17 outubro 2017

«quando chegares» - Susana Duarte

quando chegares, não acendas a luz:
ilumina-me com o futuro liquefeito dos teus dedos
e olha-me, com a vertente solar
dos teus olhos.

quando chegares, avisa as aves:
soletra cada uma das plúmulas com que desenhaste
as ausências, essas, que fizeram de ti
o sonho apátrida
das noites.

ilumina-me, então, com o voo abrupto
dos desejos sobre os lábios;
com a sombra ambígua
das manhãs

e com o eco vago das quimeras.

quando chegares, não acendas senão o peito,
e olha em redor das mágoas:
saberás que as noites
apátridas

têm recantos onde as aves
se iluminam; onde as plúmulas desenham círculos
na madrugada, e as mulheres se entregam às brumas.

talvez saibas, então, qual dos caminhos
trilhar. no voo abrupto das aves
sem nome.

Susana Duarte
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Amor à pátria

"Para quem ainda acha que temos turistas a mais e que estes são uns chatos.
Deveríamos cumprimentar e agradecer, pessoalmente, a cada um deles!"
Carlos Paz‏

Pela pátria até sou gajo para servir de acompanhante a moças cámónes desamparadas e assim.

Sharkinho
@sharkinho no Twitter

Caracoleta

Mulher deitada com concha de caracol, em porcelana não pintada nem vidrada. Levantando a concha, vê-se o rabiosque.
Mais uma peça para a «sexão» de Mecanismos e Segredos da minha colecção.


















A colecção de arte erótica «a funda São» tem:
> 1.900 livros das temáticas do erotismo e da sexualidade, desde o ano de 1664 até aos nossos dias;
> 4.000 objectos diversos (quadros a óleo e acrílico, desenhos originais, gravuras, jogos, mecanismos e segredos, brinquedos, publicidade, artesanato, peças de design, selos, moedas, postais, calendários, antiguidades, estatuetas em diversos materiais e de diversas proveniências, etc.);
> muitas ideias para actividades complementares, loja e merchandising...

... procura parceiro [M/F]

Quem quiser investir neste projecto, pode contactar-me.

Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)

16 outubro 2017

A Quatro Mãos - «Orgasm»

Um anúncio da FCB Portugal para a Academia Portuguesa de Cinema

A santa despistagem



HenriCartoon

« Pequena crônica sobre “amores bandidos”, afinal, quem nunca?» - Cláudia de Marchi

Via de regra, todo mundo já teve ou então vai ter um amor bandido na vida. Ah, você não? Namora há 10 anos, esta casado há 20 e não vai ter? Tudo bem, cada um sabe de si, mas amores bandidos ensinam muito. Mas, o que é amor bandido? É o amor das ex-namoradas do Fernandinho Beira-Mar? Pode ser, mas amor bandido não é necessariamente o amor por um marginal.
É aquele amor cheio dos "poréns", é aquele que faz bem e que faz mal ao mesmo tempo, que dá calor e logo rouba a paz, pode ser aquele entre pessoas de gênios diferentes, por pessoa complicada, que não se ajuda a ser feliz e faz cena a todo instante, é aquele que as pessoas terminam e voltam como se fossem viciadas uma na outra, aquele cheio de ciúme, insegurança e brigas tolas.
O amor bandido é amor de letra de música sertaneja (os que a desprezam que me desculpem, mas no fundo em algum lugar ou situação, todos já ouviram tal gênero), começa com o ânimo inocente de "É o amor", se torna "Amor Selvagem", "Entre tapas e beijos" chega a ser "Cara de Pau", e não termina cedo, afinal "Cada Volta é um Recomeço". Mas um dia alguém diz "Pare", e sai fora.
É aquele amor de vício, de pele e não de razão, de ponderação, e calmaria. É o amor de fogo, de paixão, de ânimo, que o tempo e o convívio, podem apagar ou torná-lo menos bandido, na mais remota das possibilidades.
As pessoas sabem que o amor bandido é difícil de dar certo, pelas diferenças, pela excessiva complicação da personalidade do outro, que, muitas vezes, pode estar em constante crise existencial, depressão ou algo assemelhado. Todo amor bandido impõe desafios e quem o encara e o faz por gostar do perigo excitante a ele inerente, perigo este que o faz achar que pode fazer o sertão virar mar e o mar virar sertão.
Viver um amor bandido é uma burrada, casar com o amor bandido (meu caso) já é uma mancada das grandes. Mas se aprende, ninguém vive para sempre com um amor bandido. O amor de verdade se sustenta na similitude, opostos se atraem, mas não permanecem, esta é a verdade. Se um amor é bandido porque o amado é problemático, complicado ou down, e o amante é alto astral e simples, um dia este desanima, do contrário, se amado e amante são complicados e "deprimidos", há relação entre semelhantes.
Amor bom pra se viver tem que ser calmo e paciente, tem que ser por pessoa com personalidade semelhante a nossa. Pessoa alto astral, descomplicada, que quer ter uma família, união legal, parceria forte, cama quente, carinho, respeito, não fica com amor bandido, termina dando um tiro na sua raiz e se desvencilhando, indo buscar um amor paciente, um amor honesto no sentir e no viver, um amor em que nenhum escora nem precisa de escoro, em que as mãos se unem e os amantes andam lado a lado, confiando, compreendendo e respeitando um ao outro.
Mas, é bom um amor bandido? Tudo o que a gente mantém por algum tempo é bom enquanto dura. A questão é a maturidade. Pessoas maduras superam amores bandidos, pessoas imaturas precisam sofrer o dobro para aprender, mas, um dia aprendem, ou não, (como diriam nossos "poetas compositores" baianos). Todavia, existe uma bela coincidência: depois de amores bandidos, com os pecados purgados, as boas pessoas terminam encontrando um belo amor honesto ainda que por si mesmas.
Amores bandidos são prisões, calvários afetivos e não libertação, rejubilo e alegria que são as bases de uma relação afetiva saudável e feliz. Amor bom é aquele que não precisa da saudade para se fortificar, é aquele que não precisa se tornar um vácuo para ser valorizado. É o que dispensa máscaras e “faz de conta”, ilusões e “persuasões”.
Ama bem, quem se ama bem. Ama bem quem tem maturidade e quem consegue estabelecer um relacionamento saudável e harmonioso no dia a dia. Pessoas assim só sentem saudade quando o outro viaja, quando o outro está ausente e não quando o outro, infeliz e magoado, foge mundo afora.
E em amores bandidos não há admiração mútua. Há desejo, desequilíbrio, dependência emocional, celeumas, embates e estresse. Não se ama quem não se admira, o nome disso é "confusão mental", baby!

Simone Steffani - acompanhante de alto luxo!

Bichos de muitas cabeças

Crica para veres toda a história
Monstros fodilhões


1 página

15 outubro 2017

«coisas que fascinam (204)» - bagaço amarelo

O ciúme ao contrário

Não há ciúme mais bonito do que o ciúme duma amiga. Ao contrário do ciúme clássico, aquele que se apropriou de todo o campo semântico da própria palavra, o ciúme duma amiga não aprisiona. É libertador.
O ciúme duma amiga tem sempre duas linhas orientadoras de máxima importância. A primeira é a "tem cuidado com as mulheres, que elas fazem de ti o que querem" e a segunda é "continua a tomar café comigo, de vez em quando, mesmo que te apaixones por aí".
É o ciúme mais sincero e menos egoísta que um homem pode encontrar e, como tal, não se deve desperdiçar. Nem uma gota, digo eu.
Por falar em gotas, fiquei a olhar para elas a deslizar no copo de cerveja enquanto ouvia as perguntas calculadas dela. A B. apaixonou-se e tem ciúmes que eu fique sozinho, por aí, depois dela mudar de cidade e de vida.
Não é o ciúme de outra mulher, mas sim do mundo. É o ciúme ao contrário, portanto. Só uma mulher é que o consegue ter. E eu agradeço.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Nudie Cuties - «What we do by Devo»


Nudie Cuties - What We Do
from Bunnie Butt Productions on Vimeo.

Fazer bicos


Tipo Tony Carreira?


A maior sugadora de cornetas do mundo acabou de passar pelo meu pincel. Foi a noite toda no "vira o bicho e chupa o mesmo".

Patife
@FF_Patife no Twitter

14 outubro 2017

«no voo abrupto das aves» - Susana Duarte

voo,
talvez, no voo abrupto

das aves
melancólicas,

e nas fragas
por onde

rolam desejos.

Susana Duarte
(Fotos: Imogen Cunningham)

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Rubaiyat - poemas do amor e do vinho

Garrafa de vinho «Reserva do Patrão 2014», edição especial da Quinta dos Termos, em que o rótulo é um livro de poemas de Gonçalo Salvado com ilustrações de José Rodrigues.
Dois em um objectos eróticos - vinho e poesia - na minha colecção.




















A colecção de arte erótica «a funda São» tem:
> 1.900 livros das temáticas do erotismo e da sexualidade, desde o ano de 1664 até aos nossos dias;
> 4.000 objectos diversos (quadros a óleo e acrílico, desenhos originais, gravuras, jogos, mecanismos e segredos, brinquedos, publicidade, artesanato, peças de design, selos, moedas, postais, calendários, antiguidades, estatuetas em diversos materiais e de diversas proveniências, etc.);
> muitas ideias para actividades complementares, loja e merchandising...

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Quem quiser investir neste projecto, pode contactar-me.

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Richard Prince - «Stickers»

13 outubro 2017

«Lavou, Tá Novo - Episódio 09: “Ressaca moral e cívica...”» - Humores Urbanos

Quem fez o fundamental (antes chamado de ginásio) nos anos 1960 até 1990 tinha no currículo “educação moral e cívica”, mais uma herança dos militares. Mas claro que esse episódio não se trata disso, mas sim de uma ressaca moral... e cívica!

«No escuro da noite!...» - Mário Lima


A chuva cai impiedosa. A lua vai, aqui e ali, penetrando a sua luz por entre as nuvens, iluminando, por breves espaços de tempo, a figura que junto a uma esquina procura algo ou alguém.

Os carros, poucos, passam em louca correria, como se a noite fosse uma inimiga e a velocidade esventrasse o seu seio, deformando-a com os seus raios de luz.

As nuvens voltam a tapar a lua, momentaneamente deixo de ver a figura que junto à esquina procura algo ou alguém.

Faz-se silêncio, nada se move, nada se ouve, só eu e ela estamos ali. Não nota a minha presença, está só com o mundo!...

Um pequeno brilho, uma lágrima rola. O seu rosto permanece fixo virado para o nada, as mãos premem o peito como se houvesse ali uma dor imensa num corpo dolorido.

Volta a chover intensamente, encosta-se procurando refúgio na soleira esconsa de uma porta.

Aproximo-me, passo o meu braço sobre os seus ombros, um pequeno frémito percorre-lhe o corpo molhado e juntos embrenhámo-nos, no escuro da noite.

Mário Lima
Blog O sonhador

#idiotasunidos - Ruim

Vou tentar reproduzir o melhor possível a versão feminina das conversas que os atrasados dos meus amigos têm comigo no grupo de WhatsApp:
"Sandra, este sábado vamos sair?"
"Só se não tiver ocupada a mamar no nabo do teu pai, Sónia!"
"Uau. Que classe. Vou ver se não me esqueço de contar essa quando tiver a comer o João logo à noite!"
"Fixe. Vê se lhe metes um dedo no cu. Ele gosta. Esquece, isso é o meu pai. Ás vezes confundo com quem vou para a cama!"
"Pessoal (N.A: as gajas dizem "pessoal"?), estas piadas dos pais e dos namorados umas das outras têm de terminar, ok? É muito giro estarmos aqui a rasgar-nos umas às outras, mas..."
"Opá, vai rasgar o c#ralho do teu pai, ó Sandra! Mas agora não posso querer comer os vossos namorados, pais, o meu pai e os vossos animais de estimação? Mas somos o quê? Gajos?"

Ruim
no facebook

12 outubro 2017

Reencontra-a-Funda - última chamada

Terminam amanhã, 6ª feira, dia 13, as inscrições para o Reencontra-a-Funda (20º Encontro do blog «a funda São»).
Se queres inscrever-te e ainda não o fizeste, falo... digo, fá-lo agora.


O Reencontra-a-Funda (20º Encontro do blog «a funda São») tem o apoio de



«Telefonema» - Porta dos Fundos

«Intervalo» - Rosário Pinheiro

Mulher com dedos na boca e cabelos que se transformam em pássaros.
No verso, a autora transcreveu o poema «Intervalo» de Maria Teresa Horta in «As palavras do corpo»: "No silêncio que guardo/ Quando partes/ Que escondes/ Sobre os dedos/ Que se prende/ Que me deixa no corpo/ Este calor/ Da falta do teu corpo com sempre". E escreveu: "2ª versão (...), 25 de Maio de 2017, Rosário Pinheiro". Colocou também uma impressão digital sua, a vermelho.
Junta-se a outros trabalhos da Rosário Pinheiro na minha colecção.












A colecção de arte erótica «a funda São» tem:
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