the machine.

Vencer os frios grandes [no Natal]

Os poetas meninos desenharam
tantas pontes nos rios
tantos ramos nas árvores
tanto azul em sal nos mares
que cercaram de fogo os frios
grandes, depois escreveram
paz na folha, assim encheram
cada peito inundado de vazios;
e no meu peito eles cresceram,
não são grandes, são maiores!
Os poetas meninos desenharam
os nossos beijos nas suas dores.

Prenda de Natal

Para colocar no sapatinho da menina e do menino.
Compra-se aqui



23 dezembro 2010

Outra sugestão de prenda.

Sugestão de prenda de Natal para o avozinho

Nunca jamais


Nunca te deixes influenciar por aquilo que te possa demonstrar num momento de desnorte, acredita que foi pouca sorte teres a desdita de te confrontares com o outro lado de amores que se querem secretos, que nem sempre se revelam discretos e podem explodir numa simples exibição de uma mera irritação com o rumo que a vida por vezes toma, a que se pode juntar a soma de pequenos focos de incêndio, aqui e além, na mente de quem possa não estar assim tão bem quanto seja seu desejo provar.
Nunca te permitas ignorar tudo o resto que se esboça quando não meto a pata na poça, leviano, e te induzo naquilo que é um engano, a descrença, quando não te privo de argumentos para a esperança, sempre que exibo outra face livre de tudo o que nas horas más me entorpece a consciência do quanto vales para mim.
Nunca aceites chegado o fim da resistência, o esgotar da paciência que talvez não faça por merecer a todo o tempo, enfatiza o encanto de que sou capaz no todo que se faz de partes tão distintas, o monstro que me pintas quando te desiludo mas também o que mostro quando tudo não me basta para ti e tento ir mais além, as coisas que faço bem e te rendem à evidência de que a tua tolerância não é investida em vão.
Nunca rejeites a voz do coração quando te verga a uma verdade talvez para ti incómoda, quando a realidade te faz sentir estúpida por cultivares tamanha paixão por um homem que por vezes se revela tão distante da forma como o consegues sentir e por vezes não consegues entender o porquê.
Nunca esqueças que para lá do que se vê existem razões inexplicáveis para as coisas aparentemente impossíveis de aceitar.
Nunca inferiorizes o amor ou a paixão perante uma simples reacção impulsiva, deixa que o instinto sobreviva ao duelo com o vilão em que se transforma a razão quando ameaça a felicidade com base numa lógica sem capacidade de entender as emoções, que se baseia em equações sem que nada se prove porque afinal a prova dos nove bate certa no teu peito acelerado que se prefere enganado nas conclusões do que privado das sensações que lhe ofereço quando aceitas as desculpas que te peço, por vezes sem emitir um som, e fechas os olhos, enfeitiçada, ao meu lado menos bom.

Há manifestações bem mais interessantes que outras...

3 de Novembro de 2010 - "Imágenes de una mujer que se paseó esta tarde por el centro de la capital catalana, desnuda y con la cara tapada por un burka, para mostrar su repulsa por la posible ejecución de la mujer iraní acusada de la muerte de su esposo."

Casalinho entretido

Estes malandrecos vieram nestes preparos do Bali até Portugal.
Agora estão na minha colecção... e não "deslargam".

Estatueta em madeira Kayu Suar (sim, sim, tive que ir ver o que era) com 30 X 10 X 19cm

Paizinho...



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22 dezembro 2010

A caminho do nu artístico?



Quem me lê, sabe que eu gosto muito de fotografia. Há cerca de um ano atrás já andava a escrever sobre como gostava de comprar uma máquina nova, uma dSLR, para substituir a minha bridge Fuji. A Fuji que tinha – e ainda tenho, porque ainda não a vendi – não era/é uma má máquina. Apenas não é uma máquina que satisfaça quem, em algum momento da sua vida, já fotografou com uma reflex de 35mm, uma Asahi Pentax que, em contraponto às máquinas actuais, era mesmo de metal e coisinha para partir cabeças.

Eu gosto muito de fotografia, e talvez nunca tenha feito disso mais do que apenas um hobby porque não seguimos na vida todos os caminhos dos quais gostamos. Fazemos opções, por um lado, e somos conduzidos, por outro. As coisas de que eu gosto são muito vastas e não creio que fosse inteiramente feliz a fazer da fotografia a minha vida, em exclusivo. Mas, entre o resto que já faço, a fotografia é algo que precisa existir.

De entre as muitas coisas que se podem fotografar, o corpo feminino é uma das que mais me cativa. Isso não deve constituir grande surpresa, mas as razões para o dizer não se relacionam com o simples facto de ser homem e gostar de mulheres. O corpo feminino é uma das mais belas criações de Deus, e o que de fantástico com isso se pode fazer em fotografia tem pouca coisa equiparável. De fotografar paisagens e arquitectura, estou eu vagamente cansado. Mas, no meu entender, para se avançar para o nu artístico, há que ter algum material. Não basta querer e ter uma ideia do que se pretende. É certo que até com câmaras fotográficas em telefones móveis se conseguem fazer fotografias decentes. Mas, decentes para quem? E decentes para quê? Eu só sinto que estou a fazer fotografia quando tenho nas mãos uma reflex onde posso regular tudo em manual se quiser, onde sinto o controlo da focagem, da exposição, da sensibilidade, de tudo. Mesmo que decida fotografar em automático, a possibilidade de escolher o que quero, é o que me faz sentir que estou a fazer fotografia. Sem isso, com máquinas compactas pequenas, não me sinto mais do que simples turista a fazer umas imagens para mostrar em casa e dizer, pomposamente, “eu estive lá”. A fotografia tem de passar qualquer coisa a alguém. Tem de transmitir algum tipo de emoção. E o que nunca pára de me surpreender é como a fotografia (muito mais do que, por exemplo, o vídeo) tem o dom de transformar coisas totalmente banais em objectos de admiração pela simples forma como se decidiu focar ou enquadrar a imagem. A fotografia é uma arte. E eu gosto.

Comprei recentemente uma Canon 550D. Claro, não é uma 1D, não é uma 5D, é uma máquina que os verdadeiros profissionais poderão dizer que é mediana, mas para mim é um investimento sensato. Não podendo dar 5000 euros por uma máquina, uma fracção disso pela 550D pareceu-me uma boa opção, considerando que o verdadeiro investimento vem depois, em acessórios e, fundamentalmente, em vidro. O meu objectivo é muito claro: quero recuperar alguma da forma perdida para um dia fazer nu artístico. Isso, em si mesmo, é um desafio grande. Não estou confiante para pagar serviços profissionais, e por outro lado não conheço ninguém que aceite despir-se para a minha lente. É uma espécie de nó cego, este, que só se ultrapassa se eu ganhar confiança técnica para efectivamente pagar uma modelo, ou se vier a conhecer quem queira experimentar isto de borla. Enquanto isso não acontece, vou-me apetrechando. Ainda existem alguns acessórios que preciso comprar. Um flash externo e uma lente melhor que a que tenho. A lente que veio com a máquina, apesar de vilipendiada por muitos por ser uma lente banal de kit, acabou por me surpreender pela positiva na medida em que para lente de kit é, até, uma lente muito interessante. Mas não me chega. Nos meus planos está uma 18-200, para poder cobrir um maior número de situações, e uma lente fixa de 35 ou de 50mm que permita aberturas f/2.8 ou superiores (i.e., f/1.8 ou 1.4).

Quando observo o trabalho de fotógrafos que, com máquinas iguais à minha, fazem nus artísticos espectaculares, sinto que é possível, sinto que também consigo lá chegar. Não tenho um estúdio (mas isso não é essencial), não tenho toda a parafernália de reflectores, de luzes, de medidores, de gente para maquilhagem e penteados, mas tenho a minha noção de estética, o meu gosto, e, finalmente, uma máquina com a qual creio que vou conseguir fazer qualquer coisa, assim que à frente dela surja uma modelo. Com pouco para vestir ou mesmo nada.

Marcha de avançar

O soldadinho de chumbo vai perder
a perna, ele sabe. Quebra. Triste.
Ele ainda eu sou, meu amor, e nunca viste
sequer uma Lua, um Sol aqui, o erguer
do impossível, o desesperado combate
que ganhei para ti e perdi por defender
o reino quando o reino, afinal, nem existe.
Nunca estranhes se eu não escrever
sequer mais uma palavra. Porque desiste
de mim cada sonho que não pode aprender
e na escola deste soldadinho triste só insiste
o toque dobrado, partido, do recolher.
A boneca de trapos em farrapos vai perder
a pena, ela sabe. E rasga. Triste.

_____________________________
O OrCa não pode ouvir falar de boneca de trapos que ode logo:


"quebra e rasga
e brando engasga
um amor de chumbo feito
embrulhado no papel
sentinela do teu peito
e bate como corcel
que o lume funde e ajeita
num brilho de vagalume
papel ao chumbo se deita
enfeita coração e assume
ser de chumbo e de papel
sua história de cordel
de vida mais que imperfeita"

Sonho

No momento em que sonhas, vives; mais que numa vida de sonho.
A profunda tarefa do ecletismo é passares a sonhar sem dormir, tocares os mais próximos objectivos da grandeza das imagens que produzes em corpo repousado.
Contudo, sem saíres do equilíbrio, não perdendo o ímpeto da concretização originada pelo planeamento, premonição ou clareza que te é transmitida hiperbolizada pelo sonho;
Sonha; Sonha em sono e acordada; Aproveita as mensagens como catalisadores de acção equânime na tua vida.

ASI TE QUIERO YO

21 dezembro 2010

Shakira escreve livro para crianças



HenriCartoon

Oh Anna

Não faço ideia do que queres.
Se queres que te diga, não posso fazer.
Ou (já) não quero, vai dar no mesmo.
Insistes nem sabes bem em quê.
Muito de vez em quando, como quem pretende matar uma pulga que lhe reside por detrás da orelha.
E não me chegas a maçar, ainda que também não me massages o ego.

Vivo à margem de ti, entendes?
Não fazes parte de coisa alguma que me diga respeito.
E é isso, deixa-me adivinhar(-te), que te move, não é?

Desisti antes de me dares licença.
Disse "não" antes de ti.
E agora, em jeito de vingança sem plano, queres manter-me até que sejas tu a poder pontuar algo que me atrevi a decidir sem o teu aval. Mea culpa.

Não há nada a fazer, darling.
Mas uma coisa admito: sempre tiveste excelente gosto musical.
O que não é nada mau.

Lembram-se do filme Tron?

Câmara

O quadro em tons vermelhos
na parede em frente.
Do outro lado um espelho enorme
que reflectia os movimentos
de quem os podia ver.
A câmara filmava
o nosso ritual.
Na invisibilidade anónima,
só actuámos mais uma vez:
o resto ficou por dizer.

Poesia de Paula Raposo

meninos & meninas



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20 dezembro 2010

Fim do tabu gay no exército dos EUA



HenriCartoon

Edito Estrelas

É estranho chamarem-lhes tomates, mesmo evocando uma salada com uma cenoura ou um pepino que, em termos práticos e na maioria dos casos, até nem passam de pequenas salsichas que nem bastariam para um cachorro quente moderno.
Contudo, se a alternativa das bolas (convém começarem a ver em braille) peca por desajustada na forma, a dos berlindes acarreta o mesmo engulho geométrico e ainda lhe acrescenta um pecar por defeito na dimensão que só pode ultrapassar-se se os aceitarmos, no mínimo, como abafadores.
Claro que o termo colhões, específico para os acessórios em causa por contraponto aos anteriores (mais generalistas), pouco ou nada nos diz acerca do tamanho, da forma ou mesmo da função dessa dupla famosa que tanta tinta faz correr na literatura erótica e sua busca incessante por recursos estilísticos ou absurdos propriamente ditos para a respectiva designação.
Ainda assim, não é preciso amar a língua (é mais preciso usá-la) para sentir um pequeno desconforto (não necessariamente na zona das virilhas) perante a pancada da palavra testículos quando aplicada a tão sensível (no corpo como na mente) sector da anatomia masculina.
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A malta não se cala:
Joana Well: "Eu gosto de lhes chamar bolinhas."
shark: "Se chamares isso aos meus eles não respondem..."
Rui: "Pois, essa faz-me lembrar uma acontecida na parada de instrução, em Mafra. Um soldado, atingido pela coronha de uma Mauser, começou aos ais... o furriel perguntou o que é que se passava e o soldado respondeu: «Ai, meu furriel, estão-me a doer os testículos!». «Testículos, seu filho da puta?!» - responde-lhe o furriel - «Testículos tem o nosso general, o nosso capitão tem tomates e você, sua bosta, tem é colhões!»... Bons tempos..."
kikas: "Eu gosto de lhes chamar «tintins». Anatomicamente, é a coisa mais fofa que os homens têm e este nome não choca nem causa pruridos sobre a geometria ou tamanho dos ditos cujos."
shark: "Tintins?! Tintins?! Isso é mesmo coisa de gaja, ó fáxavôre... Lucky Lukes ainda vá. Até Astérix, enfim... Mas Tintins?! E Spirous, não? Tintins... uns coisos tão másculos...
São Rosas: "Ainda por cima quando, em vez de chatos, têm... a Milu! Eu só me lembro da anedota do menino Zezinho, quando a professora começou um jogo, que era cada aluno dizer uma palavra começada pela letra que ela indicasse:
- Menina Aninhas, diga uma palavra começada por «C».
O menino Zezinho sussurrava para a Aninhas:
- Diz «Caralho»... Diz «Cona»... Diz «cabrão»... Diz...
- Casa! - diz a Aninhas.
- Muito bem, Aninhas. Menino Filipe, diga uma palavra começada por... «P».
O menino Zezinho já gritava mais do que sussurrava:
- Diz «Paneleiro»... Diz «Puta»... Diz...
- Pentecostes! - diz o menino Filipe, orgulhoso da palavra cara que aprendeu na missa do domingo passado.
- Muito bem, Filipinho. Menino Zezinho, está aí com tanta vontade de responder, diga uma palavra começada por... «A».
O menino Zezinho começa a pensar... a pensar... mas não lhe ocorre nenhuma asneira começada por «A». Já se torcia todo na cadeira, deitava fumo pelas orelhas, arrancava cabelos... e a professora insistiu:
- Então, menino Zezinho? Uma palavra começada por «A»...
Fez-se luz ao Zezinho:
- Já sei, senhora professora!
- Diga, Zezinho.
- Anão...
- Muito bem, Zezinho!
- ... mas com uns colhões enoooormes!
São Rosas (de novo): "Testículos não são testes em fascículos?"
shark: "Também podem ser ventríloquos com a boca na testa, bem vistas as coisas numa perspectiva estritamente homófona..."
São Rosas: "Ou gajos com colhões pendurados nos cus, numa perspectiva estritamente homófoba."
corto: "Testículos ainda pode dar a ideia de que têm dois dedos de testa, o que iria estragar definitivamente a ideia que as tias têm do mal que vem por pensarmos mais abaixo. Mas Tintins, francamente, nem Lucky Luke, nem nada disso... talvez Corto... ainda vá. Tomates está muito bem! Rima com grelo, o que é muito bom!"
São Rosas: "Concordo. Tomates e grelos ao poder... digo, foder!"
Nelo: "Éu tameim goshto muinto de isfragar, cria dezer, iscrever uns testículos..."
Laura: "Aqui o je de vez em quando chama-lhes um figo! E, segundo a época ou estação, vai variando. Agora, por exemplo, chama-lhes nozes! Toujours très tendance!"
Rui: "Mas tintins é o nome apropriado... é assim uma coisa muito mignone e deve ser nome adoptado pelas senhoras. Que me lembre, as que conheço dão-lhe esse nome e gostam deles como dos Ferrero Rocher... demoram é mais tempo a saboreá-los..."
kikas: "Às vezes até costumo dizer: «Ó Ambrósio, passa-me os tintins pela boca que eu estou carente de chocolate»."
Rui: "Com a vantagem deste ser chocolate de leite..."
São Rosas: "Não sei. A Kikas não preferirá chocolate... negro?"

O Trilho do Caminhante

Ontem, no tempo, aproximei-me de ti;
Procurava um coração.
Encontrei-me um grande;
a cada hora nascia mais brilho e côr.
Deixei-te procurar o fundo;
Mostrei o trilho do caminhante;
Vês como vai ficando nítido?
Encontras o conforto dos prados,
o Sol reflectido nos riachos
e as estrelas a cercar a Lua?
Percebes a beleza de uma eternidade pintada
nessa tela tão cheia de tudo sem ilusão?
Poucas coisas ferem esta imagem sem mácula.
Poucas coisas ferem...

Regime da prática de naturismo e da criação de espaços de naturismo

Lei aprovada em 29 de Outubro de 2010 pela Assembleia da República foi publicada hoje no «Diário da República»:
Lei n.º 53/2010. D.R. n.º 244, Série I de 2010-12-20

Feministas, cuspam nos dedos e mudem de página!

As mulheres são boas para 70 coisas:


Cozinhar e... 69!

(*1) Lésbicas como eu, salivem mas cuidado com os teclados!
(*2) Quem preferir ovos estrelados tem aqui a Alyssa Milano.

Machistas, cuspam no dedo e... mudem de página... ou isso...

Monogamia


Alexandre Affonso - nadaver.com

19 dezembro 2010

Paredes

As pessoas deviam ser como as duas paredes que se inclinam: só fazem tecto no sítio onde se tocam. Andam sempre demasiado direitas ou então inclinadas para o outro lado. Vinha de lá; como sempre, muito direito, a testa ao alto marcada pela Lua. Disse-lhe que hoje gostaria de brincar ao coração. Eu fingiria estar de pé mas estaria sentada e ele fingiria inclinar-se; por fingirmos acabaria por desequilibrar-se, eu fingiria agarrar de onde não estava e nós cairíamos a sério no chão. Vamos brincar ao coração.

«Oralidades» - por Rui Felício


Os exames eram um flagelo. Um mês antes, já a ansiedade tomava conta dele, perdia o apetite, dormia pouco, a capacidade de retenção dos conhecimentos quase batia no zero.
Passava noites em claro a estudar, a rever a matéria, embrenhado nos livros.
Porém, frequentemente, tinha que ler o mesmo parágrafo duas e três vezes seguidas, porque ao fim de cada leitura não recordava nada do que tinha acabado de ler.
Porque se desconcentrava, porque lia uma coisa mas, obcecado, só pensava nos exames e no pavor de não ser capaz de responder às perguntas que lhe fossem feitas, chegando ao fim sem saber o que tinha lido.
O Paulo era um bom aluno, com classificações acima da média, mas a aproximação dos exames dava-lhe volta ao estômago. Sentia-se inseguro, agoniado...
Não eram as provas escritas que o amedrontavam. Nessas tinha confiança no seu saber. O seu feitio tímido e a sua insegurança, assustavam-no, era nas provas orais. Tinha, portanto, que estudar mais e mais para poder garantir que obteria boas notas nas provas escritas que o dispensassem das orais.
Já na vida amorosa, era um homem seguro de si!
Todas as mulheres com quem namorou, o elogiavam pelo prazer que lhes proporcionava. Pela destreza e suavidade da sua língua que lhes tocava os mais recônditos e sensíveis lugares do corpo, levando-as à loucura, ao êxtase completo.
No sexo, ao contrário do que sucedia nos estudos, o Paulo era, reconhecidamente, um especialista nas orais...

Rui Felício
Blog «Encontro de Gerações»

«Se Você é o Cara que Flertava Comigo (...)»

Ficção, Conteúdo Adulto, de Thiago Alcântara - 2005 - 10 min

Com Gustavo Bones, Gustavo Falabela

Bernardo experimenta as angústias do amor numa corrida confusa, rápida e alternativa, onde as peças e chances para encontrar a pessoa amada vão do telefone ao bom e velho dinheiro.



Link directo para o filme aqui.

Doenças modernas... problemas profundos...

crica para visitares a página John & John de d!o

17 dezembro 2010

What What (In The Butt) de Samwell

Para usufruto e entretenimento dos leitores deste blog de autêntico serviço educativo, deixo aqui uma excelente sugestão musical que promete 3 minutos e 49 segundos de pura diversão.

De mim para vocês, eis Samwell com o sucesso do momento: "What What (In the Butt)".

Incompletar-me

Eu hei-de ser apenas quem eu não chorar, ainda parte de mim que apenas pausa quando chega ao que hei-de ser - mas não pára que eu vou incompletar-me permanentemente - hei-de estar sempre com saudades do que ainda não fui. Despedi-me do que já não sou, não apaguei e guardei-me em rascunhos; umas poucas vezes aconteceu-me assim, é quando mostro coisas que já não sou que me estranho e resolvo despedir-me, guardo essa parte em quem já fui; apagar é ilusão, seria como apagar os traços que vão formando o desenho. Guardei-me. Sou ainda a amante do silêncio, a marioneta da musa chamada Musa, vivo de mãos contra o peito, decoro os dedos que me dão, eu nunca quero ser inteira; o que me falta eu hei-de procurar e, assim, tudo o resto encontrarei acidentalmente. Terá de assim ser; eu nunca sei quais são as perguntas, não as conheço, não sei o que há para perguntar, se perguntar por mim talvez encontre as mil respostas de tudo o que não enunciei e , por isso, nunca mais bato em portas onde não sou. Eu hei-de ser apenas quem eu não chorar e ainda só parte de mim.

Um bastão em osso trabalhado (e que belo trabalho!...)

Esta é uma peça que não se consegue apreciar em pleno sem a ver ao vivo... e sem lhe tocar.
Uma delícia, este bastão chegadinho de fresco à minha colecção.

Há que tirar os pontos dos...


Webcedário no Facebook

16 dezembro 2010

há dias...

há dias
em que tudo o que quero
é dizer-te que te amo

é sentir a tua boca,
a tua língua...


há dias
em que tudo o que quero
é sentar-me no teu sexo
enquanto me enlaças...

é sentir o teu corpo,
as tuas mãos
que afagam os meus seios...


há dias
em que és tudo o que eu quero

O João aprova #2



O que eu aprovo aqui é, claramente, o prazer de conduzir. Sou favorável ao prazer da condução!

Para Maiores de Idade

A Sentidos e Sensações - Associação de Promoção e Educação para a Saúde é uma Associação sem fins lucrativos que "visa promover a saúde física e mental, sexual e reprodutiva (...)".
Esta associação criou um audiolivro no âmbito de um "projecto que visa promover comportamentos saudáveis ao nível da informação sobre sexualidade e envelhecimento adequada às necessidades em saúde sexual desta população; e promover o reconhecimento e a aceitação da sexualidade como uma componente de todo o ciclo de vida".
O audiolivro «para maiores de idade» está disponível gratuitamente aqui.
Um forte aplauso!

Primitive


Blaze Starr, famosa stripper, dança a música dos The Groupies

15 dezembro 2010

A posta que foi bom para ti também


Uma amiga arranjava o espaço, eu e um parceiro tratávamos da instalação eléctrica. Bola de espelhos, sequencial, psicadélicas, sirene e, last but not least, uma lâmpada de luz negra que foi um achado pessoal.
Era isso mais o som, sempre um problema, e as mães das amigas, ossos duros de roer.
Mas depois de instalada a festa no espaço, uma sala vazia antes e depois de horas bem vividas, tudo ganhava magia e em pouco tempo, mesmo sem abusar da cerveja, o grupo adolescente isolava-se do resto do mundo num tempo que era só nosso e onde (quase) tudo podia acontecer e ninguém permitia que acontecesse mal algum.

O respeito impunha-se pela amizade que nascia e crescia sem abalos de monta, mesmo os mais atrevidos lá fora adoptavam a prudência como conselheira e avançavam com pezinhos de lã, às vezes resultava e outras vezes ficavam a ver a sorte dos outros quando abriam os olhos a meio de um slow. Sem invejas ou ciumes, os sentimentos de posse não faziam sentido num tempo em que acordávamos acelerados com medo que o dia não bastasse para tudo quanto nos apetecia viver e vivíamos a correr, em busca do pretexto seguinte para aprendermos a ser crescidos, primeiro uns beijos na boca, depois as mãos à solta pelas peles ansiosas de sensações, mas ainda imunes a todos os estragos que depois descobrimos isso acabaria por implicar.
E depois a vida a impor outros caminhos, outros interesses que prenunciavam o surgimento das obrigações inerentes a quem já podia tirar a carta de condução. E depois a vida a tornar menos simples as emoções, a complicar quase tudo aquilo que nos parecia eterno ao som dos Ramones ou das sequências intermináveis de música para dançarmos encostados, para ficarmos emparelhados com a nossa aposta para a ocasião.
Às vezes sim e outras vezes não. Mas sem embaraços ou arrependimentos, sem tristezas ou mais do que ligeiras desilusões, equívocos que sorvíamos por entre o brilho especial de um olhar que não queria afinal dizer atracção mas apenas a vontade de prender a atenção de alguém, de conversar as coisas já feitas e as muitas mais que havia por fazer.
Sem outro sentimento que não aquela proximidade que nos arrastava cidade fora ou mesmo aos arredores para sermos meninas e meninos na fronteira que delimitava uma época de transição, à procura dos nossos limites, de glórias, de anseios, de desejo, de carinho, de sinais que desmentissem o medo de que a borbulha nascida com a manhã não nos tornasse ainda mais feios e desinteressantes do que nos sentíamos quando o corpo parecia desorientado, sem saber como crescer, e os pelos pioneiros da barba tão temida quanto ansiada brotavam na cara como outros cobriam aos poucos as zonas mais privadas que aquele tempo abria ao nosso apelo explorador a surgir.
O sexo apetecido e (a promessa d)o amor a seguir, na bebedeira da emoção.
Às vezes sim e outras vezes não.

O Renascer de Júlia

O nervoso miudinho faz-lhe tremer as pernas torneadas e bonitas como a uma criança virgem. As mãos dele percorrem a sua pele, ora com suaves e sensuais massagens, ora com firmes ímpetos. Pequenas alterações de ritmo induzem suspiros; fazem-na entreabrir os lábios carnudos, firmes, agora incertos a tentarem balbuciar palavras coerentes. Os olhos fecham e as pálpebras cerram apurando ainda mais os restantes sentidos.
De um movimento forte, repentino mas cuidadoso, ele gira o seu corpo; deixa-lhe o rosto a olhar as estrelas e uma total desprotecção consentida estampada no seu físico nu.
Um físico que Júlia estava habituada a ter de roupas caídas - nunca despido como se vê agora.
Mensagem de paixão resulta da linguagem dos seus corpos. Até no derradeiro deleite onde ele observa um sorriso inconsciente num rosto terno de olhos que descansam e reproduzem as mais belas imagens íntimas de si para si. As mãos tocam, os lábios nos lábios, a língua no êxtase do momento; a criar momentos; a fazer amor.

Quase fantasma

Eu tenho algo que quase me dói. Tenho. Que quase me falta, que quase me afasta, é quase uma voz baixa que eu quase ouço. Quase um ruído que, por vezes, quase escapa através do silêncio. Quase um esquecimento, quase uma memória, quase dói. Quase um grito ou uma existência ténue, quase nostalgia, quase saudade, um quase ser que quase nem é. Um quadro negro quase apagado tem quase palavras, quase se lê. Quase tu... Tenho. Não. Nem isso. Quase tenho.


A cura do lesbianismo

É desta que a São vai casar e conhecer membro viril a afundar-se-lhe nas entranhas.



Do Facebook

14 dezembro 2010

é mais uma... vá, é mais um encontro que faz parte do ciclo sobre o amor e a sexualidade


desta feita o tema é o amor platónico. ahhh! havia tanto a dizer sobre isso. o amor ideal. ahhh! o amor pela ideia do amor presente nas 'ssoas.
mas por vezes o amor não é platónico. é plUtónico. e ainda que plutão não seja «tão enorme» quanto o Platãozito, há que lhe reconhecer quadraturas e quicôncios e umas coisas que ando a aprender nas aulas de astrologia. um dia destes conto-vos. combinado?

Coisas de gaja

Tenho um amigo que diz que gosta muito de sair comigo porque as mulheres voltam a olhar para ele.
(Claro que isto é ele a ser um falso modesto, porque é giro que se farta e pode dizer estas coisas)

Tenho a dizer ao gajedo que olha para o P. quando saímos juntos, pensando que está a catrapiscar um tipo comprometido, que:
1.º: ele não é comprometido (lalalalalalaaaa!);
2.º : se ele fosse comprometido, estavam a fazer um papelão, ó galdérias dum raio, a fazer-se ao piso a um fulano que leva outra ao lado, sim senhoras...;
3.º: se ele fosse comprometido comigo, não olhavam para ele duas vezes, que à segunda já tinham o olhinho inchado e não viam a mais de meio palma de distância;
4.º: se ele fosse comprometido comigo (que não é, pelo que estão à vontadinha) e vos devolvesse o olhar de forma não inocente, deixava de ser comprometido e V.as Ex.as ganhavam um compincha para vos emprestar (para porem no olhinho à Belenenses) o gelo com que tenta que o inchaço nos queixos diminua;
5.º: é graças a comportamentos desses, caras meninas, que se diz que as gajas são umas cabras umas para as outras (os gajos fazem o mesmo, mas entendem-se entre eles e, no fim, acabam aos abraços e a beber uns finos, cagando para vocês);
6.º: eu, que sou arraçada de gajo, quando apanho um gajo acompanhado (mesmo que por uma amiga, sei eu lá bem qual é a natureza da relação de um gajo acompanhado por uma gaja) a galar-me, apetece-me ir ter com a gaja que está com ele (amiga ou não) ao WC (sim, ela está no WC ou no bar, este tipo de gajo só olha para as outras quando não tem a madame por perto) e denunciá-lo, incitando-a subliminarmente a dar-lhe cabo dos queixos ou das vistas, conforme os gostos.

E é tudo o que tenho a dizer sobre o assunto.
Mais soco, menos soco.

Águas

Deixo que a noite caia sobre a terra;
que a profunda lucidez se evada:
quero escuridão.

Adormeço na baía
quando os barcos
já se fizeram ao mar.

Se, acaso, acordar
pergunto onde estou.
Não obterei resposta.

Não estou:
talvez tenha estado
navegando as águas geladas
da solidão.

Aí:
regresso à Vida!

Poesia de Paula Raposo

As Caldas da Rainha e a oportunidade... perdida?

Vocês sabem que eu sou confreira da Confraria do Príapo, desde a sua fundação (isto está mal escrito, não está?!) em 8 de Maio de 2009.
Recentemente, o professor José Nascimento, que presidiu à Confraria do Príapo, escreveu o artigo «De Braços Abertos – Garrafa das Caldas » para a «Gazeta das Caldas»:
"Caldas da Rainha é terra de invulgar e distinta riqueza cultural. (...)Apesar das dificuldades e insuficiências, a terra das termas e da cerâmica procura adaptar-se à evolução dos tempos e encontrar novos rumos, conjugando as oportunidades proporcionadas pela modernidade com os elementos mais ricos da tradição herdada. Entre estes, a “Garrafa das Caldas” e toda a cerâmica burlesca de natureza sexual é, sem dúvida, a mais famosa, mesmo não sendo a de maior valor cultural.
Sendo óbvio o cariz sexual e paródico desta cerâmica, entretanto alargada a outros materiais, já não é tão consensual o seu carácter erótico, ou até mesmo pornográfico. Tal dever-se-á ao facto de não ser clara a definição destes conceitos, nem rigorosa a sua utilização corrente, permitindo todo o tipo de interpretações. Entendo este défice conceptual e representação polémica como uma oportunidade para o debate e o esclarecimento. Na verdade, esta notória tradição das Caldas da Rainha carece de estudo e investigação apropriados, designadamente sobre as suas origens, natureza, características, objectivos e evolução, merecendo maior atenção por parte das entidades autárquicas, académicas e associativas do concelho. A 1ª Mostra Erótica-Paródica das Caldas da Rainha, realizada há cerca de um ano pela Confraria do Príapo, deu uma importante contribuição para esse desiderato.
Uma breve passagem pelos dicionários diz-nos que o erótico se refere à expressão sexual do amor ou do prazer, quando afirmada de forma sensual, artística ou simplesmente significativa, por vezes até ilícita e libertina, tendo em vista excitar ou satisfazer a libido. Por sua vez, o pornográfico cobre um leque alargado de manifestações sexuais, desde as coincidentes com o erótico até às propositadamente explícitas e obscenas, com fraco ou nulo mérito artístico, em grau que atinja o pudor, a moral ou os costumes, causando um intenso desejo sexual ou uma forte repulsa (ou ambos, ocorrendo então uma dissonância cognitiva). Como se vê, estas definições não são claramente delimitadas e, também por isso, não merecem generalizada concordância.
Parece-me que a representação fálica da “Garrafa das Caldas”, intencionalmente caricatural, tem cabimento na intersecção das duas categorias, com objectivos mais de paródia e provocação, do que de excitação ou satisfação sexual. Naturalmente que o resultado final dependerá da interpretação artística do objecto fálico ou afim, do contexto ou situação social em concreto e, decisivamente, do significado que lhe for atribuído por cada pessoa. De facto, nem toda a gente tem o mesmo sentido de humor e a mesma relação de cumplicidade ou conflito com o sexo. O essencial, numa sociedade livre e tolerante, é que as diferentes sensibilidades sejam acomodadas, de forma adequada e na medida do possível, permitindo a realização dos legítimos desejos e preferências de cada um. Afinal, a sociedade é isso mesmo, um mosaico de personalidades, valores e estilos de vida.
A “Garrafa das Caldas” é o símbolo de uma tradição que merece ser defendida e apoiada. Dela podem beneficiar muito mais a cidade e o concelho, os artistas, os artesãos, os comerciantes e a população em geral. Além da reputação que possui e do interesse que desperta na opinião pública nacional e internacional, esta tradição pode proporcionar o desenvolvimento de uma economia interessante, geradora de postos de trabalho e bem-estar social. Por aquilo que me é dado ver, a generalidade dos caldenses tem orgulho e apoia este seu património histórico, sobrando aqueles que, por razões que só eles verdadeiramente conhecem, se lhe opõem ou o desprezam. A esses, gostaria apenas de dizer que, em matéria de obscenidade, é muito mais reprovável o comportamento elitista, arrogante e hipócrita de alguns, do que a representação grotesca de um dom da natureza, ao qual devemos a nossa existência e com o qual lidamos todos os dias, com maior ou menor benevolência."
O Paulo Moura, outro confrade, deixou lá um comentário:
"Caro confrade professor José Nascimento,
Partilho da sua preocupação mas receio que a «classificação» da louça erótica das Caldas como sendo paródica é perigosamente redutora.
Espero dentro de algum tempo ter concluído o estudo «Religião e culto fálico na região Oeste», do meu amigo Carlos Almeida, para que possamos entender as origens pré-históricas e as vicissitudes por que os rituais de fertilidade passaram ao longo dos séculos, com especial destaque para a «guerra santa» feita pela igreja católica.
As Caldas – e toda a região Oeste – têm uma envolvência há milhares de anos considerada mágica. As águas curativas das termas… Fátima…
O falo das Caldas não é paródico. Essa componente paródica é muito recente (poucas dezenas de anos) e, em minha opinião, tem a ver com uma forma inteligente que os artesãos das Caldas adoptaram e mantêm para conseguir fazer passar o seu artesanato pelas malhas da Censura (antes do 25 de Abril) e da censura social que se mantém nos nossos dias.
Também por isso, sempre defendi que se deveria mostrar, nas Caldas da Rainha, que os rituais de fertilidade e a arte/artesanato eróticos existem desde há milénios e em todas as partes do mundo. Isso só valorizaria ainda mais os méritos da «louça das Caldas». Mas receio que a Confraria do Príapo, assim como a Câmara Municipal das Caldas da Rainha, optem por uma solução mais «caseira».
A minha colecção, muito provavelmente, irá para outra cidade. Tenho pena."

Que pai nunca enganou um filho?


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13 dezembro 2010

A posta que nunca, ou mesmo depois


Palavras finais deixadas por dizer no caminho interrompido sem uma despedida sequer, agora sem sentido algum.
Quem de dois tira um com a certeza de que depois ainda sobra metade para completar um todo que restar viável entre as cinzas da desilusão.
A vida continua enquanto o coração não parar de bater, congelado, pela exposição ao frio que entra por todo o lado, pelas feridas abertas no interior (que a fachada está sempre um primor), apenas mais uma facada para encaixar com a dignidade possível, a aparência sofrível de um orgulho que se tenta preservar por detrás de uma história diferente para contar a quem afinal nem interessam os pormenores.
Palavras finais quando acabam os amores ou outro tipo de ligações daquelas que pressuponham emoções ainda que sejam fingidas, para que não fiquem defraudadas as ilusões criadas por quem arrisque apostar.
Quem de um tira dois com a ideia de que resolve com essa panaceia um problema que mal consegue identificar, mais fácil deixar cair tudo aquilo que não se compreenda, simplificar ao máximo uma vida que no mínimo é sobrevivida porque a realidade passa o tempo a fugir pelos atalhos da verdade que se quer encobrir e esse aspecto dificulta a secagem de um verniz que é quanto baste para se parecer feliz como um sorriso insistente, talvez, presumidamente, traduz.
Palavras finais no escuro, com falta de luz nos cantos onde jazem escondidos os tempos mal investidos ao longo de um caminho que termina de forma abrupta, arrumadas na prateleira das coisas esquecidas, a única maneira de as impedir de poderem um dia servir de peso na consciência, o preço da arrogância de quem se acredita capaz de moldar alguma espécie de paz que possa viabilizar uma nova tentativa frustrada à partida pela falta de vontade de mudar tudo aquilo que se possa revelar prejudicial no futuro que se impõe tal e qual o padrão pré-definido, com o final planeado por inerência na mais do que provável ausência de qualquer tipo de esforço ou de fé.
Palavras finais, deixadas por dizer até ao dia em que passou tempo demais para serem ditas com o efeito desejado, o preço a pagar ignorado porque a factura só chegará amanhã ou depois.
Quando apenas restar a palavra jamais.

Capítulo

Abri o livro, quis reler o último capítulo;
Já tinha acabado de o ler, mas... antes de passar ao próximo, quis recordar as mais marcantes passagens da degustação dessas linhas.
Longo, sinuoso e preponderante no desenrolar do restante enredo, capítulo rico de memórias horrivelmente belas.
Belas na vivência, mágoas da memória.
Ferem...
Fui ler algumas passagens antes de passar ao próximo; Quis memórias vivas para compreender o restante texto; preferia não as ter e começar o seguinte como se de um novo livro se tratasse... ou não.
Quis apenas guardar em gotas salgadas as memórias do último capítulo.

PenetraSões


Klaxons 'Twin Flames' from Trim Editing on Vimeo.

Há uns coraçõezinhos mai'lindos que outros


Crica para veres o coração em todo o seu esplendor

O mundo ao léu



HenriCartoon

12 dezembro 2010

"Palavras leva-as o ventre"

"Palavras leva-as o ventre", que o vento,
esse tonto inteiro, foi namorar a madrugada;
só ele me levará completa, abandonada,
como um ponteiro abandona um momento
ao tempo de um relógio de corda.

"Palavras leva-as o ventre"; eu escuto
e das tuas ouvi um poema, nada
mais simples,a frase assim nascida
do ventre é tão filha do teu peito
que é como eu, só pelo ventre levada.


(Poema para o João Moreira de Sá, pai da frase "Palavras leva-as o ventre". Daqui Umbilical nasceu o poema. Muito obrigada, João! )

«Sétimo Céu» - por Rui Felício


O 61º Festival de Cannes exibiu o filme Sétimo Céu, do alemão Andreas Dresen que me fez reflectir sobre o amor.
De que tanto falamos, sem porém nunca o conseguirmos entender completamente. Ninguém se pode gabar de nunca ter amado. As paixões da adolescência que brotaram de nós, sem explicação, explodindo como verdadeiros vulcões, cortando-nos a vontade de comer, de estudar, de pensar noutras coisas para além daquele intenso desejo que nos despertou os sentidos, que nos fez bater descompassadamente o coração.
Quantas dessas paixões nos levaram a fazer sinceras juras de eterno amor, de antes desejar a morte à perda do ente amado? Quem de nós nunca disse que aquele era o amor para toda a vida? Mas depois, quantas dessas juras não quebrámos quando o entusiasmo inicial arrefeceu? Com a mesma convicção e facilidade com que antes as fizéramos? Ainda jovens, mas mais maduros, estabelecemos uma relação conjugal e convencemo-nos igualmente que ela, essa sim, seria para o resto da vida. Os frutos dessa relação, os nossos filhos, eram a prova da estabilidade, a prova do verdadeiro e tranquilo amor. Julgámos então ter apreendido o verdadeiro significado desse complexo sentimento. O tempo ia correndo, a idade avançando, a beleza física que proporcionava a atracção ia desaparecendo. A vida vivida em comum durante décadas provava-nos, aparentemente, que o amor é muito mais que o fogacho irreprimível da paixão.
Não! Não havia dúvidas! Na nossa sobranceira e sábia maturidade, achámos que finalmente tínhamos percebido que o amor era a interacção de sensibilidades, de compromissos, de estabilidade, de sedimentação de rotinas de vida. É certo que uma ou outra vez sentimos a tentação, a atracção por outra pessoa, mas racional e pragmaticamente achávamos que isso não passava de mero e condenável desejo carnal, que rapidamente se desvaneceria no conforto e na intimidade do lar onde, aí sim, pairava o verdadeiro amor. E afastávamos a tentação, dizendo para nós próprios que essas coisas são próprias dos jovens. Não acontecem aos mais velhos e experientes, calejados pela vida. E com idade para terem juízo...
Este filme mostra que não é assim... Só a nossa presunção nos leva a pensar que o amor não está sempre latente, que a qualquer momento pode romper a crosta protectora que construímos à nossa volta em obediência às convenções que nos regem. Este filme mostra como uma mulher quase sexagenária, mãe de família, sem qualquer razão para questionar o seu casamento de mais de 30 anos, subitamente, sem que nada o fizesse prever, se apaixonou por um homem de mais de 70 anos. Vivendo com ele momentos de intensa felicidade, de verdadeira paixão, ambos fazendo amor como se fossem adolescentes, sem vergonha dos seus corpos já velhos. Antes descobrindo neles a beleza e o fulgor da juventude. O amor é realmente eterno.
E não é apanágio da juventude. Mas continuo sem o saber explicar. E sem compreender porque está tanto tempo adormecido e, num ápice, se pode revelar em toda a sua pujança.

Rui Felício
Blog «Encontro de Gerações»