28 outubro 2017

«despidas as árvores, como os braços» - Susana Duarte

despidas as árvores, como os braços
que prometeram erguer-me
de onde as águas fluíram

e as folhas caíram

e os sonhos,
esses...

sobreviveram
aos invernos desnudos
de todas as idades, às quedas
das folhas, e ao ondear violento
das águas do rio que, depois, me levou

para junto das rochas
firmes

da tua vontade.

Susana Duarte
Blog Terra de Encanto
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2 comentários:

  1. Magnífica escolha poética.
    Parabéns à autora.
    Bom fim de semana.

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    1. A poesia da Susana Duarte é um mimo.

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Uma por dia tira a azia