20 setembro 2011

Tu: poesia erótica

Eu não sei escrever-te poesia erótica
mas é tua e exigente a pele que me cerca
o corpo e me toca
muito aqui dentro
e salto e largo-me e rendo-me e entro
pelo meio de ti até ao meu próprio centro
sim, embora tudo de mim me perca
é em ti que me sei e encontro
quando não sei escrever-te poesia erótica.

Ricardo Esteves - O LOL

Lambuzar

Tranco-te as ancas
com um golpe meu
sem explicação.
Cerro-te os pulsos
e uso e abuso de ti;
mordiscas-me o pescoço
e os mamilos
e deixas que o dia
escorregue,
quando a luz
me lambuza...

Poesia de Paula Raposo

Piroca magnética

É totalmente anti-natura, pois só se agarra a coisas metálicas... nomeadamente frigoríficos.
Apanhei-a na Praia da Rocha... para a minha colecção.

O sobe & desce



HenriCartoon

19 setembro 2011

Fruta 9 - Frutinha que estás à janela...

Photobucket

[Foto: Gregory Prescott]

Ylvis - «Work It» - uma lição de sexo musical

«Love Me More» - ideias sensuais em Lagos


Passámos a ter um cantinho em Lagos onde nos podemos sentir em casa.
Recebi um e-mail muito simpático da Joyce Craveiro, proprietária de uma boutique erótica em Lagos, «Love Me More», um espaço muito agradável que tenciona trabalhar não só como loja mas também como espaço de eventos, incluindo exposições. Teve recentemente uma exposição de desenhos eróticos e colares da Maria João Careto (de quem eu tenho desenhos originais na colecção) e também de algumas esculturas do Zé Pedro Cortes de Brito. Aqui ficam alguns desenhos da Maria João Careto:


A Joyce põe à nossa disposição este espaço, "caso penses útil para algo dentro do mundo da Arte, Erotismo, Cultura... sei lá! O importante é dinamizar e criar sinergias para que pessoas com interesses semelhantes se possam conhecer e fazerem mais juntos". E convida-nos para darmos uma vista de olhos ao site, ao blog e à página no Facebook.
É uma óptima ideia... e nunca fizemos um Encontra-a-Funda no Algarve...
Entretanto... Mad, conheces este miminho em Lagos, teu destino favorito de Verão? Vânia Beliz, não quererias apresentar ali o teu «O Ponto Quê?» e/ou dar lá uma das tuas palestras sobre sexualidade? Algum membro ou membrana deste blog conhece a «Love Me More»?
A mim, algo me seduz em especial: "Marque uma massagem na Love Me More.  As massagens duram cerca de hora e meia e combinam várias técnicas para ajudar com o seu bem estar físico e emocional.  No final, aceite  o convite para um chá no pátio".
E é preciso muita coragem para criar e manter um cantinho assim. Tal como ela, eu também espero muitos entraves, alergias e anti-corpos quando criar um espaço de exposição da minha colecção de arte erótica. Leiam isto sobre a experiência da Joyce e digam o que acham: «Obscenidades, Pornografia e Religião». Entretanto, desabafou comigo: "Quanto à minha situação da licença, para já resolvi não me preocupar. Escrevi uma carta à DGAE a dizer-lhes que desistia do processo. Pode sempre vir cá a ASAE inspeccionar mas eu não vendo nada «pornográfico ou obsceno», como qualifica a lei estas coisas. Uma funcionária da DGAE disse-me que, se eu vendia vibradores, então o que interessava era o cariz dos artigos. Falei-lhe nas farmácias que também vendem anéis penianos, viagras, lubrificantes e, meu deus! até preservativos! E há uma ao lado da igreja que supostamente estou a ofender. Perto de mim há também uma tabacaria que vende revistas pornográficas ao lado dos gelados e chupa-chupas que as criancinhas compram e, também perto das igrejas, há lojas de artesanato com louça das Caldas que parece não ser obscena para ninguém... agora os meus vibradores de € 150 que podem ser usados como pisa-papéis e todos admirariam a sua beleza?! Meu deus, que escândalo! Enfim... leis da treta".
Força no grelo, Joyce! Este nosso Portugalito precisa de gente como tu e de espaços assim para ver se... endireita!

Love Me More - ideias sensuais
R. Cândido dos Reis nº102A, 8600-681 Lagos
mob: 964 320 454
tel: 282 768 289
www.lovememore.eu
info@lovememore.eu
www.facebook.com/lovememorelagos
www.lovememorelagos.blogspot.com

j'imite bien la méduse - Évelyne Louvre-Blondeau



le blog d'Évelyne Louvre-Blondeau

18 setembro 2011

A prostituta azul (XVIII) - O meu homem

Pensei que nem só esta rua me conhecia.
E que procurei eu nos teus braços?
Uma árvore, um caminho, uma estrada?
Pensei que nem só esta rua me conhecia
troquei-me por um mapa dos teus passos
e uma esquina tua vendeu-me: sou nada!

Natalie Irish pinta um quadro com os seus lábios

«Casamento desfeito» - por Rui Felício


Conheceram-se na escola, onde todos, desde professores a alunos, os tinham em alta consideração e a quem recorriam frequentemente, pedindo-lhes esclarecimentos, conselhos, opiniões.
A proximidade das suas vidas era visível, ninguém dela duvidava, muito menos a questionava.
Ele sentia-se limitado sem o bom senso dela, sem a organização e o método que ela punha em tudo.
E ela achava que o feitio organizado e meticuloso que a caracterizava, de nada lhe serviria sem o apoio dele, sem os seus conhecimentos quase enciclopédicos.
Palmilharam a estrada da vida, completando-se, estabelecendo laços fortes, aparentemente indestrutíveis.
Casaram...
Foi o mal que fizeram!
Na intimidade da relação formal estabelecida, começaram a descobrir os defeitos um do outro. Discutem por tudo e por nada, o casamento caminha irreversivelmente para o seu fim.
Ela acusa-o de diariamente acumular conhecimentos novos, sendo incapaz depois de os concatenar, de os organizar. Acusa-o de simplesmente papaguear o que sabe, sem qualquer nexo racional, sem cuidar de organizar os conhecimentos pela natureza dos conteúdos, mas apenas pela forma.
E ele, irritado, em altos berros, contrapõe-lhe que ela, com o seu obsessivo e cada vez mais complicado enunciar de regras organizativas, acaba por lhe cortar a liberdade de pensamento e de memória.
Ontem, depois de mais uma violenta discussão, a Gramática comunicou ao seu companheiro Dicionário, que iria pedir o divórcio.

Rui Felício
Blog Encontro de Gerações

É! É o nosso fado!

crica para visitares a página John & John de d!o

17 setembro 2011

Belo sorriso!

Lição da Kate - como ser uma rapariga sexy

Ardente

Fálico e ardente
o desejo toma conta de mim;
a manhã está calma,
tu ainda dormes
e eu sei despertar-te
como gostas:
toco-te, chupo-te, mordisco-te
o pescoço...
Acordas - então - em mim,
aí mesmo onde sempre
deverás estar.

Poesia de Paula Raposo

Oráculo de Eros

32 cartas que sumarizam as passagens e passos fundamentais de uma relação erótica, divididas em 4 grupos: 6 cartas de Prelúdio, 10 de Acções eróticas, 10 de Emoções eróticas e 6 de Epílogo.
As instruções deste jogo divinatório, das edições «Lo Scarabeo», não indicam o autor das ilustrações mas deviam, pois são 32 obras de arte.
A partir de agora, está juntinho a todos os outros jogos de cartas da minha colecção.


16 setembro 2011

Hoje o "G" do Google está muito malandreco


E, como a cultura é uma coisa muito linda, fiquei a saber que se trata de uma homenagem a Albert Szent-Gyorgyi, cientista húngaro e naturalizado norte-americano que, entre outras descobertas, recebeu o Prêmio de Fisiologia e Medicina de 1973 após descobrir e documentar a vitamina C como catalisador.

Fruta 8 - Matava-te a sede, matava!

Photobucket

Ricardo Esteves - Chamada para a Fodafone

«Pour dire entre hommes» (para dizer entre homens) - livro de Octave Pradels dos finais do séc. XIX

Um livro interessantíssimo, com 240 páginas com diversos contos de humor e eróticos em verso, praticamente todos ilustrados, por Kauffmann.
Mais uma pérola na minha colecção.




Se o bater de asas de uma simples borboleta poderá influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo...



Via SweetLicious

15 setembro 2011

a ILHA e o Falo

"Selo em mim a Ilha, o teu Falo, que não é carne nem sangue mas um duro desejo, na transpirada calva do meu Escarlate a Vermelho.

a Ilha; onde a minha Terra treme quando tocas; quando estendes em mim os teus dedos, adentro;
Na força em combustão;
recebo o tremor no teu Mundo, vasto, pela minha boca pulsante, um grito, dentro nas línguas que ascendem na boca, de fôlego a fôlego;
por cima de uma braçada sobre a pele, o amor desata... som... música... e aromas nos rebentam nos oríficios;

dentro a dança própria ou um poema fincado na levedura... os nus suspiros...!

A Ilha treme! Palavras abraçam-nos no fundo vivo e forte da queimada, ponto a ponto, onde a língua engole, o suor, fluxo, no meu Astro que te olha e olha, cheio de Mar contra o Ar maduro, infuso, onde respiras e o amor corre. Primeiro. Dentro. Depois. Fora."

Luisa Demétrio Raposo

in " Pimenta Rosa"

2011

«Ai se eu te pego» - Michel Teló

Reparem nas meninas da assistência.
Não admira que chamem a isto «música pimba». Apetece mesmo... pimba!

Tradução de amor_ódio

É a fusão que sempre mata
pela consequente cisão:
primeiro, eles amam-me,
depois odeiam-me de paixão
Não, por favor, não me amem
que logo, logo, me querem matar:
ah, fui mil vezes sujeita
às vinganças do vosso adorar!
Não me ergam uma estátua,
se eu sei que não vou ficar:
quando, um dia, quiser ir ,
estátua e eu vais querer partir,
quando, um dia, quiser partir,
não é só estátua que vais quebrar!
Não, por favor, não me ames,
vamos apenas ser decadentes,
amantes cegos e dedicados
à força das volúpias ardentes,
eu juro-te, são ainda mais quentes
condenadas à efemeridade,
sim, que nesse triste antecipar
uma desesperada saudade,
a paixão come da perda,
engorda-nos, coniventes,
e, um dia, já separados,
quebra-nos, juntos, o doce penar.

Madeira - os números da dívida



HenriCartoon

Bem... já que aqui estamos...

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Regresso a casa


1 página

oglaf.com

13 setembro 2011

Cronologia da pele: desejo

Escuta-me: já ensinei cada movimento
a escutar-te. Escuta-me: um grito
é o teu corpo que vive dentro do meu corpo
eu grito, eu grito, e o meu peito já aberto
ouve entre pernas nascer-me a tua voz.
Escuta-me: já não sou, já só existe um nós
e terra e água e fogo e ar, rompemos sós:
pára! Olho-te, e vejo o eco infinito
que nos juntou no mesmo tempo,
um corpo a dois, à tona, um novo elemento:
do meu corpo, o teu corpo nasce violento.

Ricardo Esteves - Revistas Cor-de-Rosa



Espelho

Intensifica-se o odor
dos teus beijos quentes,
enquanto eu me desnudo
e te presenteio
o meu peito acariciado
pelas tuas mãos.
Intensifica-se a perturbação
que me engole por dentro;
revejo-te no espelho
onde teso me humedeces.

Poesia de Paula Raposo

Dá corda ao diabo, dá...

... que ele vibra.
Pecinha (ou melhor, picinha) comprada na Praia da Rocha, para a minha colecção.


As escalas do pecado



HenriCartoon

10 setembro 2011

Postalinho da Praia do Vau - entrada do bar Cloque


«Amor Estranho Amor» - cenas do filme

Explicam aqui: «O filme «Amor, Estranho Amor» (1982), dirigido por Walter Hugo Khouri (1929-2003), lancou Xuxa Meneghel nas telonas. Sua personagem aparece em cenas sensuais com um garoto de 12 anos, interpretado pelo ator Marcelo Ribeiro. O filme (...) conta a história de um garoto, Hugo, que é trazido de Santa Catarina por sua avó para morar com sua mãe, Ana, amante de um político conhecido. A narrativa em flashback mostra as memórias de Hugo, já adulto, revisitando o casarão onde funcionava o prostíbulo de Dona Laura, lugar onde descobrira a sua sexualidade e, após ter tido contatos bem íntimos e inusitados com outras moças da casa, ao final, acaba sendo iniciado por sua própria mãe (papel de Vera Fisher). Entre diversas passagens do filme, Xuxa a eterna rainha dos baixinhos, se deita nua sobre o garoto Ribeiro e diz frases como "logo você vai virar um gurizão, mas desde já você já é um sabonetinho" e "eu sou uma ursinha macia, olha como eu sou macia". O filme saiu de circulação após decisões judiciais em favor da Rainha dos Baixinhos, proibindo inclusive que a película fosse lançada em VHS ou DVD. Xuxa ainda comprou de Massaíni os direitos para o cinema, com renovação anual no valor de US$ 60 mil. "Tenho que provar quase diariamente que o que eu faço hoje não tem nada ver com o meu passado", disse Xuxa na época do acordo. De 1992, quando o contrato foi firmado, a 2009, quando foi extinto, Massaíni embolsou mais de R$ 1 milhão. Com toda essa proibição esta pérola do cinema brasileiro se tornou uma raridade e objeto de curiosidade e desejo de muita gente."

Grito

Deixa que te envolva
e te cubra o corpo
com as curvas do meu;
deixarei que deslizes
em mim,
remexendo as ancas
como tu gostas.
Deixa que te possua
e que o suor escorra
pelo teu pescoço:
aí, sabes que te lamberei,
tocando ao de leve
as tuas nádegas
e o teu grito
será o meu...

Poesia de Paula Raposo

Caneca 3D

Caneca com dificuldade de arrumação, comprada na Praia da Rocha para a minha colecção.


08 setembro 2011

Rússia - energia de 2000 seios (1000 pares) passada para Vladimir Putin com um aperto de mão



OrCa: "Eu estou para aqui com alguma pena do sujeito... Aquela posição de agarrar, contendo alguma ergonomia, não deixa de obrigar as mãos a colocarem-se numa postura não habitual. Podemos admitir terríveis tendinites, portanto, no exercício da recolha de cada caso.
Isso e depois, em casa, ao recordar cada apalpão..."

São Rosas: "Já um cientista dizia que as mulheres deviam ter as mamas nas costas, pois seria mais ergonómico."

GRANDE, O

"Grande é o Céu elevando as Estrelas até ao exaltado íntímo, onde o pranto maduro flutua. Grande é o Olhar cativo do Homem em filões, no meu sangue feroz, irrequieto, olhando-o...

Grande é o Teu ar que se fecha em mim, inteiro, imaginário, absoluto na fala entre o sal e a boca viva, furiosa. Florescente quando murmuras, em cima. É aqui que Te penso, como Grande é a desordem da língua que em mim para Ti fala, Grande...!

Grande é a música fervente expelida pelos nossos rastos vestidos e despidos num quarto crescente. Entre a camisa redonda e o passar nu de um só grito, dentro, sempre. Entre a água firme, nos teus braços em mim dispersos.

Grande é o fogo, no transbordar das coxas, onde te afogas, dentro dela, a tua nua casa, separando o encrespe e a mão fechada, sentindo-me, Grande;

pelos incêndios das inumeras páginas escritas para ti,

onde Grande é o Amor, o Desejo que se estendem nos meus dias amplos, Grandes...

Grande o és, no meu (a)Mar Grande!

Luisa Demétrio Raposo


«Batman Levanta-se» (paródia XXX) - trailer

A prostituta azul (XVII) - Perdoa-me

Tu chamas-te Azul e és azul. É por isso que aqui venho, para encontrar essa coerência. Todas as pessoas deviam ter nomes iguais às suas cores: quando as pessoas têm nomes iguais às suas cores, tudo é tanto verdade que os seus corpos são translúcidos. Não, não é que eu queira ver o teu interior, tudo é terrível nas entranhas humanas, tudo é terrivelmente nítido, talvez ainda mais nítido nas pessoas opacas. Gosto de olhar os teus olhos e ver, através deles, os contornos da porta. Gosto de olhar o teu peito e ver, através dele, o contorno das janelas. Gosto de ver, através de ti, atrás de ti, tudo o que são saídas, que são saídas de ti, e que posso fugir de ti. Sei que nunca me verei através de ti, porque não posso estar atrás de ti e à tua frente, a olhar-te e a ver-me, no mesmo instante; sei que nunca serás um espelho, sei que posso fugir de ti. Eu chamo-me António e parece-me que sou cinzento. Mas as pessoas chamam-me vários nomes diferentes todos os dias: Doutor, Engenheiro, pai, primo, Professor, colega, irmão, amarelo, vermelho, dourado, lilás... Se me chamassem, pura e simplesmente, cinzento, tudo isto se evitava, a verdade é translúcida, tudo o resto são apenas espelhos: a luz não trespassa, reflecte. Assim, gostam mais ou menos de mim conforme gostam mais ou menos de si próprios. Já ninguém é apenas o que é - somos todos apenas espelhos desde que nos resolveram chamar todas essas coisas que não são a nossa cor. Quase fico ali, imóvel, vencido perante tanto azul, mas o tom muito rosado dos teus mamilos, em contraste, a tua única cor diferente, a nódoa do teu desejo, sugere-me duas ilhas, e lanço-me sobre a jangada do teu corpo que balança, balança, só azul a toda a volta, até nos devolver a terra firme. Gostava de ter papelinhos azuis para te deixar mas só tenho papelinhos coloridos de feio, perdoa-me.

A felicidade pode estar em outro lado...



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