23 janeiro 2013

«ginásio» - bagaço amarelo

Ontem fui, pela primeira vez na minha vida, a um ginásio. Nada de mais, não fosse esta sensação de que o tempo passou por mim mais depressa do que era suposto. E não estou a falar da minha forma física. Essa, apesar da Raquel me ter quase partido os dois joelhos em exercícios de elasticidade, ainda está mais ou menos. Estou a falar de, no balneário, ter visto quase todos os homens a usarem secador para o cabelo e pente logo a seguir ao banho e, ao sair, ver as suas respectivas esposas à espera com um enorme ar de seca. No meu tempo não era nada disto.
Pensem lá o que quiserem, digam que sou preconceituoso ou o diabo a sete. Mas eu cá é que fiquei à espera da Raquel. Melhor ainda: eu esperei por ela e ela por mim, porque como homem com "H" grande que sou, não ouvi bem onde é que era o ponto de encontro à saída do ginásio. Uns bons quinze minutos depois de me ter sentado lá fora, sublinhe-se que totalmente despenteado, lá vi a Raquel surgir com ar de poucos amigos.

- Não tínhamos combinado esperar à porta dos balneários? - perguntou.
- Tínhamos?!?!?! Não ouvi...

Não foi vingança do que se tinha passado lá dentro, a sério que não. Mas podia ter sido. Para além de quase me ter partido os joelhos numa tortura medieval a que decidiu chamar exercício de elasticidade, a Raquel empurrou-me ainda para dentro duma sauna. Numa de descontrair, disse ela. Estive lá a aguentar pelo menos uns... vinte segundos. Depois verifiquei que num sítio com tanto calor não se pode comprar uma cervejinha gelada nem nada e fugi. Mas que raio é que o pessoal vai para ali fazer?! Experimentar a sensação de ser um frango assado?! Não, muito obrigado.
Resta a sensação de liberdade que senti ao sair. Fui comer uma feijoada e beber uma cerveja para me voltar a sentir um homem normal. Com a Raquel.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»