08 dezembro 2007
07 dezembro 2007
O rosto do orgasmo
Há quem cerre os olhos, quem trema as pernas, quem uive e até quem cante o fado.
Diz-se, e isto não é científico, que há quem desconheça o que é um orgasmo.
Adiante.
O fotógrafo Doug Lester concentrou-se em diversos rostos femininos e tentou registar a expressividade do orgasmo.
As explicações e os resultados podem ser vistos aqui.
Também o site Beautiful Agony é dedicado à beleza do orgasmo humano, desta vez em registos filmados.
Pronto, e este é o post possível e que me ocorreu quando há pouco uma interlocutora me disse ao telefone "o prazer foi todo meu". Egoísta!

________________________
publicado originalmente no blog Praça da República
Diz-se, e isto não é científico, que há quem desconheça o que é um orgasmo.
Adiante.
O fotógrafo Doug Lester concentrou-se em diversos rostos femininos e tentou registar a expressividade do orgasmo.
As explicações e os resultados podem ser vistos aqui.
Também o site Beautiful Agony é dedicado à beleza do orgasmo humano, desta vez em registos filmados.
Pronto, e este é o post possível e que me ocorreu quando há pouco uma interlocutora me disse ao telefone "o prazer foi todo meu". Egoísta!
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publicado originalmente no blog Praça da República
Falta de vontade, incapacidade, perda de desejo ou a puta da vida.


Por via da minha actividade profissional, deparo-me diariamente com situações próprias de um profissional de saúde.
Tal como num qualquer confessionário (vá-se lá saber o que isso é) todas (as situações! as situações!) são confidenciais. Eu disse todas, capisce?
Este post vem-se a propósito da falta de desejo, da vergonha, do pudor e da puta da idade que castra tantas coisas.
No outro dia, uma senhora da minha aldeia chegou com uma receita e pediu-me que lhe identificasse o segundo medicamento que vinha no 'papel', uma vez que o primeiro era um anti-depressivo (já de rotina) para o senhor seu marido.
Falo duma idade já a roçar as bordas da CDM*.
A casa estava cheia, duma plateia ávida de saber as 'desgraças' da vida alheia.
A senhora insistia, em voz demasiado alta, desconhecendo de todo o segundo medicamento, uma vez que assim que eu revelasse o nome do prodígio, a plateia se atiraria à senhora, como leão em circo de Roma, sendo que a senhora não era gladiadora e eu não sou César.
Tentei adiar o inadiável mas ela insistiu, c'um milhão de car(v)alhos, pelo que decidi escrever algo num pedaço de papel e disse-lhe:
- Dona Maria, olhe para mim! Dona Maria, leia isto, se faz favor.
- Este é quê nã sei o quié! Este é quê nã sei o quié! - deixando-me num estado de nervos que mal consegui aguentar, c'um milhão de conas. No papel eu tinha escrito "Cialis = Viagra". A dona Maria, com os olhinhos a brilhar, riu-se para mim e disse:
- Ahhhhhhhhh... nã consigo perceber é a palavra do meio!
Eu disse-lhe, já com vontade de gritar mas com voz serena:
- A palavra do meio é IGUAL... é IGUAL!
- Ahhhhhhhhhhh, já percebi! Já percebi!
E guardou o papel no bolso da bata, vá-se lá saber porquê.
Passaram 15 dias. Voltei a vê-la hoje com uma receita igual e disse-me prontamente:
- Nã quero é o segundo medicamento!
- Então? - perguntei eu.
Tal como num qualquer confessionário (vá-se lá saber o que isso é) todas (as situações! as situações!) são confidenciais. Eu disse todas, capisce?
Este post vem-se a propósito da falta de desejo, da vergonha, do pudor e da puta da idade que castra tantas coisas.
No outro dia, uma senhora da minha aldeia chegou com uma receita e pediu-me que lhe identificasse o segundo medicamento que vinha no 'papel', uma vez que o primeiro era um anti-depressivo (já de rotina) para o senhor seu marido.
Falo duma idade já a roçar as bordas da CDM*.
A casa estava cheia, duma plateia ávida de saber as 'desgraças' da vida alheia.
A senhora insistia, em voz demasiado alta, desconhecendo de todo o segundo medicamento, uma vez que assim que eu revelasse o nome do prodígio, a plateia se atiraria à senhora, como leão em circo de Roma, sendo que a senhora não era gladiadora e eu não sou César.
Tentei adiar o inadiável mas ela insistiu, c'um milhão de car(v)alhos, pelo que decidi escrever algo num pedaço de papel e disse-lhe:
- Dona Maria, olhe para mim! Dona Maria, leia isto, se faz favor.
- Este é quê nã sei o quié! Este é quê nã sei o quié! - deixando-me num estado de nervos que mal consegui aguentar, c'um milhão de conas. No papel eu tinha escrito "Cialis = Viagra". A dona Maria, com os olhinhos a brilhar, riu-se para mim e disse:
- Ahhhhhhhhh... nã consigo perceber é a palavra do meio!
Eu disse-lhe, já com vontade de gritar mas com voz serena:
- A palavra do meio é IGUAL... é IGUAL!
- Ahhhhhhhhhhh, já percebi! Já percebi!
E guardou o papel no bolso da bata, vá-se lá saber porquê.
Passaram 15 dias. Voltei a vê-la hoje com uma receita igual e disse-me prontamente:
- Nã quero é o segundo medicamento!
- Então? - perguntei eu.
- 'Tão, a caixa ainda lá está inteira!
- Ainda não experimentaram?!
- Nãããããããã, ele anda assim, sem vontade, é daquelas coisas, aiii... (ai profundo e cheio de desalento).
Eu disse-lhe:
- Pois! É complicado...
- Pois! - retorquiu - e agora, se faz favor, pese-me.
E eu pesei-a (salvo seja).
Impotência - Uma condição que afecta pelo menos um em cada 5 homens em algum momento das suas vidas. A disfunção eréctil pode ser causada por stress mental ou problemas físicos. Existem tratamentos disponíveis para lidar com problemas de erecção. Existem em Portugal 500 mil homens que sofrem deste problema e que o assumem.
- Nãããããããã, ele anda assim, sem vontade, é daquelas coisas, aiii... (ai profundo e cheio de desalento).
Eu disse-lhe:
- Pois! É complicado...
- Pois! - retorquiu - e agora, se faz favor, pese-me.
E eu pesei-a (salvo seja).
Impotência - Uma condição que afecta pelo menos um em cada 5 homens em algum momento das suas vidas. A disfunção eréctil pode ser causada por stress mental ou problemas físicos. Existem tratamentos disponíveis para lidar com problemas de erecção. Existem em Portugal 500 mil homens que sofrem deste problema e que o assumem.
Muita informação aqui:
amardenovo.com
amardenovo.com
Disfunção Sexual Feminina - A movimentação sexual e a líbido de uma mulher podem ser muito frágeis, especialmente durante a menopausa ou quando tiver os ovários ou o útero removidos. Pode sofrer de falta de desejo sexual, que pode ferir irremediavelmente as suas emoções. Mais de metade das mulheres portuguesas têm algum tipo de disfunção sexual.
AnotaSão - Se quiserem saber o que é a CDM terão que me perguntar.
06 dezembro 2007
Mais de metade a favor de legalização de prostituição
Segundo o Barómetro DN/TSF/Marktest
"cerca de 51 por cento dos portugueses defende a legalização da prostituição em casas de passe ou bordéis".
Notícia aqui (TSF online)
"cerca de 51 por cento dos portugueses defende a legalização da prostituição em casas de passe ou bordéis".
Notícia aqui (TSF online)
CISTERNA da Gotinha
Sexo e chocolate potenciam capacidades cerebrais: é um balde de 5 litros de chocolate negro, ó fáxavor.
Um bombeiro britânico que doou esperma a um casal de lésbicas foi forçado, pela Agência de Protecção à Criança da Grã-Bretanha (CSA), a pagar pensão para duas crianças concebidas através de inseminação artificial.
Os pequenos prazeres domésticos são tão bons como quaisquer outros.
Encontros sexuais simples - por Garfanho
– Pisa-me!
– Piso-te?!
– Sim, pisa-me! Pisa-me com força!
– Piso-te?!
– Sim, pisa-me com força e chama-me bandalho!
– Bandalho?!
– Sim e pisa-me!
– Agora, bandalho?
– Sim… Sim, já!
– Onde, bandalho? Queres que te pise onde?
– Nos pés.
– Nos pés, bandalho? Só nos pés?
– Ahn…sim…
– Que mariquinhas, bandalho. Nos pés?... Só nos pés? Que merda de tara é essa?
– Porquê?!
– Isso é uma tara de merda, bandalho. Pisar-te nos pés? Pisar-te nos pés é para meninos, bandalho.
– Achas?
– Tenho a certeza!
– Mas tu tens uns saltos muito altos e pontiagudos…
– Mais me ajudas, bandalho, saltos destes, numa tara à séria, são para pisar o corpo todo.
– O… o corpo todo?
– Sim e o escroto…
– Bolas!
– Sim, as bolas! Isso é que era uma tara à séria… Agora os pés… Só os pés, bandalho?!
– Ah!... E se não me estás a pisar, escusas de me chamar bandalho.
– Eu estou a gostar, bandalho.
– Eu não.
– Acho que te fica bem.
– O quê?
– Bandalho. Bandalho assenta-te bem.
– O que é que isso quer dizer?
– Que tens cara de bandalho e atitudes de bandalho e ar de bandalho. És um verdadeiro e genuíno bandalho!
– Eu estava a brincar.
– A brincar?! Querias que eu te pisasse e chamasse bandalho a brincar?
– Não, quero dizer… Não, isso era a sério. Excita-me.
– Que te pisem os pés e te chamem bandalho?
– Sim.
– Isso é uma tara de merda. Uma tara de meninos!
– Já me tinhas dito.
– E não queres que te chame bandalho?
– Não.
– Porquê?
– Olha… Foda-se!... Porque não!
– Não te excita, bandalhozinho? Não te excita que te chamem bandalho, bandalho?
– Estás a gozar?
– Eu?! Eu não… E deixa-me que te diga que vim aqui para isso, bandalho, mas pelos vistos, não me safo. Tu és mesmo um bandalho. Um bandalhozeco com taras da treta.
– Isso não tem graça! Escusas de estar a gozar…
– Oh!... Vais amuar, bandalho?
– Vai-te lixar!
– Não chores, bandalhozinho. Eu piso-te, amor, não seja por isso.
– Pisas?
– O escroto?
– Queres-me pisar o escroto?
– E o peito e as pernas e… todo, bandalho. Quero pisar-te todo!
– Mas gostas?
– Acho que vou gostar.
– Mas não pisas mesmo, pois não?
– Não piso?! Não piso?! Faço o quê, então?! Festinhas com o salto?
– Mas se tu te pões em peso em cima de mim…
– Desculpa?!
– Os saltos são muito finos, muito pontiagudos.
– Ah! E depois? Estás a insinuar alguma coisa?
– De quê?
– Do meu peso, bandalho. Essa frase… Eu não gostei nada dessa frase, bandalho! Se me ponho em peso em cima de ti?! O que queres dizer com isso?
– Nada. Nada. O problema são os saltos. São muito pontiagudos.
– Eu não tiro os dois pés do chão ao mesmo tempo.
– Prometes?
– Se estou a dizer.
– E o escroto?
– O que é que tem?
– Não me pisas.
– Que “ganda” menino, bandalho…
– Ias-me pisar?!
– Nããã…
– Ias!
– Não ia nada.
– Ias!
– Não ia… Talvez não fosse.
– Diz a verdade!
– Ouve lá, mas que merda de tarado és tu?! Piso-te os pés e chamo-te bandalho?! Mas que…
– Ias-me pisar!
– Claro que ia!
– E chamar-me bandalho?
– Com gosto! Bandalho!
– Não tiras os dois pés do chão?
– Não!
– Se eu gritar para parares, páras?
– Claro.
– E consegues não me pisar o escroto?
– Consigo.
– Deito-me?
– Claro, queres sentir o meu salto fino, frio e pontiagudo, como, bandalho?
– hummm…
– Na cama não!
– Não?
– No chão. Na cama não me consigo equilibrar!
– Ah… E não me pisas o…
– Não, bolas! És medricas, bandalho. Deita-te, homem.
– …
– Não tenhas medo!... Não me conheces, bandalho?
– Não…
– Assim mesmo… Ficas bem, aí deitado… Bandalho!
– Podias despir-te… Podias ir-te despindo…
– Ainda não, meu bandalho. Concentra-te só no salto… está frio… faz-te doer… sentes? Sentes, bandalho? É bom, não é?
– Sinto… sim…
– É melhor do que só nos pés, bandalho, é ou não é?... Podia magoar-te… Posso fazer mais pressão… sentes, bandalho?... excita-te, não é?
– Sim… sim…
– Não fujas. Não te vires. Gostas?... Gostas?
– UUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAh! FODA-SE!
Garfanho
– Piso-te?!
– Sim, pisa-me! Pisa-me com força!
– Piso-te?!
– Sim, pisa-me com força e chama-me bandalho!
– Bandalho?!
– Sim e pisa-me!
– Agora, bandalho?
– Sim… Sim, já!
– Onde, bandalho? Queres que te pise onde?
– Nos pés.
– Nos pés, bandalho? Só nos pés?
– Ahn…sim…
– Que mariquinhas, bandalho. Nos pés?... Só nos pés? Que merda de tara é essa?
– Porquê?!
– Isso é uma tara de merda, bandalho. Pisar-te nos pés? Pisar-te nos pés é para meninos, bandalho.
– Achas?
– Tenho a certeza!
– Mas tu tens uns saltos muito altos e pontiagudos…
– Mais me ajudas, bandalho, saltos destes, numa tara à séria, são para pisar o corpo todo.
– O… o corpo todo?
– Sim e o escroto…
– Bolas!
– Sim, as bolas! Isso é que era uma tara à séria… Agora os pés… Só os pés, bandalho?!
– Ah!... E se não me estás a pisar, escusas de me chamar bandalho.
– Eu estou a gostar, bandalho.
– Eu não.
– Acho que te fica bem.
– O quê?
– Bandalho. Bandalho assenta-te bem.
– O que é que isso quer dizer?
– Que tens cara de bandalho e atitudes de bandalho e ar de bandalho. És um verdadeiro e genuíno bandalho!
– Eu estava a brincar.
– A brincar?! Querias que eu te pisasse e chamasse bandalho a brincar?
– Não, quero dizer… Não, isso era a sério. Excita-me.
– Que te pisem os pés e te chamem bandalho?
– Sim.
– Isso é uma tara de merda. Uma tara de meninos!
– Já me tinhas dito.
– E não queres que te chame bandalho?
– Não.
– Porquê?
– Olha… Foda-se!... Porque não!
– Não te excita, bandalhozinho? Não te excita que te chamem bandalho, bandalho?
– Estás a gozar?
– Eu?! Eu não… E deixa-me que te diga que vim aqui para isso, bandalho, mas pelos vistos, não me safo. Tu és mesmo um bandalho. Um bandalhozeco com taras da treta.
– Isso não tem graça! Escusas de estar a gozar…
– Oh!... Vais amuar, bandalho?
– Vai-te lixar!
– Não chores, bandalhozinho. Eu piso-te, amor, não seja por isso.
– Pisas?
– O escroto?
– Queres-me pisar o escroto?
– E o peito e as pernas e… todo, bandalho. Quero pisar-te todo!
– Mas gostas?
– Acho que vou gostar.
– Mas não pisas mesmo, pois não?
– Não piso?! Não piso?! Faço o quê, então?! Festinhas com o salto?
– Mas se tu te pões em peso em cima de mim…
– Desculpa?!
– Os saltos são muito finos, muito pontiagudos.
– Ah! E depois? Estás a insinuar alguma coisa?
– De quê?
– Do meu peso, bandalho. Essa frase… Eu não gostei nada dessa frase, bandalho! Se me ponho em peso em cima de ti?! O que queres dizer com isso?
– Nada. Nada. O problema são os saltos. São muito pontiagudos.
– Eu não tiro os dois pés do chão ao mesmo tempo.
– Prometes?
– Se estou a dizer.
– E o escroto?
– O que é que tem?
– Não me pisas.
– Que “ganda” menino, bandalho…
– Ias-me pisar?!
– Nããã…
– Ias!
– Não ia nada.
– Ias!
– Não ia… Talvez não fosse.
– Diz a verdade!
– Ouve lá, mas que merda de tarado és tu?! Piso-te os pés e chamo-te bandalho?! Mas que…
– Ias-me pisar!
– Claro que ia!
– E chamar-me bandalho?
– Com gosto! Bandalho!
– Não tiras os dois pés do chão?
– Não!
– Se eu gritar para parares, páras?
– Claro.
– E consegues não me pisar o escroto?
– Consigo.
– Deito-me?
– Claro, queres sentir o meu salto fino, frio e pontiagudo, como, bandalho?
– hummm…
– Na cama não!
– Não?
– No chão. Na cama não me consigo equilibrar!
– Ah… E não me pisas o…
– Não, bolas! És medricas, bandalho. Deita-te, homem.
– …
– Não tenhas medo!... Não me conheces, bandalho?
– Não…
– Assim mesmo… Ficas bem, aí deitado… Bandalho!
– Podias despir-te… Podias ir-te despindo…
– Ainda não, meu bandalho. Concentra-te só no salto… está frio… faz-te doer… sentes? Sentes, bandalho? É bom, não é?
– Sinto… sim…
– É melhor do que só nos pés, bandalho, é ou não é?... Podia magoar-te… Posso fazer mais pressão… sentes, bandalho?... excita-te, não é?
– Sim… sim…
– Não fujas. Não te vires. Gostas?... Gostas?
– UUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAh! FODA-SE!
Garfanho
05 dezembro 2007
Pixelada
Comecei com gestos tímidos próprios de quem ainda está a descobrir os caminhos do outro. Quase pedia licença a um dedo para mexer o outro. Ficava abesbílica a olhá-lo na incerteza de ser sonho ou realidade e com medo de não dar o passo certo ou pelo menos, o desejado.
Contudo, quanto mais lhe tocava e mais descobria os seus contornos mais fácil era percorrê-lo como se o conhecesse desde sempre. E nascia em mim uma vontade imperiosa de lhe jorrar palavras com os gestos apropriados e assim acariciá-lo nos momentos de construção mútua dessas imagens e sons.
A crescente cumplicidade fazia-me atirar a ele de toda a forma e feitio, desnudando todas as partes de mim entre líquidos e cigarros e mesmo quando num gesto menos comedido lhe dava um piparote numa zona mais sensível corrigia o disparate sem hesitações com um sorriso nos lábios.
O prazer físico que me percorria cada vértebra medrava quando lhe tocava no publish e em segundos ele disparava os milhentos pixels do post.
Contudo, quanto mais lhe tocava e mais descobria os seus contornos mais fácil era percorrê-lo como se o conhecesse desde sempre. E nascia em mim uma vontade imperiosa de lhe jorrar palavras com os gestos apropriados e assim acariciá-lo nos momentos de construção mútua dessas imagens e sons.
A crescente cumplicidade fazia-me atirar a ele de toda a forma e feitio, desnudando todas as partes de mim entre líquidos e cigarros e mesmo quando num gesto menos comedido lhe dava um piparote numa zona mais sensível corrigia o disparate sem hesitações com um sorriso nos lábios.
O prazer físico que me percorria cada vértebra medrava quando lhe tocava no publish e em segundos ele disparava os milhentos pixels do post.
Eunucos em Roma
Pouco crentes nos anticoncepcionais, algumas mulheres ricas e luxuriosas adquiriam escravos eunucos do tipo «spadones» (do grego σπάω), aos quais haviam sido amputados os testículos já depois de atingida a puberdade e instalada em toda a sua pujança a actividade sexual, tendo-lhes sido cuidadosamente mantida a integridade peniana. É que estes indivíduos assim preparados conservavam intacta a erecção continuando os pénis com as proporções próprias, não tendo portanto perdido a passibilidade de cópula, ficando-lhes apenas perpetuamente abolida por completo a potência geradora. Com eles pois podiam essas damas executarem os actos sexuais sem perigo de engravidarem. Eram assaz ciumentas deles por isso. Para os trazerem sempre debaixo de vista, evitando que outras damas lhos roubassem, cobiçosas muitas vezes da infecunda exuberância sexual de tais escravos, faziam-se acompanhar por eles nos banhos públicos e com eles se banhavam frequentemente.
Havia em Roma eunucos de três tipos, porem apenas os «spadones» eram próprios para o fim que essas damas lúbricas pretendiam, pois que os dos tipos «castrati» e «thlibiae» eram destituídos de «potentia coeundi» *. Os primeiros, os «castrati» (do grego χέστες) eram indivíduos a quem por meio duma lamina cortante se haviam seccionado cerces testículos e pénis, tornando-os impotentes para a geração e para a cópula simultaneamente. Os segundos, os «thlibiae» (do grego θλιξω) eram indivíduos a quem haviam sido esmagados e comprimidos os testículos.
in AGUIAR, Asdrúbal de (1935) Estudos sobre Roma nos tempos antigos
Lisboa: Imprensa Nacional, pág. 20-21.
* Potência sexual.
ErotiCUS no reino da diverSão

Por terras de Viriato,
Em tempos que já cá estão
Havia lá p'lo reino
Uma Diva que era São.
Num dia de grande ponta
Lembrou-se um dia esta São
Fazer um Blog com tusa
E aFundou mais de um milhão
- De carais? Pergunta o Nelo
Com grande satisfaSão
- De Rosas! responde a Diva
Mas dessas que dão teSão
Vieram de todo o reino
Pitas, pitos e colhão
Fizeram moshe na zona
E vieram-se à FundiSão
Ao verem furor tamanho
Num reino de FodaSão
Vieram-se (......)*
E tiveram múltiplos
Orgasmos de pasmaSão
Apareceu por lá o Dom
Cuidando que era cabrão
Encontra a Diva na reina
E bate uma, ali à mão
Para terminar a estória
Antes que acabe o serão
Venham-se todos à Funda
E no fim lavem a mão
Ainda em tempo de prosas
Queremos com satisfaSão
Dar três fodas à São Rosas
Que é...
Um ganda Mulherão!
*leia-se: todos os membros e membranas da FundiSão, incluindo conas, caralhos e assim assim.
Feito em Liberalitas Júlia em 29 de Novembro do ano da São de 2007.
04 dezembro 2007

A outra:
Não achas que isto pode parecer um bocado mal?
Ela:
Isto?! Parecer mal?! Saber bem, sim, mas parecer mal?! Como?
A outra:
Não sei, imagina que entra alguém agora, eu com esta cena na mão, e ligada, tu aqui sentada juntinha a mim, e com a mão na minha perna.
Ela:
Sim, imagino que qualquer um deles havia de pensar que finalmente a fantasia se realizou.
A outra:
Bora, querida?
Ela:
Cabra, só me dizes isso a rir, à séria, nada.
A outra:
E já o experimentaste?
Ela:
Ainda não, levo-o este fim de semana.
A outra:
Love is in the air...
Ela:
Não gozes comigo, deixa-me sentir bem.
A outra:
É só que te quero, amiga.
Ela:
Logo o filho da mãe havia de ser de direita, o cabrão.
A outra:
Mas diz lá se não gostas do pau da bandeira que ostenta.
Ela:
És tão tão cabra, minha puta. E gosto tanto de te ver rir assim.
A outra:
E eu a ti.
Ela:
Os teus olhos ficam mais verdes.
A outra:
A tua boca fica mais apetitosa.
Ela:
E maior?
A outra:
Como se isso fosse possível.
Ela:
Cheirinho no café?
A outra:
Para ti. Para mim é café no cheirinho.
Ela:
À nossa, querida, que muitos dias inteiros nos esperem nas árvores.
Obri'a'a! Muito obri'a'a!

Os Vozes da Rádio descobrem-me em qualquer lado:
"Num recente passeio pelas Lagoas, ali para os lados de Ponte de Lima, não me passou indiferente esta placa, de tal maneira que não resisti em tirar-lhe uma fotografia.
Não percebo o que são zonas húmidas de importância internacional, mas se têm direito a placa, é porque devem ser muito boas.
A verdade é que o que me veio logo à cabeça foi a nossa amiga São Rosas (...)"
Joca
03 dezembro 2007
Gajas, finalmente há t-shirts da funda São para nós!
Até agora na funda São havia só t-shirts para gajos e as gajas tinham que andar em topless. Não era mau, mas está muito frio. Por isso aqui têm as t-shirts John & John exclusivas para Portugal da funda São e do d!o. E o frio que por aí faz até é o ideal para usar estas t-shirts: ficam os biquinhos das mamas rijinhos e gaja que é gaja sabe que gajo que é gajo agradece.

«Apalpando» - John & John no seu ambiente natural

«Apalpando» - a gravura
(com um «carimbo» em cima para que os tipos que vendem t-shirts nas feiras tenham o trabalho de copiar dificultado, que a vida não é fácil, embora tanto eu como o d!o consideremos um elogio que nos copiem as ideias)

«Atira-nos água!» - John & John querem que lhes pregues uma partida.

«Atira-nos água!» - a gravura
Obviamente, as t-shirts para gajo - incluindo a beste-sela «Faz-me um Bico» - continuam disponíveis.
As informações estão todas na página das t-shirts, acessível ali em cima em qualquer um dos separadores das t-shirts da funda São.
«Apalpando» - John & John no seu ambiente natural
«Apalpando» - a gravura
(com um «carimbo» em cima para que os tipos que vendem t-shirts nas feiras tenham o trabalho de copiar dificultado, que a vida não é fácil, embora tanto eu como o d!o consideremos um elogio que nos copiem as ideias)
«Atira-nos água!» - John & John querem que lhes pregues uma partida.
«Atira-nos água!» - a gravura
Obviamente, as t-shirts para gajo - incluindo a beste-sela «Faz-me um Bico» - continuam disponíveis.
As informações estão todas na página das t-shirts, acessível ali em cima em qualquer um dos separadores das t-shirts da funda São.
Guardo ou não guardo as células estaminais?

As células estaminais são células indiferenciadas e têm por isso a capacidade de se auto-renovar e dividir indefinidamente diferenciando-se em linhagens celulares distintas. Daí resulta que as células estaminais podem reparar tecidos danificados e substituir células que vão morrendo.
O exemplo mais conhecido é o da substituição dos glóbulos brancos do nosso sangue. Estas células desempenham um papel crucial para a saúde e bem estar de cada um de nós. As células estaminais podem ser usadas em transplantes para curar doenças em que os tecidos foram perigosamente danificados.
Todas ou quase todas as dúvidas podem ser esclarecidas aqui:
Crioestaminal
Crioestaminal
02 dezembro 2007
Rendez-vous

La Défense exibia junto ao novo Arco do Triunfo um formigueiro de fatos com gravata que se individualizavam quer pelo formato ou número de brincos expostos quer pelos cabelos em rabo de cavalo, espetados ou coloridos em tons de azul, vermelho ou verde alface, situação que me divertia como se fosse uma figurante de um filme de Fellini e deixei-me ficar encostada à entrada da FNAC.
Até que ele surgiu todo em ganga, essa bendita urdidura que lhe realçava os contornos dos materiais não expostos, com uns óculos escuros a proteger-lhe o mel dos olhos, num passo certo e apressado tal e qual o Brad Pitt e corri para ele como se os pés subitamente leves tivessem asinhas. E o seu salut Marie foi pegar-me ao colo fazendo-me rodar a saia como um carrocel e as minhas pernas numa coreografia que buscava o amparo das suas ancas para se entrelaçarem impelindo a minha boca a descair no seu pescoço em beijos sugados poro a poro.
Por isso, antes que a claquete batesse o final do tempo de cena fugimos daquele local formatado numa engenharia cinzenta para dar azo ao triunfo do instinto com os corpos em arco.
Até que ele surgiu todo em ganga, essa bendita urdidura que lhe realçava os contornos dos materiais não expostos, com uns óculos escuros a proteger-lhe o mel dos olhos, num passo certo e apressado tal e qual o Brad Pitt e corri para ele como se os pés subitamente leves tivessem asinhas. E o seu salut Marie foi pegar-me ao colo fazendo-me rodar a saia como um carrocel e as minhas pernas numa coreografia que buscava o amparo das suas ancas para se entrelaçarem impelindo a minha boca a descair no seu pescoço em beijos sugados poro a poro.
Por isso, antes que a claquete batesse o final do tempo de cena fugimos daquele local formatado numa engenharia cinzenta para dar azo ao triunfo do instinto com os corpos em arco.
E no entanto era só poesia...

Balofas carnes
de balofas tetas
caem aos montões
em duas mamas pretas
chocalhos velhos a
bater na pança
e a puta dança.
Flácidas bimbas
sem expressão nem graça
restos mortais de uma
cusada escassa
a quem do cu só
lhe ficou cagança
e a puta dança.
A ver se caça
com disfarce um chato
coça na cona
e vai rompendo o fato
até que o chato
de morder se cansa
e a puta dança.
António Botto
de balofas tetas
caem aos montões
em duas mamas pretas
chocalhos velhos a
bater na pança
e a puta dança.
Flácidas bimbas
sem expressão nem graça
restos mortais de uma
cusada escassa
a quem do cu só
lhe ficou cagança
e a puta dança.
A ver se caça
com disfarce um chato
coça na cona
e vai rompendo o fato
até que o chato
de morder se cansa
e a puta dança.
António Botto
01 dezembro 2007
Coimbra tem mais encanto quando a foda é desmedida
«Mulheres de Coimbra são as que fazem mais sexo em Portugal»
Notícia no 24 Horas de 19/11/2007
O jornal «24 Horas» resumiu algumas das conclusões de um inquérito aos hábitos sexuais das portuguesas realizado pela revista «FHM».
"O estudo, que abrangeu 1573 mulheres, dos 19 aos 34 anos, diz, por exemplo, que as portuenses têm em média oito parceiros sexuais; que 14% das lisboetas gostavam de aumentar o tamanho do pénis do namorado e que 17% das funchalenses já tiveram três parceiros sexuais... num só dia."
"Segundo a «FHM», 100% – isso mesmo: todas! – já experimentaram sexo anal".
"As mulheres de Lisboa, Braga e Funchal satisfazem-se sozinhas cinco vezes por semana. Aliás, na Cidade dos Arcebispos, elas parecem andar razoavelmente mal servidas: 33% admitem ficar mais excitadas a ver filmes pornográficos do que com sexo real."
"Quanto à regularidade das relações, em Coimbra elas dizem que as têm 5,25 vezes por semana contra 3,38 vezes na capital."
"12% admitem ter praticado sexo quando o parceiro estava inconsciente ou a dormir e 8% dizem que obrigam fisicamente o namorado a ter relações. Mas não há-de ter sido nessas circunstâncias que conseguiram fazer o acto durar dentro da média: 31 minutos no Porto e em Braga; 38 em Lisboa e no Funchal."
"29% das mulheres da capital confessam que já adormeceram enquanto faziam amor com o seu parceiro."
"Se calhar é por causa de alguma insatisfação que cada mulher portuguesa tem, em
média, claro, 1,4 brinquedos sexuais."
Consultei malta Cona-imbricense e de zonas limítrofes sobre as 5,25 vezes (reparem que são cinco mais um quarto de foda, o que não deixa de ser original) e obtive as seguintes respostas:
Car(v)alho - "O que as mulheres de Coimbra têm aproveitado! Só para saberem como eu sou!... Bom, também tenho de agradecer alguma colaboração de amigos que eu, sozinho (e sobretudo sozinho) também me canso, fónix."
Anónimo - "Não falaram com a minha mulher :O("
LenaHaiva - "De acordo com a periodicidade revelada pelo nosso amigo anónimo, acho que o inquérito foi realizado exclusivamente a uma mulher! Eles por acaso revelaram o nº da amostra? Não querendo revelar a identidade da mesma, só vos digo que isto parece coisa de um casal que ficou de enviar um relatório sobre um ovni (também designado de morcela a pilhas, pelo anónimo) e que até ao momento ainda não apareceu! Já lá vai um ano!"
Rica Prima (por parte da São) - "Eu, D. Rica Prima, atesto que nasci e resido, actualmente, em Coimbra e não fui consultada sobre 'coisa' nenhuma! Mais atesto e esclareço que, realmente, nos largos anos que estive ausente destes reinos, não me sentia tão motivada para o sexo, mas sempre pensei que seria da quantidade da água ou da qualidade dos canais eróticos da tvcabo... Agora verifico que era da falta de leitura de inquéritos da FHM! Obrigadinho, pazinho! Vou já ler mais uns quantos! Ai, ui, ai, ui, ai, ui!"
Continua Anónimo - "12% admitem ter praticado sexo quando o parceiro estava inconsciente ou a dormir?! Tenho que dormir mais!"
Rafelitolindo - "É muito confuso e o melhor é aclarar bem o assunto. Enquanto isso não acontece é melhor dormires só com um olho fechado e o outro, pelo sim pelo não, bem aberto..."
Car(v)alho - "A Matita não responde?! Deve estar a abarbatar as FHM!"
Rafelitolindo - "Atenção que é só Coimbra. Não inclui zonas limítrofes!"
Patroa - "Fiquei radiante com o que li. Obviamente que não fui inquirida porque ainda não tenho 19 anos mas estou, desde já, fascinada com a vida sexual que me espera entre os 19 e os 34. Não tenho dúvidas nenhumas que aquelas médias estão certíssimas. Aliás, basta olhar à nossa volta... Agora aquela do 'a dormir ou inconsciente' é que eu não percebo muito bem. Alguém tem um manual? (de preferência com desenhos)"
Antonino-tira-m'um-fino - "Pois, os parceiros a dormir em casa ou inconscientes no hospital e as gajas a praticarem sexo. Phone-ix!"
George Coast - "Ora bem! Eu nem sou de ler o 24 horas... mas enfim... é claro que lá fui eu direitinho, ao cerne da coisa. Porrrrrrrrrrrrrrrrraaaaaaaaaaa! As do Porto... têm em media 8... 'pedaços que a mãe natureza fadou'??!! Dasssssseeeeee... será verdade??!! Então... por onde é que eu tenho andado??!! Estes pontos e estas interrogações só expressam o meu pasmo... e a minha carência!! Eu... nem sei que vos diga... mas a mim o que me parece é que andam para aí inquéritos... falaciosos! Ficainde lá com as bossas 'mulheres guerreiras' que eu por aqui só me resta... ber o Douro a passar... carago!"
Matahary - "Do qué que vocêses estão falando, porra, perdão, fónix?! Num vi nenhum24 horas..."
Corpos & Almas - "Matita, estão a falar dum jornal que diz que as mulheres de Coimbra já todas fizeram sexo anal a dormir..."
Matahary - "Sexo anal a dormir?! A dormir?! Li bem?! Só posso tirar uma conclusão: a pilinha dos coimbrões é muito, muito inha."
E por aí fora, que este estudo é muito científico, fónix!
1 de Dezembro, Dia Mundial da Luta Contra a Sida


A Sida não escolhe idade, sexo, raça ou religião.
A Sida está longe de ser democrata!
http://www.oamador.com/sociedade/2007/11/estatisticas-da-sida-continuam-assustadoras/
http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/20071201+Stop+a+Sida.htm
Audrey Kawasaky - pintura sobre madeira
Se não fosse o meu salário português, comprava pelo menos uma pintura da Audrey Kawasaky para a minha colecção. Ai, gostava tanto de ter um (ou uma) mecenas...

Chelsea and Boy

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Veronica 2

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Visita a página da Audrey Kawasaky

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