25 outubro 2011

Nove seguidas



HenriCartoon

«Humor e erotismo» - por Eduardo Martins (Ejamart)

"Um ditado popular afirma que as palavras são como as cerejas. Parto do princípio que se quer constatar, com isso, que vêm umas atrás das outras. Algumas mentes mais atreitas a associações ditas perversas, irão logo imaginar as palavras todas alinhadinhas, umas atrás das outras, em fila indiana, de preferência todas nuas ou, como se dizia na tropa, “em bicha de pirilau”. Bem! Esta aqui começa a ter outras conotações, que na tropa nem se punham durante muito tempo, porque aquilo era tudo muito macho! Agora é que não, que também já lá há “gado rachado”! Claro que também as tais mentes mais atreitas a tal e tal... pensam logo em comboios e em “pegar de empurrão”! Mas será que aquelas cabecinhas não param?!
Há quem diga - não me lembro se foi aquele senhor alemão, o… não, não, não é o Alzheimer, é o outro... o Segismundo, o… Freud! Bolas! Para não vociferar com F! (e penso que este não é ditado popular nem mito urbano) - “que o sexo está na cabeça”.
Ele pôde dizer o que lhe apeteceu, mas o que é certo é que, cada vez que olho para uma cabeça, masculina ou feminina ou do terceiro sexo, posso ver muitos arrebiques e acessórios, mas que me lembre (e vamos ser comedidos…) um órgão sexual masculino ou feminino na testa de alguém, ou mesmo um ânus um pouco acima da nuca, nunca vi!
Mas voltando às palavras como as cerejas, e elas todas umas atrás das outras…
Uma outra conotação, é a do colar. Quero dizer, um fio com pérolas mais ou menos preciosas, de maior ou menor dimensão que, como o próprio nome indica, serve para usar no “colo”, sendo que “colo” aqui é mais o pescoço, e eventualmente “ilhas adjacentes”.
Mas o que é certo é que a sociedade capitalista e de consumo em que vivemos, ansiosa de contribuir (mediante o pagamento devido) para os prazeres mais ou menos secretos dos que ainda têm ardores íntimos, assegura o usufruto de alguns acessórios que, no caso que agora nos traz aqui, das palavras como as cerejas, no essencial são uns colares, ou seja um fio com várias bolas enfiadas umas a seguir às outras, com maiores ou menores distâncias entre elas, da mesma ou de variadas dimensões, cuja finalidade é serem inseridos em qualquer um dos vários orifícios existentes no corpo humano. Atenção! Que me conste, ainda nenhum foi completamente introduzido nos ouvidos ou no umbigo! No nariz já houve uns casos, mas foram levados de urgência para o hospital e saíram pela garganta, em direcção à boca.
Claro que existe uma extensa panóplia de artefactos destinados a aprofundar, no sentido literal da palavra, os prazeres mais íntimos e as mais intimas “perversões” dos utentes do erotismo, com versões mais solitárias, mais comunitárias ou socializantes, mais helénico- ninfáticas- maníacas, mais sado-masoquistas, que (aviso!) não têm nada a ver com a cidade de Setúbal, mas sim com o Marquês de Sade e com o Sacher-Masoch, os quais, pelo menos na escrita, eram danados para a brincadeira!
Ao escrever sobre estas coisas, estou quase como o outro que dizia que a ele tudo lhe fazia “ascender o fluxo sanguíneo aos corpos cavernosos do órgão genital masculino” e eu, depois desta escrita, está mesmo a apetecer-me ir fazer um combate desigual de “cinco contra um” ao perde paga!

Eduardo Martins (Ejamart)
Blog «palavrascomoascerejas»
Carcavelos 2 de Outubro de 2011"

Trabalhar com um banco é... como ter um orgasmo?!

Publicidade do banco Komerční (do grupo Société Générale) na República Checa.
O slogan da publicidade deste banco é «aprecia a primeira transacção bancária»

Canção de amor - poema de Paula Raposo lido por Luís Gaspar

A voz inconfundível do Luís Gaspar e o meu poema...


Poesia de Paula Raposo

A bruxa boa - azulejo da minha colecção


O JF identificou-a: "É a bruxa do Norte, a bruxa boadora..."

23 outubro 2011

«O sexismo salva» - filme de 5 segundos

«Lisboa by night» - por Rui Felício


Há muitos anos que o Paulo não passeava pela Av. da Liberdade à noite. Alguns amigos assustavam-no dizendo-lhe que era perigoso andar por ali fora de horas. Não era como antigamente. Ladrões, chulos mal encarados, prostitutas asquerosas de faca na liga...
Mas naquela noite de sexta-feira aventurou-se. Deixou o carro no Marquês de Pombal e começou a descer a avenida.
Afinal os seus amigos exageravam. Aquela mulher de ancas bamboleantes, decote generoso e sorriso fatal que passeava perto do Tivoli era um espanto! Elegante, bonita, na flor da idade, lábios carnudos, dentes faiscantes de um branco brilhante, nem parecia prostituta. Mas era!
- Olá querido, queres passar um bocado de sonho?, atirou ela numa voz melodiosa, bem timbrada, abrindo a blusa, provocadora...
O Paulo, desabituado daquelas andanças, perguntou-lhe como é que era. E os preços...
- Uma punheta são 100 euros, amor!
- 100 euros?! Isso é um exagero!
- Olha! estás a ver aquele restaurante ali e mais abaixo aquela loja de moda? São minhas e comprei-as com o dinheiro das punhetas que faço.
O Paulo coçou a cabeça, e pensou que para ela ter comprado aqueles dois estabelecimentos de luxo a fazer punhetas a 100 euros é porque era especialista.
Foram ambos para um o esconso da entrada de um prédio da Alexandre Herculano.
- Benditos 100 euros, cogitou ele. Valeu a pena! Nunca nenhuma mulher lhe tinha dado tanto prazer.
- E broche? quanto levas?
- 500 euros disse ela. Estás a ver ali aquele cinema do outro lado da avenida? É meu, comprei-o com o dinheiro ganho a fazer broches.
- O Paulo já nem duvidava. Foi ao multibanco, levantou dinheiro de vários cartões e reuniu os 500 euros que ela arrecadou debaixo do vestido.
- Que broche monumental, gemia o Paulo! Esta gaja é fenomenal!
Doido, completamente fora de si de tanto prazer que ela lhe dava, perguntou-lhe:
- E a cona? quanto levas para me dares a cona? Nem que eu tenha que amanhã ir levantar o depósito a prazo para te pagar! 5.000, 6.000? Quanto?
Ela apontou para o Hotel Meridien perto do Parque Eduardo VII, e para o Ritz, mesmo ao lado.
- Estás a ver aqueles dois hotéis, os melhores de Lisboa?
- Já sei, disse o Paulo, és a dona deles. Compraste-os com o dinheiro ganho a dar a cona...
- Não meu querido! Poderia ser a dona deles se tivesse cona...

Rui Felício
Blog Encontro de Gerações

A cultura é uma coisa muito linda (parte 1)

crica para visitares a página John & John de d!o

21 outubro 2011

Fruta 22 - Sinfonia de frutas

Photobucket

Postalinho da empresa

Os meus colegas estão sempre a dizer que tenho uma grande tara.
Mas eles é que me trazem de vez em quando algumas coisas que revelam que são bem mais tarados do que eu.
Há dias mostraram-me o jornal «o Jogo» com esta foto da penúltima página. Queriam que eu lhes dissesse o que havia ali de estranho.
- Nada - disse eu.
Pois, pelos vistos só eu é que não via nada, porque toda a gente a quem mostrei aquela página me disse o mesmo.
Vejam e digam de vossa justiça:



O detalhe que causou burburinho

Como te sentires sensual quando estás com o período

Ou seja, a menstruação pode ser uma janela de oportunidades.

Photoshop é o poder

Pode sacanear todo mundo.



Ficou perfeito!

Capinaremos.com

20 outubro 2011

Ricardo Esteves - Volvo Romero (Testado ao Limite)

Também achas, como eu, que mudar a hora duas vezes por ano não é nada erótico?

No próximo dia 30 de Outubro, vira o disco e toca o mesmo.
Já são 206 os peticionários para que se acabe em Portugal com esta brincadeira nada erótica.
Sabias que qualquer petição subscrita por um mínimo de 1.000 cidadãos é, obrigatoriamente, publicada no Diário da Assembleia e, se for subscrita por mais de 4000 cidadãos, é apreciada em Plenário da Assembleia?
Se já assinaste, divulga a petição.

Consulta e assina a petição
Petição «não à mudança de hora»

Bilhetes postais com desenhos e quadras de Vilhena

Lembram-se de eu ter aqui dito, em 17 de Maio de 2010, que a Teresa Bizarro me falou de uns postais seus do mestre José Vilhena? E que tentei "trazê-los" para a minha colecção, mas ela deu-me tampa? "Acredito que gostasses dos postais... mas eu também! Enquanto eu não me fartar deles, contenta-te com as cópias..." - disse-me ela.

Pois agora a Teresa Bizarro fez-me chegar por mão bem amiga um envelope com cinco prendas, valiosíssimas pelo que são e pelo que significam por ela se desfazer de algo que guardava com tanto carinho. Não há troika que consiga cortar amizades assim... ou cobrar-lhes imposto.
E só espero que todos possamos ver, um dia destes, tudo isto num espaço de exposição da minha colecção.


(crica nas imagens para as aumentar)






Estes postais são das Edições Branco e Negro (sem data mas eu diria que são dos anos 70).

Brushstrokes 004


19 outubro 2011

Mulierem Sapiens


É frequente eu ser acusada de pensar como um homem. “Não sei como é que consegues separar as coisas”, dizem-me as minhas amigas falando de sexo e emoção, ou sexo e envolvência ou sexo e… amor? O que é certo é que é verdade e por isso me sinto tão competente neste papel que escolhi para mim própria de ser, quase permanentemente “a Outra”. Considero-me uma alma caridosa, uma voluntária que ajuda as relações dos outros a serem mais suportáveis sem os custos insuportáveis da terapia ou prostitutas. Apesar de tentar evitar assuntos muito pessoais, converso o suficiente acerca deles para ter uma noção de como é a vida conjugal destes homens. Na maioria das vezes é-me relatada uma situação quase insuportável de uma esposa que não gosta de sexo ou que desde que se casou que se esqueceu que é mulher ou de mulheres que se dedicam tão exclusivamente aos filhos que se esquecem que têm um marido lá em casa. Deixar o Zezinho na casa dos avós para poderem ir jantar os dois juntos está simplesmente fora de questão, apesar de o Zezinho já saber ler e escrever… O que é certo é que maioria dos homens com quem eu estou, passam tempo comigo porque têm algum grau de infelicidade marital e estão a preparar-se (nem que apenas na sua imaginação!) para eventualmente abandonarem a situação em que se encontram.
No entanto, uma vez andei metida com um tipo que me dizia que gostava muito da mulher e que o sexo com ela era fantástico e despedia-se de mim com “desculpa, mas tenho de ir ter com a menina que amo”. Isto incomodava-me um bocado porque com essas palavras eu já não era a alma caridosa, nem estava a ajudar ninguém. Divertíamo-nos na companhia um do outro, sem dúvida mas eu, que supostamente penso como um homem, questionava-me - mas por que raio andamos então aqui às escondidas? Não seria muito mais fácil ele ter uma conversa franca com a sua querida e dizer-lhe “Amorzinho, gosto muito de ti e quero passar o resto da minha vida contigo. Mas sou incapaz de ser fiel – não tem absolutamente nada a ver com o que sinto por ti nem com a qualidade ou quantidade do sexo entre nós. Não és tu, sou eu. Simplesmente o meu prazo de fidelidade expirou”.
Ela se calhar até lhe agradecia e diria algo como “Meu amor, ainda bem que me dizes isso! Eu sinto o mesmo, o que achas de abrirmos a nossa relação para podermos estar com quem nos apetece sem culpas?” – e viveriam felizes para sempre!

Fruta 21 - Fruta lavadinha

Photobucket

Se é assim que as astronautas bebem água...

Por vezes, a justiça vê... pelo olho cego!

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Justiça


2 páginas (cricar em "next page")

oglaf.com

18 outubro 2011

Joalharia

«Proibições que são hinos à vida» - quarto video de divulgação da colecção de arte erótica

Neste quarto e último video desta série, toda ela produzida e realizada pela Joana Moura, a voz de ouro de Luís Gaspar revela-nos desta vez um texto de Jorge Castro (OrCa) inspirado na minha colecção.



Para memória futura e como tributo à malta que me ajudou a fazer esta «colecção sobre a colecção», deixo aqui os textos que o Luís Gaspar leu em cada video e os respectivos links:

«Proibições que são hinos à vida»

"A COLECÇÃO DE OBJECTOS ERÓTICOS DA SÃO ROSAS

Aqui um livro que não me deixavam ler; além um baralho de cartas que o pai guardava numa gaveta fechada a sete chaves; no armário da sala, por trás de copos, medalhas, e tralhas diversas, um cinzeiro metálico com uns relevos esquisitos; na arrecadação, numa velha caixa de cartão, um avental que só era usado em festas de amigos mais chegados e onde todos queriam meter a mão num bolso central que revelava uma conspícua protuberância…
O prazer estimulante de um sorriso brejeiro, a curiosidade avassaladora a que a vida vai dando mais perguntas e respostas, e tudo a pairar no sedimento dos objectos que nos vão rodeando, pelos degraus do nosso ser, altares de proibições sem sentido que, afinal, mais não são do que hinos, com redenção mais ou menos conseguida, à mesma vida que os sugeria.
Depois, guardar um objecto que se ri de nós e connosco, que lembra ou espicaça a aventura, que nasceu porventura das mãos de um sonho ansiado ou, muito ao contrário, de uma realidade degustada à exaustão.
Atrás desse, outro vem. O metal, o papel, o vidro, mas também a madeira, o plástico, o tecido, cúmplices e conluiados todos em estratagemas subversivos, perversos, amorais, para desinquietarem os espíritos ou para marcarem presença de troféu aventureiro, concretizado e irredutível.
Um a um se juntam os objectos como as lembranças, para edificarem o que queremos filtrar das vivências. E somos essa manta de retalhos, estranhamente unificada no edifício coerente, por onde correm os medos e as virtudes, as alegrias e os pecados, em suma o acto de coragem de se estar vivo.
Pode haver arte, com primores técnicos ou artesanalmente rupestre. Nada disso importa, para além do incontrolável sorriso que a gravura, o relato, a escultura, a pintura, o engenho projecta no material seleccionado pelas mãos para dar corpo ao que a mente anseia…
Levanta-te e caminha? Porque não, se está ali tão representada a força vital mais derradeira da Humanidade?

- Jorge Castro
2 de Setembro de 2011"

«Um olhar repleto de pulsações»

"há uma poalha dourada
a escorrer pela fímbria do tempo
onde se desenham as volutas de corpos
atormentados de luxúria
na partilha das seivas vitais
sangue
sémen
saliva
e um restolhar doce
que pode ser o ruído arrastado dos passos de todos os espíritos
dançando um tango de Piazzolla no salão nobre dos dias

há um frémito que percorre o aposento
cheio de ausentes presenças
cheio de todos os nadas de tudo de que a vida é feita
e desfeita
contrafeita
um encontro furtivo de amantes
um estertor
ou um olhar repleto de pulsações

e quando a noite cai
ou o clima sossega
e as estrelas vogam no seu interminável
passeio pela eternidade
cada objecto reflecte um brilho único
que lhe é próprio e alheio
ao mesmo tempo

que lhe é próprio e alheio
porque assim é
porque assim se conjuga o intemporal presente
feito de tudo o que nos é próprio ou alheio
apenas por sermos
o que somos
e não qualquer outra coisa sem sentido.

- Jorge Castro
02 de Setembro de 2011"

«Carícias ao nosso olhar»

"As peças não são imóveis,
vibram, acariciam o nosso olhar
como se, subitamente, entre olhos,
se nos abrisse uma vulva
que recolhe um corpo já vivo
e animado pelo bater do erotismo.
Nós somos os quase imóveis, os pasmados,
assim, percorridos até às entranhas
por este gemido da percepção.

Miss Joana Well"

«Caminhantes no vale da sedução»

"Todas estas cores se unem
entram em nós pelos olhos,
pelas mãos, pele já rendida;
todas estas cores formam uma,
antes da ancoragem no corpo;
se essa uma cor pudesse falar,
apresentar-se-ia: Erótica,
a caminhante no vale da sedução
e nós, os rendidos, os dobrados
ao tom mais Sol de todos,
observamos o que nunca foi inanimado
e escutamos o gemer da inspiração.

Miss Joana Well"

Orvalho

Reconheço-te a nudez morna,
o quente soluço
dos teus pulsos.
Roço na tua pele
o desejo;
fogueira atiçada.
Curvo-me sobre as tuas pernas,
doce e húmida:
o orvalho meu,
da madrugada, hoje.

Poesia de Paula Raposo

16 outubro 2011

Alguma das meninas consegue fazer isto?



«Amor e rosas» - por Rui Felício

As pontas dos lençóis arrastavam pelo chão em desalinho, a fronha da almofada ao seu lado ainda continha a concavidade da cabeça do Paulo. E até o seu cheiro suave, característico.
Fitando o tecto, saciada e feliz, ela sentia ainda, no lençol debaixo da sua perna dobrada, a humidade e o calor dos suores dos corpos.
A Beatriz era uma mulher madura, mas os anos não lhe tinham destruído a beleza e a fogosidade. Sentia-se ainda suficientemente atractiva aos olhos dos homens. Mesmo quando tinham menos vinte anos do que ela, como era o caso do Paulo.
Ele já tinha saído há umas duas horas, mas ela mantinha-se deitada. Não lhe apetecia sair da cama, queria prolongar o prazer daquela madrugada de sonho, reviver tudo, semicerrar os olhos e visualizar por entre a névoa da fantasia o seu rosto atraente, o seu corpo viril, o seu abraço carinhoso.
De súbito, a campainha tocou.
Esperou que a enteada fosse abrir.
Mas pouco depois a campainha retiniu com mais insistência. Ninguém fora abrir a porta.
A Natália já deve ter saído, pensou a Beatriz.
Contrariada, despertou da letargia em que se encontrava, enfiou à pressa a camisa de noite e estugou o passo até à porta.
Abriu, perscrutou com o olhar para um lado e para o outro, mas já não estava lá ninguém.
Já ia fechar a porta quando reparou, no chão, ao lado, um belo ramo de rosas com um cartão.
Sentiu o coração bater desordenadamente, cheia de felicidade, pela delicadeza do Paulo ao oferecer-lhe, em sinal de amor, aquele magnifico ramo de flores.
Pegou no cartão perfumado que as acompanhava e leu:
“Para a Natália, grande amor da minha vida, com mil beijos do Paulo.”

Rui Felício
Blog Encontro de Gerações

Vales para posições sexuais

A Suzana Redondo ofereceu-me esta caderneta com 10 vales («vouchers») com diferentes posições sexuais. Malta amiga é quem quer o melhor para nós (ou, como é o caso, para a nossa colecção).

Os amigos são para as ocasiões

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15 outubro 2011

Erasmo Carlos - «Kamasutra»

Um video excelente e - infelizmente tão óbvio - polémico.

Erasmo Carlos - Kamasutra (Videoclipe Oficial) from Coqueiro Verde Records on Vimeo.


Cantem com ele:

Hu, hu, hu
Hu, hu, hu
Hu, hu, hu
Em que posição?

Frontal, de pé, por trás ou de lado
A hidra às voltas com o dragão
Tesoura, fechadura ou de quatro
Em que posição?

Coqueirinho ajoelhado
Trapézio ou carrinho de mão
Gangorra de cabeça pra baixo
Em que posição?

Ficamos de mãos dadas no improvável caranguejo
Mas foi com a chave de ouro que o namoro começou
No 69 a gente deu nosso primeiro beijo
O que faremos hoje com nosso desejo?
Onde colocar o amor?

O enroscado da trepadeira
Picada de escorpião
Guindaste, tartaruga ou vaqueira
Em que posição?

Fênix na caverna vermelha
Noventa graus de conexão
Carrossel ou chão de estrelas
Em que posição?

Já experimentamos quase o Kama Sutra inteiro
Até contorcionismo a gente às vezes praticou
A borboleta em concha fez você gozar primeiro
Mas no tradicional papai-mamãe
Foi que a gente mais arrebentou

O parafuso, a ponte e o arco
Da rã, do caranguejo ou do cão
Lótus, vai e vem, tiro ao alvo
Em que posição?

Hu, hu, hu
Hu, hu, hu
Hu, hu, hu
Em que posição?

Cúmplice

Convexo vivo vibrante,
mortal apogeu;
perturbador silêncio
em suor:
vida em seu esplendor
máximo.
Musa solidão
no teu poema;
evocação premente
em golpes,
compassada,
um verbo no infinito.
Uma pausa no recomeço.

Poesia de Paula Raposo

Dança comigo... e despe-te


Cinthia fernandez strip dance hot porno cinthia... por televisionarg

Sempre existe uma solução

Ainda mais quando pensamos de forma máscula.





Senhor machão, um exemplo de vida.

Capinaremos.com

14 outubro 2011

Fruta 19 - Encosta-te a mim!

Photobucket

[Foto: Gregory Prescott]

Painel Kamasutra da China gravado em osso

Este delicioso painel, com 10 placas em osso com 20 figuras (frente e verso) em diferentes posições sexuais gravadas com a técnica de scrimshaw, foi-me trazido da China pelos meus amigos Suzana Redondo, Daisy e Alfredo Moreirinhas, que explicam:
"Comprado em Baisha, aldeia típica a sudoeste da China, da minoria Naxi e que foi Capital do Reino Naxi até à invasão Kublaikhan."
A cultura é uma coisa muito linda!
E, como não me canso de repetir, o que tem mais valor, na minha colecção, não são os objectos e sim os elos de amizade que me proporcionam.




Para a posteridade (isto é, a idade que tem um determinado poster), aqui está o momento da entrega da prendinha ao meu secretário, na impossibilidade de eu estar presente por ter a agenda cheia ("clientèle oblige"):

Preferências sexuais


Alexandre Affonso - nadaver.com

13 outubro 2011

Ricardo Esteves - Universidade

Postalinho de Torres Novas

"Olá São!
Esta loja, tão engraçada, fica no Continente de Torres Novas e abriu há poucos meses, mas só há uns quinze dias reparei.
A foto é má porque é de telemóvel. Se precisares de uma melhor, passo lá com o kodak.
Beijinhos
João Carlos Lopes – Torres Novas"

«Pee-pee boy» (ou «Tea boy») - boneco da China

As coisas que a Daisy e o Alfredo Moreirinhas me ensinam!
Desta vez, trouxeram-me da China este «pee-pee boy» (rapazinho do xixi) ou «tea boy» (rapazinho do chá):


Pelo que me explicaram, estes pequenos bonequinhos em barro são usados na China "para verificar se a água para o chá está à temperatura ideal". Este foi "comprado na Casa de Chá do Eling Park de Chongqing, cidade de distrito situada numa Península na confluência dos rios Yangtze e Jialing."
Também me explicaram como funciona: o boneco é passado por água a ferver e depois posto algum tempo em água fria. Leva-se para a mesa e despeja-se um pouco de água do bule em cima da cabeça do boneco. Se fizer xixi, a água está boa para fazer chá. Se não fizer, é porque não está suficientemente quente. Se sair uma esguichadela de três em pipa, é porque a água está demasiado quente.


Este deve estar a dizer que a água está à temperatura ideal...


Neste video, um rapaz mostra como funciona:


Neste video, uma visão mais próxima:


Mas nada como uma explicação pelos especialistas do Instituto de Pesquisa do Chá de Guilin, em Guanxi, China.
Encontrei também este artigo interessante, em inglês (5 páginas).

Há diferentes personagens, todos com a mesma... genitália:

Brushstrokes 003


12 outubro 2011

O Jogo da Cabra Cega

Chega.
É para isso que a noite nos oferece
o manto negro, para nos vestir de sonhos
quando despimos os pesadelos, estranhos
sapatos que calçamos horas a fio, tece
estrelas em redor dos nossos pés. Esse
teu vazio, eu também o chorei, e venho
aqui dizer-te isso mesmo, não contenho
mais todas estas palavras, mais não, se
tu choras, eu choro. Chega. Esconde-se
de nós o deserto, não vês? Eu apanho
do ar a tua solidão e rasgo-a, suponho
que lhe possa dar nós e mais nós, trouxe
comigo as minhas mãos, sim, enrola-se
e nunca mais se há-de desenrolar. Chega!
Vendei-me de ti para o jogo da cabra cega,
nunca, nunca mais vejo mais nada. Chega!

Fruta 18 - Fruta de praia

Photobucket

[Foto daqui]

F*** - Fome é a verdadeira obscenidade!

«The F Word: Famine is the Real Obscenity»

Deve ter aprendido com as caixas Multibanco

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O arsenal malandro


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11 outubro 2011

Caras conhecidas


Eram muito provavelmente de lycra as calças que ela tinha vestidas. Eram brancas, e tão justas, mas tão justas, que a vulva se desenhava mais perfeita do que seria visível se estivesse nua. De certo modo, aquela imagem era de uma nudez mais nua que a nudez. As formas acentuadas, o jogo de pequenas sombras, cortes e recortes, arcos, altos e baixos. Abriu-me a porta nesses preparos. Com as tais calças justíssimas brancas que desnudavam as formas da cintura até aos pés, e um soutien também branco, muito simples no desenho, opaco, sem adornos de qualquer tipo. Com uma particularidade apenas. Abria à frente. Conveniente.

A face escondia-se. Era uma máscara que cobria um pouco mais do que os olhos. Não era suficiente para ocultar aquela face ao ponto de jamais se reconhecer num outro encontro, mas a dúvida que permitia era bastante para manter algum segredo. Todas as mulheres naquela casa tinham essa máscara. Os homens não. Os homens tinham máscaras completas, que ocultavam as suas identidades sem margem para erros. Ultrapassada a porta e percorrido um corredor bastante longo, abria-se sob o nosso olhar um enorme salão de fraca luz, com paredes, chão e tecto negros. Havia carne por todo o lado. Homens e mulheres completamente despidos que se entregavam a um sexo de ânimo variável. Talvez nem o reino animal, daqueles irracionais, tivesse tal coisa. Talvez apenas o Homem fosse capaz de se amontoar em algo assim, brandindo erecções que rompiam por vaginas, anús e bocas, ejaculações barulhentas, pernas abertas em ângulos nunca vistos, gemidos estranhos. Ali não existia nada de emocional, de romântico. Aquilo era foda. Pura, mas não simples.

Num espaço ainda disponível daquele salão ela removeu as minhas vestes e também as dela. As dela, aliás, desapareceram com ajuda. Puxei-lhe a roupa com alguma violência, revelando as humidades que procurava. Era tudo muito intenso. Atirou-me para o chão, ela, e arqueando as pernas ajoelhou-se sobre a minha cara. Conseguia ver a vulva dela descer sobre mim, e removi a máscara para a lamber. Sei que ela não viu quem eu era até depois do orgasmo. Depois de o ter, deixou a cabeça tombar um pouco, e ao separar a vulva molhada da minha boca, olhou-me finalmente nos olhos e em seguida identificou-me. O espanto levou-a a uma retracção momentânea das pernas, fechando-se. Mas a necessidade de se controlar era superior. Coloquei rapidamente a minha máscara, cobri o corpo, e levantei-me, deixando-a deitada no chão, de lado, a observar-me rodeada por corpos que continuavam em fodas, e mãos estranhas que por vezes mudavam de corpos e lhe tocavam. Era tudo tão frenético, ali, que ainda eu estava a virar as costas com ela a olhar-me, e já outro pénis a começava a penetrar sem que ela parecesse sequer dar-se conta disso, tão fixa que estava, tomada pela surpresa.

Passou bem?

«Um olhar repleto de pulsações» - terceiro video de divulgação da colecção de arte erótica

Neste video, produzido e realizado pela Joana Moura, Luís Gaspar lê-nos desta vez um poema de Jorge Castro (OrCa) escrito especialmente para a minha colecção.



Videos anteriores:
«Carícias ao nosso olhar»
«Caminhantes no vale da sedução»