"Anda cá. Disseste. Anda cá, vá, e viraste-te de costas para mim ao mesmo tempo que te encostavas e deixavas o corpo ondular, mordendo lábios. Anda cá, vá, disseste, vem passar a noite comigo, vem aquecer-te junto a mim debaixo destes lençóis. Vem servir-me o teu peito para te escutar o coração bater. Vem dar-me vida, vem dar-me as tuas pernas para eu sobre elas lançar as minhas. Anda cá, vá. Avançando sobre as horas da noite, sob os pingos grossos da chuva que cai lá fora quando a madrugada se recolhe e o dia preguiçoso começa a leste. Sempre mais a leste. Anda cá, esgueirar-te, anda cá beijar-me, anda cá cansar-me os músculos. Anda cá, já, depressa, enfia-te aqui. Entra em mim. Fundo, sempre mais fundo. Agarra-me os cabelos, bate-me, morde-me. Anda cá depressa amor, que te vou cravar as unhas, que te vou massacrar, que vais sair daqui dorido, partido, sofrido.
Anda cá, sem apelo nem agravo. Utterly sim, with no recourse to appeal, ontem, antes disso, anda cá que vens tarde, que te vou comer, com requinte ou sem requinte, tanto faz, desde que depois tenhas peito com coração lá dentro, que bata para mim, desde que depois tenhas braços para me segurar, desde que me ampares, que não me deixes descontrolar, que não me abandones quando a madrugada se recolhe e o dia preguiçoso começa a leste. Porque há sempre mais leste. Mais sol. Mais dia. Somos o que somos, sem apelo nem agravo. Sempre assim, anda cá. Vem a pé. Vem como quiseres, desde que venhas. Sete, setenta, todas as vezes, vem.
Não me digas que fique quieta. Não me digas que não me mexa. Não me digas nada que não seja o meu nome, não me digas nada que não seja fode-me, ama-me, segura-me. Anda cá, disseste. Anda cá."
João
Geografia das Curvas
22 Maio 2013
«conversa 1979» - bagaço amarelo

Eu - Vais deixar o teu namorado?
Ela - Credo! Achas que o meu namorado é um banana?
Eu - Não é bem isso. Desculpa, saiu-me.
Ela - Estava a falar do fruto chamado banana.
Eu - Ah! E porque é que tens que deixar as bananas?
Ela - Por causa dos meus intestinos...
Eu (silêncio)
Ela - Que cara é essa?!
Eu - Preferia não saber isso...
Ela - Não saber o quê?
Eu - Que tens que te deixar de bananas por causa dos intestinos...
Ela - Mas o que é que raio estás a pensar? Não sabes que as bananas prendem os intestinos?! Estou a falar de prisão de ventre, homem.
Eu - Ah!
Ela - Ah?!?! Mas o que é que tu estavas a pensar?
Eu - Em nada de especial. Mudemos de assunto.
Ela - Temos que voltar a essa de achares que o meu namorado é um banana.
Eu - Não acho nada disso. Foi apenas a primeira hipótese que pus, tu achares que ele é um banana. Eu cá não acho nada. Nem o conheço bem...
Ela - Não acredito em ti.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Prioridades
Eu gosto do meu pénis, mas confesso que não lhe atribuo uma importância por aí além.
Bem vistas as coisas, dou mais pela falta dos polegares.
Bem vistas as coisas, dou mais pela falta dos polegares.
21 Maio 2013
Monarchy & Dita Von Teese - «Disintegration»
Eva portuguesa - «Dia da mulher»
[8 de Março de 2013]
Sim, comemoro o dia da mulher!
Sim, porque nós, putas, também somos mulheres!
E também somos seres humanos e mães e filhas e irmãs...
E porque, como toda a gente de bem, tentamos sustentar-nos e aos nossos sem fazer mal a ninguém.
E sim, também sonhamos, rimos, choramos e sangramos...
E sim, também, como todas as outras mulheres, sonhamos com o príncipe encantado e com o final das histórias de fadas "e foram felizes para sempre".
E sim, como as outras mulheres, lutamos da melhor forma que podemos com aquilo que temos, para realizarmos os nossos sonhos e objectivos.
Sim, somos frágeis, guerreiras, fortes, sonhadoras, amantes, amigas, bonitas, feias, felizes ou sós....
Somos mulheres....
E hoje é o nosso dia!
Não o estraguem por favor!...
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
Sim, comemoro o dia da mulher!
Sim, porque nós, putas, também somos mulheres!
E também somos seres humanos e mães e filhas e irmãs...
E porque, como toda a gente de bem, tentamos sustentar-nos e aos nossos sem fazer mal a ninguém.
E sim, também sonhamos, rimos, choramos e sangramos...
E sim, também, como todas as outras mulheres, sonhamos com o príncipe encantado e com o final das histórias de fadas "e foram felizes para sempre".
E sim, como as outras mulheres, lutamos da melhor forma que podemos com aquilo que temos, para realizarmos os nossos sonhos e objectivos.
Sim, somos frágeis, guerreiras, fortes, sonhadoras, amantes, amigas, bonitas, feias, felizes ou sós....
Somos mulheres....
E hoje é o nosso dia!
Não o estraguem por favor!...
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
«Caminho» - Susana Duarte
caminho costeira
por onde passam gritos,
através das rochas, areias e granitos
e das conchas despegadas de sonhos e madrugadas.
caminho sobrevoando rios, onde
confluem ritos de primaveras floridas,
rosas-chá do deserto do vento, cantando gotas
de suor sobranceiras, caindo sobre ombros escondidos
do mar.
caminho navegando as ondas
da tua serenidade alada, seda lavrada das noites
e dos olhares marginais das borboletas. sobre as asas
caminho, e sobre o caminho, perpetuo imagens de urdiduras
de mãos que se tocam.
Susana Duarte
Blog Terra de Encanto
por onde passam gritos,
através das rochas, areias e granitos
e das conchas despegadas de sonhos e madrugadas.
caminho sobrevoando rios, onde
confluem ritos de primaveras floridas,
rosas-chá do deserto do vento, cantando gotas
de suor sobranceiras, caindo sobre ombros escondidos
do mar.
caminho navegando as ondas
da tua serenidade alada, seda lavrada das noites
e dos olhares marginais das borboletas. sobre as asas
caminho, e sobre o caminho, perpetuo imagens de urdiduras
de mãos que se tocam.
Susana Duarte
Blog Terra de Encanto
A espargata
Esta pequena estatueta em bronze (20 cm de pé a pé) encontra-se com alguma facilidade mas a preços que não se coadunam com o meu salário português.
Mas desta vez não me escapou. E agora faz esta acrobacia na minha colecção.
Mas desta vez não me escapou. E agora faz esta acrobacia na minha colecção.
20 Maio 2013
Belo é seres quem és! - Campanha da Dove pela auto-estima
Anúncio com papel químico, feito em Portugal
Agência de Publicidade: TORKE + CC, Lisboa, Portugal
Directores de criação: André Rabanéa, Hugo Tornelo, Pedro Alegria
Directores de arte: Daniel Machado, João Pereira, Rui Pica e Rui Santos
Redacção: Nuno Trindade, Zeynep Rabanéa
Planeamento: Diogo Teixeira, Mariana Figueiredo, Frederico Ferreira
Produtor: Soraia Silva
"O Projecto Auto-estima da Dove tem vindo a trabalhar há vários anos na promoção da auto-estima das mulheres e para desmistificar o mito da beleza. Recentemente, esta missão foi estendida às crianças. De acordo com a pesquisa da marca, 6 em cada 10 meninas pararam de fazer algo de que gostam, porque se sentiram desconfortáveis com a sua aparência.
Fomos convidados para apresentar o Projecto de Auto-estima Dove em Portugal pela primeira vez para despertar as consciências entre os adultos sobre o impacto que o seu comportamento pode ter sobre a auto-estima das crianças.
Criámos o anúncio de papel químico, um anúncio de imprensa numa revista especializada para pais. O anúncio desafiou os leitores a testar a sua memória escrevendo a pior coisa que se lembravam de lhes terem chamado na sua infância. Para facilitar, também incluía uma caneta. O que eles não sabiam era que se tinha colocado um pedaço de papel químico do outro lado da página, e a palavra que escreveram no teste de memória era impressa na camisa de uma criança na página seguinte, com o texto "As palavras marcam as crianças para sempre".
Os leitores que brincaram (principalmente os pais) viram o resultado de sua acção impresso numa criança, tal como as palavras que podem "simplesmente" dizer às crianças podem ficar com elas, para a vida. Nós fomos capazes de introduzir as metas do projecto Auto-estima da Dove em Portugal de uma forma mais interactiva, através de um anúncio impresso, que realmente encarnou a principal preocupação do projecto.
Agência de Publicidade: TORKE + CC, Lisboa, Portugal
Directores de criação: André Rabanéa, Hugo Tornelo, Pedro Alegria
Directores de arte: Daniel Machado, João Pereira, Rui Pica e Rui Santos
Redacção: Nuno Trindade, Zeynep Rabanéa
Planeamento: Diogo Teixeira, Mariana Figueiredo, Frederico Ferreira
Produtor: Soraia Silva
"O Projecto Auto-estima da Dove tem vindo a trabalhar há vários anos na promoção da auto-estima das mulheres e para desmistificar o mito da beleza. Recentemente, esta missão foi estendida às crianças. De acordo com a pesquisa da marca, 6 em cada 10 meninas pararam de fazer algo de que gostam, porque se sentiram desconfortáveis com a sua aparência.
Fomos convidados para apresentar o Projecto de Auto-estima Dove em Portugal pela primeira vez para despertar as consciências entre os adultos sobre o impacto que o seu comportamento pode ter sobre a auto-estima das crianças.
Criámos o anúncio de papel químico, um anúncio de imprensa numa revista especializada para pais. O anúncio desafiou os leitores a testar a sua memória escrevendo a pior coisa que se lembravam de lhes terem chamado na sua infância. Para facilitar, também incluía uma caneta. O que eles não sabiam era que se tinha colocado um pedaço de papel químico do outro lado da página, e a palavra que escreveram no teste de memória era impressa na camisa de uma criança na página seguinte, com o texto "As palavras marcam as crianças para sempre".
Os leitores que brincaram (principalmente os pais) viram o resultado de sua acção impresso numa criança, tal como as palavras que podem "simplesmente" dizer às crianças podem ficar com elas, para a vida. Nós fomos capazes de introduzir as metas do projecto Auto-estima da Dove em Portugal de uma forma mais interactiva, através de um anúncio impresso, que realmente encarnou a principal preocupação do projecto.
«conversa 1978» - bagaço amarelo

Eu - Não há muitos, de certeza. Tu é que deves ter amigos fora do normal.
Ela - É o que eu estou a dizer. Os homens são todos igualmente fora do normal.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Luís Gaspar lê «Sonho...» de Helena Maltez
"a noite entrou, encantada
adormeceu-me o corpo
envolveu-se nos meus sonhos
fez-me sentir-te em ti
tremer junto ao teu corpo
beijar teus lábios demoradamente
descobrir o teu gosto
com meu corpo inteiro
fomos sombras ocultas
cheias de movimento
desejos penetrantes e agitados
fomos nós num momento
da duvida que sonha a certeza
o desequilíbrio na infame consciência
a noite fez-nos sentir
o silêncio vestido de branco
a ausência irreal
em forma de sonho
viajámos juntos em sentimentos
e o teu corpo fundiu no meu
de alto a baixo
o suspiro violento
numa voraz paixão
que nos alimentou as veias
da noite que cresceu como louca,
brotavam palavras, nas entrelinhas
um intenso amo-te
no duelo de quem ama
a noite acordou-me
abandonou-me sem sonhos
tu não te encontravas lá
só a cama, branca, amarrotada…"
Helena Maltez
Ouçam este poema na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa
adormeceu-me o corpo
envolveu-se nos meus sonhos
fez-me sentir-te em ti
tremer junto ao teu corpo
beijar teus lábios demoradamente
descobrir o teu gosto
com meu corpo inteiro
fomos sombras ocultas
cheias de movimento
desejos penetrantes e agitados
fomos nós num momento
da duvida que sonha a certeza
o desequilíbrio na infame consciência
a noite fez-nos sentir
o silêncio vestido de branco
a ausência irreal
em forma de sonho
viajámos juntos em sentimentos
e o teu corpo fundiu no meu
de alto a baixo
o suspiro violento
numa voraz paixão
que nos alimentou as veias
da noite que cresceu como louca,
brotavam palavras, nas entrelinhas
um intenso amo-te
no duelo de quem ama
a noite acordou-me
abandonou-me sem sonhos
tu não te encontravas lá
só a cama, branca, amarrotada…"
Helena Maltez
Ouçam este poema na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa
19 Maio 2013
O que eu tenho perdido por não me meter nestas andanças do futebol...
Imagem há poucochinho na SIC.
Nem sei que vos diga...
Que percebo a legenda "bicampeão"?
Que ricas medalhas!
Que o futebol assim é lindo e eu gosto?
E a t-shirt da menina a pedir para lhe Ligar...
Nem sei que vos diga...
Que percebo a legenda "bicampeão"?
Que ricas medalhas!
Que o futebol assim é lindo e eu gosto?
E a t-shirt da menina a pedir para lhe Ligar...
69 escalado

Gordon Denman - via Danish Principle
Alzheimer

O quarto dele era muito luminoso e estava pejado de molduras com as imagens dos filhos e dos netos. Ela sentou-se na bordinha da cama de corpo e meio e ajeitou a saia a tapar mais os joelhos como rotineiramente fazia e ele logo se sentou a seu lado, com vista próxima sem ter de ajeitar os óculos para um amplo busto cujo silicone mantinha firme e quase fazia saltar os botões da blusa e uma pele quase juvenil esticada pelo botox de outros tempos.
Abriu então a sua caixinha de comprimidos e exibiu todos os que tinha. Grandes e pequenos, redondos ou cápsulas e numa variedade de cores que ia do branco ao rosa, do amarelo ao azul. Ela retirou a sua de um bolsinho da saia e com um ligeiro rubor na face abriu-a e estendeu-lha nas mãos. Com um sorriso rasgado ele elogiou os compartimentos funcionais. E ali ficaram alguns instantes agradados por ter nas mãos o cofrezinho do outro.
Ela gabou-lhe a claridade do quarto em comparação com o dela com vista para as traseiras e sol de pouca dura. Recordava-lhe a sua casa que deixara há anos, talvez em 2007, quando entrara ali no lar. Ele sorriu, emudeceu e acabou por lhe confidenciar que havia outra razão porque lhe quisera mostrar o quarto mas já não fazia a mais pálida ideia do que era.
Abriu então a sua caixinha de comprimidos e exibiu todos os que tinha. Grandes e pequenos, redondos ou cápsulas e numa variedade de cores que ia do branco ao rosa, do amarelo ao azul. Ela retirou a sua de um bolsinho da saia e com um ligeiro rubor na face abriu-a e estendeu-lha nas mãos. Com um sorriso rasgado ele elogiou os compartimentos funcionais. E ali ficaram alguns instantes agradados por ter nas mãos o cofrezinho do outro.
Ela gabou-lhe a claridade do quarto em comparação com o dela com vista para as traseiras e sol de pouca dura. Recordava-lhe a sua casa que deixara há anos, talvez em 2007, quando entrara ali no lar. Ele sorriu, emudeceu e acabou por lhe confidenciar que havia outra razão porque lhe quisera mostrar o quarto mas já não fazia a mais pálida ideia do que era.
Casar com o par ideal

Adam West, personagem da série «Family Guy»
«Falo no Beco» - evento da Confraria do Príapo
Tenho orgulho de fazer parte da Confraria da Príapo desde a sua fundação (não confundir com a funda São).
Apreciem esta reportagem da TV Caldas sobre o evento «Falo no Beco» realizado pela Confraria do Príapo no passado dia 11 de Maio, nas Caldas da Rainha:
Apreciem esta reportagem da TV Caldas sobre o evento «Falo no Beco» realizado pela Confraria do Príapo no passado dia 11 de Maio, nas Caldas da Rainha:
18 Maio 2013
Robin Thicke - «Blurred Lines (Dirty Version)»
«conversa 1973» - bagaço amarelo

Ela - Tu não ligas o televisor?
Eu - Não tenho a antena ligada. Só vejo filmes em dvd...
Ela - Mas não gostas mesmo de televisão?
Eu - Há canais que gostava de ter, mas é muito caro. Mas quando estou na casa da minha namorada gosto de ver algumas coisas... ainda ontem vi um filme de boches.
Ela - Também só pensas em sexo...
Eu - Boches! Eu disse boches.
Ela - Boches?!
Eu - Sim. Não sabes o que é um boche?
Ela - Se não for sexo oral com papas de Nestum na boca, não sei.
Eu - Um boche é um militar alemão nazi... estava a falar de um documentário da segunda guerra mundial.
Ela - Ah! Nunca me passou pela cabeça que um nazi pudesse ter um nome tão... sei lá... tão apetitoso.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
«Tees» de golfe
Uma das muitas coisas que gosto na minha colecção é a sua diversidade.
Estes «tees» vieram de Espanha, para a sexão de jogos da minha colecção.
Estes «tees» vieram de Espanha, para a sexão de jogos da minha colecção.
Um sábado qualquer... - «Adão em depressão»
17 Maio 2013
»For Fuck's sake, use a condom» (por amor da foda, use preservativo)
Um mãos largas
A vida, essa puta. E o amor, esse chulo. E eu ávido por sustentá-los.
Gostas mais do papá ou do papá?
Prostituição - a minha história (XIII)
Verão de 1997... (...) Alternar entre o Mundo Real e o meu Mundo Paralelo era mais do que uma mudança de nome, como se o autocarro que eu apanhava fizesse um percurso num túnel entre uma dimensão e outra, as duas com cenários em cores totalmente diferentes. Mas, naquele túnel entre dois Mundos, eu não podia mudar de eu e era evidente que o eu ainda se encaixava muito dificilmente no Mundo paralelo. A questão é que começava também a ter dificuldades em encaixar no Mundo Real. Embora não sentisse mudanças internas, era como se o que vi tivesse formado uma película nas íris dos meus olhos e tudo o que eu via era visto através dessa película do que eu sabia. Era preciso ter atenção, era preciso ter cautela, ninguém se podia aperceber que alguma coisa estranha tinha entrado na minha vida, ninguém podia perceber que tinha mais dinheiro do que poderia ganhar num emprego, ninguém podia perceber que estava sexualmente mais adulta, ninguém podia perceber que eu sabia coisas, ninguém podia perceber porque ninguém me poderia perceber quando nem eu própria me percebia. Não foi um trauma mas sim o cansaço da duplicidade, o cansaço da passagem no túnel, a vontade de ser só uma que me fez parar. As aulas estavam prestes a recomeçar e a vida em que eu podia ser eu não podia ser vivida com aqueles olhos. O primeiro dia de aulas, os cadernos e livros, os Professores, os colegas, o retorno ao dia a dia do eu, estava ainda mais afastado daquele novo planeta, o túnel seria ainda mais longo. No fim do meu último dia na casa, ainda uma hesitação, a recepcionista dizia-me, satisfeita: "já viste quanto ganhaste hoje?"... Mas interrompi a hesitação com o pensamento de que era uma boa quantia para juntar ao pé de meia que acabei por fazer e ir-me embora sem olhar para trás. Até quando? Se isto fosse um livro, este seria apenas o fim do primeiro capítulo. (Continua)
Seduzir uma mulher é tão fácil!

Via Ela Tá de Xico
16 Maio 2013
«Blachman» - "o corpo feminino tem sede de palavras de um homem”
«Blachman» é um programa da TV da Dinamarca em que uma mulher entra de roupão e se despe e fica sem poder dizer qualquer palavra, perante Thomas Blachman e um convidado masculino, ambos sentados num cenário vazio, todo negro, que fazem comentários sobre o seu corpo e sobre outros assuntos que lhes vêm à cabeça.
Thomas Blachman defende que está, “na verdade, a fazer um favor às mulheres, já que ‘o corpo feminino tem sede de palavras de um homem’”.
Este programa tem gerado uma grande polémica,como seria de esperar.Há quem classifique o programa como o mais machista da história e faça uma inaceitável coisificação da mulher.
O apresentador defende-se, argumentando que o programa tem um carácter revolucionário, pois pretende discutir a estética do corpo feminino sem permitir que a conversa seja “pornográfica ou politicamente incorrecta”. “Agora as mulheres podem entender o que os homens pensam sobre o corpo delas”.
No YouTube só se encontram pequenos videos promocionais e censurados, como este.
Mas encontrei na página da cadeia DR os seis primeiros episódios completos. O sexto (com o sexólogo Sten Hegeler) até está legendado em inglês. Quanto a mim, não tem nada de chocante. Mas cada um que forme a sua própria opinião:
Thomas Blachman defende que está, “na verdade, a fazer um favor às mulheres, já que ‘o corpo feminino tem sede de palavras de um homem’”.
Este programa tem gerado uma grande polémica,como seria de esperar.Há quem classifique o programa como o mais machista da história e faça uma inaceitável coisificação da mulher.
O apresentador defende-se, argumentando que o programa tem um carácter revolucionário, pois pretende discutir a estética do corpo feminino sem permitir que a conversa seja “pornográfica ou politicamente incorrecta”. “Agora as mulheres podem entender o que os homens pensam sobre o corpo delas”.
No YouTube só se encontram pequenos videos promocionais e censurados, como este.
Mas encontrei na página da cadeia DR os seis primeiros episódios completos. O sexto (com o sexólogo Sten Hegeler) até está legendado em inglês. Quanto a mim, não tem nada de chocante. Mas cada um que forme a sua própria opinião:
É assim que quero
É assim que quero hoje,
teu corpo fértil,
despido,
à mercê da carícia
suave
das unhas
vermelhas,
da boca suave,
da vulva doce...
É assim que quero!
Hoje faço o destino
na erecção do
grito,
nos tremores do teu
sentir,
É assim hoje.
No gemido infinito,
na carne suada
de ondas de prazer!
Vera Sousa Silva
3ª lição
A vagina já está perfeitamente adaptada à grossura e ao tamanho do pénis, encharcando-o de sucos e de fluidos quentes e facilitadores.
Os movimentos descritos nas lições anteriores, vão repetir-se compassados e persistentes. É o momento em que a mulher se inclina ligeiramente roçando os mamilos nos peitorais do macho. Este ângulo permite que o pénis toque o clítoris, friccionando-o no movimento que o faz mergulhar, curvo e pulsante, no lago apertado que o acolhe.
É o momento de dedicar atenção e cuidado aos testículos. A mão da mulher deve afagá-los como se os dedos fossem penas. Sentir-lhes a textura, os subtis movimentos, o volume, o boleado a sutura do escroto e percorrer-lhe a penugem macia que os torna aveludados. Este mover de dedos femininos é acompanhado pela descida da vagina, fazendo-a rasar a base do pénis de modo a que o clítoris embata no início do tronco latejante, permitindo, também, que os dedos formem um anel controlador e que, apertando-o, comandem a penetração que tende a ser cada vez mais acelerada, com os testículos a subirem e o arrepio brutal e animalesco de quem desespera na espera.
A forma mais eficaz de domar este impulso, é procurar rodear, anelar com delicada manobra e atenção redobrada, o início destas duas impaciências, coagindo-as a uma descida lenta e prazenteira. Os testículos obedecerão contrariados e a rigidez do pénis aumentará de forma significativa, tornando-o poderoso e fazendo-nos sentir que as paredes da vagina, que até ao momento o acolheram como um dedo de uma luva, devem agora readaptar-se a novas dimensões.
Será conveniente, em caso de masculinas emergências gemidas ou ganidas, libertar o falo e passar à quarta lição, sumariada em breve.
Camille
Lex Drewinski (Polónia) - poster «Stop Sex With Children» (Parem o sexo com crianças) - 1998
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