

Borboletas
Uma parceria com The Perry Bible Fellowship


É uma reflexão que há algum tempo me ocupa a mente e que hoje exponho no papel (ok... isto não é papel, mas concedam-me alguma liberdade poética!).
O que se passa com as meninas e as mamadas? Alguém me consegue explicar a obsessão do sexo feminino por fazer sexo oral? A razão porque se esquecem das palavras bonitas, dos carinhos, festas e beijinhos, de pequenos mimos e à primeira oportunidade atacam com a boca, cândidos e inocentes pénis? A razão porque nos agarram a mão, a colocam nos ombros delas auto-empurrando-se em direcção ao nosso sexo, prendendo a nossa outra mão na nuca, para nos obrigar a pressionar as cabeças delas em direcção ao nosso desprotegido falo?
Quando tudo o que desejamos é conversar, partilhar o nosso dia, dividir os problemas, elas aproximam-se, apressam-se a abocanhar, passear os lábios carnudos e quentes no nosso indefeso pénis, enfiá-lo todinho na boca húmida, passar levemente os dentes pela glande, insensíveis à nossa necessidade de carinho! Esta incompreensível mania de nos obrigarem a despojar nas suas boquinhas melosas todo o nosso líquido do amor, ficando ofendidas connosco se procuramos impedir que bebam até à última gota!
Acredito que a raiz da necessidade de lamber o sexo oposto se relaciona com reminiscências da infância, que encontrem no pénis do parceiro a tranquilidade do seio maternal! Mas isso não explica tudo: também em bebés usávamos fraldas e nem todos em adultos apreciamos chuva dourada! O prazer de beijar, de sentir um músculo a deambular pela boca, também não explica tudo; quantos de nós não estamos fartos de implorar um bom beijo e elas respondem “beijinhos, só no pirilau!” Ainda por cima, o que torna tudo ainda mais inacreditável, enquanto a mulher chupa o masculino grelo fica impossibilitada de dedicar-se ao seus desportos predilectos: limpar a casa e conversar em longos monólogos!
Sinceramente, apesar de muito meditar, não consigo encontrar uma explicação lógica; apenas me sinto triste e incomodado! Estou farto de me sentir… um gelado, um objecto que as mulheres usam para chupar e lamber, bebendo cada uma das minhas gotas, para se vestirem apressadas, saírem da minha vida, prometerem que depois ligam, que vamos jantar ou passear na praia, quando no fundo já sei que isso é mais um engano!
Estou cansado de ser usado como um objecto sexual, por bocas cruéis e madrastas insensíveis ao pequeno coração que apertado me bate no peito! E por tudo isto, deixo aqui o meu grito de protesto: quem quiser mamar, vai ter que casar!





Chovia aquele quase sem chover que fica algures entre a ténue neblina e o gotejar indefinido e suspenso que deixa os cabelos, roupa e penugem do rosto cobertos, sem que o notemos, com um fino e quase imperceptível véu velado em translúcidas teias sob os caprichos dos vestígios de luz quando o tardio da noite lhes incide.
- Tu?... Estou a ver bem? És tu?-
Deixei-lhe o cartão em cima da mesa e despedi-me puxando a porta da rua certificando-me que estava fechada e entrei para a chuva que agora caía já abertamente e livre das névoas.
Informamos os caros utilizadores que procuraram:
A miúda que em há em mim costuma correr à socapa dos colegas adultos nos longos corredores daquele edifício que mais parece a casa de malucos dos 12 trabalhos de Astérix. Muitas vezes nas pontas dos pés para os saltos não a denunciarem.
Um novo conceito de desporto!
Gostava que a tratassem por Betty.
- Vem!- Disse a Betty, minha já velha conhecida. – Anda aqui e junta-te a nós!-
- Não estou a perceber.- disse-lhe já com um ar incomodado,- Se bem me lembro da conversa tida ainda agora com a Betty, ela desfez-lhe o embrulho da forma que se supõe natural entre uma boneca e uma carta que se preze. Peço que me desculpe, mas...-