16 setembro 2014

A breve sensação de um orgasmo

Olás...

Existem mulheres que fingem o orgasmo. Fingem para não se sentirem diferentes. Fingem para satisfazerem o parceiro. Fingem a vida inteira, enquanto fazem sexo.

E fico me perguntando:"Como fingir algo que é tão... singular, único?!"

Cada pessoa tem um jeito de chegar ao orgasmo e, quando lá chegam, fazem diferentes estardalhaços (ou não).

Existem aqueles que uivam. Os que gritam. Outros gemem gemidos diferenciados, num ritmo frenético, ou cadenciado. Há até aqueles que choram!

Eu simplesmente sorrio, rio. Sorriso leve, de satisfação. Sorriso de quem está na plenitude.

Existem orgasmos cuja sensação leva-nos aos Céus, Lua, Nuvens... ou até mesmo às paredes.

É algo difícil de explicar para quem nunca o sentiu, a dois. Mas também mais difícil de explicar quando não existe o dois e vai-se em um mesmo. Aqueles intermináveis segundos são... são... orgasmos! Únicos. Múltiplos. Vontade de muito mais.

O orgasmo não precisa ser "orquestrado"; nada de receitas, ou regras. Basta se deixar sentir, envolver-se; deixar-se tocar.

Os corpos sabem quando será o momento certo: por vezes duram mais do que determinaram que devesse durar. Outras, bastam 5 minutos entre o querer e o gozar.

orgasmos de todos os tipos. A um, a dois, a três, para quem goste assim.

Mas ainda prefiro o sussurro a dois; os gemidos e palavras sacanas só nossas. Só não podemos fingir!

Se fingir, não tem graça, não tem sabor, não tem prazer. Melhor mesmo são aqueles segundos benditos, bem ditos... só a nós dois.

Orgasmos nos fazem viver.

Mamãe Coruja