18 abril 2005

Preso

Lutz Behnke

Tenho-te na ponta da língua
Não te solto.
As tuas mãos agitam-se
O teu corpo contorce-se
Não te solto.
Arquejas
Gemes
Não te solto.
Tenho-te preso na ponta da língua.
E preso dizes-me:
Não me soltes
Quero ficar.

Literatura fora da cadeia, já!

Libertem a literatura destas cadeias!
Os acusa-Cristos foram o OrCa, a Gotinha e o AdamastoR.
Mas como não gosto de ver ninguém de_pau_parado aqui me venho:

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Tive que ir pesquisar sobre o "Fahrenheit 451" para saber o que é (sim, sim, eu sou analfabruta): "Num Estado totalitário num futuro próximo, os 'bombeiros' têm como função principal queimar qualquer tipo de material impresso, pois foi convencionado que literatura é um propagador da infelicidade. Mas o protagonista do livro, um bombeiro, começa a questionar tal linha de raciocínio quando vê uma mulher preferir ser queimada com sua vasta biblioteca ao invés de permanecer viva."
Bem, visto isto... eu não quereria ser nenhum livro, especialmente pornográfico (que têm montes de páginas coladas).

Já alguma vez ficaste apanhadinha por um personagem de ficção?
Tantos e tantas vezes! De ficção e de fricção. Aliás, os livros de que gosto "lêem-se só com uma mão". Recordo-me sempre em especial de um agente da alfândega que, depois de pouca retórica (como eu gosto) teve esta deixa fenomenal para uma senhora que queria passar a fronteira: "Toma lá caralho e cala-te!"

Qual foi o último livro que compraste?
Acabei de receber três livros da Tusquet Editores, da colecção "La Sonrisa Vertical". O difícil foi escolher, entre tantos e tão bons. Aliás, desde há 25 anos que eles atribuem um prémio de literatura erótica:"El Bajel de las Vaginas Voraginosas" (com uma capa que é um miminho), "Kurt" e "El vizconde Pajillero de los Cojones Blandos" (erotismo surrealista).

Qual o último livro que leste?
"How to Make Love Like a Porn Star: A Cautionary Tale", um grande livro de uma grande senhora da pornografia: Jenna Jameson.

Que livros estás a ler?
"Uma História do Corpo na Idade Média", de Jacques Le Goff e Nicholas Truong.

Que livros levarias para uma ilha deserta?
Todos os livros (mais de mil) da minha colecção de arte erótica (alguém interessado em servir de mecenas?). Aliás, por causa do peso dos livros é que a porra do barco foi ao fundo... ou à funda?!

A quem vais passar este testemunho e porquê?
A ninguém, porque quero libertar a literatura desta cadeia!

Actriz do Amor, por AdamastoR

Tenho sérias dificuldades em concentrar-me na trama de um filme com a Asia Argento. E quanto mais o revejo, pior fica, porque ela só melhora.

Por isso aguardo com expectativa, o novo filme de Gus Van Sant - Last Days. Argento fará de Courtney Love e o filme, está bem de ver, conta os últimos dias da vida de Kurt Cobain, ainda que o personagem principal se chame Blake [interpretado por Michael Pitt - irmão de Brad].

A obra será apresentada no Festival de Cannes e, garante Van sant, não pretende lançar polémicas sobre o suicídio, ou não, do líder dos Nirvana. O filme é apenas a visão muito particular que o realizador fez da vida de Kobain, principalmente dos atormentados momentos que antecederam a sua morte, em Abril de 1994.

Muito possivelmente, ajudará à minha concentração, o facto de Asia surgir loira e de olheiras no queixo. Mas não é certo.

Publicidade Fenomenal





POWA - People Opposing Women Abuse
Uma ONG que luta contra o abuso das mulheres.
"Quando o leitor tenta folhear a revista, percebe que duas páginas estão coladas. É possível ver apenas parcialmente que há uma imagem de pernas femininas sob um lençol. Ao abrir a página, a cola vai cedendo, rasgando-a. Então, entendemos o anúncio: uma mulher nua deitada de pernas abertas e abaixo o título:
«If you have to force, it’s rape» (Se você forçar, é violação)."

Video de porrada

Toma! Toma! Toma!

Diário do Garfanho - Heaven Knows I'm Miserable Now

Num autocarro, em Lisboa, vou mais de 39 minutos ao lado de uma belíssima mulher - mais adjectivação é desnecessária e seria, sempre, redutora.
39 minutos a pensar, a reflectir, a questionar.
39 minutos a agravar uma úlcera (se a tivesse), com palpitações (se as sentisse).
39 minutos de angústia, de dúvida, de embaraço.
39 minutos a perscrutar os insondáveis caminhos do Senhor (se fosse crente).
39 minutos de desejo, de esperança, de devaneios.
39 minutos de olha, não olha; fala, não fala; sorri, não sorri.
39 minutos de cálculos, de considerações, de especulação.
E, um minuto depois de ela sair, a dúvida sufoca-me e já estou arrependido, para a vida!, de nunca vir a desatar o nó que se me formou na garganta:
Que roçou roçou. Agora se se roçou ou se apenas roçou... Aí é que está o cerne, o fulcro, o busílis da questão.

Uma Rosa é uma Rosa é uma Rosa (São Rosas)

17 abril 2005

Dick Hard no Centro de Estética

Dick Hard não podia ser considerado minimamente um metrossexual. Em primeiro lugar porque não gostava de andar de metropolitano. Depois, porque nunca tinha tido sexo em plena carruagem.
Por isso, quando a sua amiga Lolita lhe disse que não era preciso ser metrossexual para a acompanhar ao Centro de Estética, Dick Hard encolheu os ombros e deixou-se guiar, de braço dado, pelas labirínticas ruas de uma Lisboa antiga que já se mentalizara em aceitar um centro de estética.
O «Miminhos do Corpo» era um centro bem catita, com clientela do mais seleccionado. Esposas de gestores, viúvas de ex-traficantes de droga arrependidos, namoradas de seguranças de escritoras de livros de auto-ajuda, funcionárias de organismos estatais em vias de decomposição.
E como um centro de estética não tem de ser necessariamente dedicado às senhoras, o «Miminhos do Corpo» era bissexual, por motivos financeiros: tinha uma secção para senhoras e outra para cavalheiros. Era importante não descurar o negócio.
Lolita tocou à campainha e ouviu-se a voz de Vincent Price no filme de terror «O gato miou três vezes». Dick não percebeu bem a frase, mas era assim a modos que a atirar para o horripilante. Se fosse levada a sério. Com o Vincent Price era difícil levar o terror a sério. Que raio de ideia para um toque de campainha!
A porta abriu-se e na recepção estava uma loira do mais terrífico que se podia imaginar. Ver aquela menina e não poder saltar-lhe para a espinha com imediatismo era algo digno de um filme de terror com Boris Karloff ou Cristóvão Lee.
O Dick mais pequenino pôs-se aos saltos dentro das calças de ganga do dono:
- Ó pá, eu quero! Ó pá, eu quero! Ó pá, eu quero!
Dick deu-lhe a meia-volta do costume (como indicado no livro de Alberto Moravia, «Eu e ele») e sossegou o personagem.
Lolita dirigiu-se à Vânia Vitória (a menina da recepção que provocava erecções à velocidade da luz) e sorriu:
- Olá, o meu nome é Lolita Esplendores e tenho marcação de «Revisão Total Especial» para as 16 horas. Hoje trouxe um amigo meu. Gostaria de saber se é possível inscrevê-lo num programa especial de «Trate de si, cavalheiro».
- Pois é, D. Lolita, sem marcação para o seu amigo vai ser um pouco difícil. Hoje é um dia mau. Tem estado tudo cheio. Sabe como é, sexta-feira, dia de sol, vésperas de Primavera. As pessoas saem de casa com vontade de se tratar bem.
- Veja lá o que se pode fazer. Eu quase arrastei o meu amigo...
...
Será que ela abre a vaga para o Dick Hard? E será desta que a história acaba bem para o nosso herói? Duvido, mas lê o resto...

Nítido


Oh São, foi como voltar à adolescência!... A nítida frescura da pele dele e o sorriso genuíno que imprimia na cara incentivavam-me a rebolar pela humidade dos relvados da noite de Belém, preparada previamente de saia e isenta de cuecas, para o reconhecer explodindo em mim, na pressa de não sermos apanhados.
Era a brincadeira contínua do duche quente em que nos ensaboávamos para ele remexer em todas as direcções geodésicas da minha cavidade, defendendo que assim ficaria bem lavadinha enquanto engolia as gotinhas de água que me escorriam dos mamilos, para não se perder nada, obviamente. Eu afiançava-lhe que precisava do duche mais próximo para me matar a sede e engolia-o como bebida isotónica, com a água a salpicar-me os cabelos enquanto lhe sopesava as recargas que depois serviam de fio dental.
Era a pressa de responder a mais um sms que marcava encontro num sítio recôndito da cidade, para onde partia aos pulos, dançando em sapatos voadores, mesmo que fosse o escurinho do cinema, onde os beijos lânguidos e as mãos desassogadas e continuamente espalmadas na carne, por entre fechos e tecidos e lãs, impediam de apreciar condignamente a obra do realizador.
Mas, oh São, eu não estava preparada para encarar as coisas de forma séria como quando ele se ofereceu para fazer uma vasectomia.

Tomai e bebei: este é o meu prazer derramado por vós


(enviado por Roxy)
(título da Maria Árvore)

15 abril 2005

Pela primeira vez na vida comprei um jornal desportivo!

70 cêntimos. Só por causa da primeira página!

ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! ah! etc.
bandeira.jpg

A cópula

de Manuel Bandeira

Depois de lhe beijar meticulosamente
o cu, que é uma pimenta, a boceta, que é um doce,
o moço exibe à moça a bagagem que trouxe:
colhões e membro, um membro enorme e tungescente.

Ela toma-o na boca e morde-o. Incontinente,
não pode ele conter-se, e, de um jacto, esporrou-se.
Não desarmou porém. Antes, mais rijo, alteou-se
e fodeu-a. Ela geme, ela peida, ela sente

Que vai morrer: - "Eu morro! Ai, não queres que eu morra?!"
Grita para o rapaz que aceso como um diabo,
arde em cio e tesão na amorosa gangorra

E titilando-a nos mamilos e no rabo
(que depois irá ter sua ração de porra),
lhe enfia cona a dentro o mangalho até o cabo.

A Rainha de Copas - Matt Ridley

Aconselho este livro científico (cujo subtítulo é «o sexo e a evolução da natureza humana») publicado em Portugal pela Gradiva.
Uma análise profunda da sexualidade como tema central da nossa evolução.
Deliciem-se com esta citação de Charles Darwin que Matt Ridley usa para ilustrar a questão do perfeccionismo sexual:
«Se todas as mulheres se tornassem tão belas como a Vénus de Medici, durante um certo tempo ficaríamos encantados, mas depressa desejaríamos a variedade e, logo que tivéssemos obtido a variedade, desejaríamos ver certas características das nossas mulheres um pouco exageradas para além do padrão então existente.»
Porque será que isto me fez lembrar a Campanha por Beleza Real, que eu a-do-ro?!

Graças ao sofá


Não sei se a culpa não foi do sofá, São! Eu apenas o ouvi a desfiar os seus problemas no sofá fronteiro, ao ritmo de cervejas mornas e cruzei e descruzei as pernas vezes sem conta, dando-lhe alento em palavras feitas tremoços.
E ele São, veio direito a mim e desabou a beijar-me o pescoço, a deixar escorregar as mãos pelo meu peito e pelos intervalos das minhas calças. Perante o meu espanto mudo, abriu-me o fecho e resvalou a sua mão direita do monte para o interior dos lábios até o seu indicador chocar com as minhas nádegas. Ergueu o queixo para me indagar com os olhos se tinha aval para continuar, sinal a que retorqui com um longo beijo de línguas. E vai daí, ele afundou-se em espirais no meu botão de sintonia, pulou dos grandes para os pequenos como linha de cerzir, enquanto as minhas mãos o despenteavam atabalhoadamente. Aprimorou-se a passear a língua monte acima, monte abaixo, com o rigor de uma toalhita enquanto a sua mão esquerda me espremia as nádegas para o indicador e médio direitos se enfileirarem vulva adentro. Voltou para tragar o meu clitóris, em pedacinhos pequenos e tanto petiscou que me contorci, abraçando a sua nuca com os meus joelhos. Peguei-lhe a cabeça com ambas as mãos e debruei-lhe os lábios e o céu da boca com beijos.
Foi aí São que ele me agradeceu e eu ainda zonza, nem queria acreditar nos meus ouvidos. Apenas lhe dei a minha atenção. Oh São, há necessidade de pagar a amizade?...

A Maria Árvore depois da aventura do sofá


(o F. Monteiro não a consegue desencaixar)

14 abril 2005

Sucção de Amor, por AdamastoR


[Tony Ward]

Alvíssaras a quem descobrir...

(com música de fundo)


Os palpites foram:
Jorge Costa - gel.
Mad - Fá Gel de Banho.
Gotinha - creme de corpo YVES ROCHER [esta miúda é uma comercial nata]
São Rosas e Quimera - farinha misturada com água, como antes se colavam os cromos de futebol nas cadernetas.
SirHaiva - farinha com água e muito fermento, para 'levantar' o 'bolo'.
Edmilson - é goma.
Obeijo - só lambendo!
Nikonman - produto de uma saraivada peniana.
SirHaiva - Podia ser, podia. Mas neste caso em particular não estou envolvido. Não me lembro nada da senhora nem de a ter contemplado com uma das minhas 'Saraivadas Penianas'... mas sei lá, já foram tantas. (cof, cof, cof)...

Enda uí nariz:
Dupont do Vilacondense - é pão, são:

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Urgência

Foto:J_J_ANDRE

Quero despir-te
Tirar-te a roupa
Penetrar-te o corpo.
Quero amar-te
Com a raiva de quem sabe
Com a raiva que conheces
Com a raiva que sentes
Quando em raiva me dou.
Quero ver-te fechar os olhos
Para reter o prazer
E pressionar-te
Arrancar-to
Encurralar-te
Fechar-te em mim e no prazer.
Quero tudo
O corpo, a alma
Tirar-te a roupa e a calma
Até gemeres
Até tremeres
Até dizeres: Ainda não.
E eu exigir: Já!

Letrinhas malandrecas do Webcedário


O romantismo visto pelo Webcedário

13 abril 2005

Dia do Beijo e só a Madr se lembrou...

"Bem , lá terá que ser...
Já que a nossa amiga São se esqueceu de assinalar este dia com um daqueles 'titalos' garrafais...
Desculpa lá, ó ferralho, eu me aproveitar do teu rodapé, mas a culpa é DELA.

Dia do Beijo, quem diria
O que haviam de inventar,
Até a boca do corpo
Já sinto a latejar.

E é tal a vibraSão
Que não consigo acalmar
Aguardo a tua chegada
Para me poder saciar

Do teu corpo quero o desejo
Que os meus lábios vão beijar
Da tua alma o sentimento
Onde me possa afogar.

('madr mia', isto são os efeitos colaterais da PDI, só pode...) "

Madr

Como o padr não ode, adivinhem quem vem oder a madr...

Eu quero beijar, beijar, perdidamente
Beijar o corpo tal como convém
Levá-lo até ao ponto em que se vem
Alguém que beije outrém atrás e à frente

E se houver alguém mais descontente
E queixoso por ser beijado aquém
Que se beije esse também e mais além
Do que fora beijado anteriormente

Porque urge beijar o corpo todo
De cima abaixo ou até de lado a lado
Percorrê-lo com os lábios de tal modo
Que não fique resto algum sem ser beijado

- Cá por mim, digo eu, não me incomodo
Por beijar até se vir um corpo amado.

OrCa

Dá Deus falos a quem não tem a funda São!

Monumento fálico no Ferro

Vim-me a saber pelo "Jornal do Fundão" que na vila do Ferro, muito perto de Caria, o monumento fálico - único no país - monobloco de granito, que os homens pré-históricos adoraram como símbolo da fecundidade humana, agrícola e pecuária, está neste momento votado ao abandono!
Antes que seja tarde, temos que fazer alguma coisa. Para já, enviei uma mensagem para a ArqueoBeira:
"(...) Verifico que não o têm referenciado no vosso site.
Há algo que possamos fazer para defender este património valiosíssimo? (...)"
Se o Estado pode tomar posse administrativa de propriedade privada em casos de abandono, aqui não poderá acontecer o contrário?

A conta dos três


Ó São, já ouviste aquele anúncio na rádio em que a rapariga pede ao João para se chegar para lá e ele resmunga que é sempre ele e então, ela alega que já pediu ao Ricardo mas ele está a dormir ferrado?...
Ah Sãozinha, era tão mais fácil não ter de escolher entre dois homens que nos atraem e de quem nos sentimos cúmplices de igual modo. Quem terá tido a mania de decretar a monogamia para transmitir heranças?... Ou então qual é o sentido do adágio popular de que três foi a conta que Deus fez?...
É que Sãozinha, às vezes tenho tanta dificuldade em não me apaixonar pelas pessoas, pelo borbulhar dos seus cerebrozinhos, pela comunhão dos gostos quotidianos e das paixões fundas, pela mímica das expressões cúmplices. E vai um passinho daí a desejar absorvê-las todas pelo meu corpinho.
Tal como os egípcios faziam imposição de mãos sobre os cadáveres mumificados para lhes arrebatar a sabedoria, eu procuro a imposição dos corpos para me embeber no seu conhecimento.
E em termos práticos, São, na vida stressante e cheia de trabalho que levamos, com dois homens há mais probabilidades de um deles nos escutar quando precisamos, de um deles não estar cansado quando só apetece afogar-nos em sexo e de concretizar a eterna fantasia feminina de nos sentirmos totalmente preenchidas acasalando com dois homens.

Bocas infinitas

Deixa de fora as palavras
O silêncio é agora um prado
E os meus lábios uma nascente.
Deixa saberem à amora silvestre
Os beijos frescos que te ofereço
Escuta o seu murmúrio, sente.
Faz comigo a vereda desta vertigem
Goza a placidez deste excesso
Nesta hora em que abro as asas
E descerro a beijos de incenso
O teu corpo nu em mim emerso.
Sê por mim uma pele feita de lábios
De bocas infinitas segredando-me desejos
Que me escancararem a alma na viagem
E me façam não saber de outros beijos.

Inspiração do momento


oitado do puto. Chega a casa e diz ao pai:
- Estou à rasca. A professora quer que a gente diga cada um a sua cor e não podemos repetir a do outro. Eu sou o 21, como é que eu me amanho?
O pai, pensa, pensa, pensa e depois diz-lhe:
- Olha, filho, amanhã vais dizer uma cor que ninguém diz: Vermelho do Congo.
No outro dia a professora começou o exercício com os alunos todos sentados no seu lugar. Eles lá foram dizendo cada um a sua cor: Azul, encarnado, cinzento, etc.
O puto esfregava as mãos de contente.
À frente dele estava um preto. Quando chegou a vez do preto, este levanta-se e diz:
- Vermelho do Congo.
E o puto, danado da vida, salta da carteira e diz:
- Preto do caralho!

(enviado pelo Vizinho)

12 abril 2005

Descarada



Vejam só a descaradona da São Rosas...

Telefonema sem Amor, por AdamastoR

Cada vez mais me convenço que sou um espécime raro, em vias de extinção, que usa o telemóvel para combinar encontros e transmitir recados rápidos, ou, no máximo, para encurtar distâncias inultrapassáveis e matar saudades de quem gosto.

De acordo com um inquérito, catorze por cento dos utilizadores de telemóvel interrompe uma relação sexual para atender uma chamada.
Na Alemanha e na Espanha, esta percentagem sobe para 22 por cento, o que quer dizer que, nestes países, uma em cada quatro pessoas não pode participar numa orgia sem estragar a festa. O país que regista os valores mais baixo [para variar, não existem dados sobre Portugal] é a Itália, com 7 por cento de egoístas.

Dito isto, o inquérito conduzido pela BBDO concluí que mais de metade dos inquiridos utiliza o telefone para namorar.

Objectores de Inconsciência (*)

Madr - Ó Jorge, ó Jorge, tu assim a torcer o pepino desde pequenino... não sei não. Nunca te aconteceu como ao filho de uma minha conhecida, que de tanto o 'esgalhar' o esfolou todo e foi parar ao Centro de Saúde (com a mãe, é claro, para a humilhação ser ainda maior)?
Luís Graça - Então e as senhoras que aparecem no hospital com garrafas entaladas? Tinha um amigo que era amigo de um médico que contava que as 'desculpas' eram sempre as mesmas em 90 por cento dos casos: 'Ia a andar na rua, escorreguei...'. Isto foi há mais de 20 anos. Agora, com as novas tecnologias, talvez o panorama tenha mudado. E daí...
Dizia o meu amigo:'Para evitar a situação bastava partir a garrafa por baixo, que o efeito de vácuo acabava'.
Madr - Nos meus tempos de liceu havia uma moça a quem chamávamos a 'garrafeira' por se lhe atribuir uma cena dessas. Duvido que até hoje as mulheres ainda não tenham aprendido a partir o fundo da garrafa. Em contrapartida soube de um, muito Tio, que foi parar à urgência com um rabanete metido no cu (só se viam as folhinhas do lado de fora). Nunca aquelas urgências tinham sido tão divertidas e nunca um paciente foi tão e tantas vezes observado (só não faziam 'bicha' para não dar muito nas vistas e o paciente não ficar desconfiado).
_________
(*) pessoas que introduzem objectos sem terem consciência de que poderão não conseguir retirá-los.

Convém...



Em qualquer circunstância,
convém sempre proteger as partes baixas.

Uma anedota como pretexto...

... para mostrar mais um quadro a óleo da minha colecção:

Todos os sábados, um fanático do golfe saía de casa de manhã cedo, independentemente do tempo, para jogar o seu adorado jogo.
Excepto num dia em que a chuva e o vento eram demais, até para ele.
Regressou a casa, despiu-se e aconchegou-se junto à mulher na cama, dizendo:
- Está um tempo horrível.
- Bem oiço - disse ela - e acreditas que o estúpido do meu marido está lá fora a jogar golfe?

(enviado pela Alexandra)

10 abril 2005

Ékstasis

foto:Stephanie Bourson

- Pára, disse ela.
O corpo tentando fugir ao prazer que sentia perto.
As mãos dele nas ancas puxaram-na. Impediram a fuga.
O rosto dela na almofada. Transpirado, transfigurado de prazer.
Os braços abertos.
As mãos fechadas apertando a berma do colchão.

Ele não parou.
Num movimento ritmado, cadenciado, brincou com o sexo dela.
Olhava-a e sorria enquanto com a ponta do sexo provocava o dela, rodeando-o, fugindo.
Num impulso, empurrando as ancas contra as dela penetrou-a fundo deixando-a imobilizada, o corpo preso ao dele, a respiração retida.

Debruçou-se sobre ela. Disse-lhe ao ouvido:
- Dá-me o teu orgasmo agora.
A língua rodeando, mordiscando a orelha.
A respiração vento que lhe agitava o cabelo.
A voz que a incentivava, a incitava:
- Vem, não te contenhas. Vem.

Não respondeu.
Fechada no prazer.
Puxou-o:
- Ama-me. Não pares.

O corpo um arco. Um espasmo.
Parou.

Ele ficou nela.
Molhou um dedo na humidade prazer.
Com a língua abriu-lhe os lábios.
O sabor do prazer no dedo dele, na boca dela.

Ele movia-se, de novo, devagar...

Encandescente

Dick Hard e o putanheiro de coração de oiro

Felismino Florindo era um putanheiro com coração de oiro.
Um homem intrinsecamente bom. Perdia-se nas putas, mas a sua vida era muito arrumadinha. Os pais tinham emigrado para o Luxemburgo em busca de uma vida melhor e Felismino muito cedo aprendeu a dar valor ao dinheiro. Aos 14 anos já era uma figura conhecida em Wertzenspiegel, mesmo ao lado de Kondordurex, a olhar as neves sagradas de Flockriefensthal.
Dick Hard conheceu-o na sequência de um caso complicado de partilhas. Felismino não queria fazer nada contra um primo conhecido na família pelas suas vigarices. Mas outro primo acabou por chamar Dick Hard à revelia. Dick fez umas vigilâncias suaves e o primo vigarista acabou por sair de cena.
Felismino ficou muito contente, porque não teve de se zangar com ninguém e convidou Dick Hard para ir às putas luxemburguesas. As pessoas pensam que não há putas no Luxemburgo, mas isso é uma enorme ilusão. Em Trucktruckfakmi existe um bordel de luxo, com piscinas de água estarrecida, saunas pay-per-fuck, ecrã de plasma transatlântico e outras mordomias, só para quem tem muito dinheiro.
Felismino Florindo tinha, porque descobrira maneira de ser o único representante dos esfregões de palha d'aço para o Luxemburgo e os países do Benelux.
- Venha-se aí comigo - disse Florindo para Dick Hard, na altura em que uma negrinha querida, de nome Jacqueline, lhe dava a última lambidela na sarda coberta de leite condensado.
Dick Hard sorriu, mas não estava pronto para o clímax. Ainda tinha muita compota de alperce na sua bisnaga e Olga (uma lituana de olhos azuis e 1 metro e 90 de mulher) insistia em fazer as coisas com todos os éfes e érres, ou seja, com calma, estupidez e descontracção natural.
Felismino Florindo ejaculou generosamente nas fuças de Jacqueline (a linguagem é um pouco crua, mas o nível não pode descer mais, por isso não há nada a perder) e pediu uma Superbroche estupidamente gelada.
- Ó filha, traz-me aí mais uma Superbroche geladinha, como tu sabes. Ó amigo Hard, não vai uma Superbroche geladinha? Nem uma Superbroche Trout? Saiu mesmo agora do rio...
Dick Hard recusou e foi acanzanar uma loirinha ucraniana que usava um top prateado e umas botas Doc Martens, porque tinha deixado os movimentos radicais há pouco tempo. Ainda não se tinha conseguido desviciar de ver "A Laranja Mecânica" mas mordia muito menos nas alturas do sexo oral. Agora já só dava dentadas no namorado, poupando os clientes do "Paraíso das Carnes".
Felismino Florindo saiu do bordel abraçado a Dick Hard, ao mesmo tempo que passava para as mãos de Jacqueline os documentos do Rolls Rói-se.
- Vai dar-lhe um Rolls Rói-se?
- Vou. A miúda portou-se bem. Era meiguinha.
A generosidade de Felismino Florindo era bem conhecida por todo o Luxemburgo. Foi Felismino Florindo quem salvou a Condessa de Magic-Pussy da falência, com uma revigorante injecção de capitais na sua fábrica de conservas. Sim, Felismino Florindo era um putanheiro de coração de oiro. Fazia o bem sem olhar a quem. Num dia era uma vivenda para uma puta, no outro dia era um emprego para o filho de um amigo, de noite era uma bicicleta BTT para a sobrinha de uma empregada de lupanar.
Diz-se que a Condessa de Magic-Pussy ficou tão agradecida com a generosidade de Felismino Florindo que passou uma tarde inteira a obsequiá-lo com o famoso analingus, beijo negro, botão de rosa, como lhe quiserem chamar.
- Olha, esta é uma actividade muito curiosa. Ó marquesa, não se incomode... deixe estar... não quero que se mace... não dei o dinheiro a pensar numa coisa destas...
- Ó senhor Florindo, é o mínimo que eu posso fazer. É apenas uma atenção...
Venham-se ler o resto da história...

Cabo Espichel

Naquele vento telúrico do Cabo Espichel, muito agarrado a mim, ele desabou o peso de suster a família e os problemas da mãe e dos irmãos e do cão. Mergulhei naqueles olhos negros fundos para sossegar o menino assustado que lá morava esforçando-me a esticar muito os braços, para lhe desenhar círculos no cabelo.
Puxei-o para as arcadas do velho convento e deixei que me encostasse à parede para sentir todo o peso e calor do seu corpo almofadado num blusão. Os seus beijos lânguidos e demorados faziam-me desejar desnudar o seu peito para descobrir os pelitos e lambê-los em sentido contrário até atingir o pescoço. Mas o caraças da t-shirt não ajudava nada e não era a hora mais indicada para lhe lembrar que uma camisa é muito mais fácil de abrir.
Vai daí e vendo a noite a baixar no horizonte, reclamei do vento e sugeri o quentinho do Opel. Entrámos no automóvel e em uníssono reclinámos os assentos. Ele abriu de par em par as molas dos meus casacos e fez os meus mamilos saltar do sutiã magenta para os seus lábios enquanto os meus dedos se debatiam com a fivela do cinto. Os vidros começavam a embaciar quando desabotoei o último botão dos boxers da Disney e os dedos esguios daquele moreno escorregavam em mim como folhas num escorrega aquático. Desci a minha língua ao seu umbigo, contornando a pirâmide que guardava na minha mão esquerda, para percorrer para baixo e para cima o vale entre os dois montinhos e voltar para abocanhar a cereja no topo do bolo.

Depois foi o ranger das molas numa desfilada de valquírias, presa na intensidade daqueles olhos pretos, até libertar um grito acompanhado de uma chuva de estrelinhas nos olhinhos como se tivesse fumado um charro. E continuaram os planos longos até eu me convencer que ecologicamente, eu não alinho em vícios.

Ex-libris eroticis

Os Manos Metralhas enviaram-me este miminho de ex-libris erótico.
Isto faz-me lembrar que ainda não tenho o meu ex-libris para pôr nos livros da minha colecção.
Ai, se o Luís Louro respondesse ao convite que o Luís Graça lhe fez... hmmm...

09 abril 2005

Desafio para 13 de Abril - Dia Internacional do Beijo

Diz o Ferralho que dia 13 é o dia internacional do Beijo. Propõe que marquemos uma chuva de beijos mesmo para esse dia.
O desafio do Ferralho: "A minha ideia era, assim, uma coisa abrangente; em grande! Que usando todas as artes e de todas as artes onde há beijos, chovam beijos na Funda São: os primeiros beijos, os beijos dos outros, os concursos de beijos, os beijos que fizeram história, os beijos mais claros e os mais negros, os beijos que sonhamos. Enfim, pensar no assunto! Que comece a caça ao Beijo."
E dá já uma (por agora):

Todos os beijos deviam ter alma
Beijos que voam, que gritam
Mas há beijos tão rotundamente mudos
Tão tristes, tão nulos
O sabor dos beijos não se explica
É dúbio o que um beijo é, exactamente
Um beijo nunca é o que pode estar a ser
Nunca, de um qualquer beijo
Se diz o que foi, completamente
Mas seja um beijo como queira ser
Em surdina ou segredando
Diz sempre um beijo por si
O beijo que ele próprio é


A Encandescente rebeija [eu não disse rabeja, que seria matéria para cuneto]:

Num beijo respiro
Num beijo morro
Expiro
Num beijo a tua alma inspiro
E num beijo ressuscito.
Um beijo sabe ao que dou
Um beijo é o que quero
um beijo é o que sou.
E em surdina ou segredado
Quando beijo fica claro
Aquilo que o beijo é!

O Vizinho idolatra-me [e sabe que eu gosto... hmmm....]:

Sempre que te peço um beijo
Em locais mais escondidos
Cara feia é o que vejo
Não sorris nem dás gemidos

Mas se em vez de t'os pedir
Os roubo sem dizer nada
Tuas pernas vejo abrir
E sinto-te logo molhada

Por isso já aprendi
Que os beijos que mais gostas
São os que descem por ti
Até ao fundo das costas

Um beijo alfacinha do ajcm:

Dia em que te num beijo
num será de marabilhas.
Atrabesso logo o Teijo
e bou almoçar a Cacilhas.


Uma vez que nada foi dito quanto ao sítio a beijar, o Fernando vem-se com um soneto que canta o melhor dos beijos:

Os teu lábios tão húmidos... Desejo
senti-los outra vez na minha pele,
carnudos e mais doces do que mel
afogueando-me o pau quando o arejo.

Penso na tua boca e todo arquejo...
Preciso urgentemente de papel
pois sinto humedecer-se-me o pincel
enquanto lembro o teu mais quente beijo.

Recordo, minha linda, a noite calma
em que, depois de ouvirmos Jorge Palma,
fomos os dois p'ra Sintra andar de coche.

Osculaste-me então num sítio louco
que eu, maravilhado, fiquei rouco
de tanto gritar: – Oh, que belo broche!
[eu sei que parece mais um brocheto, mas enfim...]

O OnanistÉlico continua a entaramelar a língua nos nossos sentidos:

Que vejo num beijo, vestindo-me em ti?
Nu.
Despindo-me na tua boca com a carícia gulosa do teu sorver, sabes-me-te-nos.
Prazer de ter-te decorada de mim, beijos que te beijam, que nos vestem num só.

Eu tenho que zelar pelas infraestruturas do blog. Ou não me chame São Rosas:

Com esses vossos beijos tão molhados
Empapam e pingam os cortinados
Atire uma pedra quem não peque
Mas... paguem a conta do Cinq à Sec!


O OrCa tardou mas odeu:

Beijos?
Onde? Como? Quando?...
Ainda venho a tempo ou já findaram?
Beijos mil?
Só mais um, se me deixarem
E serão mil e um os que beijaram

Tu, aí, chega cá p'ra que beije
Esses lábios tão belos
Sensuais
P'ra que sacie esta fome
Este desejo
De beijar teus outros lábios
Tão iguais
Quanto daria eu p'ra ter o gosto
De provar esses teus gostos
Desiguais
Pois beijarei os lábios belos do teu rosto
Mas de rastos beijarei os outros mais.


E tu, onde estás que não te beijo?...

Que trazes tu aí no teu regaço?...


(questão colocada pelo Guilherme V.)

Salão Erótico de Lisboa - será que nos deixam entrar?

O meu Coneto

Já mandei para o Erótico Salão
preenchendo o respectivo formulário
com a devoção devida a relicário
o meu pedido de credenciação

Se referi querer 'screver prà Funda São
presumo que ninguém vá ser otário
e entrar na loucura ou em desvário
de dizer sem temor: 'Agora não!'

Sendo assim, no fim de Junho lá 'starei
pena na mão e olhos bem abertos
com a postura digna de um rei

São quatro dias de folia, eu bem sei
mas é trabalho, disso estejam certos
4 de Julho vão ver que me esfalfei

Foi o que se pôde arranjar. Ainda estou em choque. Na TVI dava um programa de traições, em vários canais política. No 18, a Monica Covet sodomizava mocinhos.

08 abril 2005

À flor da pele

foto: Reinhardt Otto

Tenho tantos poemas de amor na pele
À flor da pele
Que só a minha pele não chega
E tenho de os escrever na tua.
Tenho tanta paixão dentro
Que o meu corpo não a comporta
Porque é só um corpo
Por isso no teu a derramo
Dividindo-a por dois.
Tenho tantas palavras por dizer
Que a voz se me embarga
As palavras se atropelam
Por isso te beijo
As digo na tua boca
As guardo em ti.
Para que sendo dois
Digas as palavras
Quando me atropelarem
Quando a voz se me embargar
Quando me sufocarem a mim.

Encandescente
Para mais delícias: Erotismo na Cidade

Porque será?...

O Dupont, do blog Vilacondense, apresenta-nos o rei dos cornudos...
... uma página especializada em pornografia com bonecos Lego...
... e indica um sítio onde se questiona:
- Porque será que as sex-shops nunca mostram bonecas (M/F) insufláveis... insufladas?
A resposta está lá e é evidente.

(esta é a Houston... em plástico)

Sarah Silverman - Jesus Is Magic

"Eu estava a lamber geleia do pénis do meu namorado quando..."
... o que terá acontecido?´
Aprecia este sketch (em português sketch) de stand-up comedy (em português comédia tomada de pé) de Sarah Silverman (em português Sara Homem de Prata):
"Jesus is Magic"

Questão de casa de banho

Ó Manela, tu nem me fales!... Os homens são inconfundíveis naquele resmungar de chega para lá porque estamos a ocupar espaço na casa de banho deles. Mesmo que tenham o dobro do nosso tamanho e sobretudo, da nossa largura, nunca é o rabo descomunal deles que está a impedir a passagem entre o lavatório e a sanita, não!... Nós é que temos sempre a triste ideia de estar na casa de banho quando eles lá querem estar.

Ai Manela e aquele arrepio que lhes salta dos olhos quando lhe vemos a pilinha enquanto estão a urinar ou a lavá-la no lavatório ou no bidé, como se a virilidade se esvaísse pelas nossas vistinhas...

E nem pensar em fazer da casa de banho um local de alegre convívio como os romanos eloquentemente faziam nas suas casas de banho públicas que isso é mesmo um crime de lesa-pátria. Não os imaginas logo Manela, a balbuciar e a grunhir até rebentarem no fatal «Não vês que me estás a incomodar?...». Isto já para não falar da maior das blasfémias: a sugestão do duche conjunto contra o dogma de juntos na banheira só para quecas. Ficam irritadíssimos por nos passarem o champô, por nos emprestarem o chuveiro ou, simplesmente, por estarmos a ocupar um espaço que para eles, já mal lhes chega .

Ó Manela, na minha opinião só te posso dizer que a maioria dos homens apresenta um defeito de fabrico: falta-lhes o chip de partilha de espaços.

07 abril 2005

Descobre a semelhança


O Cambralenta acha que é difícil escolher entre estes dois papinhos...

Rabosódia de cunetos e conetos

Já estou a ver a publicidade à funda São na televiSão:

"Um coneto p'ra ti...
um cuneto p'ra mim...
olá, olá...
e a pila sorri!"
Agora a sério .
O OrCa vai levar este blog à fodência. Diz o Fernando:
"No jantar blogueiro de 2 de Abril referi ao OrCa que entre os meus sonetos tenho um escrito há quase quatro anos a que chamei Coneto. Tenho resistido a publicá-lo no meu blogue e o OrCa aconselhou a publicá-lo aqui.
Pois cá chegado vejo que o OrCa escreveu um Cuneto. Esta merda está mal. Apesar de a palavra ser diferente soa ao mesmo, pelo que vou cobrar direitos de autor pela homofonia (não confundir com homofodia)."


Ao abrigo do direito de resposta [quero com este eufemismo dizer que fiquei acagaçadinha de medo] aqui fica o belíssimo [não é graxa... ou melhor, também é] Coneto do Fernando:


Eu canto a bela cona, a cona ardente,
a cona que é em fodas viciada,
a cona que só espera ser regada
por torrentes de esporra espessa e quente.

Eu canto aquela cona tão fremente,
a cona que ambiciona ser esfregada,
que sonha ser fendida e esfodaçada
por mim, por ti, por ele e toda a gente.

Ó cona que não páras de pingar,
buraco fundo, húmido, obscuro,
deusa que não me canso de cantar;

jamais te deixarei morrer à míngua,
que à falta de caralho grosso e duro
bem saciada serás a dedo e língua.

O OrCa apela ao direito de resposta à resposta para oder o coneto com mais um cuneto [é fodido, Noé? Mas é erótico]:


Fernando, Fernando, ode lá tu c'o coneto
Que em mim gerou tão intensa inspiração
É verdade! Foi ele! Mas cuneto não é coneto
'Inda que ambos nos celebrem a função

O coneto é de lábios, humidades
E atravessa entre as pernas quando ode
Que o cuneto vai mais de rotundidades
E se dá de apertar é um quem-m'acode!...

'Inda assim bem fizeste em teres-te vindo
Ó Fernando, mergulhar na Funda São
A trazer-nos esse teu coneto lindo
Que dará muito trabalho a muita mão!...

Se o OrCa ode, O Fernando pode:
- Não posso deixar de exercer o meu direito de resposta ao direito de resposta ao direito de resposta ao direi... já me perdi, foda-se!
Pois o caro OrCa argumenta que coneto e cuneto são diferentes, tentanto esquivar-se ao justo pagamento de direitos de autor homofónicos. Pois para mim são o mesmo, e o OrCa, mais dia menos dia, pagará direitos sim e homofódicos. Passo a explicar:



Ó OrCa, que és cetáceo inspirado,
não posso perdoar o teu delito:
em que difere papar traseiro ou pito
se ambos são acepipe refinado?

Quando esganam caralho é tão bonito
ver as bordas deixarem-no esgaçado...
E se os dois dão prazer ilimitado
eu como qualquer um. Não sou esquisito.

Por isso aqui prometo, meu amigo,
que um dia sofrerás duro castigo
(eu de pé, tu dobrado na poltrona).

Se pra mim são iguais, tanto melhor,
porque não deve haver prazer maior
do que comer o cu a uma OrCona.

Ao abrigo do abrigo do abrigo... o OrCa ode:


Fernando, Fernandinho, tu nem tentes
Que não ode um cetáceo quem quiser
E se tu ficares de pé será melhor
Que acauteles o posterior quando te sentes

Pois ao quereres ter o OrCa assim dobrado
Tu não topas deste corpo que é tão belo
O ingente bacamarte, desmesurado
Que dobrado ‘inda é pior que se singelo

E dobrado, retorcido, perturbante
E hiante com a fúria de altos mares
Em se vendo ameaçado é retumbante
E “amanda” cus e pitos pelos ares

Mas odamos, caro amigo, a preceito
Ou por trás, ou pela frente, ou de outro lado
Tu conetas, eu cuneto, tudo a eito
O que importa é passar um bom bocado!

O Fernando lá se vem com o direito de resposta restante:

Podemos ficar nisto a vida toda
fodendo-nos a torto e a direito...
Como tu, já nasci insatisfeito:
não me basta uma só sessão de foda.

O teu talento não me incomoda,
e aceito até que é falta de respeito
querer comer assim de qualquer jeito
um gajo que até sabe bem da poda.

Ninguém como tu ode, ó OrCa linda,
e se eu coneto bem, tu bem cunetas,
pois não temos carência de tesão.

Por mim dou a disputa como finda.
Vamos mas é deixar-nos destas tretas
e comer o cuzinho à funda São.

Ai eu sou atacada e fico-me sem me vir? Nem piçar! Eu não me chame São Rosas se não vos oder também:
Que bom! Que bom! Vou pôr-me a (vosso) pau
mas temo que possa ficar à míngua
caso a vossa ginástica de língua
carências vos causar no pirilau.

Em mim terão ninho que vos aloje
mas saberei também ser muito má
se em vez de um bom ménage à trois
forem os dois jogar ao «fode e foge».

Venham-se a mim os dois porque sou funda
e mais um batalhão, que a bunda abunda
num método de senha numerada.

Não deixemos o corpo andar à toa
odamos até que o orgasmo doa
antes de sermos pó, cinzas e nada.


O Fernando não quer que a gaja seja a última a vir-se:

Minha linda, querida e funda São,
gostei da referência à Florbela,
e mesmo que não odas mais do que ela
só tu é que me enches de tesão.

Tu exprimes com encanto e emoção
a gana de foder – grande cadela! –,
a ânsia de levar na cona e vê-la
ressumando langonha pelo chão.

Quisera eu ter caralho resistente
que se aguentasse em pé eternamente
pra poder consolar-te, minha porca...

Mas saciar o teu esfaimado pito
e ofertar-te um orgasmo infinito,
só com a ajuda do amigo OrCa.

E o OrCa também não (São ambos uns cavalheiros, ai não, conão São):

Não que faça questão de ter de mim
A palavra derradeira na função
Mas sabeis bem que a vida é assim
Nem sempre o vento nos sopra de feição

Vem ao caso que neste fim de semana
Estive longe destas artes do rimanço...
Não importa, já que o corpo pede cama
Mas a cama é do melhor para o afundanço

Apaziguados então que todos estamos
E espantado como estou do poetar fixe
Estou contigo, Fernando, à São vamos
E faremos desta São a sanduíche!

sequiosa

foto de Sarci

sinto a boca sequiosa
de paladares conhecidos
sinto desejo de tocar
a tua pele doce e macia
de a percorrer num beijo
de a saborear lentamente
não consigo controlar
a minha língua em fúria
em cada volta que dá
é o teu corpo que procura
sinto vontade de me refrescar
nos teus espasmos de prazer
de sorver o teu néctar
que acalma a minha sede

06 abril 2005

Outra Porta de Ti




De tanto te querer na pele quis sempre tudo
No desejo que em mim trazes acerado
Dá-me o gozo de um afago tão carnudo
Almejo querer-te esse presente abobadado

Vibro em mim neste gosto antecipado
De ser libertado num aperto mais cerrado
Perco-me em ti num amplo gesto incendiado
Pela magia de outro portão escancarado

Em húmidas doses de gozo e de ternura
Inebrio-me no teu botão desabrochado
Alço-te firme, em esplendor, o desejado
E abandono-me à vertigem do achado

Ferralho

O Ferrénis pensava que aqui se livrava de ser odido pelo resto do maralhal:

Há aqui um amar forte e profundo
Aqui, sim, mesmo aqui, cá deste lado
Um amar tão concreto e tão rotundo
Que presumo ser um amor bem entalado

Ah, quem negue ao amor descobrir rumos
É decerto alma vil de mau contento
Jamais tendo a experiência desses sumos
Que vêm tão de nós, de cá de dentro

E interessa que assim seja pois enquanto
Se penetra pela porta mais acima
Se não houver o sumo, haverá pranto
Ou então... tentem comprar vaselina...
OrCa

Bem haja abóbada divina, sistina da minha capela onde me verto em acções e ora pela diviSão
que das partes tenho sentido,
e se parto não quebro no encosto que é meu!
Teu também, nosso afinal, final encurvado num abraçar-te a dois, recto prazer duma porta não, fechadura que abro com a meiga chave, ranger que bebo com satisfaSão.
OnanistÉlico

Como resume a Maria Árvore,
Vós sois tão poeróticos

ConfisSão!

Cunetos ao desafio

O OrCa escreveu lá em baixo um soneto - «Loa ao corpo». O tema era "um rotundo e estético traseiro".
A Maria Árvore complementou-o com esta cuadra:
E em rimas e perigos esforçados
mais do que permitia a mão humana
entre gente puritana edificaram
um novo Traseiro que tanto sublimaram
O Luís Graça baptizou estas rimas: cunetos.
O OrCa-Ode-Tudo lançou o desafio: que cada um dos visitos e visitas se empenhe (não, não disse emprenhe...) a ver se arrefinfa um cuneto. No fim, a antologia poderá denominar-se CunetaSão.
O mote (embora eu prefire andar de carre) está dado.
Vimo-nos a isso! Que comecem a Poetusa e o Ferrénis (ou Ferriça, ou lá o que é...)

Para já vieram-se:
Pintelha do meu coração
Minha razão de viver
Anda comigo p'rá cama
Anda comigo foder!

Pintelho

O pintelho encaracolado
da tua vagina ardente
fez-me sentir engasgado
e tenho a boca dormente

Não vou ficar alterado
por este pequeno acidente
fico ainda mais entesoado
para te foder fortemente.

Xixaboi

Vou deixar de vir-me à São
Faz-me passar da corneta
Até tenho calos na mão
De tanto tocar... pandeireta!

Vizinho

Cu...neto

Cu... ligado à vagina
ou a testícu... colhões
Cu... munica em surdina
ou em potentes trovões

Cu... biçado a toda a hora
por todo o maralhal
Cu... labora mesmo fora
do horário laboral

Cu... idado! Cu tem sexo
mas há excepções à lei
Não sodomizes sem nexo

Cu... mo eu que cu... mecei
a gritar no doce amplexo:
- Filha, já te atravessei!
Cruijff

E se na minha verga bodeguei
crica falante que por mim grita,
foi história que só eu sei,
massagei-lhe e lambi-lhe a dita,

e nos uivos que ela deu
atulhei-lhe a néscia boca,
era lácteo, era meu,
esta loira não ficara oca!

João Mãos de Tesoura

E eu que não sei rimar
mas também quero cunetar
deixo aqui a minha contribuiSão
para o... desafiozão

Loa, plêiade ou simples veneração
importante, importante é não satisfazer à mão
e se por acaso não houver alternativa
então que a punheta seja... putativa

E o cu anatomicamente
desenhado para saída
pode ser automaticamente

transformado em ida
e vinda. Prazenteiramente
gritando: 'não gerei vida!'

é mau eu sei
mas não abalem a fugir
se me querem ver Rei
é verem-me a fudir

Isso Agora...

Deixa-me entrar por favor
Não me negues o pedido
Ofereço-te em doses maçicas
Um abrir-te mais sentido

Não te percas em receio
Não vou estilhaçar-te o cagalho
Terás todo o meu apoio
Lembra-te que sou um
Ferralho

Isto está um CU...ropio,
Vêm-se aqui com mestria,
São moços ao desafio
P'ra entrar na 'padaria'

Se o mote do CU...m/neto
Lhes aguça o engenho,
Eu invento um poemeto
Enquanto vou ali e já (me) venho.

Madr

Ode à Nação (ou melhor, Ode à Na São)

Cada nação tem o seu encanto
Cada qual recheada de boas mulheres
Esta ode a cada uma delas eu canto
Tu, cantas a quem quiseres!

Eu com a boa febra portuguesa
Já degustei uma boa espetada
E a uma charmosa francesa
Deixei a lí­bido alterada

O que gosto de uma guapa espanhola
A mover as ancas com salero!
Ou uma negra grande de Angola
Ao lado da qual pareço o Kalimero

E, ai, as nórdicas em geral
A brincar com as suas loiras tranças
Ou uma amazona do Pantanal
A enlouquecer-me com as suas danças

Há quem diga que as inglesas
Gostam mais do sexo anal
Ou que as miúdas maltesas
Chupam todas muito mal

Para punheta deve ser uma austríaca
Com a mão não há quem as bata
E quanto a ninfomaníaca...
Escolho sempre uma croata!

As que montam melhor são argentinas,
Nas pampas costumam cavalgar
E a Itália tem tantas meninas
Com as quais desejo acasalar

Conheci belas mulatas em Cuba
E dancei enroscado com uruguaias
E vos digo: não há pau que não suba
Quando se está com belas catraias.

Katraponga
[nota da editora - e a métrica que se foda, que a rima é erótica...]

Da arte de cantar no acto:

Carais, meus, que cantais o que podeis
Podereis cantar cantigas colossais
Não canteis no entanto se fodeis
Que esse dó que lançais será demais

A não ser que ao cantar digais à bela
Que se esprema ou se estreite aonde entrais
Para não cairdes fora de tal sela
Desmontados por um dó com som a mais
OrCa

Põe as mãozinhas na parede
e os hemisférios na minha direcção
Visito-te num quase segredo
com enorme satisfaSão...
Onanistélico

Quem dá mais?... Hmmm?...

Diário do Garfanho - 94 (excerto)

- Vem, vem por trás.
"Olá, uma sodomita", pensei, mas enganei-me.
- Hei! o que estás a fazer?
- A consultar as páginas amarelas é que não é, de certeza - disse eu, armado em engraçadinho.
- Tira-o lá daí! - E quando eu ia a tirar. - Sim, põe...
"'Tá pior" pensei mas continuei.
- Tira! - E quando eu estava novamente a tirar. - Põe...
- Ouve lá, tu decide-te.
- Oooohhh...
- Isso quer dizer o quê?
- Cala-te, caralho. Cala-te e fode-me.
- Atenção - disse eu, sem parar que não sou parvo. - Sodomita, ainda vai, agora mal criada, é com mais calma.
Num só movimento ela expulsou-me, levantou-se e foi-se lavar, aos gritos:
- Vai bater punhetas a barrascos, seu porco.
- Uh! Sodomita e zoófila gay, esta gaja é um catálogo - disse eu e não sei porquê ela voltou atrás, chamou-me parvo, deu-me um estalo, vestiu-se e desapareceu.
Até hoje e ainda por cima não me atende o telemóvel.

Garfanho

Cinco cantinhos


Achei piada quando ele me ofereceu três chupa-chupas vermelhos, para repor os originais e depois me apareceu na rua com um cartaz cujas letras garrafais confessavam «Gosto de ti, porra!».

Já antes, Sãozinha, enquanto lhe empastava a cara de creme branco, ele sugeriu que lhe afagasse o palhacito. Continuei a estender o creme com a mão direita e como se fosse canhota, espalhei os meus dedos, calmamente, para cima e para baixo, na forma que se desenhava sob as leves jardineiras de riscas. Acabei por me sentar ao seu colo, abraçá-lo com as coxas, dançando para a direita e para a esquerda, até visualizar que seria melhor ir buscar outras jardineiras secas para ele usar no espectáculo.

Depois, São, fomos experimentando sucessivamente, numa apressada e estimulante transgressão os cinco cantinhos da sala de ensaios, dos panos dos cenários, das cadeiras dos camarins, do chão de madeira do palco até aterrarmos numa inaudita cama colocada num quarto.

E aí Sãozinha, chegaram uns minutinhos para perceber que cinco minutos e cinco centímetros é manifestamente pouco.

Trrim! Trrim!


Petisco trazido pelo Faustino

05 abril 2005

Viva a Academia!

"10 da noite... Universidade... Sala de computadores do departamento...
Estava na net a ver o mail.
Desci as escadas.
Fui fumar um cigarro à porta.
Voltei a entrar. Dirijo-me de novo às escadas, mas... não.
Dei meia volta e entrei na casa de banho. Ninguém. Somente o silêncio metálico numa casa de banho com 10 divisões privativas todas iguais, com as portas encostadas mas não trancadas, iluminadas pela forte luz branca de lâmpadas fluorescentes que, como sabemos, nos impede de adormecer no doce pouso. Entrei na divisão central. Silêncio gutural.

Então...
... tive que esganar o bife. Afaguei o ganso. Bati uma punheta. Simulei o ariete na mão esquerda. VumVumVum zás zump hunf. Hum. Tá feito.
Um acto de luva branca e bengala do melhor pau. Mais oui, Monsieur. Lembrei-me também dos filmes de samurais. Rhoxxi y ha!... sem som sem tom. E o murmúrio do esvoaçar do tecido de seda.
Lavei as mãos com sabonete líquido.
Depois, calmo, preparo-me para subir as escadas. De volta ao pc...
A segurança do departamento dirigiu-se a mim com um sorriso e disse:
- Você foi à casa de banho das mulheres, tem que ter mais atenção...

Dear John..."

primeiro cuneto - Loa ao corpo

Saia um soneto contra essa mania de algum nacional-puritanismo que levou um qualquer chato a comentar desfavoravelmente uma apreciação minha, meramente académica, objectiva e galhofeira, a um rotundo e estético traseiro que passava pela rua, como se tivesse vida própria e cantasse...

Eu canto um belo corpo de aconchegos
Que os caralhos enconados sobrelevam
Eu canto até das conas mil segredos
Que cantadas elas tanto nem sossegam

Mas ao cantar o ilustre rabo lusitano
Esse pandeiro farto, essa obra de arte
Por mais certo que eu me sinta e mais ufano
Por bem certo tenho o porem-me de parte

Pois por mais que o povo queira e contradiga
Ou que a vida se alinde nesse enlace
Há-de algures aparecer uma formiga
Que de mim só vê cigarra e me desgrace

Ainda assim o cantarei!... Que ninguém nega
Que um belo rabo nos inspira aonde passe!

Video do macho garboso

Gabava-se ele depois:
"Haviam de as ver.
Lindas, lindas, lindas!"

Quer queiras quer não queiras hás-de ser bombeira voluntária!


(pendurada pelo José Longo)

04 abril 2005

Jogo das Diferenças

Jogo das Gatinhas: para Eles!
Jogo dos Galos: para Elas!
(Hoje ninguém se pode queixar... há para todos os gostos!!)

O Vizinho estudou mecanografia... com uma lésbica

"Tive uma professora de mecanografia no 11ºano (já lá vão séculos) que era lésbica.
Usava sempre calças. E sempre extremamente apertadas, que lhe vincavam as formas todas... especialmente o 'bordedo'.

Tinha uma especial predilecção por algumas das minhas colegas de turma, às quais ensinava a escrever à máquina pegando-lhes nas mãos, orientando-lhes os dedos, com muita... hummm... ternura...
Não foram raras as vezes em que no fim da aula ela tinha as calças, na zona vaginal, completamente encharcadas. Nós reparávamos e piscávamos os olhos uns aos outros mas ela nem se importava nada... estava extasiada.

Vizinho"


Terá sido desde então que o Vizinho ficou com o vício de «ir para dentro»?!

E dura...


Ai São, foi tão espectacular que ainda não estou em mim!... Sentadinhos na cama às primeiras badaladas da meia-noite, despimo-nos botão a botão, peça a peça, tudo muito entremeado de beijinhos, mordiscos e um deslizar de dedos por tudo quanto era pele, como numa harpa.
Encostei-o à cabeceira e com a minha língua feita pincel deslizei por ele da orelha esquerda até ao testículo direito enquanto os dedos dele me modelavam as nádegas, os seios e os cabelos desalinhados. Com uma mão na roda e outra na peça, torneei-a lentamente como se faz a uma barrinha de chocolate. Com a vantagem de que esta não diminuía, São! As suas mãos ergueram-me a cabeça e ao levantar-me, arrastaram-me as pernas para a sua boca que me aspirava incessantemente. Tombei literalmente de joelhos sobre a jóia da coroa e apertei-a o mais que pude até a sentir toda bem no fundo de mim.
E então, São, como deuses do Olimpo foram horas e horas em que ele mergulhou no azul da minha piscina, subindo e descendo à tona de água, ora agora é bruços, ora agora é costas, de tal forma que só percebi o adiantado da hora quando os primeiros raios de sol começaram a furar pelas persianas e ele deslizou da cama para a cadeira de rodas, para ir fazer chichi.
Sabes São, eu acho que todos os homens com lesões na espinal medula deviam fazer uma campanha publicitária com o slogan «Deixe a pílula e o diu de lado! Connosco é só prazer prolongado!»

Queira deixar a sua mensagem...

Se há-de ir para o lixo...


oltando das compras, uma mulher chega a casa e choca-se ao encontrar o seu marido, na cama, com uma linda jovem.
Quando ela já tinha armado uma bronca e estava pronta para derrubar a casa, o marido interrompeu-a e disse:
- Antes deverias ouvir como tudo aconteceu. Estava a voltar para casa, de carro, pela auto-estrada, quando vi esta jovem, que parecia cansada e faminta, além de maltrapilha. Então, trouxe-a para casa e preparei uma refeição com a carne que esqueceste no microndas. Estava descalça, e eu dei-lhe aquele par de sandálias que ainda estão em bom estado, mas que já não usas porque estão fora de moda. Ela estava com frio, e eu dei-lhe aquela camisola que comprei para ti no teu aniversário, mas que nunca usaste porque a cor não combinava contigo. As calças dela estavam rasgadas, por isso eu dei-lhe aqueles jeans, ainda em perfeito estado, mas que já não te serviam. Então, quando ela já se ia embora, perguntou-me: "Existe mais alguma coisa que a tua mulher já não use?"... e foi assim que tudo começou...

(enviado por J. Longo)

03 abril 2005

Cisterna da Gotinha


Arqueologia: dildos chineses da antiguidade.



Galeria de Fotografia: 3 fotógrafos bem conhecidos!

Weird and Wonderful world: há muita criatividade e ousadia por aqui...


PopSutra: muito divertido e com gemidos interessantes...


Urinol: tácticas de sobrevivência.

as Fodas das Fadas


Que mimo, este livro que o Luís Graça me recomendou e que finalmente consegui encontrar... no Continente: «Fadas Láureas», de Luís Louro.
As fadas (eu disse fadas) e os cogumelos (tão malandrecos como a minha cobra cuspideira) desenhados por Luís Louro servem de pretexto (esta palavra aqui vem-se muito bem): muito boa gente cá do nosso Portugalito escreveu um texto baseado em cada ilustração.
Alguns deles eu nem imaginaria a escrever sobre erotismo. E outros são naturalmente eróticos: Luís Graça (sim, o nosso), Luís Represas, Margarida Rebelo Pinto, Rui Zink, Nuno Markl, Baptista-Bastos, Maria Teresa Horta, Rosa Lobato de Faria, Rui Unas, Rui Veloso (o único que teve vergonha do tema e se baldou), João Baião... num total de 28 escritores para um excelente ilustrador.
É bom que se saiba: as fadas fodem!
E se o Luís Louro aceitasse fazer ilustrações para este blog, eu seria a São Mar de Rosas... hmmm...

Dick Hard na Sierra Nevada

Desta vez, o nosso herói Dick Hard vai com o primo Rick Dart para a Sierra Nevada.
(...) Como não se estava na época alta, Dick e Rick conseguiram alojamentos em conta e sem grandes problemas. Chegados ao quarto, Rick (que estava numas férias de neve pela primeira vez) proclamou, embevecido pelo manto branco que parecia querer cobrir o universo e arredores:
- Bem, man, isto aqui é mais branco do que eu a jogar na lotaria!
- Grande descoberta, és o meu primo mais inteligente!
- Sempre quero ver se isto tem tantas gajas como dizes.
Para já, na recepção está um gajo. Na recepção do centro de neve "Uno Skizito con 2 pedras de hielo" trabalhava um mexicano refugiado político: Pablo Barracuda, homem de metro e 90 e maus modos, que acrescentava uns "cobres" ao ordenado tratando do barracão do guarda, que só trabalhava na época alta. Em contrapartida, a empregada panamiana era um espanto de mulher, perene no seu corpo de jovem promessa sexual, tanto mais que ainda nem tinha direito a voto. Rick Dart conseguiu dar-lhe uns "linguados" meio à traição ao final do dia, mas não mais do que isso.
- Assim não levas nada, Rick. Temos é de levar as gajas para o barracão do guarda. Tenho comigo a chave-mestra para investigações penetradoras. Se dá em todas as fechaduras portuguesas, também há-de dar no barracão. Como é que se chama a outra empregada?
- Qual?
- Aquela loura espanhola de mamas grandes, que tem um brinco em forma de caveira e usa maquilhagem escura?
- A... a... Viviane!
- Isso! Está feito. Tu já começaste com a panamiana, eu trato da Viviane. Convidamos as gajas para uma descida de esqui e depois subimos até ao barracão do guarda.
- Olha lá, ainda são uns 3 quilómetros ou mais!
- Pois claro que são. O barracão do guarda tem de estar no ponto mais alto das pistas, ó idiota às riscas! Queres ou não comer as gajas?
- Quero.
- Então tem de ser como eu digo. Aqui no hotel as gajas não podem, porque dá muita "bandeira". Com a pouca frequência de turistas, elas podem ser topadas pelo mexicano. Olha, o instrutor de esqui esteve a contar-me que despediram uma sueca de Estocolmo que tinha a mania de fazer "boca-doces" às excursões dos colégios de Madrid.
- Pois é, os tempos não estão para brincadeiras.
Os tempos não estavam para brincadeiras, mas Dick e Rick estavam (...).

Será que...? Descobre lendo aqui o resto da história.

02 abril 2005

Video publicitário

A isto é que se chama uma
demonstração de impacto!
Jotakapa, espero que já tenhas recuperado deste anúncio...

Fornicação

Ai São, o único problema de se viver sozinha é sentir, nalguns dias aquilo que a Adília Lopes expressa como «está um dia tão bonito e eu não fornico».
Quando era casada, a questão era apenas encontrar formas de impedir que o sexo com a mesma pessoa não se tornasse tão rotineiro como fazer a cama todos os dias. Para não sentir que estávamos juntos como uma junta de bois.
O divertido São, era inventarmos diferentes personagens, a falarem outras línguas, envergando até as roupas da figura fetiche e em cada dia, experimentar a descoberta de tocar um corpo novo, naquele corpo que conhecíamos de ginjeira. Porque, deixa que eu te diga que nestas coisas de cama uma imagem vale mais que mil palavras, mesmo considerando o sabor picante de umas palavritas em francês ou em alemão. Por isso mesmo nos dedicávamos a conceber umas orgias visuais. Na época, íamos pé ante pé, ao clube de vídeo local, alugar umas cassetes daqueles filmes X, com a Cicciolina, a Tracy Lords e o mítico John Holmes. Depois era pô-lo a correr no sofá da sala ou na cama do quarto.
É uma verdade, São que me recordo muito pouco do conteúdo dos filmes após os primeiros dez minutos de exibição mas é como nas porquinhas de chocolate do Luís da Rocha, de Beja: são lindas de ver mas eu gosto mesmo é de as comer.

Museu dos Falos da Islândia

Já está há algum tempo nas minhas recomendações de museus, no menu lateral.
Mas vale a pena seguir este percurso de apresentação:

vai cricando no pirilau

onversa entre amigos:
- Então, rapaz, novidades?
- Descobri que a Maria tem um amante.
- Pois, mas isso já tu sabias! Onde está a novidade?
- Não é isso, ela tem um amante novo! Este chama-se Zé!
- E porquê esse ar de contente? Afinal de contas ela está a trair-te mais uma vez, como fez com o outro...
- Mas também está a trair o amante, não percebes?
- Sim, e depois?
- Primeiro nunca mais ele se vai rir da minha cara, e depois já tenho um tipo que me ajude a carregar o peso dos cornos.

(enviado por Jotakapa)

01 abril 2005

"Sinto a boca seca..."


(invejado pelo Cambralenta)

Diário do Garfanho - 86

And I Wish I Were Stoned
No Tribunal, sento-me e oiço:
- Jura?
- Sim.
- Diga "juro."
- Já disse.
- Não, o senhor disse sim, não disse juro. Diga juro.
- Quando disse sim estava a dizer juro.
- Não interessa. Diga juro ou então não presta declarações.
- Eu digo mas as testemunhas não prestam declarações. As testemunhas depõem.
- Sim, senhor, um engraçadinho.
- Não sou engraçadinho, é verdade.
- É verdade mas não interessa. Jura ou não jura?
- Está bem, juro.
- Não me está a fazer favor nenhum. Diga juro, só, ou mando-o sair e ainda o condeno em multa por desrespeito ao tribunal.
- Juro.
- Muito bem, pode sentar-se. Então diga-nos lá o que se passou.
- Eu estava à beira da estrada à espera para passar, quando surgiu aquela senhora.
- A dona Ermelinda Teixeira Pereira?
- Sim, senhor.
- E depois?
- Ela perguntou-me se eu queria...
- Queria o quê?
- Foi isso que eu lhe perguntei.
- E ela?
- Perguntou-me se eu não queria...
- Não queria o quê?
- Foi isso que eu lhe perguntei, apenas com alteração do tempo verbal: "Não quero o quê?"
- E ela?
- Ela mexeu nas mamas...
- Nos seios?
- Sim, nos seios. Nos seios da outra senhora.
- Qual outra senhora?
- A Zita Dura.
- Mexeu nos seios da ditadura?
- Não, nas mamas da Zita Dura.
- Também lá estava?
- Sim, estava, se não estivesse era difícil mexer-lhe nas mamas.
- Nos seios.
- Sim, nos seios também.
- Mandem entrar a Zita Dura.Era esta?
- Era.
- E ela disse-lhe alguma coisa?
- Eu sou a Zita Dura.
- Nós sabemos, fale só quando chegar a sua vez.
- Foi isso, eu sou a Zita Dura e a outra apertou-lhe as mamas e perguntou-me "Queres gozar?"
- Com quê?
- Acho que era com a Zita Dura.
- E o senhor?
- Eu?
- Sim.
- Eu o quê?
- Gozou?
- Com a Zita Dura?
- Sim.
- Não, apalpei-lhe as mamas e disse que a Zita Dura já não era.
- O quê?
- Dura.
- Porquê?
- Porque estavam moles.
- E ela?
- Ela nada, deixou-se ficar.
- E a outra?
- A outra perguntou-me "Queres gozar?"
- Outra vez?
- Não, porque eu ainda não tinha gozado.
- Não, ela perguntou-lhe outra vez se queria gozar?
- Sim, perguntou.
- E o senhor?
- Com quê?
- Com quê o quê?
- Eu perguntei-lhe gozar com quê?
- E ela?
- Comigo.
- Consigo?
- Não, com ela.
- E gozou?
- Não.
- Porquê?
- Porque ela não era boa.
- Não era boa em quê?
- A dar gozo.
- E a senhora agente?
- Essa era melhor.
- Melhor em quê?
- A dar gozo.
- A senhora agente deu-lhe gozo?
- Sim, deu.
- Mas ela não deteve a dona Ermelinda Teixeira Pereira e a Zita Dura, essas duas putas?
- Sim deteve.
- E a si deu-lhe gozo?
- Elas serem detidas?
- Deu?
- Não, foi-me indiferente.
- E a senhora agente deu-lhe gozo?
- A senhora agente não foi detida.
- Sim, eu sei. O senhor disse que a senhora agente deu-lhe gozo. Deu?
- Deu.
- Literalmente?
- Sim, proporcionou-me prazer.
- Muito?
- Bastante.
- Mas quando foi isso?
- Antes dela deter as colegas.
- Colegas?
- Sim, a senhora agente estava a trabalhar sob disfarce.
- E cumpria a sua função?
- Com empenho, aplicação e denodo.
- E pagou?
- A quem?
- A todas.
- Não, só à senhora agente.
- Muito?
- Para o gozo, nem por isso.
- Então porque foram detidas a dona Ermelinda Teixeira Pereira e a Zita Dura?
- Eu tenho para mim que devia ser por exercerem mal a sua função mas parece-me que a principal razão foi por serem putas.

Garfanho