18 agosto 2011
17 agosto 2011
postalinho de férias...
Sempre que passo por Vila do Bispo, no Algarve, nunca deixo de ir a um restaurantezinho simpático onde se podem comer dos melhores percebes (em inglês, understands, como sabeis) da região.
Imortalizadas no frontespício do edifício as figuras dos petiscos que por lá podemos degustar, é com enlevo que vos assinalo a segunda a contar da esquerda, que simboliza, como é evidente, um valentíssimo percebe, percebem? - Provavelmente apanhado nas Caldas da Rainha...
A posta red bull
Vontade de voar. De subir sem parar até ao ponto do céu onde nem passam os aviões, estratosfera ou ainda mais, sem fôlego perante a imagem azul do nosso espaço comum.
Vontade de me elevar até onde o mundo pare de respirar, mesmo antes do espaço que as estrelas enfeitam de luz. Lá em cima, bem alto, lá em cima onde não existe o som, na fronteira entre o espaço que sonhei um dia conhecer e falhei e um outro espaço no qual concretizei os desejos que me inspiraram os beijos teus.
A realidade tangível na ponta dos meus dedos e as asas dos meus medos que partiram quando o amor se impôs sem apelo nem agravo e com ele esta vontade de voar, de subir sem parar, dentro de ti, até ao ponto do espaço, o ponto no tempo, em que uma estrela explodiu, o teu orgasmo, e o espaço negro e vazio se iluminou em todas as cores que o universo conseguiu inventar.
O brilho nesse olhar que me sorri quando aproximo de ti a mão que passeia nesse rosto que o destino escolheu para me encantar, algures no céu onde dizem morar os divinos artesãos que moldam com as suas mãos as mais perfeitas criaturas, tão belas, tão puras, que só os eleitos conseguem entender únicas e especiais.
Vontade de amar, cada vez mais. De sentir sem parar a emoção. De poder passear a minha mão na aura da terra e depois aterrar para lhe poder tocar a pele, a tua, a pele que sentiu, e nascerem flores como sinais indisfarçáveis de um imenso arrepio.
Cronologia da pele (Pálido corpo)
Sim, estou pálida. Na pele e nos olhos,
a palidez dos envelhecidos nos minutos,
uma década perdida em qualquer hora.
Sim, preciso dos teus braços, agora,
agora, quando nada nos trago de novo
e tudo o que trago está ainda mais vivo.
Digo que estou bem, mas o olhar implora
que o vás recolher do chão lá fora.
Digo que estou bem mas, no rosto, o medo
desvela em palidez o meu segredo:
Abraça-me, a minha pele é prematura,
tudo menos eu findou demasiado cedo,
mas tu abraças-me, dás o flanco à ternura,
abraças-me e a pele é somente madura.
a palidez dos envelhecidos nos minutos,
uma década perdida em qualquer hora.
Sim, preciso dos teus braços, agora,
agora, quando nada nos trago de novo
e tudo o que trago está ainda mais vivo.
Digo que estou bem, mas o olhar implora
que o vás recolher do chão lá fora.
Digo que estou bem mas, no rosto, o medo
desvela em palidez o meu segredo:
Abraça-me, a minha pele é prematura,
tudo menos eu findou demasiado cedo,
mas tu abraças-me, dás o flanco à ternura,
abraças-me e a pele é somente madura.
Modo Imperativo

O teu corpo é um parêntesis recto
erecto
que pontuo ao sabor da minha
boca
Brinco com o lume que separo por
vírgulas
e percorro cada esquina sem
reticências ...
É o nosso acordo ortografado
onde as consoantes são
mudas
e as vogais se precipitam
em ditongos de
prazer
Não há lugar para interrogações
apenas preâmbulos e
imperativos
16 agosto 2011
Intervais
Escrevia eu há uns dias em comentário: “É que os "intervalos" fazem tanta falta ao sexo como os espaços e vírgulas fazem a um texto. É o momento de, a par da recuperação da "fome" e do fôlego, rir, descontrair, comunicar, trocar ideias, aferir preferências, e traçar o plano de ataque para o assalto seguinte... não vá uma pessoa, no calor no momento, esquecer-se de alguma coisa importante... (Acho que vou escrever um post sobre isto…) “
E pronto. Aqui estou. O raio é a extensão do tema, e esta minha paixão pela síntese… De maneira que, atacando à cajadada pelo menos uma dúzia de coelhos de uma só vez, alertando para trilemas, quadilemas, obstáculos, acordos, disputas, etc., demonstrando por A+B que a tradição já não é o que era, e o que devam ser regras elementares de respeito, humor, e bom senso, entendi por bem abordar a questão simulando uma sessão abreviada de três assaltos protagonizada por um casal de leões muito brincalhões. Note-se que, como qualquer pessoa poderá depreender, é um exemplo apenas, isto é, um “prato” improvisado para o efeito, entre um conjunto inumerável de ingredientes e de receitas possíveis, a determinar em função do momento e dos gostos dos respectivos intervenientes.
1º Assalto
- Então, e o que é que queres fazer? A mim apetece-me começar por lamber-te…
- Ooohhhhhhhh… Apetecia-me mais que me fodesses a boca… e ir batendo uma um bocadinho… para aquecer…
- Mas és sempre tu a escolher primeiro?? Afinal quem é que manda aqui?? Está bem, vá… não quero que te falte nada… Então vai lá chupar, que eu já te fodo…
(meia hora depois…)
- Estou doido para entrar por ti adentro…
- Ooohhhhhhhh… Só mais um bocadinho… Vá, só mais um bocadinho… só mais uma vez… está a saber-me tão bem… E também me podias pôr o dedo na cona, assim como eu gosto… Mas não vale fazer batota! Que não me quero vir! Essa coisa do “vem-te”, “vem-te”, tem que acabar!! Está aqui uma mulher à beirinha a fazer de tudo para se aguentar… não vale “empurrar”, hein?
(um quarto de hora depois…)
- Estou doido para entrar por ti adentro…
- Oh, pá! Mas eu estou morta. Vim-me tanto... Eu avisei-te!! Não valia “empurrar”!! Tu abusas!! Agora o melhor é fazer um intervalo…
- Está bem, querida. Mas na próxima volta mando eu e tu ficas caladinha…
Meia hora depois: 2º Assalto
- Então e agora começamos por onde?
- Bem… eu por mim repetia, mas num modelo mais abreviado para saltar à fase seguinte, o que achas?
- Tens uma lábia, tu! Mas está bem… eu adoro foder-te a boca…
(meia hora depois…)
- Fode-me! Fode-me! Que já não aguento mais…
(meia hora depois…)
- O que queres, querida? Queres que levante os bracinhos um bocadinho? Mas queres-te vir?
- Não. Não. Vir-me não! É só porque me apetece… E não vale fazer batota, está bem?
(um quarto de hora depois…)
- Intervalo? Que achas?
- Pois… é melhor…Custa um bocadinho sair daqui… mas é melhor, senão ainda morremos… ahahahahaha
Meia hora depois: 3º Assalto
- Adoro quando me acordas com a cona na boca…
- Ainda bem… porque eu ainda não descobri outra maneira de te despertar… ahahahahaha
- És terrível! O tesão que tu me dás! Já viste como já me puseste a picha tesa?
- Pois… já vi… e até estava a pensar aproveitar para abusar um bocadinho… pode ser?
- Claro, minha querida. Usa. Abusa. Que depois vou eu abusar de ti…
- Então agora vou eu para cima foder-te, agarrar-te pelos cabelos e dar-te beijos… Posso?
- Tu podes tudo. Eu fico quietinho. Sou todo teu. Fazes de conta que sou o teu brinquedo…
(meia hora depois…)
- Estás toda suada… Já pensaste como te queres vir?
- Oh, pá… não sei… Já há tanto tempo que não me venho a bater uma enquanto me esfrego na tua boca… tenho saudades… Mas não. Acho que não resisto ao clássico…
- Então queres que te foda…
- Pois… E tu? Como te queres vir?
- Bem… a mim apetecia-me uma mamada daquelas “pequeninas”…
- Está a apetecer-te um duplo, é? ahahahahaha
- E também me podias pôr a cona na boca…
- Lá estás tu a inventar! Na mamada mando eu, e tu estás quietinho! Mas afinal quem é que manda aqui?? Dou-te a cona à boca se quiser, se me der jeito, se me apetecer, estamos entendidos?? :)
(Posto isto, espero que toda a gente tenha compreendido a importância e a função da pausa…)
[blog Libélula Purpurina]
Das notas
Das tuas notas faço um poema
e do poema escancaro
as portas de mim;
posso entender-me
- enquanto eu -,
na voz que de ti emana.
Os sons ultrapassam-me
e eu deleito-me no teu corpo.
Se me cantares, mais uma vez,
eu sei que te terei
para sempre.
Poesia de Paula Raposo
15 agosto 2011
Edito Estrelas - Do Léxico Porno (Tomo I)
Um dos termos a que achei mais piada de entre os vários que a pornografia inventou é aquele que se aplica a mulheres maduras, quarentonas e cinquentonas: MILF.
A MILF é aquela mulher com o perfil típico das fantasias teenagers, a tia do amigo, a mãe do amigo, a professora de História ou a cabeleireira do bairro, boa como o milho e com o ar experiente que tanto alicia os mais sedentos de aprendizagem.
Contudo, a MILF também é uma aposta certeira para os que não tendo tanto para aprender gostam da aplicação prática dos conhecimentos adquiridos, do intercâmbio de sabedoria que, regra geral, só uma mulher menos jovem faculta.
Mas acima de tudo a MILF é uma gaja boa e essas, como é do domínio comum, reúnem com facilidade o consenso de quem aprecia a fruta.
Neste caso não é de fruta verde que se trata. A MILF (Mother I´d Like to Fuck – em tradução ligeira pode dizer-se que é uma progenitora a quem gostaríamos de convidar para um jantar com ceia e pequeno-almoço incluídos) não é necessariamente uma mãe mas tem idade para o ser e isso implica a experiência de vida, a quilometragem que desenvolve os atributos mais chamativos desse segmento com direito a sigla própria, o que por si só diz bem da relevância do papel das MILF na indústria cinematográfica mais naturista e, acrescento eu, na vida da pessoa comum com pila.
Da MILF espera-se o equipamento de série habitual, eventualmente com as marcas do desgaste que o tempo provoca no material circulante (embora a analogia com o sector automóvel seja desmentida, por exemplo, pelo facto de na MILF preferirmos os pneus carecas), marcas essas que são rapidamente descartadas em face da desenvoltura com que a MILF tradicional ataca o problema.
E não há problema algum quando tudo se simplifica por via do saber de experiência feito que uma MILF, por norma, ostenta. Ela sabe o que quer, como quer, quando quer.
E quer imenso, o que a torna num dos alvos mais apetecíveis para quem acima de tudo pretende um desempenho fora do alcance das TEENs (que abordarei noutra ocasião, mas adianto tratar-se de uma designação um bocado chunga e a roçar o pedófilo para as jovens adultas com mais pinta de pitinhas).
Ocaso
Um travo de ti num qualquer tapete
ou chão em que o meu corpo se deite,
eu procuro-te em qualquer amante
que o meu corpo contenha e aceite
e não encontro sequer atenuante,
nada sinto que a memória não rejeite
se estão em mim, sinto-me ausente,
se não estão, tudo em mim te sente;
Vem! Vem! Vem! Não faças caso
de mais vidas que estejam por viver
de mais almas que estejam por apreender,
aceito e submeto-te o meu ocaso,
aceita e entrega-me o teu cansaço,
pendura-o em mim e, passo a passo,
será casaco no meu peito - teu espaço
mangas compridas para melhor te aquecer.
ou chão em que o meu corpo se deite,
eu procuro-te em qualquer amante
que o meu corpo contenha e aceite
e não encontro sequer atenuante,
nada sinto que a memória não rejeite
se estão em mim, sinto-me ausente,
se não estão, tudo em mim te sente;
Vem! Vem! Vem! Não faças caso
de mais vidas que estejam por viver
de mais almas que estejam por apreender,
aceito e submeto-te o meu ocaso,
aceita e entrega-me o teu cansaço,
pendura-o em mim e, passo a passo,
será casaco no meu peito - teu espaço
mangas compridas para melhor te aquecer.
14 agosto 2011
Tradução de viver
Dizem-me que eu já vivia
antes de ti
que, antes de ti,
já me viram ser
e, por isso, posso viver
depois de ti
como antes vivia
antes de ti
mas não, eu não vivia
como podem dizer
que eu vivia
como podem dizer
se, antes de ti,
eu nem sabia
o que é viver?
Viver-te é ser
Dizem que eu já vivia
que já me viram ser
mas como poderia
nunca poderia
dizer que vivia
e que voltarei a viver
se viver-te é ser
e viver e não ser
é uma morte sem morrer.
antes de ti
que, antes de ti,
já me viram ser
e, por isso, posso viver
depois de ti
como antes vivia
antes de ti
mas não, eu não vivia
como podem dizer
que eu vivia
como podem dizer
se, antes de ti,
eu nem sabia
o que é viver?
Viver-te é ser
Dizem que eu já vivia
que já me viram ser
mas como poderia
nunca poderia
dizer que vivia
e que voltarei a viver
se viver-te é ser
e viver e não ser
é uma morte sem morrer.
13 agosto 2011
Flower Power

Foto: Shark
Estás sozinha num campo deserto onde de repente começa a chover e cada gota é a semente de uma flor das muitas que crescem agora em teu redor e mesmo sob os teus pés.
Estás sozinha mas olhas para cima e vês a razão desse aguaceiro no teu coração, alado pelo amor que lhe é dado por ti, em cada olhar, em cada beijar de lábios molhados de pétalas e cabelos com o mesmo cheiro das flores que te envolvem agora num abraço forte que te dou.
Êxtase
Um olhar, ternura,
um beijo, línguas,
adrenalina.
Madrugada, gritos,
silêncios, poema,
êxtase.
Entoamos a canção
do sempre querer,
soletramos o que não sabemos:
entendemos o princípio
deixado para o fim.
Poesia de Paula Raposo
Revista Miriam - número sobre o namoro (1962 - 2ª edição)
Miriam - publicação mensal de orientação religiosa e órgão do culto de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Número sobre o tema do namoro.
Só um excertozinho, das 112 páginas:
"O sentido sagrado do amor no namoro e no matrimónio não pode ser colocado em subir pelas escadas do templo, entre grupos de fotógrafos, com um vestido rico e de muita cauda - insulto muitas vezes ao amor e ao pobre."
Um dos artigos tem como título "Uma palavra estrangeira - «o Flirt»" em que se conclui que "não basta, portanto, suprimir a palavra, é preciso banir também o costume estrangeiro que a introduziu."
Só um excertozinho, das 112 páginas:
"O sentido sagrado do amor no namoro e no matrimónio não pode ser colocado em subir pelas escadas do templo, entre grupos de fotógrafos, com um vestido rico e de muita cauda - insulto muitas vezes ao amor e ao pobre."
Um dos artigos tem como título "Uma palavra estrangeira - «o Flirt»" em que se conclui que "não basta, portanto, suprimir a palavra, é preciso banir também o costume estrangeiro que a introduziu."

12 agosto 2011
Tragédia na Praia do Meco
A vítima, um nudista brincalhão que se tinha deitado na areia depois de um mergulho, resolveu brincar com a sua companheira meio mouca e muito distraída e quando lhe disse querida, toma lá que é um croquete ela terá percebido querida, come lá que é muito crocante.
O Tapete
Foi uma cena de filme: dois indivíduos param o automóvel, abrem a mala, tiram com algum esforço um grande tapete enrolado e atado com uma corda em volta, que parecia embrulhar qualquer coisa com a forma de um corpo, e lançam-no, com inesperado à vontade, às águas acastanhadas do Tejo. Fizeram-no com tal descontracção que quem viu a operação – atletas de fim de tarde, namorados de principio de noite e velhos babosos interessados em ver as atletas e as namoradas (e um que via os atletas e os namorados) – ficou espantado mas sem acreditar verdadeiramente no que via.
E, quando os dois homens se meteram no carro e se afastaram calmamente, os mais esclarecidos e os menos distraídos com as atletas que continuavam a correr e com as namoradas que continuavam a passear – o que apreciava os atletas e os namorados não pensou em nada, ou melhor, censurou os homens por deitarem fora um tapete com tão bom aspecto e uma corda nova – procuraram câmaras de filmar e tomaram atenção para ouvir um “corta” gritado. Só que nada aconteceu, ou melhor, aconteceu o que tinha de acontecer da forma mais prosaica que seria imaginável: o tapete afundou-se e desapareceu, os homens sorriram a quem os olhava e seguiram sem deixar rasto, matrícula ou algo que ajudasse à sua identificação e os atletas continuaram a correr, os namorados a namorar e os velhos (alguns não eram assim tão velhos) continuaram a tomar atenção aos corpos em que estavam interessados.
Para variar, a polícia chegou um pouco depois, o que causou um certo burburinho e expectativa entre os presentes, reconheça-se, mas o agente vinha buscar um dos velhos que, sem mostrar os genitais, se masturbava e gritava palavras de incentivo quando as corredoras passavam – as palavras eram de incentivo ao seu acto e não aos dotes atléticos das corredoras, o que, provavelmente, provocava os indignados telefonemas anónimos efectuados por vozes ofegantes para a policia – e, por isso, o burburinho e as expectativas esmoreceram e desapareceram logo que o agente em vez de se dirigir ao rio se dirigiu, como habitualmente, ao velho indecente.
– Ó Artur, pá, sabes bem que tenho uma grave micose na virilha – resmungou o idoso, justificando-se sem tirar a mão direita de dentro das calças quando o agente o abordou.
O agente riu-se e, agarrando-o cuidadosamente pelo braço esquerdo, disse-lhe:
– Vamos lá embora, senhor Anselmo.
O velho levantou-se e, após um longo suspiro, murmurou:
– Estava quase, pá. Quase! Hoje é que era…
– Mas porque é que você grita, homem?
– É mais forte do que eu – reconheceu o velho onanista encolhendo os ombros. O agente sorriu, condescendente. Picado pelo sorriso, o velho ergueu o braço e num gesto largo que abarcava todos os mirones resmungou injustiçado: – E eles?!
– Eles não gritam – informou lacónico o agente, abrindo a porta do pendura do veículo com o dístico de “Escola Segura” para o velhote entrar.
O velho aceitou a resposta, que sabia ser verdadeira, pediu ao agente que o deixasse em casa e contou-lhe a estranha história de dois tipos que levavam um tapete na mala do carro e que, sem mais, o tiraram do carro com esforço, porque o tapete estava pesado e parecia enrolar qualquer coisa, e depois o deitaram ao rio mas o agente – tal como vocês – não acreditou.
11 agosto 2011
Pornografia
Decidi escrever sobre este tema, não só por se tratar de um assunto deveras interessante para os fãs do cinema para adultos, mas também porque sempre me ensinaram a falar apenas sobre aquilo de que percebo. Há diversas observações a fazer acerca deste tão complexo tema, das quais escolho, para começar então, os títulos dos filmes para adultos. Acho que todos já se aperceberam que enquanto os filmes dramáticos ou cómicos têm sempre títulos desinteressantes e secos (ironia), os títulos dos filmes para adultos são sempre de colar qualquer um à capa, já para não falar da forte curiosidade que despertam em nós de os assistir. Em contraposição ao “Pianista”, temos, por exemplo, o “Canalizador”, onde o canalizador vai a casa da rapariga para lhe tratar dos canos, mas se por um lado desentope um deles, acaba por entupir mais qualquer coisa antes de se vir embora. De forma semelhante, da mesma maneira que temos o “A Vida É Bela”, temos também o “A Vida Da Bela”, onde esta leva, vamos lá, uma bela vida. Há também os célebres casos dos filmes que ficaram para a história como o “A Casa Ficou Blanca”, o “Menino de Pau Duro”, “O Rei Porcalhão” e “O Padrasto”.
Outra coisa a salientar nos filmes para adultos (para além das que já se salientam nos mesmos), são os nomes das actrizes. Faz parte da alínea c) do artigo 13º do protocolo dos Actores Crescidos, o facto de todas as actrizes terem que ter um nome começado pela letra K. Seja ele “Kassandra”, “Karina”, “Katia Vanessa” ou “Karmen”, tem, obrigatoriamente, que começar pela letra K.
Partindo para outro aspecto da indústria (uma vez que “partir” e “rebentar” são palavras-chave dentro da mesma), parto então agora para a história de um filme destes, propriamente dita. Há três tipos de filmes pornográficos: há aquele em que há uma turma de sete ou oito alunos, em que uma das alunas é rebelde, usa saias ao xadrez, curtinhas e justas às coxas, camisa branca, semi-transparente, sem deixar espaço para os mamilos respirarem, sem soutien e cuequinha de fio-dental, onde o professor a faz ficar na sala, depois da aula, a dar-lhe uma lição porque ela se portou mal; há aquele em que a cheerleader vem mais cedo do treino para o balneário, toda transpirada, e o professor de Educação Física, por acaso, estava lá à procura de qualquer coisa que deixou cair; e há aquele que começa com uma música de Jazz Fusão, enquanto uma latina toma banho na cabina de duche, de salto alto e porta aberta, enquanto esfrega, com água, a mesma parte do corpo repetidamente até escamar. Há, também, que questionar o facto de os actores comunicarem entre eles as deixas para entrarem em cena. Como é que será que o actor sabe o momento em que tem que entrar em cena? Será que eles combinam um código entre eles? Do género, ela passar o polegar três vezes seguidas no mamilo esquerdo e ele pensar “Ok, é agora”? E depois o pormenor do salto alto no duche! Eu preciso de usar o tapete de banho antes que escorregue e mande um tralho, mas esta menina, só para mostrar quem manda ali, não só toma banho sem tapete como também o faz com tacões de quinze centímetros em cada pé.
E da mesma maneira que eles têm que decorar os sinais para entrarem em cena, têm que decorar o texto do guião, que é complicadíssimo, também.
Para finalizar, queria só fazer a distinção entre um homem e uma mulher enquanto vêem pornografia. Enquanto o homem está mais atento a olhar para as maminhas da actriz, a namorada dele está mais preocupada na decoração do cenário, e a questionar-se se o sofá onde os actores se encontram foi adquirido no Ikea, e se ficará bem na sala dela.
Outra coisa a salientar nos filmes para adultos (para além das que já se salientam nos mesmos), são os nomes das actrizes. Faz parte da alínea c) do artigo 13º do protocolo dos Actores Crescidos, o facto de todas as actrizes terem que ter um nome começado pela letra K. Seja ele “Kassandra”, “Karina”, “Katia Vanessa” ou “Karmen”, tem, obrigatoriamente, que começar pela letra K.
Partindo para outro aspecto da indústria (uma vez que “partir” e “rebentar” são palavras-chave dentro da mesma), parto então agora para a história de um filme destes, propriamente dita. Há três tipos de filmes pornográficos: há aquele em que há uma turma de sete ou oito alunos, em que uma das alunas é rebelde, usa saias ao xadrez, curtinhas e justas às coxas, camisa branca, semi-transparente, sem deixar espaço para os mamilos respirarem, sem soutien e cuequinha de fio-dental, onde o professor a faz ficar na sala, depois da aula, a dar-lhe uma lição porque ela se portou mal; há aquele em que a cheerleader vem mais cedo do treino para o balneário, toda transpirada, e o professor de Educação Física, por acaso, estava lá à procura de qualquer coisa que deixou cair; e há aquele que começa com uma música de Jazz Fusão, enquanto uma latina toma banho na cabina de duche, de salto alto e porta aberta, enquanto esfrega, com água, a mesma parte do corpo repetidamente até escamar. Há, também, que questionar o facto de os actores comunicarem entre eles as deixas para entrarem em cena. Como é que será que o actor sabe o momento em que tem que entrar em cena? Será que eles combinam um código entre eles? Do género, ela passar o polegar três vezes seguidas no mamilo esquerdo e ele pensar “Ok, é agora”? E depois o pormenor do salto alto no duche! Eu preciso de usar o tapete de banho antes que escorregue e mande um tralho, mas esta menina, só para mostrar quem manda ali, não só toma banho sem tapete como também o faz com tacões de quinze centímetros em cada pé.
E da mesma maneira que eles têm que decorar os sinais para entrarem em cena, têm que decorar o texto do guião, que é complicadíssimo, também.
Para finalizar, queria só fazer a distinção entre um homem e uma mulher enquanto vêem pornografia. Enquanto o homem está mais atento a olhar para as maminhas da actriz, a namorada dele está mais preocupada na decoração do cenário, e a questionar-se se o sofá onde os actores se encontram foi adquirido no Ikea, e se ficará bem na sala dela.
Devia...
Devia ter-te agarrado bem,
bem no meio das minhas coxas,
fincado os pés nas tuas costas.
Devia ter parado esse teu vai-vem,
esse erotismo triste,
triste,
sulcado de um eminente ir,
ficavas num eterno vem,
num constante vir.
Devia...
bem no meio das minhas coxas,
fincado os pés nas tuas costas.
Devia ter parado esse teu vai-vem,
esse erotismo triste,
triste,
sulcado de um eminente ir,
ficavas num eterno vem,
num constante vir.
Devia...
10 agosto 2011
E que tal cada galho no seu macaco?
Como já devem ter percebido por alguns dos meus desabafos sou uma pila sensível e delicada, para além de hirta e firme quando toca a reunir.
Ora aqui há dias ouvi o coiso agarrado a mim a rir e tentei perceber do que falava, pois para além dos predicados acima também sou, como as melhores pilas, dotada de um refinado sentido de humor.
De resto, ainda ontem no urinol de um restaurante uma pila me contava que abraçou a carreira de palhaça porque sempre que as coisas agarradas às passarinhas a olhavam desatavam a rir e foi assim que a tal pila, nada curta de vistas, percebeu a sua verdadeira vocação e agora conta anedotas a todas as pilas que encontra. E eu, olhando para a minorca, percebi a piada toda da situação.
Por isso tentei perceber de que tratava a galhofa entre os coisos e com franqueza não lhes achei piada nenhuma, pois estavam alegremente a debater onde é que teria sido melhor nascer-lhes uma piroca, como se houvesse sítio melhor do que o real e, pior ainda, como se fossemos nós a nascer neles e não o contrário.
No meio da risota, a maioria defendia que na testa é que era bom, mas outros até se atreviam a sugerir as mãos ou os pés! As mãos ou os pés? Então e a pila andava aí a pisar tudo quanto é porcaria e (aí até dava jeito a algumas, coitadas) a ganhar calo? Ou a mexer em coisas sujas como o dinheiro e outras porcarias em que os coisos agarrados a nós chafurdam?
Às tantas chegou a vez do meu apêndice dar a sua opinião. E não é que o cabrão afirmou a pés juntos que bom era mesmo ter a piroca no queixo? Como se fosse uma barbicha badalo?
Como é possível que um coiso a quem tenho dado tantas alegrias onde estou possa achar que eu estaria melhor à vista de todos, ao pendurão como um chispe?
Pois eu acho é que o coiso agarrado a mim de cuja boca só saem disparates, essa verrugona, ficava melhor atarrachado aos tomates. Ou enfiado pela carola numa...
(Agora, com a fúria, varreu-se-me.)
Qual liberdade, marionetas?
Livres?
Nem os animais são livres!
Só é livre quem
não tem estômago.
Enquanto o nosso corpo
gradear a vida
para a manter dentro de nós
para que o coração
continue a palpitar
para que o sangue
continue a fluir nas veias
a vida há-de vingar-se
por a fazermos prisioneira
por a usarmos para animar
a nossa pobre carne
e continuará
a fazer de nós
escravos da nossa própria fome.
Nem os animais são livres!
Só é livre quem
não tem estômago.
Enquanto o nosso corpo
gradear a vida
para a manter dentro de nós
para que o coração
continue a palpitar
para que o sangue
continue a fluir nas veias
a vida há-de vingar-se
por a fazermos prisioneira
por a usarmos para animar
a nossa pobre carne
e continuará
a fazer de nós
escravos da nossa própria fome.
09 agosto 2011
«Meus olhos rasgam-se nus em ti.
Nu plácido desta página, o teu olhar é um incêndio que procura arder nas minhas savanas!...»
Luisa Demétrio Raposo
Nu plácido desta página, o teu olhar é um incêndio que procura arder nas minhas savanas!...»
[Blog Vermelho Canalha]
Luisa Demétrio Raposo
Há gajos que apenas têm um par de tomates no cérebro e uma pila a palpitar no peito enquanto o coração lhes bate nas cuecas. - by Charlie

- Padre, conheci-o na Tierra del Fuego, alí mesmo ao pé do Estreito de Magalhães. Ele é tão sedutor que cativa qualquer mulher num piscar de olhos ... aconteceu comigo e com centenas de lorpas e nos próximos anos, até ficar senil, caduco e impotente, acontecerá certamente com outras tantas, espalhadas pelos cinco continentes. Este Homo Erectus, à solta no mundo globalizado, é um perigo.
- Interessante, tive um paroquiano que apresentava a mesma sintomatologia mas o caso presente parece-me mais uma vítima da globalização. Provavelmente é viciado em Marketing Geográfico Estratégico e colecciona mapas com bandeirinhas. Simultaneamente, mantém-se em laboração contínua e faz pesquisa para escrever as memórias, subordinadas ao tema “TripAdvisor Global Fucking Genesis. É obra de Satanás ... esse homem orgasma-se a snifar planisférios.
- Mas eu sou católica e entendo a poligamia, travestida de poliamor, sem mútuo consentimento, uma situação abominável quando existe afecto, amor e partilha. No entanto, confesso que é simultaneamente um precedente motivador na medida em que todas NÓS, que lhe passámos pelas mãos, sonhávamos ser as eleitas, conscientes que teríamos as competências necessárias para contrariar o que está previamente estabelecido naquele cérebro compulsivo e diria até, patológico.
- Em suma, a mensagem que ele pretende transmitir às “potenciais clientes” é que largou a “fast food” para se dedicar exclusivamente ao prazer gourmet de degustar uma mulher única, inteligente e completa como a menina. Mas sabe que, mesmo com uma dieta eficaz, há sempre a tentação dos demónios proteicos, comercializados pelas multinacionais da indústria alimentar.
- Padre, se eu quisesse consultoria de culinária, em vez de me confessar, assistia a um workshop do Chakall.
- Minha querida, segundo as antigas escrituras, qualquer mulher ou homem pode ser vítima ou predador. Pelo que sei, no caso presente, ele passou de predador a vítima pois a estratégia de clandestinidade foi completamente desconstruída pelos atropelamentos e tropeções nos objectivos. Deus Nosso Senhor é grande e omnipresente...
- Embora possa soar paradoxal ou fatalista, a única garantia de um final feliz para um GRANDE amor, é interiorizar que o móbil do nosso desejo e admiração, sempre teve, tem e terá a covardia de ter despertado simultaneamente o amor em várias mulheres, sem nunca ter tido a intenção de amá-las. Estamos perante um aldrabão profissional, hábil desconstrutor da lógica emocional e malabarista das palavras que nos fode o corpo e a alma.
- Parece-me mais um caso de fé ... metaforicamente, podemos compará-lo aos feriados católicos. No ano em curso, há três ou quatro que são fixas e as restantes são móveis, consoante o calendário gregoriano.
- É um doente mental, até teve duas hérnias inguinais...
- Vê? Não era homem para si ... a menina vende saúde e ele não passa dum genérico rasca, fabricado num laboratório artesanal dos PALOP. A esta hora, está de quarentena com uma hérnia penial, um aneurisma na língua e míldio nos tomates. Para ser comido, só com grandes doses de sulfatagem, por se tornar um perigo para a saúde púbica.
- Mas eu sou católica e entendo a poligamia, travestida de poliamor, sem mútuo consentimento, uma situação abominável quando existe afecto, amor e partilha. No entanto, confesso que é simultaneamente um precedente motivador na medida em que todas NÓS, que lhe passámos pelas mãos, sonhávamos ser as eleitas, conscientes que teríamos as competências necessárias para contrariar o que está previamente estabelecido naquele cérebro compulsivo e diria até, patológico.
- Em suma, a mensagem que ele pretende transmitir às “potenciais clientes” é que largou a “fast food” para se dedicar exclusivamente ao prazer gourmet de degustar uma mulher única, inteligente e completa como a menina. Mas sabe que, mesmo com uma dieta eficaz, há sempre a tentação dos demónios proteicos, comercializados pelas multinacionais da indústria alimentar.
- Padre, se eu quisesse consultoria de culinária, em vez de me confessar, assistia a um workshop do Chakall.
- Minha querida, segundo as antigas escrituras, qualquer mulher ou homem pode ser vítima ou predador. Pelo que sei, no caso presente, ele passou de predador a vítima pois a estratégia de clandestinidade foi completamente desconstruída pelos atropelamentos e tropeções nos objectivos. Deus Nosso Senhor é grande e omnipresente...
- Embora possa soar paradoxal ou fatalista, a única garantia de um final feliz para um GRANDE amor, é interiorizar que o móbil do nosso desejo e admiração, sempre teve, tem e terá a covardia de ter despertado simultaneamente o amor em várias mulheres, sem nunca ter tido a intenção de amá-las. Estamos perante um aldrabão profissional, hábil desconstrutor da lógica emocional e malabarista das palavras que nos fode o corpo e a alma.
- Parece-me mais um caso de fé ... metaforicamente, podemos compará-lo aos feriados católicos. No ano em curso, há três ou quatro que são fixas e as restantes são móveis, consoante o calendário gregoriano.
- É um doente mental, até teve duas hérnias inguinais...
- Vê? Não era homem para si ... a menina vende saúde e ele não passa dum genérico rasca, fabricado num laboratório artesanal dos PALOP. A esta hora, está de quarentena com uma hérnia penial, um aneurisma na língua e míldio nos tomates. Para ser comido, só com grandes doses de sulfatagem, por se tornar um perigo para a saúde púbica.
Ancas
Gosto dos teus braços
caídos sobre mim,
das tuas pernas
enjaulando as minhas ancas;
gosto de ti, assim:
quando sem palavras,
enterras a tua vida
no ondear subtil de mim.
Aí, o horizonte - ainda -
é azul.
Poesia de Paula Raposo
08 agosto 2011
A posta nas decisões marginais
Descobriram meia dúzia de armas, provavelmente pertencentes a um filho emigrado, em casa de uma sexagenária e o juiz entendeu aplicar-lhe prisão preventiva.
O autor confesso de andar a fotografar miúdas nuas entre os oito e os doze anos de idade, alunas da escola onde o bandalho era o porteiro, e que possivelmente terá abusado de algumas crianças foi igualmente apanhado e o juiz aplicou a prisão domiciliária.
Se a medida em causa é uma espécie de bitola do grau de gravidade da violação da lei e for consensual que é melhor estar preso na própria casa do que numa penitenciária qualquer é fácil perceber que para os tribunais é mais ameaçadora para a sociedade uma sexagenária com armas em casa, mesmo não sabendo sequer como usá-las, do que um badalhoco que não hesita em usar a sua, a função de porteiro numa escola, para se aproveitar de crianças no deleite bizarro de qualquer porco com sérias perturbações mentais.
Aqui parece-me existir uma dúvida no ar: ou a pedofilia não é uma doença e os bandalhos devem ser encarcerados, sem excepções, para protecção das crianças ou, antes pelo contrário, estamos perante um problema de saúde pública e a pessoa doente deve ser de imediato confinada a um hospital psiquiátrico.
Por outro lado existe também a dúvida acerca da regulação da balança que a Justiça deve simbolizar, pois o peso parece pender de forma sistemática para o lado oposto daquele que o senso comum da população aponta.
Não gosto da ideia de a minha vizinha do segundo ter o guarda-fatos atulhado de espingardas, admito. E gostaria que os agentes da autoridade lhe confiscassem tal mercadoria para segurança de todos, embora seja inadmissível para mim vê-la presa por guardar pertences de outrem, sobretudo de um filho a quem custa sempre dizer não e no caso concreto até pode estar em causa o instinto maternal de evitar complicações legais à sua cria.
Contudo, a ideia de ter um vizinho qualquer, pedófilo assumido, “aprisionado” na sua fracção do mesmo condomínio onde mora a minha filha é simplesmente insuportável e só fico a torcer para que se tal acontecer ninguém me identifique o canalha.
A opinião de um cidadão vale o que vale, mas esta é a minha.
A Justiça em Portugal parece estar a viver um período de desnorte que se reflecte na própria conduta pessoal de alguns juízes e de aspirantes à função mas se faz sentir de forma estrondosa nesta divergência crescente entre as decisões dos magistrados e a sensibilidade da população que ali representam.
E qualquer defensor do Estado de Direito não pode, a menos que se queira enganar a si próprio, fazer de conta que não sabe que ao desacerto e à brandura excessiva da Justiça acaba por corresponder um aumento exponencial da probabilidade de se multiplicarem os casos de justiça pelas próprias mãos que, mais do que pela sede de vingança, nascem pela necessidade de percepção de segurança para a qual as decisões estapafúrdias e desadequadas constituem uma das mais concretas ameaças.
Placebo de paixão
E eis que vejo
que a lado nenhum pertenço,
sem nada meu, apenas este desejo
sempre demasiado intenso,
esta fome de saudade murcha.
Saudade de quê? Saudade de quem?
Não tem alguém, não perde ninguém,
não pinta, só mancha.
E eis que vejo e prevejo
o vazio imenso em mim a crescer,
pois que tanto me despejo
que nada me pode encher,
esta febre de vontade queima.
Vontade de quê? Vontade de quem?
Não aquece ninguém? Não aquece alguém,
não arde, só chama.
E eis que me vejo
lasciva, um corpo de mão em mão.
Amantes? Um cortejo,
são placebo da tua paixão.
que a lado nenhum pertenço,
sem nada meu, apenas este desejo
sempre demasiado intenso,
esta fome de saudade murcha.
Saudade de quê? Saudade de quem?
Não tem alguém, não perde ninguém,
não pinta, só mancha.
E eis que vejo e prevejo
o vazio imenso em mim a crescer,
pois que tanto me despejo
que nada me pode encher,
esta febre de vontade queima.
Vontade de quê? Vontade de quem?
Não aquece ninguém? Não aquece alguém,
não arde, só chama.
E eis que me vejo
lasciva, um corpo de mão em mão.
Amantes? Um cortejo,
são placebo da tua paixão.
Quem disse que a Matemática não é nada erótica?
A divina proporção, ou razão de ouro, caracteriza uma relação de dimensões que provoca uma sensação de agrado e equilíbrio.
Foi frequentemente utilizada na arte, em particular no Renascimento.
É definida algebricamente como:

Aqui está um belo exemplo desta relação:
Fonte: The United Persons
E para tarados pela Matemática, como o engenheiro Lourencinho, que me enviou isto: Metamath Proof Explorer
Foi frequentemente utilizada na arte, em particular no Renascimento.
É definida algebricamente como:

Aqui está um belo exemplo desta relação:
(esta imagem em ponto grande)
Fonte: The United Persons
E para tarados pela Matemática, como o engenheiro Lourencinho, que me enviou isto: Metamath Proof Explorer
07 agosto 2011
Corpo de madeira
Eu não posso escrever poemas
eu não escrevo poemas
só algumas meras linhas
com algumas, umas poucas, rimas
que formam um corpo inerte
apenas um corpo inerte
como um Geppetto que, por amor,
(só por amor)
molda o seu Pinóquio de fria madeira
e triste, sozinho, espera
que lhe chegue a vida, o calor,
pediu-os, à noite, a uma estrela cadente.
Mais, eu nem sequer posso pedir
vida para o corpo das minhas linhas
não é coisa que se peça, o vosso sentir
ou bem que sentem, ou bem que não sentem
os olhos do peito alheio nunca mentem
e o corpo do meu boneco de madeira,
frio, sem vida, espera
entrar, pelos olhos, num peito
apenas dessa maneira
será vivo e poema completo
o filho destas mãos de Geppetto.
eu não escrevo poemas
só algumas meras linhas
com algumas, umas poucas, rimas
que formam um corpo inerte
apenas um corpo inerte
como um Geppetto que, por amor,
(só por amor)
molda o seu Pinóquio de fria madeira
e triste, sozinho, espera
que lhe chegue a vida, o calor,
pediu-os, à noite, a uma estrela cadente.
Mais, eu nem sequer posso pedir
vida para o corpo das minhas linhas
não é coisa que se peça, o vosso sentir
ou bem que sentem, ou bem que não sentem
os olhos do peito alheio nunca mentem
e o corpo do meu boneco de madeira,
frio, sem vida, espera
entrar, pelos olhos, num peito
apenas dessa maneira
será vivo e poema completo
o filho destas mãos de Geppetto.
«Nem tudo o que parece é» - por Rui Felício

O Calado, o Estrela, o Serginho e eu, já estávamos em Mira há uns dias no Parque de Campismo, naquele Agosto de 1964. Num casarão da vila pernoitava um grupo de jovens francesas com quem já tínhamos travado conhecimento e que às vezes vinham até à nossa tenda ao final do dia, para conversar, beber uns copos e ouvir umas violadas que o Calado e o Estrela tocavam a acompanhar fados de Coimbra.
Era o prenúncio, o início de futuros namoricos de verão em que a praia de Mira era fértil na época de veraneio.
Na tenda ao lado, que dela parecia fazer sua residência habitual, estava um sujeito carrancudo e triste, talvez dos seus quarenta anos, que nos cumprimentava pela manhã, quase de fugida e com quem nunca chegámos a estabelecer nenhuma aproximação ou contacto mais chegado. Fosse pela sua idade ou pela sua patente timidez, as conversas entre nós resumiam-se aos protocolares bons dias ou boas noites de manhã e ao anoitecer.
De soslaio, às vezes reparávamos como ele nos observava quando as francesas abancavam à entrada da nossa tenda, denotando um ar de pena, ou se calhar de inveja, por não ter a seu lado, como nós tínhamos, uma daquelas miúdas joviais, bem dispostas e bonitas.
No silêncio de certa madrugada, o Calado acordou-nos, fazendo-nos sinal com o dedo junto ao nariz, para não fazermos barulho e escutarmos os ruídos que vinham de dentro da tenda do nosso estranho vizinho.
Ouvíamos a voz cava e rouca sussurrada do homem, em gemidos e palavras ininteligíveis , e, para nosso espanto, uma voz feminina corresponder-lhe com sons guturais, entrecortados por repetidas exclamações de “Je t’aime” e “mon amour”.
Olhámos espantados uns para os outros em silêncio. Nem queríamos acreditar que aquele homem desinteressante, algo antipático e excessivamente tímido e envergonhado estivesse com uma miúda francesa na tenda, aparentemente a fazerem amor! Para mais, naquela época, em que passar além de uns fugazes beijos era quase inconcebível!
A verdade é que o que estávamos a ouvir era indubitavelmente a voz grossa e cheia do homem, que aliás já bem conhecíamos, e a delicada, doce e inconfundível voz feminina de uma mulher jovem. Francesa, por certo, a avaliar pelas interjeições que por vezes conseguíamos identificar.
Ficámos de atalaia até ao alvorecer. Queríamos ver a miúda sair da tenda. Mas qual quê!
O homem saiu, deu-nos os bons dias e foi à sua vida. Quando ele desapareceu por entre o arvoredo, espreitámos e não havia nenhuma mulher dentro da tenda!
Viemos a saber dias mais tarde que o homem actuava em festas de aldeia.
Era ventríloquo e engendrou aquela teatrice para nos fazer crer que também ele era capaz de engatar uma miúda...
Rui Felicio
Blog Encontro de Gerações

06 agosto 2011
Anoitecer
Enquanto
Enquanto dura a loucura
que dure, perdure
e que não se perca por aí.
Enquanto a loucura
dura, firme eu nem um rochedo,
lavem-me as lágrimas,
dispam-me os preconceitos,
acariciem-me.
Enquanto isso dura (a loucura?)
deixem-me um poema
na caixa do correio.
Poesia de Paula Raposo
«O encanto feminino» de Manoel de Sousa Pinto (ca. 1920)
Os livros do Povo - Noções de tudo.
Nº 13 - 5 centavos (50 réis).
8ª secção - arte e literatura.
Estudo sobre a mulher.
Alguns excertos, ao acaso pelas 64 páginas deste pequeno grande livro:
"A mulher é a flor da vida. Cabe-lhe, como à flor, um duplo papel decorativo e oloroso".
"Pode viver-se longe das mulheres e, como ídolos sujeitos a fraquezas, elas só teem, muitas vezes, a lucrar com a falta de assiduidade dos seus devotos."
"Segundo o professor Hallé, a mulher representa a parte nervosa da humanidade e o homem a parte muscular."
"Já alguém a definiu [à mulher] como um regaço servido por órgãos."
"«O dever da mulher é a beleza», disse Renan. Já antes dêle, Chamfort declarara que «as mulheres só precisam de sêr belas»."
"(...) a mulher é «o mais belo defeito da criação»."
"Que deve saber a mulher? Muito? Pouco? Coisa nenhuma? Ruskin respondeu: «quanto baste para compreender o marido»."
Nº 13 - 5 centavos (50 réis).
8ª secção - arte e literatura.
Estudo sobre a mulher.
Alguns excertos, ao acaso pelas 64 páginas deste pequeno grande livro:
"A mulher é a flor da vida. Cabe-lhe, como à flor, um duplo papel decorativo e oloroso".
"Pode viver-se longe das mulheres e, como ídolos sujeitos a fraquezas, elas só teem, muitas vezes, a lucrar com a falta de assiduidade dos seus devotos."
"Segundo o professor Hallé, a mulher representa a parte nervosa da humanidade e o homem a parte muscular."
"Já alguém a definiu [à mulher] como um regaço servido por órgãos."
"«O dever da mulher é a beleza», disse Renan. Já antes dêle, Chamfort declarara que «as mulheres só precisam de sêr belas»."
"(...) a mulher é «o mais belo defeito da criação»."
"Que deve saber a mulher? Muito? Pouco? Coisa nenhuma? Ruskin respondeu: «quanto baste para compreender o marido»."
05 agosto 2011
A dois tempos
Enfrenta corajosa o frio dos lençóis e aguenta o primeiro arrepio com que podes contar.
Abre os olhos para me veres entrar e abre os braços dessa pele que me reclama, ouve a voz com que ela me chama, sereia, tão perto do ouvido a boca que incendeia tudo aquilo que nos faz nessa altura.
Sente o calor que contraria a madrugada que lá fora está gelada mas o Inverno aqui acabou quando o inferno se instalou entre as pernas com que me envolves agora e o teu corpo já desespera pelo contacto total, a nossa pele em aquecimento global e os lábios arrastados pelo corpo já semeiam beijos como acendalhas numa lareira que vejo reflectida no teu olhar.
Esse brilho que faz prenunciar a entrega do sol nas minhas mãos, esse corpo feitiço que me envolve num abraço que magia alguma consegue reproduzir.
Tudo aquilo que nos fazemos sentir enquanto te toco aqui e além, enquanto me puxas para ti e me dizes vem por entre o som ofegante da tua respiração e eu possuo o teu coração em simultâneo com o resto desse corpo dedicado em exclusivo ao prazer que te dou. Desse rosto iluminado pelo sorriso que me encantou quando me aceitaste, anfitriã, madrugada quase manhã, onde mais me apeteceu porque me dissestesou toda tua.
A verdade toda nua, estampada no grito que ecoou na madrugada quando ambos zarpámos para uma terra distante onde a luz explode em mil cores e o silêncio se pinta de outros tons que são a loucura dos nossos sons misturados na paleta que coloriu os lençóis que agora ensopamos com o amor que transpiramos a dois.
Enfrenta corajosa o calor que agora emana deste forno, desta cama, e aguenta o desafio que te quero lançar.
Abre o peito para me sentires entrar, outra vez, neste leito de um rio que desfez (com a enxurrada pelos nossos corpos libertada) as margens de manobra para quaisquer hesitações e transbordou para os corações e afogou mesmo à beira da foz o medo de enfrentar a tormenta de um mar sem fim, dentro de nós, incontrolável, que é a imagem do futuro de um amor assim, interminável, que requer tanta coragem e um querer muito forte, abraçado ao longo desta viagem à sorte e sem destino traçado, aleatória, predominantemente emocional.
E constrói comigo uma história de amor imensa, tão resistente, tão intensa, que a acreditemos (nos sonhos secretos que alimentamos) necessariamente imortal.
A prostituta azul (XV) - Filhos desiguais
Sou apenas uma rapariga
que gosta de cor-de-rosa
o meu vestido tem a cor da pele
que já não posso despir
porque nesta estranha Terra
os homens que violam os nossos filhos
são filhos de outras mães, mães como nós
mães vestidas de cor-de-rosa
quando embalaram os seus tesouros
Sou apenas uma rapariga
vestida de cor-de-rosa
o meu corpo tem a cor da alma
que já não sei encontrar
porque neste estranho colo
entraram desiguais filhos
de mães sempre iguais
(falo de Mães, não de mães)
e, quero acreditar, talvez estes filhos
não violem outros filhos
se me puderem violar.
que gosta de cor-de-rosa
o meu vestido tem a cor da pele
que já não posso despir
porque nesta estranha Terra
os homens que violam os nossos filhos
são filhos de outras mães, mães como nós
mães vestidas de cor-de-rosa
quando embalaram os seus tesouros
Sou apenas uma rapariga
vestida de cor-de-rosa
o meu corpo tem a cor da alma
que já não sei encontrar
porque neste estranho colo
entraram desiguais filhos
de mães sempre iguais
(falo de Mães, não de mães)
e, quero acreditar, talvez estes filhos
não violem outros filhos
se me puderem violar.
Um cu que é uma obra de arte!

Insolente e impúdico, misterioso e exposto, o "Cu da Sé" é um dos ex-libris da Guarda e encontra-se, muito a propósito, nas traseiras da Sé Catedral desta cidade, conhecida como a cidade dos 5 Fs. Virado para o Este, este par de glúteos pétreos é um sinal do secular apreço que as gentes da raia lusitana tinham para com os súbditos de Castela que, da linha do horizonte, espreitavam maliciosamente.
Este cu foi precisamente um dos elementos que o artista guardense Daniel Martins escolheu para integrar o seu projecto "Laboratorium Bento Miguel", onde procura recuperar e incorporar elementos de memória colectiva numa colecção que pretende ao mesmo tempo ser educativa.


Envolvido por uma frase extraída de uma medieva canção de amigo, que a generalidade das opiniões atribui a D. Sancho I, este cu é também ele um traseiro Forte porque resistiu estoicamente ao passar dos séculos, Farto porque se apresenta bem torneado, Frio como a pedra que lhe dá forma, Fiel porque mantém, pelo seu desprezo em relação a Castela, a fidelidade à Pátria Lusa e Formoso porque, diga-se em abono da verdade, é um cuzinho bem jeitoso.
Foto por: Bruno Henrique P.G.
04 agosto 2011
verde-código-verde
Passou o produto no leitor de códigos de barras, ouviu o sinal sonoro da introdução do preço na conta do cliente, olhou para o tapete rolante vazio à sua direita e, esforçando-se por mostrar um sorriso, ainda que tristonho e cansado, perguntou se era tudo. O cliente acenou que sim com a cabeça e fez um ligeiro trejeito com os lábios. A mulher perguntou-lhe se tinha cartão de cliente. O homem estendeu a mão e deu-lho juntamente com o cartão de Multibanco e um papel que dava desconto. Ela usou-os, anunciou o valor a pagar, carregou na tecla que fechava a conta e, sem qualquer comentário ou gesto supérfluo, fez a operação de cobrança que o homem concluiu com o verde-código-verde habitual. Ele agarrou nos sacos de plástico com a mão esquerda e ela deu-lhe a conta e um desconto em combustível que ele segurou com a mão direita. Desejaram-se mutuamente boa tarde, cruzando os olhares uma fracção de segundo mais do que o normal e pensando ambos, naquele instante antes de o homem seguir carregando os sacos e a mulher recomeçar a passar produtos no leitor de códigos de barras, que a tarde seria boa se a passassem juntos.
Como lidar com elas?
Manual de Instruções das Mulheres (Para Homens)
Pré-Introdução: Ao longo dos anos tenho vindo a entender e a compreender a linguagem das mulheres, tanto corporal como o vocabulário que só elas sabem utilizar, mas que com um bocadinho de jeito, nós, homens, também podemos compreender. Não fique decepcionado se não as entender à primeira, elas próprias, às vezes, ficam confusas com elas mesmas.
Introdução: Este "manual de instruções" tem a finalidade de ensinar os homens a compreender e a tratar uma mulher. Tudo o que está prestes a ler foi escrito por mim, Ricardo Esteves, por isso é 100% fiável.
1) Abordar uma Rapariga/Mulher
As mulheres, ao contrário dos homens, gostam de ser respeitadas. O tipo que chega ao pé do balcão, num bar, e lhe diz em voz alta que ela é toda grossa, só tem 10% de probabilidade de vir a ter uma relação com ela e 90% de probabilidade de levar um chapadão. Além disso, a única coisa grossa que lá está é a terceira perna dele. Em vez disso, as raparigas/mulheres preferem uma abordagem mais sensível, delicada ou até cómica. Não se baseiem em frases-tipo para tentar conseguir a atenção delas. As mulheres gostam de originalidade e de criatividade, como, aliás, qualquer pessoa.
NOTA: As mulheres detestam homens que acham que engatam qualquer uma.
DICA: Estudem primeiro o ambiente e com quem ela está. Não vão querer ter que lidar com o namorado de 2,10m dela depois de terem fracassado em conseguir a atenção dela.
2) Ter uma Conversa Decente e Produtiva
Ninguém gosta daquelas conversas secas e paradas e uma mulher gosta de um homem que lhe saiba dar conversa. No entanto, não se trata de conversa "barata" ou de assuntos desinteressantes. Naturalmente, os homens e as mulheres têm preferência por assuntos divergentes, como acontece de igual forma entre as próprias mulheres e entre os próprios homens. No entanto, há que saber respeitar e aprender a gostar dos temas que cada um aprecia, sendo essa uma das principais "chaves" para uma boa relação a dois (ou a três). Concluindo, os homens devem saber ouvir com atenção o que as mulheres têm para dizer. Até pode não interessar minimamente, mas é o princípio do respeito que conta. Além disso, quando nós, homens, estamos bêbedos, são elas que nos ouvem a falar do quão ridículo é o novo acordo ortográfico ou a explicar porque é que achamos que a CIA nos anda a espiar com um satélite.
NOTA: Usar esta instrução com o máximo de precaução.
DICA: As mulheres conseguem perceber se vocês estão realmente interessados na conversa ou se estão a fingir para lhes saltarem à cueca, por isso não se armem em espertinhos.
3) "Como foi o teu dia?"
Esta simples pergunta vale mais que ouro. Mostrar interesse pelas actividades dela é tão ou mais importante para ela do que é para nós ter cuidado ao fecharmos a braguilha. Por outro lado, mostra que somos atenciosos e dedicados à relação, assim como nos afasta do ideal de "homem egoísta e egocêntrico" que não agrada a fêmea nenhuma.
NOTA: Cuidado ao fazer esta pergunta. Dependendo de algumas mulheres, a resposta pode não ter fim.
DICA: Não perguntem isto só por perguntar.
4) Ganhar a Confiança Dela
Ganhar a confiança de uma mulher não é tarefa fácil, nem tem que ser. As mulheres não dão confianças a qualquer um, ao contrário do que os homens fazem com qualquer mulher. Para ganhar a confiança de uma mulher há que transmitir também confiança para connosco próprios, mostrar que elas, para nós, interessam e valem a pena. Há que partilhar também informação mais pessoal, tal como episódios que tenham acontecido na nossa vida que não contemos a "qualquer uma". Para além disso, há que provar, através de outros casos, que nós próprios somos, de facto, de confiança, e que merecemos a confiança delas.
NOTA: Aproveite enquanto tem a confiança de uma mulher. Uma vez perdida, é irrecuperável.
5) Transmitir-lhe Interesse
Transmitir interesse a uma mulher de forma a que ela se sinta atraída por nós também requer algum cuidado (ora, disparate, as mulheres requerem mil e um cuidados a toda a hora). Para que tal aconteça, é necessário haver alguma preocupação não só com a nossa aparência e higiene mas também com a nossa boca. O que dizemos conta muito e com as mulheres, estamos a ser avaliados a cada segundo. Cada segundo conta e cada palavra conta ainda mais. Há que ter cuidado com o que se diz, e para isso sugiro que pensem melhor antes de abrir a boca e pensem pelo menos 10 vezes antes de comentarem o decote dela.
NOTA: Ganhar o interesse de uma mulher leva tempo e não se limita ao que acabei de dizer. Envolve muitas outras coisas, coisas essas que são relativas dependendo no tipo de situação em que se encontram.
DICA: Ganhar o interesse de uma mulher não requer apenas estar calado e não mandar bocas porcas, mas ajuda.
6) Mensagens de "Bom Dia"
Qualquer rapariga adora acordar com uma mensagem de bons-dias e a perguntar se dormiu bem. Qualquer pessoa gosta de se sentir desejada logo pela manhã, sentir que acordou para alguém e que há uma razão para estar viva. Este pequeno gesto pode fazer o dia dela.
DICA: Se sonharam com ela e não foi um sonho porco, digam-lhe, já vale alguns pontitos.
7) Ser Delicado
Cuidado com as piadinhas e com os elogios exagerados. Ninguém gosta de se sentir constrangido por ser elogiado em demasia. Uma rapariga prefere um "és linda" ou "quando é que páras de ser perfeita?" a um "és toda boa" ou a um "comia-te toda". A delicadeza é o que faz das mulheres mulheres, e é o que leva muitas delas a preferirem estar com outras mulheres a estarem com homens. Por isso, meus caros, deixem de ter vergonha por serem sensíveis. Há os que fingem serem fortes e intocáveis com receio de parecerem maricas aos olhos de outros homens, mas quem estão a tentar impressionar é uma mulher e não um homem. Quem quer impressionar outros homens são os verdadeiros maricas, por isso deixem-se de merdas.
8) Opinar e Debater Temas Interessantes
As mulheres gostam de um homem culto, inteligente e decidido, o que faz dele interessante. Discutir temas interessantes mantendo uma opinião sensata e ajuizada só vos fará subir na consideração delas.
DICA: O Aquecimento Global não é de todo interessante.
9) Superioridade
Há, de facto, algumas mulheres que gostam de se sentir "comandadas" pelos homens a fim de sentirem mais segurança. Na verdade, o mundo é mesmo assim - os homens são mais fortes, tanto sentimental como fisicamente, e as mulheres têm mais destreza: são mais delicadas e sensíveis. Uma mulher deve ser forte e aguentar tanto como um homem a nível sentimental, mas nunca esquecer que estamos lá também para as proteger. As mulheres aceitam o facto de serem menos resistentes nalgumas coisas porque sabem que são mais inteligentes que nós, e é assim que uma sociedade se equilibra. No entanto, não se armem em senhores do poder. Envolverem-se numa briga "porque sim" não vos leva a lado nenhum (ou o mais longe que vos leva é ao hospital). A maioria das mulheres detesta violência, precisamente porque se trata de algo bárbaro e primitivo, irracional e despropositado. Alguém sensato e perspicaz manter-se-ia afastado de conflitos, tanto físicos como verbais. Não queiram, também, serem vocês a governar tudo, até porque se o fizessem ia dar mau resultado, de certeza. Basta ver quem manda no mundo para perceberem aonde quero chegar. Deixem ser elas a tomar algumas decisões e pela vossa rica saúde, perguntem-lhes primeiro por uma opinião e por conselhos antes de se meterem nalguma coisa!
10) Sejam Românticos
Ser romântico não significa ser lamechas. Não sejam lamechas porque isso é simplesmente foleiro. Esqueçam tudo o que sabem sobre as "flores que andam" e sobre os "olhos lindos como o cristal" porque isso só vos vai fazer cair no ridículo e descer a vossa dignidade aos olhos de toda a gente. Em vez disso, limitem-se a ser cavalheiros, maduros, responsáveis, bem educados e a ter maneiras. Concentrem-se na maturidade, coisa que uma mulher tanto deseja num homem. Puxar uma cadeira atrás, ir buscar qualquer coisa por ela, não mastigar a comida de boca aberta, não falar de boca cheia, sorrir, fazer uma festa na mão delas ou dar um beijo na testa, oferecer uma prenda inesperada, preparar uma refeição ou levá-la a jantar fora ou ao cinema só irá marcar pontos atrás de pontos.
NOTA e DICA: Não se concentrem nos pontos, a ideia não é essa. O amor pode ser um jogo mas acima disso, é um ideal de união e de bem-estar que tem que ser respeitado por ambos. Não pensem "nos pontos" enquanto fazem coisas boas, mas sim no facto de as estarem a fazer felizes.
Conclusão:
O amor, ao fim ao cabo, é um jogo. Este "manual" serviu para ensinar a compreender melhor o mundo das mulheres que, basicamente, não é muito diferente do nosso. Para compreender uma mulher há que ser sensível e puxar um bocadinho pela cabeça. Há, de facto, as mais complicadas, mas na generalidade, entender o mundo delas só requer alguma sensibilidade e pormo-nos no lugar delas. As mulheres são seres humanos, e não máquinas super complicadas que funcionam à base de ciência nuclear. Como tal, sendo nós, homens, também humanos, só temos que pensar um bocadinho e perceber o melhor que há a fazer. Estas foram apenas algumas dicas para vos orientar. Cada mulher é diferente e única à sua maneira, por isso o resto é convosco. Boa sorte.
Ricardo Esteves, 17 anos.
Pré-Introdução: Ao longo dos anos tenho vindo a entender e a compreender a linguagem das mulheres, tanto corporal como o vocabulário que só elas sabem utilizar, mas que com um bocadinho de jeito, nós, homens, também podemos compreender. Não fique decepcionado se não as entender à primeira, elas próprias, às vezes, ficam confusas com elas mesmas.
Introdução: Este "manual de instruções" tem a finalidade de ensinar os homens a compreender e a tratar uma mulher. Tudo o que está prestes a ler foi escrito por mim, Ricardo Esteves, por isso é 100% fiável.
1) Abordar uma Rapariga/Mulher
As mulheres, ao contrário dos homens, gostam de ser respeitadas. O tipo que chega ao pé do balcão, num bar, e lhe diz em voz alta que ela é toda grossa, só tem 10% de probabilidade de vir a ter uma relação com ela e 90% de probabilidade de levar um chapadão. Além disso, a única coisa grossa que lá está é a terceira perna dele. Em vez disso, as raparigas/mulheres preferem uma abordagem mais sensível, delicada ou até cómica. Não se baseiem em frases-tipo para tentar conseguir a atenção delas. As mulheres gostam de originalidade e de criatividade, como, aliás, qualquer pessoa.
NOTA: As mulheres detestam homens que acham que engatam qualquer uma.
DICA: Estudem primeiro o ambiente e com quem ela está. Não vão querer ter que lidar com o namorado de 2,10m dela depois de terem fracassado em conseguir a atenção dela.
2) Ter uma Conversa Decente e Produtiva
Ninguém gosta daquelas conversas secas e paradas e uma mulher gosta de um homem que lhe saiba dar conversa. No entanto, não se trata de conversa "barata" ou de assuntos desinteressantes. Naturalmente, os homens e as mulheres têm preferência por assuntos divergentes, como acontece de igual forma entre as próprias mulheres e entre os próprios homens. No entanto, há que saber respeitar e aprender a gostar dos temas que cada um aprecia, sendo essa uma das principais "chaves" para uma boa relação a dois (ou a três). Concluindo, os homens devem saber ouvir com atenção o que as mulheres têm para dizer. Até pode não interessar minimamente, mas é o princípio do respeito que conta. Além disso, quando nós, homens, estamos bêbedos, são elas que nos ouvem a falar do quão ridículo é o novo acordo ortográfico ou a explicar porque é que achamos que a CIA nos anda a espiar com um satélite.
NOTA: Usar esta instrução com o máximo de precaução.
DICA: As mulheres conseguem perceber se vocês estão realmente interessados na conversa ou se estão a fingir para lhes saltarem à cueca, por isso não se armem em espertinhos.
3) "Como foi o teu dia?"
Esta simples pergunta vale mais que ouro. Mostrar interesse pelas actividades dela é tão ou mais importante para ela do que é para nós ter cuidado ao fecharmos a braguilha. Por outro lado, mostra que somos atenciosos e dedicados à relação, assim como nos afasta do ideal de "homem egoísta e egocêntrico" que não agrada a fêmea nenhuma.
NOTA: Cuidado ao fazer esta pergunta. Dependendo de algumas mulheres, a resposta pode não ter fim.
DICA: Não perguntem isto só por perguntar.
4) Ganhar a Confiança Dela
Ganhar a confiança de uma mulher não é tarefa fácil, nem tem que ser. As mulheres não dão confianças a qualquer um, ao contrário do que os homens fazem com qualquer mulher. Para ganhar a confiança de uma mulher há que transmitir também confiança para connosco próprios, mostrar que elas, para nós, interessam e valem a pena. Há que partilhar também informação mais pessoal, tal como episódios que tenham acontecido na nossa vida que não contemos a "qualquer uma". Para além disso, há que provar, através de outros casos, que nós próprios somos, de facto, de confiança, e que merecemos a confiança delas.
NOTA: Aproveite enquanto tem a confiança de uma mulher. Uma vez perdida, é irrecuperável.
5) Transmitir-lhe Interesse
Transmitir interesse a uma mulher de forma a que ela se sinta atraída por nós também requer algum cuidado (ora, disparate, as mulheres requerem mil e um cuidados a toda a hora). Para que tal aconteça, é necessário haver alguma preocupação não só com a nossa aparência e higiene mas também com a nossa boca. O que dizemos conta muito e com as mulheres, estamos a ser avaliados a cada segundo. Cada segundo conta e cada palavra conta ainda mais. Há que ter cuidado com o que se diz, e para isso sugiro que pensem melhor antes de abrir a boca e pensem pelo menos 10 vezes antes de comentarem o decote dela.
NOTA: Ganhar o interesse de uma mulher leva tempo e não se limita ao que acabei de dizer. Envolve muitas outras coisas, coisas essas que são relativas dependendo no tipo de situação em que se encontram.
DICA: Ganhar o interesse de uma mulher não requer apenas estar calado e não mandar bocas porcas, mas ajuda.
6) Mensagens de "Bom Dia"
Qualquer rapariga adora acordar com uma mensagem de bons-dias e a perguntar se dormiu bem. Qualquer pessoa gosta de se sentir desejada logo pela manhã, sentir que acordou para alguém e que há uma razão para estar viva. Este pequeno gesto pode fazer o dia dela.
DICA: Se sonharam com ela e não foi um sonho porco, digam-lhe, já vale alguns pontitos.
7) Ser Delicado
Cuidado com as piadinhas e com os elogios exagerados. Ninguém gosta de se sentir constrangido por ser elogiado em demasia. Uma rapariga prefere um "és linda" ou "quando é que páras de ser perfeita?" a um "és toda boa" ou a um "comia-te toda". A delicadeza é o que faz das mulheres mulheres, e é o que leva muitas delas a preferirem estar com outras mulheres a estarem com homens. Por isso, meus caros, deixem de ter vergonha por serem sensíveis. Há os que fingem serem fortes e intocáveis com receio de parecerem maricas aos olhos de outros homens, mas quem estão a tentar impressionar é uma mulher e não um homem. Quem quer impressionar outros homens são os verdadeiros maricas, por isso deixem-se de merdas.
8) Opinar e Debater Temas Interessantes
As mulheres gostam de um homem culto, inteligente e decidido, o que faz dele interessante. Discutir temas interessantes mantendo uma opinião sensata e ajuizada só vos fará subir na consideração delas.
DICA: O Aquecimento Global não é de todo interessante.
9) Superioridade
Há, de facto, algumas mulheres que gostam de se sentir "comandadas" pelos homens a fim de sentirem mais segurança. Na verdade, o mundo é mesmo assim - os homens são mais fortes, tanto sentimental como fisicamente, e as mulheres têm mais destreza: são mais delicadas e sensíveis. Uma mulher deve ser forte e aguentar tanto como um homem a nível sentimental, mas nunca esquecer que estamos lá também para as proteger. As mulheres aceitam o facto de serem menos resistentes nalgumas coisas porque sabem que são mais inteligentes que nós, e é assim que uma sociedade se equilibra. No entanto, não se armem em senhores do poder. Envolverem-se numa briga "porque sim" não vos leva a lado nenhum (ou o mais longe que vos leva é ao hospital). A maioria das mulheres detesta violência, precisamente porque se trata de algo bárbaro e primitivo, irracional e despropositado. Alguém sensato e perspicaz manter-se-ia afastado de conflitos, tanto físicos como verbais. Não queiram, também, serem vocês a governar tudo, até porque se o fizessem ia dar mau resultado, de certeza. Basta ver quem manda no mundo para perceberem aonde quero chegar. Deixem ser elas a tomar algumas decisões e pela vossa rica saúde, perguntem-lhes primeiro por uma opinião e por conselhos antes de se meterem nalguma coisa!
10) Sejam Românticos
Ser romântico não significa ser lamechas. Não sejam lamechas porque isso é simplesmente foleiro. Esqueçam tudo o que sabem sobre as "flores que andam" e sobre os "olhos lindos como o cristal" porque isso só vos vai fazer cair no ridículo e descer a vossa dignidade aos olhos de toda a gente. Em vez disso, limitem-se a ser cavalheiros, maduros, responsáveis, bem educados e a ter maneiras. Concentrem-se na maturidade, coisa que uma mulher tanto deseja num homem. Puxar uma cadeira atrás, ir buscar qualquer coisa por ela, não mastigar a comida de boca aberta, não falar de boca cheia, sorrir, fazer uma festa na mão delas ou dar um beijo na testa, oferecer uma prenda inesperada, preparar uma refeição ou levá-la a jantar fora ou ao cinema só irá marcar pontos atrás de pontos.
NOTA e DICA: Não se concentrem nos pontos, a ideia não é essa. O amor pode ser um jogo mas acima disso, é um ideal de união e de bem-estar que tem que ser respeitado por ambos. Não pensem "nos pontos" enquanto fazem coisas boas, mas sim no facto de as estarem a fazer felizes.
Conclusão:
O amor, ao fim ao cabo, é um jogo. Este "manual" serviu para ensinar a compreender melhor o mundo das mulheres que, basicamente, não é muito diferente do nosso. Para compreender uma mulher há que ser sensível e puxar um bocadinho pela cabeça. Há, de facto, as mais complicadas, mas na generalidade, entender o mundo delas só requer alguma sensibilidade e pormo-nos no lugar delas. As mulheres são seres humanos, e não máquinas super complicadas que funcionam à base de ciência nuclear. Como tal, sendo nós, homens, também humanos, só temos que pensar um bocadinho e perceber o melhor que há a fazer. Estas foram apenas algumas dicas para vos orientar. Cada mulher é diferente e única à sua maneira, por isso o resto é convosco. Boa sorte.
Ricardo Esteves, 17 anos.
Flutuar no teu Amor
Flutua, meu amor, na ponta dos meus dedos
Enquanto me embalas nas tuas mãos
Deixa-te levar no caminho em que te navego
Conduz-me na superfície com as hélices do coração
Não oiço, não caminho, não me mexo...
A água, densa, passa no teu corpo, não te molha....
A beleza impede que te fundas no líquido dourado
O Amor invade-me pelo olhar-te
O Amor invade-me pelo olhares-me
Não vejo, volto a não ouvir, mexo-me...
Encontro-te-me na tua boca,
Procuro-te na ponta das minhas unhas
Reunes-te dentro de mim
Dominas-me num abraço movido a desejo
Tens-me: sou tua!
Castella
03 agosto 2011
All around us
O céu da madrugada num local desabitado enche-nos o peito com a visão das estrelas aos milhões, o lado de fora da janela para o infinito que espreitamos enquanto lhe sonhamos a imensidão que nos esmaga, tão pequenos que somos, e ao mesmo tempo agiganta o instinto explorador.
Um beijo que nos invade com o amor universal, a ânsia do prazer carnal instigada pela emoção que a beleza da madrugada induz. O céu, testemunha involuntária, que cora sob o efeito da primeira luz da manhã e despeja tons de laranja nos olhares de amantes abraçados para combaterem o frio da brisa que agita a pele num suave arrepio, tela panorâmica acima do horizonte sem fim, que sopra como se fosse seu o papel de apagar as estrelas como se fossem velas de uma ceia romântica no terraço do mundo de onde, tão grandes nos sentimos, finalmente assistimos ao nascer de mais um dia que exigimos feliz.
Um beijo que nos invade com o amor universal, a ânsia do prazer carnal instigada pela emoção que a beleza da madrugada induz. O céu, testemunha involuntária, que cora sob o efeito da primeira luz da manhã e despeja tons de laranja nos olhares de amantes abraçados para combaterem o frio da brisa que agita a pele num suave arrepio, tela panorâmica acima do horizonte sem fim, que sopra como se fosse seu o papel de apagar as estrelas como se fossem velas de uma ceia romântica no terraço do mundo de onde, tão grandes nos sentimos, finalmente assistimos ao nascer de mais um dia que exigimos feliz.
Alma
Chamo-me Alma.
Moro no banco do jardim.
Sou vagabunda.
O teu corpo era a minha casa.
Moro no banco do jardim.
Sou vagabunda.
O teu corpo era a minha casa.
Ponto Quê

No côncavo e no convexo
Não há limite para amar
Há frases que enlouquecem
Na bissetriz do olhar
E se a boca pede mais
Quando o corpo sabe a tanto
A conjunção dum só ponto
Será o teu “quê” de espanto
Não fales, não digas nada
Abafa-te num só grito
Se a vida é uma incógnita
O teu mundo é infinito
______________________________________
O OrCa é que não pode ver nada que ode logo:
"Estou curioso... Mas como não tive ainda acesso à obra...
e eu cá tão longe, ao sol,
deste «Quê» de se querer tanto
areado qual rissol
tanto «Quê» dá-me quebranto
já nem se me dá o porquê
de tanto sol, tanto mar,
tanto «Quê» que a gente vê
- qual o quê, falta-me o ar....
o «Quê» que em palavra pesa
o «Quê» que passa oscilante
o «Quê» de uma alma acesa
o «Quê» tão perto e distante...
ai o «Quê» assim a medo
titilado com afinco
ai o quê, foi com o dedo?
ora essa, assim não brinco...!"
Uma lição de educação...
... transmitida pelos nossos amigos das Vozes da Rádio (que me chamaram recentemente "compicha de há muitos ânus"): "Vozes da Rádio - em prol de uma educação de excelência!"
02 agosto 2011
Feérico
«Sou um lugar tremendo, um bosque de incertezas alado ao cemitério onde jazem por toda a parte alegrias e tristezas.
Do meu coração, esse pobre amante, roubo-lhe o crânio e o seio palpitante, para que em mim possa revelar nuas afeições femenis, pétala a pétala»
Luisa Demétrio Raposo
Do meu coração, esse pobre amante, roubo-lhe o crânio e o seio palpitante, para que em mim possa revelar nuas afeições femenis, pétala a pétala»
[Blog Vermelho Canalha]
Luisa Demétrio Raposo
Postalinho recebido da Grécia
Por estes dias, há quem se esteja a divertir enquanto nós trabalhamos.
Eloquente
Eloquente é o cheiro
que paira no contorno de mim;
diz, calando,
tudo o que do nada
se adivinha,
como soltando a voz
na maré vazia.
Voltaremos a nós, um dia,
se os beijos se lembrarem
do regresso tardio.
Poesia de Paula Raposo
Quase gémeos das Caldas da Rainha
Comprei estes quase gémeos numa feira de velharias em Buarcos.
O senhor que me vendeu estas pi... peças disse-me: "leva aí dois bonecos que o senhor que os fez, das Caldas da Rainha, já não volta a fazer, porque morreu". Eros e Tanatos, sempre a par...
Agora, pedem meças na minha colecção.
O senhor que me vendeu estas pi... peças disse-me: "leva aí dois bonecos que o senhor que os fez, das Caldas da Rainha, já não volta a fazer, porque morreu". Eros e Tanatos, sempre a par...
Agora, pedem meças na minha colecção.
01 agosto 2011
A todo o tempo
Sou de um tempo em que o amor se dizia, mais do que se escrevia, olhos nos olhos da emoção que tanto intimidava na enorme luta que travava com o medo da rejeição.
Sou de um tempo em que a amizade se vivia, mais do que se prometia, mão na mão da força que tanto consolidava a confiança que se depositava sem temer a traição.
Também sou de um tempo em que a paixão acontecia, mais do que se fingia, lábios nos lábios da atracção poderosa que tanto nos acelerava a pedalada do coração.
Sou de um tempo que passava com vontade de avançar vida fora até ao tempo que é agora sem desistir de sonhar.
E por isso também sou de um tempo que ainda está por chegar.
Ele, Aquele, o Tal
E tu surgirás como um eu
dentro de mim
depois subir-me-ás à boca
e eu cantarei
Dentro de mim
desenhar-me -ás um corpo novo
pelos teus dedos
e o entregarás às tuas mãos
depois serás capaz de descer
ao meu ventre
e as chamas hão-de subir
e morar na toca dos meus olhos
Depois afastarás as minhas pernas
pelo lado de dentro
julgando que me vais entrar
pelo lado de fora
e eu dançarei
E tu surgirás como um eu
dentro de mim
dentro de mim
depois subir-me-ás à boca
e eu cantarei
Dentro de mim
desenhar-me -ás um corpo novo
pelos teus dedos
e o entregarás às tuas mãos
depois serás capaz de descer
ao meu ventre
e as chamas hão-de subir
e morar na toca dos meus olhos
Depois afastarás as minhas pernas
pelo lado de dentro
julgando que me vais entrar
pelo lado de fora
e eu dançarei
E tu surgirás como um eu
dentro de mim
A mulher dos seus sonhos
Pena que ela não existe.

Mulheres seminuas esbeltas jogando WoW e bagunceiras? Acorde, amigo.
Capinaremos.com
Mulheres seminuas esbeltas jogando WoW e bagunceiras? Acorde, amigo.
Capinaremos.com
Subscrever:
Mensagens (Atom)














