05 julho 2012

The Aikiu - «Pieces of gold»

Pornografia transformada em música

«Pinar para outra freguesia» - Patife

Os meus objectivos passavam por ter um fim-de-semana descansado. Mas acabei por ter um fim-de-semana descascado. A pila dá muitas voltas mas acaba sempre por voltar ao mesmo: Enfiada numa gaja possessa da pachacha qualquer que grita e geme muito mais do que lhe seria exigido. Mas este fim-de-semana pensei que ia ser um sossego. Fui ajudar uma tia-avó a levar uma série de materiais e donativos a um convento de freiras. Assim que entro vejo uma freira com uma cara que fazia adivinhar um regabofe de pinocada. Uma loba vestida de cordeiro. Uma devassa vestida de santa. Eu nestas coisas não me engano e vi logo que debaixo daquele ar angelical estava uma fodilhona de primeira água e não resisti a tentá-la. Na verdade sinto que estou a fazer um favor a Deus ao testar as convicções das suas discípulas. Há uma constante neste duelo Patife-Deus: Nunca perdi. Mas como esta devota era freira achei por bem não pôr o carro à frente dos bois, apesar de normalmente meter o nabo à frente das vacas. Rapidamente consegui ficar a sós com ela e, obviamente, não resistiu aos meus avanços. Mas como era freira e tinha os seus princípios só aceitava foder na posição de missionário. Por isso fui pinar para outra freguesia.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Água

Meus senhores eu sou a água
que lava a cara, que lava os olhos
que lava a rata e os entrefolhos
que lava a nabiça e os agriões
que lava a piça e os colhões
que lava as damas e o que está vago
pois lava as mamas e por onde cago.

Meus senhores aqui está a água
que rega a salsa e o rabanete
que lava a língua a quem faz minete
que lava o chibo mesmo da raspa
tira o cheiro a bacalhau rasca
que bebe o homem, que bebe o cão
que lava a cona e o berbigão.

Meus senhores aqui está a água
que lava os olhos e os grelinhos
que lava a cona e os paninhos
que lava o sangue das grandes lutas
que lava sérias e lava putas
apaga o lume e o borralho
e que lava as guelras ao caralho

Meus senhores aqui está a água
que rega rosas e manjericos
que lava o bidé, que lava penicos
tira mau cheiro das algibeiras
dá de beber às fressureiras
lava a tromba a qualquer fantoche e
lava a boca depois de um broche.

Bocage






























blogue A Pérola

Choque eléctrico


04 julho 2012

A posta construída em betão desarmado


Isto de a pessoa ser pai é um processo de construção. Um gajo vai construindo os alicerces enquanto aguarda a hora agá, pedra a pedra, numa mentalização prévia dos requisitos a que se obriga para o cabal cumprimento da função, sem fazer ideia do que o espera.
Depois eles nascem e a pessoa já tem uma porta aberta, construída para os acolher, e vai erguendo à pressa as mais sólidas paredes para proteger a criatura pequena e indefesa que ocupa todo o horizonte, todo o espaço existente em nós mais aquele que for preciso arranjar.
E depois o telhado, improvisado à medida das possibilidades, coberto com os materiais que a conjuntura disponibiliza, telhas boas aqui, remendos de madeira mais além, para impedir que nem do céu possam surgir as ameaças exteriores à redoma à prova de bala que tentamos em vão impor em redor do centro absoluto da nossa atenção.
Mas um dia eles começam a falar e depois provam que sabem pensar e chega a hora de nós, pais em construção, providenciarmos as janelas.
E é aí que no horizonte coberto das cores garridas de um mundo perfeito de fantasia em que os tentamos manter até para lá do razoável começam a surgir os remendos incolor, pintados pelo nosso pequeno grande amor a partir da paleta das suas interrogações e da sabedoria que nos escapa, adquirida lá fora ou a partir da dedução permitida pela inteligência em desenvolvimento acelerado.
As janelas que abrimos de par em par aos nossos filhos são sempre enormes, panorâmicas, aos olhos de quem as constrói reprimindo a tentação do gradeamento ou de qualquer outra forma de impedir que um filho possa cair enquanto espreita as vistas que partilhamos para ajudá-lo a perceber melhor o caminho que irá percorrer depois. Vistas de curto alcance, claro, um passo de cada vez para evitar os tropeções, e o filho a tentar espreitar pelo óculo que disponibilizamos de facto em vez da janela que se abre à nossa imaginação e nós, os pais em construção, a falar das coisas da vida, tijolo a tijolo mais o revestimento a azulejo para essas revelações soarem mais bonitas, para parecerem melhores do que são.
E nós, construtores em construção, muito liberais, somos apanhados desprevenidos com o trabalho de grupo na escola acerca de contraceptivos e com uma simples e prática questão lançada sem malícia no meio do nosso discurso encurralado no tempo das abelhinhas e das flores:

- Ó pai, para que é que há preservativos com diferentes sabores? 

«...da deterioração do Amor» - bagaço amarelo

Tenho um amigo que é obcecado por números. Quando digo que ele é obcecado por números, digo-o sem qualquer tipo de reserva. Tudo aquilo que ele sente, vê, ouve ou diz tem que estar relacionado com uma lógica numérica qualquer. Por exemplo, sempre que anda de autocarro anota num caderninho a matrícula do mesmo e o número do lugar em que se senta. De vez em quando faz as contas e passa a saber exactamente quantas vezes andou em cada veículo e em que lugar. Diz ele que o faz para ter uma noção mais real do que está a ser esta sua passagem pela vida.
Por princípio, poderia ser considerado um amigo nerd e insuportável, mas não é. É alguém que eu adoro visitar de vez em quando para ter daquelas conversas, sempre regadas com algum uísque, que se estendem pela noite dentro. Também gosto de o receber, e se me conseguir esquecer que ele sabe exactamente quantos degraus precisa de subir para chegar a minha casa, conseguimos ter conversas normais.
Noutro dia fui eu visitá-lo, e depois dele me dizer quantas vezes em média eu limpo os sapatos no tapete da entrada, sentámo-nos e ele serviu-me o primeiro de seis copos de uísque Bushmills (segundo ele, é essa a média de uísques que bebemos por cada noite destas). A partir daí, ficámos na conversa até às cinco da manhã e, suponho eu, ultrapassámos em muito a média do álcool ingerido. Todas as nossas conversas são, pelo menos a meu ver, interessantes precisamente por isso. Eu falo das coisas numa perspectiva sempre mais solta, ele sempre preso à sua lógica sequencial ou estatística.
A ele, durante estes mais de dez anos em que nos tornámos amigos, só lhe conheci uma namorada. Ele gostava tanto dela que passou a comprar cadernos de capa dura para registar tudo o que considerava importante, penso eu que para que esses registos durassem mais. Um dia a namorada nunca mais apareceu e ele nunca me explicou porquê. Abanava os ombros cada vez que eu lhe perguntava e rapidamente mudava de assunto.
Dei o primeiro gole e ele perguntou-me porque é que eu estava triste. Abanei os ombros e disse-lhe que a minha namorada me tinha dito que precisava de algum tempo para pensar na nossa relação e que, acabada de chegar de férias, nem sequer ainda me tinha vindo ver. Disse-lhe que o mais horrível de tudo era esta urgência que eu tinha de estar com ela e que ela, nitidamente, não tinha de estar comigo. Olhei-o de frente e ele sorriu, como se me percebesse e finalmente, com esse olhar, me estivesse a explicar o que lhe tinha acontecido a ele.
Vi-o levantar-se e voltar com um desse caderninhos de capa dura dos tempos em que tinha namorada. Na capa, com uma esferográfica azul, tinha escrito "...da deterioração do Amor". Abriu-o com muita calma e explicou-me que entre o princípio e o fim da sua relação, o número de beijos que a namorada lhe dava por sua iniciativa desceu de vinte e dois por dia para apenas três, o número de vezes que ela lhe dava a mão na rua desceu de cem por cento para apenas dois por cento. Olhou-me nos olhos para tentar perceber a minha reacção, mas eu ouvia-o impávido e sereno, sem esboçar fosse o que fosse. Por fim, disse ele, o número de vezes que tinham sexo desceu de seis vezes por semana para uma vez de duas em duas semanas.
Bebi tudo o que restava no meu copo de uísque e eu próprio me servi de outro, sem o servir a ele porque ainda tinha o copo cheio. Perguntei-lhe se tinha sido ele a acabar com ele ou se tinha sido ela, só para ver se ele, finalmente, abria um pouco o véu que cobria o fim da sua relação. Abanou os ombros e respondeu-me que, desde então, abana os ombros cerca de três vezes por dia, ou seja, sempre que alguém lhe fala de Amor.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Não vá o diabo tecê-las, que de tão perto se faça longe…

À semelhança de tudo mais, a forma de cada um fazer sexo reflecte a forma de ser de cada um, as suas características, que são também as que definem a sua atitude perante a vida, de onde, uma determinada atitude perante a vida, reflicta igualmente uma atitude perante o sexo. Se a pessoa for generosa, será generosa no sexo, se for egoísta, será egoísta no sexo, se for criativa, será criativa no sexo (se não for, não será), se for inteligente, será inteligente no sexo, se não for inteligente, não será inteligente no sexo, se for calculista, será calculista no sexo, se for paciente, será paciente no sexo, se for persistente, será persistente no sexo, se for violenta, será violenta no sexo, se for rude, será rude no sexo, se for delicada, será delicada no sexo, se for materialista, será materialista no sexo, se for honesta, será honesta no sexo, se for sincera, será sincera no sexo, se for mentirosa, será mentirosa no sexo, se for humilde, será humilde no sexo, se for arrogante, será arrogante no sexo, etc., etc., etc…. Se tiver sentido estético e ético, também no sexo o terá… não cai do céu aos trambolhões, nem se evapora… Aquilo que cada um seja (ou não seja), no sexo também o será (ou não será).

Bem sei que isto é um lugar comum… mas não vá alguém andar distraído…

Um ovo de Colombo!



Overdose homeopática - Marco Oliveira

03 julho 2012

A Música

Gostava de ser música, só isso.
Uma nota só, um sol, um dó ou um si bemol.
Guitarra ou piano tanto fazia, saxofone, melodia, distorção com mel ou limão.
Uma nota fecundada ao ritmo dos flancos, das coxas rasgada.
Uma nota franca, transparente, que fizesse tossir de encanto, por vezes de espanto.
E claro, com muita sensibilidade e alguma verdade.

Não é pedir muito.

ovo.cósmico
alogicasubjacente.blogspot.pt

Eva portuguesa - «Uma grande Mulher»

Ontem tive o enorme prazer e honra de verdadeiramente conhecer uma mulher excepcional, a que dá vida a uma colega minha.
Esta menina/mulher é um exemplo de coragem, força, sobrevivência, luta e sofrimento...
Ao pé dela sinto-me pequena e mesquinha, pois nenhum dos meus problemas se compara ao sofrimento por que esta mulher já passou... qualquer triste história que tenham ouvido, nada é quando comparada com a dela...
Esta mulher é uma fénix, que morreu e renasceu das suas próprias cinzas, fez do seu sofrimento um motor de luta, transformou as suas lágrimas em sorrisos.
Fez agora os 30 mas a sua cara parece a de uma colegial; os seus olhos não denotam nenhuma amargura; a sua bondade não deixa adivinhar o mal que já lhe fizeram; a sua postura calma em nada denuncia os tormentos que já viveu...
É uma Senhora, com cultura, educação; sabe estar, é divertida e é uma mãe extremosa.
E, através da sua história, consegui absorver mais o quanto as aparências iludem...
De origem Africana, foi vendida quando recém nascida, trocada por meia dúzia de moedas...
Foi violada, abusada e espancada...
Desses abusos resultou uma gravidez aos 13 anos que a sua mãe adoptiva obrigou a interromper. Essa situação foi tratada por uma carniceira que a deixou com dores monstruosas, uma anemia para a vida e o bebé ficou lá à mesma. Após 15 dias de sangramentos abundantes e dores alucinantes, numa ida à casa de banho, esta fénix sente sair aquilo que viu serem dois fetos já formados... Para além da brutalidade psicológica desta situação, houve o perigo de vida; mas mesmo assim foi-lhe negado acesso a cuidados médicos. A recuperação física foi lenta e dolorosa, mas a psicológica... essa só se fez anos mais tarde...
Esta menina/mulher juntou-se a pessoas que não seriam a melhor das companhias e, aos 15 anos, engravidou de um bebé que hoje é um excelente rapaz, gravidez essa que ela escondeu até não poder mais, para a criança não ir parar ao lixo como aconteceu com os anteriores. Juntou-se ao pai da criança e juntos iniciaram aquilo que poderia ter sido uma bonita família... mas que não foi... sofreu novos abusos, novos maus tratos, viu-se envolvida em negócios ilícitos e acabou por ser presa aos 19 anos.
Durante 7 anos, não pôde acompanhar o crescimento do seu rebento, que foi entregue aos avós. Além de que perdeu tudo aquilo que tinha.
Com 26 anos, um filho, sem nada, nem emprego, nem estudos e ex-presidiária, esta mulher agora renascida decidiu que daria ao seu filho o melhor que poderia e tornou-se acompanhante...
E para mim é uma honra e um privilégio conhecer este ser humano maravilhoso... este exemplo de vida e força... esta mãe coragem.
Só por ela já valeu a pena ter entrado na "putaria"!...
Obrigada,minha amiga!


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

Alô cancro, alô!

Já todos terão ouvido falar dos célebres casos das mamografias por satélite, ocorridos em Loures e São Bartolomeu de Messines, em 2001 e 2002 respectivamente, nos quais, alguém que se fez passar por médica, convenceu por telefone várias senhoras a colocarem-se à janela, com as maminhas ao léu, no sentido de serem radiofotografadas por um satélite para determinar se padeciam ou não de cancro da mama. 

A primeira página do Terras da Beira, um semanário guardense do qual guardo bastas memórias, deu a conhecer agora mais um caso semelhante, desta vez ocorrido na Guarda, no qual cerca de 60 mulheres terão sido convencidas por telefone a fotografar as suas zonas pudendas, sob o pretexto de que padeciam de cancro e estas serem necessárias para análise, enviando depois o registo fotográfico para o sinistro autor dos telefonemas.

Sinceramente, não consigo perceber como é que alguém cai numa esparrela semelhante. Eu é que não caio nessa. Sempre que alguém me telefona pedindo fotografias reveladoras da minha anatomia, com o intuito de realizar uma mamografia, digo logo que não e desligo. O que não vale um indivíduo estar atento às notícias...!

Pega de porta articulada, em bronze

Pequena pega de porta ou de gaveta, com um pénis que encaixa numa vagina ou se desencaixa e levanta.
Uma aquisição fresquinha para a minha colecção.






A cruzada de Cruise




HenriCartoon

02 julho 2012

Homens, tomem lá um rebuçadinho para a vista

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a mensagem.

«Assim vai ser difícil casar» - bagaço amarelo

Há mulheres encantadoras, tão encantadoras que não devia ser permitido que homens banais se sentassem ao lado delas nos transportes públicos. Há homens banais, tão banais que não devia ser permitido que se sentassem ao lado de mulheres.
O homem banal sentou-se mesmo à minha frente, no comboio, com cara de poucos amigos, e começou a praguejar por causa dum idoso qualquer que tinha demorado muito a comprar o bilhete na máquina automática. A mulher encantadora continuou a ler umas fotocópias que, suponho eu, teriam a ver com a sua actividade profissional ou académica. Eu continuei a ler o meu livro do Murakami. Acho que tanto eu como ela só queríamos silêncio, mas não o tínhamos.
Foi ela quem decidiu falar primeiro, e disse-lhe aquilo que é óbvio. Que as novas máquinas automáticas da CP podem ser complicadas para algumas gerações pouco habituadas às novas tecnologias, que o dever dele era ter ajudado primeiro e protestado depois. Evitei entrar na discussão, porque logo à partida percebi que não valia a pena, e foi isso mesmo que me encantou nela: insistiu. As mulheres encantadoras nunca desistem facilmente dum homem banal. É um dos seus encantos. Foram precisos, aliás, dez minutos para ela perceber aquilo que eu já tinha percebido. "Assim vai ser difícil casar", disse-lhe ele.
Os homens banais acham que uma mulher que argumenta não é boa para casar, por isso mesmo. A banalidade não consegue ser dialéctica. Não evolui. Um homem banal hoje é igual a um homem banal medieval. Nasceu, vive a protestar porque os idosos o fazem perder tempo, e depois morre. É isso que é ser banal. Ela encantou-me porque ainda luta contra essa banalidade. Eu não consigo. Sou banal.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Ar condicionado


Abduzido




Eh! Espera aí!...

Capinaremos.com

01 julho 2012

Como é que a menina geme?

Às apalpadelas


Antes de lhe conhecer o físico nem lhe imaginava os traços, talvez na prevenção de que quando nada se espera, nada magoa e por muito que fosse a sua massa cinzenta a excitar-me havia um resquício infantil de mim que ansiava que a sua imagem mostrasse logo que ele era um dos bons, na linha maniqueísta da banda desenhada dos super-heróis americanos.

Combinada a blind date, sem nenhum sinal de reconhecimento para qualquer um dos lados, a não ser o conhecimento da idade que visualmente é sempre tão enganador como qualquer maquilhagem, finquei-me na porta do restaurante a divertir-me na triagem de quem passava porque era novo demais, porque era velho demais, porque não calçaria aqueles sapatos tão formais, porque ele não escolheria aquela cor de calças, porque só em caso de força maior vestiria um fato.

De repente, vi um enorme sorriso avançar direito a mim e catrapum, tive o baque da certeza de que só podia ser ele. O seu tamanho era proporcional à simpatia e fazia dois de mim de modo que quando se dobrou para me beijar quase tive medo de ser responsável por a Torre Eiffel se partir, tanto mais que naquele momento toda a cidade era mesmo Paris em ferro e asfalto. Espreitei-lhe os polegares para confirmar a simetria das formas e aumentou a minha satisfação.

De qualquer forma, num balãozinho de pensamento concluí que não valia a pena avolumar os receios que para arrulhar a posição deitada ou sentada costumam revelar-se as mais apropriadas e nessas circunstâncias, não se avaliam os homens e as mulheres pelas medidas de comprimento mas pelas de potência.

Mordidela - por Silvio Porretta





Silvio Porretta

Bunda de gaveta



Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)

30 junho 2012

Homens, aprendam a remover tinta de uma máquina de secar

«foi só isso...» - bagaço amarelo

Por definição não gosto de galerias de arte. Gosto de arte, todo o tipo de arte, quando de alguma forma ela me emociona. O problema das galerias de arte é exactamente esse: castram a emoção pela raiz. Primeiro enclausuram-na, depois silenciam-na e por fim exibem-na como se fosse uma coisa rara. Não é. A arte, todo o tipo de arte, é-nos natural.
Ainda não estava apaixonado pela Teresa no dia em que fomos ver uma exposição de pintura em Lisboa, dum pintor qualquer de que já nem lembro o nome, mas acreditava que isso me ia acontecer em breve. Ela foi pousando brandamente os olhos dela, de quadro em quadro, e quando andava era como se o som dos seus saltos altos fosse uma espécie de crime. Aligeirou o passo e perguntou-me se eu estava a gostar.

- Mais ou menos... - respondi para não a desiludir totalmente - nenhum dos quadros é figurativo, então nenhum me diz nada.
- Ao menos fala baixo. - pediu ela de forma embaraçada.

Eu saí da galeria e esperei por ela lá fora e, enquanto passeava os meus olhos de forma discreta pelas mulheres que iam passando, decidi-me a não me apaixonar por ela. Às vezes, não Amar pode ser a melhor solução. Pelo menos foi o que eu pensei. A Teresa era bonita, mas também ela era uma espécie de galeria de arte. Nela, às vezes tinha que falar baixinho para não parecer estúpido. Outras vezes vezes era mesmo melhor calar-me.
Nesse mesmo dia inventei uma desculpa qualquer e apanhei o intercidades para Aveiro, onde acabei a noite sozinho a beber Bushmills num bar que também tinha nas paredes uma exposição de pintura. Sem sair da minha cadeira ao balcão, vi os quadros todos. Eram retratos de pessoas que provavelmente nem existiam. A dona do tasco reparou e perguntou-me se eu tinha gostado.

- Sim, todas as pessoas retratadas me parecem serenamente felizes, como se tivessem acabado de passar por uma qualquer contrariedade na vida e agora se sintam calmas e aliviadas.
- Obrigado, vou dizer isso à minha filha. - Ofereceu-me o terceiro copo de uísque, que agradeci.

Nessa noite cheguei à conclusão de que, pelo menos para mim, era melhor que todas as exposições de qualquer tipo de arte fossem em bares e não em galerias. Nas galerias, por norma, não interpretamos sequer o que vemos. Pelo contrário, submetemo-nos totalmente àquilo que é suposto perceber, ou então é melhor fecharmo-nos na nossa esmagadora ignorância.
Eu acredito, e gosto de acreditar, que o ser humano é criativo em praticamente tudo o que faz. A Amar também. O Amor é uma arte como outra qualquer, embora não tenha suporte físico. É como a música, por exemplo, e nesse dia desafinei de propósito para acabar de tocar uma canção que nunca me iria sair bem. Foi só isso.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

«O laço impenetrável do silêncio» - o livro fresquinho da Paula Raposo


Este exemplar já mora na minha colecção, a juntar-se a outros livros da Paula Raposo que, apesar de ela sempre ter contestado, combinam muito bem com os cortinados d'a funda São. Aliás, a Paula deu-nos o miminho de partilhar esse "segredo" na badana da contracapa deste livro:


Vários dos poemas deste livro foram publicados aqui. Esses e outros têm um toque erótico muito especial. Para aguçar o meu próprio apetite (o vosso, cada um sabe de si), escolho este, que penso que a Paula Raposo ainda não tinha publicado aqui:

Mundo

Poderia falar da madrugada
- o tempo mágico -
e das vozes perdidas
entre gargalhadas
e sons inaudíveis.
Poderia falar da noite
que vem sempre
- inexorável e premente -
deitar-se connosco.
Mas, hoje, só posso falar
de saudade, de beijos;
imponderáveis e devaneios,
que me levam
- entre abraços e carícias -
ao fim do Mundo!


Podes encomendar o teu exemplar directamente à Paula Raposo. Basta que deixes o teu contacto nos comentários.

Um sábado qualquer... - «A aliança com Abraão»





Um sábado qualquer...

29 junho 2012

Já tiveste relações sexuais com um Rolls Royce?

Não! Eu não perguntei nada sobre sexo dentro de um Rolls Royce!
Estou a referir-me a um... acompanhante para um casal que é um luxo em tecnologia: o massageador Tiani 2, da Lelo.
É um vibrador para casais desenhado para ser usado pela mulher durante a relação sexual.
Em forma de "U", o lado mais fino (sem vibração... mas em minha opinião deveria ter) deve ser inserido na vagina, ficando o lado maior (que tem a vibração) no exterior, de forma a estimular o clítoris.
Tem um controlo remoto (sem fios) que também pode vibrar e é revestido do mesmo silicone suave, podendo entrar também na... festa ou indicar ao parceiro as vibrações que a unidade principal está a proporcionar.
Esse controlo remoto tem várias funcionalidades, permitindo 3 modos diferentes de controlo da vibração: conforme a sua inclinação, pelo seu movimento e vibrações pré-programadas (6 diferentes).
E é à prova de água, para facilitar a limpeza ou para ser usado no banho.


Queres saber como é que funciona? Eu podia tentar explicar-te mas... é melhor seguires o conselho do grande Luís de Camões, naquele glorioso canto IX de «Os Lusíadas»:


"Melhor é experimentá-lo do que julgá-lo
E julgue-o quem não pode experimentá-lo."


Entre a ponte e o caminho

Uma pequena ponte pedonal em madeira num caminho de terra num jardim com árvores frondosas e relva bem tratada. Um homem e uma mulher caminham em silêncio, seguindo os caminhos tortuosos, quase labirínticos, do jardim. O homem pára a meio da ponte. A mulher dá ainda dois ou três passos, continuando sozinha, sem dar conta da paragem dele, então hesita, volta-se para trás e olha-o com ar inquiridor sem obter resposta. Ficam onde estão: ele a meio da pequena ponte e ela já no caminho de terra.
– E se eu saltasse agora? – Pergunta o homem, pousando as mãos no tronco de madeira que serve de protecção lateral.
A mulher, que o vê falar mas não o ouve, mostra-lhe um sorriso esbatido e tira o auscultador do ouvido direito.
– Queres água? – Pergunta, mostrando-lhe a garrafa de plástico que traz na mão esquerda.
– Não – responde ele, aborrecido. – Não ouviste o que eu te perguntei?
– Percebi que querias água.
– Não quero. – E repete: – E se eu saltasse?
– Saltasses?
– Sim.
Em silêncio, a mulher olha para as mãos dele agarradas à madeira e para o seu rosto tenso e ressentido, sem se fixar neles, olha para a ponte e para as margens do ribeiro seco e esboça um primeiro sorriso. Então, de forma ostensiva, com um sorriso aberto e uma expressão provocatória, olha em volta como se procurasse um sítio de onde ele pudesse saltar com alguma dignidade. Volta a olhar para a ponte e para as mãos deles cravadas no tronco de madeira.
– Se saltasses dessa ponte? – pergunta por fim.
– Sim.
– Para quê?
– Não interessa. A pergunta é: e se eu saltasse?
A mulher aproxima-se da ponte e olha para baixo, para o leito seco do ribeiro que está a cerca de metro e meio da ponte. Sem dizer nada, a mulher olha para o homem à espera de uma explicação ou, é o que lhe parece que ele vai fazer, da continuação do delírio. Ele não diz nada.
– E ias saltar para quê? – insiste.
– Faz hoje um ano – declara ele em tom acusatório, sem levantar a cabeça, concentrado no leito seco por baixo de si. – Um ano, Estela.
A mulher não estava à espera daquele assunto mas não fica surpreendida. Sabe do que ele está a falar e está há demasiado tempo à espera desta conversa para se surpreender com o seu aparecimento, que, aliás, ela própria também podia ter iniciado. Não responde logo pois hesita na resposta e no tom – na realidade, hesita unicamente no tom em que vai responder; a resposta, percebe-o a olhar-lhe para as mãos, é-lhe indiferente. Completamente indiferente.

Olhar de quem ama.


Vou te comer






Meninas WTF

28 junho 2012

I'm not gay, but thanks for the compliment


uma marcha cheia de coragem. e de bichas corajosas, poi'claro!


 *lady bug a tomar consciência da sua grandeza... de espírito*


porque é isto que nos move: os direitos. o direito a ter duas mães, a ter dois pais; porque essa coisa da família «normal» é muito jurássica e desde sempre houve famílias «diferentes»: crianças criadas pelos avós, pelos tios, às vezes pela avó e a mãe, outras apelas pelo pai... se há uns anos era um grande «drama» ser filho de pais divorciados, hoje em dia esse «trauma» já foi superado (foi, não foi?) e dá lugar à questão do direito a constituir família com quem se ama. e se porventura esse alguém for do mesmo sexo? e se essas pessoas tiverem condições económicas, saúde e, sobretudo, amor para proporcionar à criança?

«achas que é a mesma coisa? uma criança criada por heterossexuais e uma criança criada por homossexuais?» - a minha resposta é: não. não é a mesma coisa. é diferente. DIFERENTE. não é saudável? vai traumatizar as crianças? oh senhores, todos os homossexuais são filhos de heterossexuais... onde é que estes falharam?


se até o santo antónio já se modernizou... o que faltará a algumas «cabeças» que para aqui andaram?


e esta é a imagem do dia da Marcha do Orgulho LGBT. 
não esquecer: dia 30 de Junho há Arraial no Terreiro do Paço.

Frozen Yogurt, Alergia e Pensar e Falar

Depois destas duas louras falarem de amizade, boleias e hemorróidas e, depois, de Burras ou não burras, catarro e Frusteka, aí estão de novo. Já não conseguimos passar sem estes dois... pares...

«Voltar à chacha de partida» - Patife

Hoje deixem-me falar-vos da melhor pandeireta que já tive a oportunidade de despachar à tolada. Há uns meses estava num seminário e vi a bilha mais arrebitada e simétrica do Universo. Nunca mais vi uma que se assemelhasse àquela perfeição nadegal e que conseguisse alçar-me o nabo daquela maneira desenfreada. Quando o rabo passou mesmo à minha frente o tempo reduziu as rotações, permitindo-me analisar ao pormenor todos os vincos, recantos, contornos, formas côncavas e convexas daquela peidola, o que me fez ir a correr à casa de banho bater uma sarapitola. Depois, já menos sôfrego, voltei e sentei-me ao lado dela no anfiteatro do seminário. Nem sequer estava inscrito mas sempre achei que os seminários são dos melhores covis de engate da cidade. Por isso é muito natural encontrarem-me neste tipo de eventos. A palavras tantas, quando uma oradora saiu do palco murmurei para mim mesmo qualquer coisa como: Uma já se foi. Outra há-de se vir. A dona da pandeireta fez um esforço notório para não se rir, mas a toada de parvoíce não parou enquanto os oradores iam mudando e teve o seu epílogo quando dois gajos manifestamente rabichos faziam uma apresentação em duo. O tipo que estava do outro lado da gaja soltou um inconveniente: Estamos entregues à bicharada. Num sussurro apressei-me a comentar: Mais valia estarmos entregues aqui à minha picharada. Ela devia ser saída da racha pois depressa se levantou acenando para a seguir. Fomos directos à casa de banho para eu lhe abafar a bufa, que a coisa não dava para esperar muito mais. O problema é que com o tamanho da minha verga e o tradicionalmente estreito canal do cagueiro eu devo ser um autêntico Murphy das leis do enrabanço. Se alguma coisa pode correr mal, então vai correr mal. Por isso lá tive de voltar à chacha de partida.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Fruta 90 - Turista acidental

Meio-dia e meia



27 junho 2012

Amanda Palmer - "I Want You, But I Don't Need You" - ao vivo na The Music Box



Original de Momus, do álbum «Ping Pong» (1997)

"I like you, and I'd like you to like me to like you
But I don't need you
Don't need you to want me to like you
Because if you didn't like me
I would still like you, you see
La la la
La la la

I lick you, I like you to like me to lick you
But I don't need you
Don't need you to like me to lick you
If your pleasure turned into pain
I would still lick for my personal gain
La la la
La la la

I fuck you, and I love you to love me to fuck you
But I don't fucking need you
Don't need you to need me to fuck you
If you need me to need you to fuck
That fucks everything up
La la la
La la la

I want you, and I want you to want me to want you
But I don't need you
Don't need you to need me to need you
That's just me
So take me or leave me
But please don't need me
Don't need me to need you to need me
Cos we're here one minute, the next we're dead
So love me and leave me
But try not to need me
Enough said
I want you, but I don't need you

La la la
La la la

I love you, and I love how you love how I love you
But I don't need you
Don't need you to love me to love you
If your love changed into hate
Would my love have been a mistake?
La la la
La la la

So I'm gonna leave you, and I'd like you to leave me to leave you
But lover believe me, it isn't because I don't need you (you know I don't need you)
All I wanted was to be wanted
But you're drowning me deep in your need to be needed
La la la
La la la la la la la la la

I want you, and I want you to want me to want you
But I don't need you
Don't need you to need me to need you
That's just me
So take me or leave me
But please don't need me
Don't need me to need you to need me
Cos we're here one minute, the next we're dead
So love me and leave me
But try not to need me
Enough said
I want you, but I don't need you

«conversa 1896» - bagaço amarelo

Ela - Imagina que engatavas hoje uma mulher qualquer.
Eu - Estou a imaginar.
Ela - Acabavas num hotel com ela...
Eu - Sim...
Ela - O que é que ias pensar se, quando ela se despisse, reparasses que ela tinha umas cuecas até acima do umbigo, daquelas que servem para ficarmos mais magras na barriga? Uma cinta...
Eu - Argh!
Ela - Obrigado, era o que eu queria saber. Vou à loja devolver as minhas.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Amor, paixão e sexo: teoria e convicção

O amor é um sentimento de um altruísmo e generosidade inacabáveis. O amor tende a ser definitivo. O amor transcende-nos. Transcende a razão. O amor anula o egoísmo, o orgulho, a posse, a guerra… O amor vai além da distância. O amor vai além de tudo. Depois do amor, não há nada. Mas o amor é … raro. Além da ordem natural dos laços estabelecidos pelo sangue (entre pais, filhos, irmãos…) e da verdadeira amizade, suponho que sejam poucas as pessoas que realmente o experimentam. Acredito que possa também haver um “estado de amor” que não dependa de ninguém ou de nada específico… há-de ser isto qualquer coisa semelhante à “iluminação”. O amor é um sentimento muito elevado que depende por isso também da capacidade emocional para amar. Entre um homem e uma mulher, quando acontece, o amor é “o princípio”… é onde a vida começa… e é também, muitas vezes, onde ela acaba. Casos destes são aqueles extraordinários em que do princípio ao fim dois seres atravessam a vida intensamente apaixonados, sobrevivem ao desgaste do tempo e dos corpos, e ao cabo de décadas, até que a morte os separe, ainda os olhos do outro lhes fazem brilhar os olhos. É também o que sucede em casos daqueles em que toda uma vida não chega para fazer desaparecer a dor pela ausência da pessoa amada… sendo tão escassa a probabilidade de salvação como o milagre de um outro amor. Em ambos os casos, não há um minuto sequer nestas vidas em que não desejem “o outro” ao lado, e a quem, independentemente disso, possam não desejar “o bem”, seja isto uma benção ou uma maldição.

Semelhante ao amor nalguns sintomas, a paixão é algo de muito mais “terreno”, de muito mais sujeito aos caprichos da natureza humana. A paixão exige a presença física, a “posse”, e evolui para estados de ira quando não satisfeita. Quase todas as pessoas se apaixonam, geralmente mais do que uma vez ao longo da vida... A paixão é temporária. Dificilmente irá além de um ano ou dois… Seja como for, mais tarde ou mais cedo, acaba. Pode resultar em profunda amizade, uma forma suave de amor… ou então, resultar em coisa nenhuma. É um estado passageiro de euforia em que a natureza suprime os defeitos do outro, intensifica o desejo, e promove a harmonia de modo a permitir um período de adaptação de um casal entre si. Para quem o aproveita bem, resulta bem. Para quem não o aproveita bem, resulta mal. Aqui se incluem todos os casos de casais que começam com “um grande amor” e acabam sem se reconhecer, à porrada, ou a digladiar-se pelas razões mais absurdas.

Sexo, é outra coisa. Havendo amor, o sexo é sempre algo de “sublime”, mesmo que seja, do ponto de vista sexual, uma lástima. O amor em si não produz “bom sexo”, mas, havendo união física com a pessoa amada, produzem-se outras coisas: a imensa felicidade, ou mais, a plenitude! E claro… “bom sexo com amor” é… o verdadeiro “êxtase”: o auge do prazer físico e psíquico. A paixão em si também não faz milagres pela qualidade do sexo… mas lá está… faz do sexo sempre uma experiência positiva, ainda que na prática o desempenho sexual possa não passar da pobreza franciscana. O pior é que, findo o período de paixão, para quem não tiver desenvolvido uma boa relação sexual, o desejo acaba. Como é evidente, no que respeita ao prazer, a seguir ao “bom sexo com amor”, o “bom sexo com paixão” é do melhor que há. Depois… não sei: “mau sexo com amor” ou “bom sexo com paixão”? “Mau sexo com amor”, “Mau sexo com paixão”, ou “bom sexo sem amor nem paixão”? É difícil de decidir … se calhar é relativo, tem dias, depende dos gostos … A questão aqui é o que seja um bom equilíbrio entre estados de prazer emocional e estados de prazer físico. Para mim o conceito de “bom sexo” inclui já um mínimo de prazer emocional ou, pelo menos, o conforto emocional (bem-estar, confiança, respeito,...) a partir daqui… como diz Epicteto, o estóico, “há coisas que dependem de nós, e outras que de nós não dependem”…

… mas tenho ao menos por certo que um “bom sexo” é um bom argumento para o despertar do amor e da paixão (mal, não faz)… além de ser em si só uma coisa muito agradável… (e de fazer bem à pele e tal…)

Patinho Feio




Alexandre Affonso - nadaver.com

26 junho 2012

Eva portuguesa - «Fetiches»

Já vos falei nas taras mais "diferentes" com que fui confrontada.
Hoje quero-vos falar de algo mais soft: os fetiches.
Os fetiches são desejos diferentes do habitual mas mais comuns e menos bizarros que as taras.
Vou começar por descrevê-los por ordem decrescente de pedidos:
- Chuva dourada - é uma constante.Não passa uma semana sem que me perguntem ao telefone se o faço. A primeira vez que o fiz foi complicado... para já, não sabia o que era; depois disso esclarecido, estive uma hora a beber água e mais água e, quando preciso de ir fazer xixi, não posso; tenho que aguentar até o cliente chegar. Felizmente não demorou muito mais... mas primeiro ele queria beijos, apalpanços, sexo oral e até penetração... aguentei-me até ao sexo oral, após o que lhe disse que, se me penetrasse, eu fazia xixi na hora. Ele então não quis, deitou-se no chão onde eu já tinha posto lençóis e toalhas, de barriga para cima, mandou-me abrir as pernas e ficar meio agachada de pé, por cima dele e virada para ele e com a minha c*na bem perto da cara dele. Começou a masturbar-se e pediu para eu fazer o mesmo, começou a acelerar e grita-me agora!... Finalmente aliviei a bexiga! E ele bebeu quase tudo, enquanto se vinha abundantemente...
- Sodomização - é também das fantasias mais pedidas. Basicamente, o homem gosta de ser penetrado, mas não por outro homem; quer uma mulher que acrescenta um sexo de homem falso a enrab*-lo sem dó nem piedade... E olhem que os vibradores de cintura costumam ser bem avantajados!... Estes clientes têm orgasmos fortes, brutais e mais longos que o habitual. Sei que há quem ache que este fetiche representa no fundo um desejo homossexual em homens que são homofóbicos... Eu pessoalmente não concordo... Talvez por gostar de sexo anal e essa parte da anatomia ser igual no homem e na mulher (com mais ou menos pêlos ;) e saber que é uma zona com muitas terminações nervosas; compreendo que ambos possam retirar prazer deste tipo de relação sexual.
- Botão de rosa - não é incomum perguntarem se faço... Desculpem se ofendo alguém mas... que nojo!!! Como é que um homem que eu não conheço espera que eu lhe lamba, beije e sugue o ânus?... Aqui está um fetiche que eu não faço... esqueçam... se me quiserem fazer, é com o cliente, agora eu fazer... fora de questão!
- Virem-se na cara - é bastante comum homens que, depois de perguntarem se eu faço oral até ao fim sem preservativo e eu responder que não (pois não faço mesmo!) pedirem para se virem na minha cara... Claro que respondo que não mas fico a pensar como é que, não fazendo eu oral até ao fim sem protecção, esperem que eu aceda a este desejo... o perigo de transmissão de DST´S para mim continuaria a ser enorme! Será que estes homens não pensam, ou como o risco seria só meu, são tão egoistas que não querem saber?....

Bem, deixo-vos aqui o inicio deste relato.
Tenho muito mais para vos contar mas fica para o próximo capítulo...
Vão passando...
Beijocas.


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

Coito interrompido ou coito... ininterrupto?

Há cerca de 47 milhões de anos, a quietude das águas de um lago, situado naquilo que hoje é a Alemanha, achou-se perturbada pela agitação frenética proporcionada por vários casais de tartarugas envolvidos num verdadeiro regabofe reprodutivo. Infelizmente, a actividade da prática do amor, por parte destes simpáticos e dedicados répteis, viria a ser cruelmente interrompida quando um verdadeiro cataclismo se abateu sobre eles, liquidando no acto todos os seres vivos das redondezas.


Hoje, milhões e milhões de cópulas depois, perdão, milhões de anos depois, o testemunho silencioso daquele momento veio à luz do dia em Messel, não muito longe de Frankfurt, na forma de nove casais de tartarugas que ficaram autenticamente feitos num oito.


Ora é exactamente aqui que surge a minha dúvida: como se deve rotular o drama destas apaixonadas e eternizadas tartarugas? Coito interrompido ou coito ininterrupto?


Notícia original: Público

As Sessenta Virgens

Deus estava a fazer a barba. Desde há séculos (literalmente) que todas as manhãs acordava dorido e angustiado e chateado com a vida e ainda por cima despeitado com o Seu mau hálito. Frequentemente sofria de insónias.
Nunca Lhe tinha passado pela cabeça que tudo acabaria assim quando, alguns milénios atrás, tinha aceitado aquela missão na Agência Intergaláctica de Amas para Planetas.
É certo que Lhe tinham dito que a Terra era um planeta "classe zero" e que Ele teria que contemporizar com todos os credos e crenças dos seres que aí habitavam. Na altura tinha pensado na missão como um desafio. Hoje em dia, a pior coisa era ter que fingir que não existia quando se cruzava com algum ateu pretensioso, lá em baixo no Céu.
"Toque, toque" - um querubim batia à janela.
- O que é? Não pode esperar? - ralhou Deus enquanto abria uma fresta.
- Deus, o mártir muçulmano que chegou ontem está a ter problemas com as virgens - informou o querubim.
"Os muçulmanos, sempre os muçulmanos" - pensou Deus para com os seus botões. "Esses gajos mais a parvoíce das sessenta virgens". Como é que era suposto esperar que Ele arranjasse sessenta para cada mártir se achar uma já era difícil. Por Ele podiam ir todos para o Inferno, se ao menos o Inferno existisse. Século após século, Ele tinha-se preocupado, e preocupado, e perdido uma eternidade de noites (literalmente) a pensar como havia de contornar a escassez de virgens. Hoje em dia dava dez a cada mártir quando chegavam e mais uma de vez em quando até que eles perdessem a conta.
- Vá lá Deus, o que é que eu faço - insistiu o querubim.
"Essa era outra. Ele tinha sempre que saber o que fazer. E toda a gente O chamava Deus quando o Seu nome verdadeiro era Henrique."
- Ok, Ok, Eu vou ver se ainda tenho algum - respondeu Deus ao querubim.
Deus continuou a fazer a barba, enquanto o querubim se afastava rapidamente levando consigo o milagroso comprimido azul, Viagra, para dar ao mártir.

ovo.cósmico
http://alogicasubjacente.blogspot.pt/

«Os jardins de Eros II» - tríptico, acrílico sobre cartão, Carlos Martins, 2001, Portugal

Tríptico da minha colecção.



25 junho 2012

Doritos - «Noite dos rapazes»

«respostas a perguntas inexistentes (203)» - bagaço amarelo

das coisas que eu não percebo em mim

Merda de microondas. Acabei de queimar a língua. Todas as manhãs é a mesma coisa: ou aqueço demasiadamente o leite ou tenho que o beber frio. Dantes, quando o punha num fervedor de metal e o aquecia no fogão a gás, nunca falhava. Sabia exactamente qual a temperatura a que estava só de olhar para ele. Agora, com o microondas, é todas as manhãs um stress. O que eu não percebo em mim, é porque é que tendo o fogão a gás mesmo ao lado do microondas, insisto em usar este último todas as manhãs.
Há mais coisas que eu não percebo em mim. Todas as manhãs, todos os dias, todos os meses, todos os anos. Por exemplo, saber que a Primavera gosta de entrar pelas janelas da minha casa e, mesmo assim, nunca as abrir mal a vejo do outro lado dos vidros. Vejo-lhe a luz, não lhe sinto cheiro.
Movimento-me assim, num colete de hábitos que tem como único objectivo fazer com que o tempo passe por mim sem que eu passe por ele, até ao segundo exacto em que me dou conta disso mesmo. Por exemplo, de que a pessoa que eu Amo e que está ali ao meu lado, não é apenas uma sombra de todos os dias, de quem me vou despedindo todas as manhãs para depois cumprimentar à noite com um beijo na boca sem sabor.
São dez horas e dezasseis minutos dum dia qualquer primaveril. Raspo três vezes um fósforo na respectiva caixa para acender um dos bicos do fogão. Faz-se fogo, faz-se luz. Aqueço o leite enquanto abro as janelas de casa e corro para a porta para beijar de novo a minha companheira. Mais prolongadamente, desta vez, e com um "Amo-te!" à mistura. A minha vida é uma das coisas que eu não percebo em mim.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

A mecânica dos rabiscos




Via Watermeloncolya

Qualidades

É difícil achar alguém que goste de ti, imagina de alguma qualidade em especial?




Eh! Espera aí!...

Capinaremos.com