21 julho 2012

A Confraria do Príapo avança com diversas iniciativas



A Confraria do Príapo, de que faço parte com muito prazer, tem mostrado um forte dinamismo na promoção da tradição da louça erótica das Caldas da Rainha.
Na semana passada, houve um jantar da Confraria e a inauguração da exposição «Símbolos Fálicos do Mundo», com fotos de Zica Capristano, antropólogo falecido poucos dias antes. Esta exposição está a decorrer até 31 de Julho no Centro Cultural das Caldas.
A Confraria está a preparar um livro de investigação sobre o falo das Caldas, que será editado até ao final deste ano. Esta é uma excelente notícia, pois o nosso Charlie também está a preparar um estudo sobre «a religião e o culto fálico na região Oeste» e serão, certamente, duas obras que se irão complementar.
A Confraria do Príapo tem vindo a apoiar iniciativas de várias entidades, estudiosos, designers e artesãos, relacionadas com o falo das Caldas.



Entretanto, na notícia da «Gazeta das Caldas» sobre este jantar, abordaram também um tema que me interessa especialmente:

"Decisão sobre Museu do Erotismo nas Caldas está para breve

O Museu do Erotismo das Caldas da Rainha ainda não está decidido pela autarquia. Continuam as negociações com o coleccionador de Coimbra, Paulo Moura, que gostaria de ceder a sua colecção à cidade (com opção de compra para a Câmara após um período de dez anos).“O problema é o custo da instalação do museu, pois é necessário um edifício de alguma dimensão, várias salas e vitrines e esses encargos, segundo o coleccionador, devem ser a cargo da Câmara”, disse Fernando Costa. As peças continuarão a pertencer ao coleccionador por 10 anos e há em seguida uma opção de compra para a Câmara, mas segundo o edil o valor pedido de 300 mil euros “é muito elevado”.De qualquer forma, Fernando Costa afirmou que “a Câmara municipal vai decidir a curto prazo se vai haver museu ou não”."

Homens, aprendam a substituir uma torneira misturadora do lava-louças

«conversa 1890» - bagaço amarelo

Ela - O teu blogue era muito mais interessante quando não tinhas namorada.
Eu - Eu gosto mais agora.
Ela - Agora, quando te pões com sentimentalismos, és um chato. Espero que a Raquel te deixe o mais depressa possível.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Talher erótico da Indonésia

Garfo e colher grandes da Indonésia, com um casal esculpido em madeira. Ele, com o pénis erecto e ela, grávida. ambos sentados em cima de falos enormes. Sempre juntinhos, na minha colecção.

Um sábado qualquer... - «Mudanças 2»





Um sábado qualquer...

20 julho 2012

As nossas louras dos dois pares falam de bullying, pornografia e mamilos

19:30

Achas que fiz mal, Antunes?

Porque é que me chamas sempre Antunes?
O quê?
Chamas-me sempre Antunes…
Pensava que gostasses de ser tratado assim.
Antunes?
Sim.
Eu não me chamo Antunes, Dina.
Desculpa?!
Eu não me chamo Antunes.
Foi por isso é que não fomos tomar café?
Por eu não me chamar Antunes?... Não. Quero dizer, acho que não. Foi porque quando eu podia não podias tu e quando tu podias eu…
E agora podes?
O quê?
Tomar café.
Agora?
Sim. Agora. Daqui a uma hora. Hoje.
Posso.
Mas tu não te chamas Antunes.
Não.
Sabes onde é que é o Moustache?
Sei.
Lá, daqui a uma hora?
Sim. Pode ser.
Tu sabes quem eu sou?
A Dina?
Não é isso. Tu conheces-me se me vires?
Acho que sim.
É que eu pensava que tu fosses outra pessoa…
Já percebi.
Não estás chateado?
Quando falas comigo, quanto trocamos mails ou conversamos no chat…
Por isso é que o teu facebook não tem Antunes!
Pois, eu não…
Eu estranhava isso mas pensei… Não interessa! Isso agora não interessa nada. Moustache, sete e meia?
Sim.
E não estás chateado?
Por não me chamar Antunes?
Não, parvo!
Sete e meia?
Sim. Sete e meia. Até já.

O desporto pode dar mesmo muita saúde!

Apreciem o ar saudável da atleta australiana Michelle Jenneke, que tem 19 aninhos, nos exercícios de aquecimento antes de uma prova de 100 metros barreiras no Campeonato Mundial de Atletismo de Juvenis de 2012, que decorreu de 10 a 15 de Julho em Barcelona.
Saúde!

Fruta 93 - Lavar depois de usar

Já tive mulheres de todas as cores ♪





Meninas WTF

19 julho 2012

«Ted LOVES AXE Messy Look!» - de vez em quando a AXE passa-se...

«Peeping Tom X» - Patife

É um facto que tenho andado mais virado para o pinanço que para o espreitanço, o que me fez cometer o pecado de andar esquecido dessa coisa fantástica que é o voyeurismo. Por isso foi a esfolar o carapau que o Patife voltou a espreitar as pesquisas que os seus leitores fazem nos motores de busca. E assim cá vai mais uma ronda com as sempre insólitas pesquisas que conduziram, no último mês, os mais criativos internautas a este vosso Fode Fode Patife:

Herdade das pachachas: Também conhecido por Pacheco. Mas não é bem uma casa de repouso.
Beco da pachacha: Isso é um mito. Já comprovei que tem saída pois uma vez, dado o tamanho do meu nabo, já entrou pela pachacha e saiu pela garganta.
Boazonas nuas a lember conas: A sério!? Lember novamente? Pensei que já tínhamos conversado sobre isto. Isto começa a tornar-se num problema sério.
Caniche a lamber cona: Não julgues cá que por saberes escrever “lamber” deixas de teres problemas mais sérios para resolver.
Como é que consigo dar duas quecas: Também não consigo. Menos de três nunca consigo pois aqui o zé nabo nunca amolece.
Conas e freiras: Te garanto que as freiras têm cona, não é nenhum mito religioso.
Crítica à baba de caracol: Posso gabar-me de ter sido o primeiro neste país a criticar a baba de caracol. Aproveito para informar que aqui a minha baba de brenhol está disponível a custo zero.
Eu faço bons broches: Já muitas me disseram o mesmo e estavam enganadas. Mas tira senha que eu avalio. Sem problema.
Picha maior do mundo: Sois demasiado amável, mas acho que é a segunda. Dizem que o John Holmes tinha 33 centímetros de picha. Fico a três.
Gajas a foder que parece que nós estamos a foder com elas: Chama-se imaginação, filho. Larga as internétes.
Lindas que arregaçam o grelo da cona para foder: Aplaudo a inversão retórica. Começa com um "lindas", coisa pura onde não custa imaginar borboletas e andorinhas a esvoaçar, e depois, quando menos se espera, espeta-nos com um “arregaçam o grelo da cona”. É preciso amplitude mental, hein?


Patife
Blog «fode, fode, patife»

"Onde está o Wally?"

Alex Szekely






































blog A Pérola

Diáfano


18 julho 2012

Saltos Altos



Ela chegou de vermelho.

Vermelho nos lábios,
vermelho na seda do vestido.

Ele beijou-a
e suavemente acariciou
o corpo macio.

Despiu-a
e era vermelho
o tom interior
daquela lingerie rendada.

Os sapatos,
de saltos altos,
vermelhos,
fizeram parte do momento
que cinicamente ele comprou.

Ela chegou de vermelho.
e saiu vermelha
de nojo e de raiva.

Vera Sousa Silva
poema no livro "Bipolaridades"
Blog Palavras Soltas

«conversa 1899» - bagaço amarelo

Eu - Achei muito estranho tu ontem nem sequer teres falado com a Guida.
Ela - Eu nunca mais falo com a Guida.
Eu - Estão zangadas?
Ela - Estamos. Ela disse-me uma coisa daquelas que ferem mesmo, só para me magoar.
Eu - A sério?! O que é que raio ela te pode ter dito assim tão grave?
Ela - Agora já não me lembro bem, mas sei que disse.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Emocional e gráfico: o sexo nos meus desenhos

… “explícito” … porque para mim o sexo é algo de belo, de essencial, de puro, como uma flor de estigma e estames de fora. E nem há mais nem menos “explícito”… é tão “explícito” quanto possa ser, passando por todos os estados físicos e emocionais possíveis, desde que positivos… assim eu seja capaz… amor, paixão, ternura, entrega animal ou sobre-humana… mas sobretudo… que sejam estados de “prazer”... Tudo!! Tudo quanto seja o prazer de dois seres inteiros, corpo e mente, ou se quisermos, espírito… sendo que um corpo, um agregado temporário de átomos na forma humana, é um “todo” em que se não pode separar a “parte material”da “parte imaterial”… se é que isto existe… Quando este agregado temporário de átomos se desfaz, o “ser” desaparece, extingue-se, desagrega-se, funde-se novamente nesta coisa mágica e imensa que é o Universo. Sexo “explícito”, pois. Sim, há. O que não há nos meus desenhos é “perversidade”. É uma espécie de regresso a um estado do “antes do pecado”. E por isso não há frinchas ou cobertores que tapem “aquilo que se não deve ver”, de onde, justamente, seja “explícito”. E o que não há também são “corpos objecto” adornados para servir ao prazer de “outro”. Isso também não há. São apenas “corpos”, são apenas “seres”… a tentar, e talvez, por vezes, a conseguir unir-se… deixarem de “ser cada um”, para, ao limite do êxtase, “serem juntos”. A entrega é de ambos. Sempre. O prazer é de ambos. Ainda que em determinado momento um possa apenas dar e outro apenas receber, ainda assim, a entrega terá que ser de ambos… e tem que ser completa. Porque o prazer, essa força que no fundo é a chama que nos mantém vivos, e que na sexualidade vem à tona na sua forma mais intensa, é algo de tão complexo que para ser inteiro tem que por força envolver a pessoa inteira. Só assim o posso conceber.

homem detentor do maior....

pénis do mundo foi questionado no aeroporto por transportar "encomenda suspeita"...

Nova modalidade nas Olimpíadas




HenriCartoon

17 julho 2012

Genial! Tim Minchin - «Confessions in Three Movements» (legendado em Português)

Eva portuguesa - «Trabalho»

Sempre me disseram para ter prazer no trabalho.
Ora bem, acho que encontrei o tipo de trabalho ideal para o fazer!... ;)
Sei que há quem não acredite, sei que muita gente tem curiosidade mas é verdade!... Sempre que posso e se proporciona, retiro prazer do meu trabalho, gozo o sexo como se de uma transacção comercial não se tratasse; tenho orgasmos e, por vezes, mais do que um...
Mediante isto há quem diga: se assim fosse, não cobravas. Errado!
Para já prazer e trabalho podem coexistir.
Depois, quando existe química para isso, até consigo esquecer que estou a prestar um serviço e, pura e simplesmente, deixo-me ir...
O que não significa que, mesmo com estes clientes, estivesse com eles sem lhes cobrar.
Mas para mim uma coisa não limita a outra.
Sejamos práticos e directos: eu gosto de sexo! Eu preciso de ganhar dinheiro!
Ser Acompanhante permite-me, por vezes, juntar ambas as coisas.
Porque é que isto é errado?...
Acredito que até seja melhor para ambas as partes...primeiro, porque grande parte dos meus clientes não é egoísta e preocupa-se que a parceira (mesmo que seja uma prostituta) tenha prazer. Depois, porque é certo e sabido que, quando fazemos alguma coisa com gosto, fazêmo-la muito melhor.
Sei que há colegas minhas que não querem/ podem/ conseguem entregar-se e "curtir" o momento, por muito bom que ele se apresente.
Sei que há inclusivamente algumas que evitam a todo o custo ter prazer e não se permitem "deixar ir"...
Mas, para já, cada pessoa é diferente. E depois há motivos que podem implicar esse "travão" ao prazer.
Tenho colegas casadas, outras com namoros sérios, que não conseguem ter prazer com outra pessoa que não o parceiro, o que eu entendo perfeitamente. Também, pelo mesmo motivo, iriam considerar isso (o ter prazer neste trabalho) como uma traição.
Outras há que apenas vêm nisto um trabalho, querem ganhar o máximo possível fazendo o mínimo necessário, encaram o sexo com os clientes como um frete e apenas querem que termine o mais rápido possível... Mercenárias? Não sei, não me cabe a mim julgar ninguém.
Eu tenho a minha forma de estar nesta profissão: claro que também quero ganhar muito dinheiro, mas também me quero envolver, quero deixar-me ir, quero gozar, quero continuar a ter orgasmos...
Provavelmente até serei pior que as ditas "mercenárias"... afinal, "uso" o cliente não só para ganhar dinheiro, mas também para ter prazer...
Mas, salvo raras excepções, parece-me que os clientes não se importam nada de ser "usados" desta maneira!... ;)


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

O sapato de Cinderela.



Oferecia à São mas € 1.401,00 é um pouquito caro.

Conjunto de 3 estatuetas em metal, de África

2 homens e 1 mulher em metal (técnica da cera perdida).
A encaixarem-se como lhes apetecer, na minha colecção.




16 julho 2012

«Cinema Erotique» - Roman Polanski


Cinema Erotique from Sessoes on Vimeo.

«manual de instruções para zangas banais» - bagaço amarelo

Sei que há dois tipos de zangas entre pessoas que partilham a vida. Há zangas banais, daquelas que surgem de pequenos nadas do quotidiano, e que se resolvem sozinhas. Há zangas mais a sério, daquelas em que um acaba a tentar ofender o outro sem perceber muito bem porquê. Sempre pensei que as zangas banais acontecem entre pessoas que se Amam. Talvez até sejam necessárias, sei lá. Por outro lado, as zangas mais a sério acontecem entre pessoas que já se Amaram.
São dez da manhã dum dia qualquer e o dia está como eu: cinzento. Não está chuva nem Sol, não está frio nem calor. Caminho de meias pela minha própria casa, à deriva, sem saber muito bem em que divisão devo parar. Ela acabou de sair, há cerca de dez minutos atrás e, para além duma taça de cereais suja em cima da banca da cozinha, não deixou mais nada. Nem um sorriso, nem um beijo, nem sequer um "até logo". O último som que ouvi na minha vida foi o da porta a bater, e tenho a sensação que foi há mais tempo do que esses dez minutos. Depois fez-se silêncio.
É nesse silêncio que tento perceber que tipo de zanga é a nossa. Não consigo. Sei que ontem tentei fazer Amor com ela quando nos deitámos e ela, que já tinha vestido a camisa de dormir, apagou a luz do pequeno candeeiro da mesa de cabeceira e disse-me que estava cansada. Não liguei. Adormeci também. Hoje de manhã disse-me que, apesar dos nossos dez anos juntos, parece que ainda não a conheço. Depois saiu. Sento-me no sofá da sala e faço uma lista daquilo que sei dela e que, dentro do que é humanamente possível, tento cumprir.

Lista das coisas que sei sobre a Teresa:

- gosta que eu ponha os copos maiores na parte de trás do armários da cozinha e os mais pequenos à frente.
- gosta que eu veja os jogos de futebol na televisão com o som desligado.
- gosta de ser ela a temperar as saladas, mesmo que seja eu a fazê-las, e não podem ter milho.
- gosta que eu tire as palmilhas dos sapatos e deixe tudo, antes de me deitar, na janela da cozinha.
- gosta de beber um chá de hortelã à noite, enquanto eu bebo um café expresso sem açúcar.
- gosta que eu ponha os catálogos do IKEA e a Dica da Semana junto à sanita, para ela ler quando vai à casa de banho
- detesta que o saco de lixo orgânico comece a deitar cheiro.
- gosta de ser ela a escolher as peças de roupa que vão à máquina de lavar, por causa do tipo de tecido e das cores.
- gosta que as garrafas de vinho fiquem na despensa e que, caso alguma já esteja aberta, fique dentro dum armário.


São tudo coisas pelas quais já tivemos zangas banais. Uma vez, por exemplo, partiu um copo grande ao pegar num dos pequenos, que eu tinha guardado mais ao fundo, e ficou quase a noite toda sem me falar. Depois, antes de nos deitarmos, resmungou que a casa precisava de mais organização. Nessa noite também não fizemos Amor. Nunca fazemos quanto temos esse tipo de zangas. Tanto quanto me lembro adormeci já depois das quatro da manhã, a pensar se aquela palavra - organização - seria um pedido ou uma espécie de ordem nazi. Deviam ser umas três quando me levantei e fui um bocado até à sala, beber um copo de leite morno e deitar-me no sofá a ver as miúdas avantajadas dos programas nocturnos da televisão. Ela levantou-se e veio-me buscar assim que deu pela minha falta na cama. Ainda dá pela minha falta, pensei.
Devo ter adormecido neste mesmo sofá. Pelo menos é ela quem me acorda agora, depois de ter lido o papel com a lista que estava ligeiramente amarrotado entre os meus dedos. Nem sequer a ouvi entrar.

- Podes acrescentar aí uma coisa. - diz.
- Qual? - bocejo.
- Gosta que lhe perguntem como está, de vez em quando, principalmente nos dias em que anda doente.
- Como estás?
- Com vontade de te bater
- beija-me.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

A felicidade dos nossos avós era mais... interior




Via Danish Principle

O dia em que o cachorro quente virou vegetariano




Eu nunca entendi quem pede cachorro quente sem salsicha, na boa.

Capinaremos.com

15 julho 2012

«Heliopolis - tudo nu, tudo bronzeado»

Maldita partícula!


Essas tuas pupilas a gotejarem sensualidade como se os espermatozóides te subissem dos capilares até à menina-do-olho feita glande deixam-me excitada logo pela manhã. O teu cabelo espetado de gatinho a aninhar-se entre as minhas coxas, mesmo à mercê das minhas mãos, como num close-up, para me mimosear com uma balada de sons guturais entre lambidelas percorre-me o corpo numa urgência de acção para te beijar na boca e rapidamente descer em linha recta para a guloseima e, num grande plano, agarrá-la com ambas as mãos na ânsia de a sugar toda enquanto os meus dedos pardalitam pelo meio das tuas pernas a tocar um quero, quero-te, quero-te todinho. As tuas mãos, em avaliações sucessivas da copa dos meus seios, puxam-me para te entronizares canoísta das minhas zonas húmidas, em tentativas sucessivas de canal abaixo canal acima como se fosses um gondoleiro a entoar vem, vem, vem comigo, até o meu indicador nos lábios entreabertos te dar a indicação para alapares as mãos nos meus quadris, com as nádegas como vista, e após a palpação prévia subires uns centímetros o barco para vogar no estreito e completar a trilogia clássica da boca, cona e cu.

Mas saciados que estamos do fascínio mútuo do nosso argumento convirás que uma mulher não é de ferro e, em vez da dopamina do skype matinal faz-me falta noitadas ao vivo e a três dimensões.

«Fatias do tempo» - João

"O trapézio que se desenhava no chão era muito maior do que a janela por onde o sol entrava, atravessando aquele estúdio numa longa diagonal, testemunho de uma tarde que findava com tons laranja. Ao fundo, na parede mais distante, um longo rolo de papel negro desenrolava-se desde o tecto até ao chão, e depois por alguns metros mais, sob uma cama de alvos lençois e almofadas grandes. Tu estavas sentada, virada para o sol, coberta por um robe branco que havia escorregado pela coxa esquerda, deixando-a a aquecer ao sol. Olhavas-me sem impaciência, mas também sem calor.
Anos antes, mesmo ali naquele espaço, havia sido diferente. Recordo-me como também nessa altura tinhas um robe branco, fino, desapertado. Não tinha sido difícil despir-to, nem o tempo da nudez parecia suficiente, de tanta que era a vontade. Tinhas lançado as tuas mãos ao meu corpo, cruzado os teus pés atrás das minhas costas, estavamos colados na melhor negação do paradoxo de Zenão. Não havia pontos intermédios. Onde o meu corpo terminava, começava o teu. Entre lábios que se mordiam e mãos sem espaço todos os minutos pareceram tão poucos. Impaciência, muita. E um olhar quente. Mesmo sem falar dizias-me que me querias. E continuavas querendo enquanto o sol desaparecia lá longe por entre as árvores, e o espaço outrora luminoso dava lugar a uma penumbra de onde não nos apetecia sair.
Cruzei o meu olhar com o teu no momento em que um clique me dizia que a câmara estava encaixada no tripé. Depois liguei-a e espreitei naquele rectângulo pequeno onde o teu corpo surgia distante, acompanhado de números. Despiste sozinha o robe que ainda te cobria parte da pele e deitaste-te sobre a cama, olhando já não para mim mas para uma lente fria. A luz rápida de um flash, com um barulho agudo, fez-se sentir, e o instantâneo estava feito. Como fatias do tempo. Cada fotografia uma fatia de coisas que nunca voltariam a ser. Foi assim que te vi ir embora, em fatias do tempo, feitas atrás de uma máquina que me escondia e me deixava imagens de algo que eu sabia, já ali, que nunca voltaria a ter."
João
Geografia das Curvas

Escolhi esperar



Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)

14 julho 2012

Homens, aprendam a alisar roupa amarrotada

«conversa 1898» - bagaço amarelo

(ao telefone)

Ela - Não me devias ter telefonado agora.
Eu - Porquê?
Ela - Estou a fazer uma coisa que ninguém pode fazer por mim.
Eu - Estás na casa de banho?
Ela - Não. Estou a dizer mal das amigas todas do meu marido.
Eu - A quem?
Ela - Ao meu marido, claro. Nunca diria mal das amigas dele a mais ninguém. Não tenho mau carácter.
Eu - Estás mesmo?
Ela - Só de algumas, pronto.
Eu - E dizes mal de mim?
Ela - Tu és meu amigo. Ele é que me diz mal de ti, de vez em quando.
Eu - Quando é que te posso ligar, então?
Ela - Daqui a uma horinha, pode ser?
Eu - Uma hora?!
Ela - Sim. Sempre que nos pomos a dizer mal dos amigos do outro, precisamos de pelo menos uma hora.
Eu - E fazem isso regularmente?
Ela - De vez em quando. É uma forma de fortalecer a relação.
Eu - E o teu marido está aí a ouvir a nossa conversa?
Ela - Sim, e já está a dizer que és um chato.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Placa metálica com soldado a apalpar o peito de uma mulher numa guarita

Com este soldado assim distraído, a minha colecção não fica bem vigiada. Valha-nos Eros...



Um sábado qualquer... - «Mudanças»





Um sábado qualquer...

13 julho 2012

«Poliamor» por Zé Agripino


Poliamor from Zé Agripino on Vimeo.

Sem assunto

Ficámos sem assunto.

Ficámos sem assunto mas não nos calámos.
Ficámos sem assunto mas continuámos a falar.
Ficámos sem assunto, apavorados com o silêncio que nos podia afastar. Separar.
Ficámos sem assunto mas não queríamos ter de tocar nesse assunto.
A falta de assunto é um assunto melindroso. Uma mina a crescer debaixo dos nossos pés, a alastrar para todo o lado, a tomar conta de tudo. A imobilizar-nos totalmente.
A falta de assunto é uma espécie de doença contagiosa, pensamos, que nos agarra e não nos larga. Sem cura. Que nos marca e, depois, nos define. A falta de assunto torna-nos desinteressantes. Silenciosos e transparentes, em risco de desaparecimento. A comunicação esvai-se e não se retoma. E, no entanto, é no silêncio que melhor comunicamos, que nos encontramos quando o assunto somos nós. Quando nós somos um assunto. Um assunto sério.
Se ficamos sem assunto e lutamos contra isso como se lutássemos pelo ar que respiramos podemos seguir em frente.
Quando duas pessoas precisam de assunto para comunicar, não há assunto que lhes valha.

Fruta 92 - Pescocinho sensível

A primeira menstruação





Meninas WTF

12 julho 2012

Tem teste que é cego!...

«Trinta cadelas ao meu osso» - Patife

Há uns anos decidi meter-me numa coisa (e não, desta vez não estou a falar de uma pachacha) que estava muito na voga. Era a época dourada dos chats. Nessa altura toda uma comunidade de gajas boas frequentava os chats amiúde e a procura de sexo não era boçal como agora. Havia um certo nível. Mas nessa altura, tal como agora, os chats eram uma espécie de terra de cegos e quem escrevia sem dar erros ortográficos era facilmente rei. Juntavam-se uns jogos linguísticos e umas palavras que escapam ao âmbito comum e era um ver se as avio. Sem necessidade de grande esforço ou inspiração, eram logo trinta cadelas ao meu osso. Claro que, como Patife com nome na praça pública, era necessário ter algumas cautelas, por isso inventava nomes, profissões e alter-egos. E elas pareciam burras a olhar para uma falácia. Certo dia conheci uma que tinha a pancada de sair à hora do almoço do trabalho para dar uma pinada no carro. Como não tinha nada de mais interessante para fazer nesse dia acedi ao desejo da moça. Fomos ter ao ponto de encontro, entro no carro e ela conduz dali para fora apressadamente. Era um Citroen AX dos antigos, um carro exíguo que facilmente se transformaria num cabriolet se eu tivesse uma erecção. Assim que estaciona a viatura nas ruas semi-desertas das vivendas de Belém salta-me à boca como se precisasse de respiração assistida. Ora eu queria era que a boca dela me saltasse ao nabo como se eu precisasse de uma mamada assistida, antes de a malhar com o meu ferro quente. É que aqui o meu badalo, quem o quiser há-de mamá-lo.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Os segredos do caralho

Mote

Os segredos do caralho
Ninguém os pode entender;
Alegre quando tem fome,
Triste depois de comer!

Glosa

De pedreiro oficial
Contratou um casamento,
E guardava (oh! que portento!)
Um estado virginal.
Em a véspera nupcial
Acabou o seu trabalho,
E, à sombra de um carvalho,
Disse, vendo a terna irmã:
– Eu vou saber amanhã
Os segredos do caralho.

Passando a noite ditosa
Desse prazer tão completo,
Que, para o tal arquiteto,
Tinha sido deleitosa,
Deixa um pouco a terna esposa,
Vai da irmã à casa ter;
E, ao vi-lo receber,
Diz-lhe ele baixo à orelha:
– Mana, segredos d'abelha
Ninguém os pode entender.

– É verdade, lhe replica
A irmã, que a foder é destra;
Nem com ser abelha-mestra
Sei os segredos da pica...
Não viste tu como fica
Antes e depois que come?
É uma cousa sem nome!...
Nota bem que não gracejo;
É só o bicho que vejo
Alegre, quando tem fome!

– Reparei, irmã querida,
E fez-me grande impressão
Vir-lhe aquela indigestão
Logo depois da comida!
Cansado da dura lida
Parece que vai morrer;
Embalde tenta se erguer
Porque a fraqueza o tolhe,
E entre os colhões se recolhe,
Triste depois de comer!

Laurindo Rabelo (1826-1864)

Eric Gill (1882-1940), Most Precious Ornament, 1937


blog A Pérola

Allegro


11 julho 2012

«Bipolaridades» - livro de poesia da Vera Sousa Silva

Estou a deliciar-me com a minha mais recente aquisição: o livro de poesia «Bipolaridades» de Vera Sousa Silva (editora Lua de Marfim), que se vai juntar, depois de lido, aos outros 213 livros de poesia da minha colecção de arte erótica.
Deixo-vos aqui um dos poemas, «Memórias de ti»:

"No silêncio dos teus lábios
ecoa o meu medo
e sombras perseguem-me
gritando-me do teu desdém.
Rios descem dos meus olhos
naufragando em vestes
de versos quentes
que te sussurrei
num leito d’ âmbar.
Sufoca-me o tempo,
medida da saudade
do teu corpo.
Asfixia-me a demora
em ter teu beijo,
único alimento
da minh’alma.
Estremeço ausente,
mergulho no sonho
e morro nas memórias de Ti!"

Este poema pode ser ouvido aqui, lido pela voz d'ouro do Luís Gaspar, que também nos lê o poema «Saltos altos».

«uma boa e uma má notícia» - bagaço amarelo

Acho que o fiz para passar a gostar, o mais depressa possível, de estar sozinho. Quando me separei, e em esforço, ganhei imediatamente um hábito novo. Cozinhar, ao jantar, sempre uma receita nova e que ultrapassasse em muito o facilitismo dos enlatados e das refeições pré-feitas dos supermercados. Utilizava quase sempre uma toalha lavada, uma banda sonora diferente e uma garrafa de vinho um pouco mais cara do que até então.
Depois de jantar, e já com a louça lavada e um uísque bebido, saía de casa e caminhava sempre em direcção ao mesmo bar onde, se fosse possível, ocupava o mesmo lugar ao balcão e bebia todas as noites também o mesmo. Um café Delta e dois ou três uísques Bushmills. Às vezes aparecia um conhecido qualquer e acaba a conversar sobre uma trivialidade qualquer, outras vezes não aparecia ninguém e trocava apenas algumas ideias com o empregado.
Esta rotina teve em mim o óptimo efeito de fazer com que as minhas noites deixassem de ser más. Numa dessas noites, em que ninguém apareceu para conversar e o empregado andava demasiado ocupado para me aturar, apercebi-me que todavia nenhuma era muito boa. Eram, todas elas, noites mais ou menos.
Lembro-me perfeitamente do dia seguinte. Cozinhei uma quantidade generosa de Ameijoas à Bolhão Pato que comi com bastante pão de mistura, acompanhado por uma toalha nova amarela comprada numa promoção qualquer, e uma garrafa de Quinta da Bica que tinha escolhido por ser da região do Dão. Tudo ao som da Cesária Évora. Lavei a louça, bebi um uísque e saí de casa. Foi logo no primeiro cruzamento que decidi virar, pela primeira vez nessa fase da minha vida, à direita e seguir caminhando sem destino óbvio. Não sabia se ia ter uma noite boa ou má, mas o principal objectivo era que não fosse mais ou menos.
Já nos subúrbios da cidade, dissimulado pela fraca luz de alguns candeeiros público intermitentes, percebi que alguém empurrava um carro rouco e fui ajudar. O automóvel acabou por pegar, depois do motor soluçar duas ou três vezes, e o condutor desapareceu engolido pela noite enquanto agradecia com um braço fora da janela. Fiquei eu, ela e um vento fraco, sozinhos numa rua deserta. Nenhum reagiu prontamente àquele encontro inesperado, nem para se despedir, nem para se apresentar. Passou a ser óbvio que nenhum de nós tinha para onde ir e não queria ser o primeiro a admiti-lo.
 - Ando à procura dum sítio para beber qualquer coisa. Há aqui algum bar perto? - perguntei.
 Só a vi bem quando entrámos num café vazio, onde o dono via os resumos dos jogos de futebol e demorou uma meia hora para nos vir perguntar o que queríamos. Era, à vontade, uns vinte e tal anos mais velha do que eu, cujo semblante triste se deixava rasgar de vez em quando por sorrisos contidos. Contou-me que em nova tinha sido actriz de teatro e que, antes do 25 de Abril, tinha mostrado as mamas em palco. Não percebi se o dizia com vergonha ou com orgulho, mas percebi que tinha pagado um preço muito alto por tal atrevimento. A família tinha-a expulsado de casa deixando-a, ainda nova, entregue a si mesma.
Comparado com a vida dela, o meu divórcio recente ganhava uma dimensão bastante reduzida e tentei não me mostrar muito triste quando lhe expliquei porque é que andava ali perdido.
 - Separei-me há pouco tempo. - expliquei-lhe - Ando a tentar ganhar novas rotinas de vida e hoje, não sei porquê, vim aqui parar.
- Tenho uma má e uma boa notícia para ti. - sorriu ela mais tempo do que em qualquer sorriso anterior.
- Diz...
- A má notícia é que te divorciaste e nunca mais vais poder viver a vida como fazias até agora. Não é possível porque a tua principal companheira já não está contigo.
- E a boa notícia, qual é?
- A boa é que estás divorciado, por isso podes viver as coisas como te apetecer.
 Por um momento percebi as minhas receitas novas todos os dias, as minhas toalhas lavadas de novo, as minhas garrafas de vinho escolhidas a dedo e as minhas idas sempre ao mesmo bar para beber uísque. Percebi até porque é que tinha mudado de direcção e ido para um café rasca falar com uma mulher que nunca tinha visto antes. Nessa noite mudei.


bagaço amarelo
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“Oris foderus” ou "Técnica de foder bocas"

Na espécie humana o sexo permite muitas possibilidades de arranjos... um ser activo, outro passivo, vice-versa, ambos activos ao mesmo tempo... e todas as variantes pelo meio... No que respeita ao movimento dos corpos, o mesmo. Por exemplo, se o corpo do macho está parado e o da fêmea se movimenta servindo-se da boca, chupando, lambendo, massajando, diz-se que se trata de uma "mamada", “broche”, ou, usando do termo mais erudito, “fellatio”. Se é o macho que se movimenta enfiando a picha (do latim, phallus) na boca da fêmea, estando ela parada, então está a "foder-lhe a boca" (por azar, tanto os gregos como os romanos esqueceram-se de dar nome a isto. No século XXI, todavia, trataremos de suprimir estas lacunas, que a gente sabe que o Verbo, e também o substantivo, têm muita força). Dentro do género há muitas modalidades possíveis, entre as quais uma modalidade lenta em que ambos os corpos estão em posição de conforto (deitados de lado dá muito jeito), o macho limita-se a um movimento pendular umas vezes mais suave, outras menos, e a fêmea segura a picha (o phallus) para aquilo não sair dos carris (e se puder um pouco mais), e pode usar a mãozinha livre para massajar o clitóris (e se a coisa correr bem, vir-se de vez quando que é muito agradável para ambos). A parte mais difícil (e que requer um pouco de treino e de técnica) prende-se com o facto de, para que a fêmea mantenha a picha (o phallus) dentro da boca por período indefinido, ser necessária uma aprendizagem de controlo da respiração e da acumulação da saliva de modo a que coisa funcione na perfeição. A questão é também a de que o arranjo chegue ao ponto em que a parte física seja suficientemente simplificada e "natural" para que as mentes de ambos estejam completamente livres para sentir prazer (o qual tende a torna-se, como o riso, contagioso). Os movimentos mecânicos complexos ou incómodos, ou suster a respiração ou outras coisas que obriguem a "pensar" ou a “esforços”, são limitantes da plena fruição do prazer... de onde, igualmente, sejam muito agradáveis os momentos (dos quais, ao que parece, a espécie tira pouco partido) em que um se dedica exclusivamente ao prazer do outro (que se limita a respirar e a sentir e mais nada... o que, a ser bem feito, já ocupa muito “espaço”...)

... não quero com isto dizer que por vezes posições mais esquisitas e movimentos mais artificiais, que exijam muito “espaço em disco”, não possam, justamente por via disso, ser excitantes... são também questões de preferência... mas julgo que é saudável fazer-se uma manutenção justa da variedade...

Os exemplares da espécie humana possuem um crânio equipado de um cérebro de grande volume e ainda de muito maior superfície, pelo que tudo leva a crer que as especificidades da espécie exijam na prática sexual o uso desta mesma cabeça além daquela outra situada a meia haste, mesmo que a tal sirva de suporte ao estandarte… não fosse assim, e também as vacas teriam ponto G e clitóris… (digo eu… nem posso assegurar que o não tenham, entendo pouco de vacas, mas suponho que não…)

(... e supunha muito mal, que as vacas têm clitóris, sim senhor, bem como, ao que dizem, os mamíferos todos... ponto G é que não sei... mas já não digo nada... Apesar do meu anterior raciocínio obtuso (tipicamente Homo sapiens sapiens), mais uma razão no caso para que a malta tenha um conhecimento básico a respeito destas características comuns à nossa classe Mammalia).

Tens muita piadinha, tens...


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oglaf.com

10 julho 2012

Dar música com preservativos

Eva portuguesa - «O príncipe»

Acho que desta vez me está a acontecer a mim...
Até tenho medo de acreditar... medo que seja apenas um sonho... ou que o sonho se torne num pesadelo...
Já há tempos escrevi sobre o filme Pretty Woman e o desejo, mais ou menos secreto, mais ou menos consciente, de encontrarmos alguém que goste de nós e de quem nós gostemos, que possa e queira tirar-nos desta vida...
Também sei que já aconteceu com algumas colegas minhas. Com umas resultou e continuam a viver o sonho; já outras regressaram ao mundo sórdido da prostituição...
E, apesar de bem no fundo da minha alma, ter esperança de encontrar esse príncipe que me resgatasse desta vida à margem da sociedade e me tornasse na sua princesa, a verdade é que nunca acreditei realmente que pudesse acontecer comigo... Não que eu seja uma coitadinha mas o meu percurso de vida não foi fácil e dificilmente coisas boas assim acontecem comigo...
Acho que sempre vi isto como ganhar o euromilhões...
E agora está a acontecer... encontrei um príncipe que me quer salvar e levar para o seu castelo, tratar-me como uma rainha, dar-me tudo com que sonhei...
Mas será que é mesmo verdade?...
Será que este príncipe é mesmo um príncipe?
Será que quando o beijar ele não se transforma num sapo?
Será que o sonho é real?
Ou, à espera dele, como estou e de tudo o que me prometeu, ele não vai aparecer e desiludir-me?
Ele está a caminho... a caminho da minha salvação... mas será que não vai faltar? Será que não se vai arrepender? Será que é quem diz ser? Será que gosta de mim?..
Tantos se...
Será que eu não acordo entretanto e vejo que tudo era apenas um sonho do qual acordei com o toque do telefone?
Será possível eu ter esta sorte, esta graça tremenda de ter encontrado o meu príncipe?
A ansiedade domina-me enquanto espero que ele chegue... se é que ele vai aparecer...
Porquê eu? - pergunto-me constantemente a mim e a ele.
E porque não eu? - sussurra-me uma vozinha muito tímida dentro de mim.
Se tudo isto for real e verdadeiro, a quem devo agradecer este recomeço, este renascimento?
Quem pôs este homem no meu caminho?
Passo horas a imaginar... como será o nosso encontro, como será a nossa relação, como me irei integrar num mundo tão mais sofisticado que o meu, se não o irei desiludir, se ele não se vai fartar, se estou à altura dele, se nos vamos entender, se vamos viver um grande amor... tanta, mas tanta coisa....
Assaltam-me incertezas, receios e medos, não só por ele mas também por mim...
Mas ao mesmo tempo sou tomada pela excitação, pela esperança, pela felicidade...
O meu príncipe... espero por ti, meu doce...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

Rómulo e Remo





«Romulus & Remus» - foto de Rimma Gerlovina & Valeriy Gerlovin, 1989

Via mon ami Bernard Perroud

Postalinho do Luís Gaspar (Estúdio Raposa) e a minha colecção

"Achei que os textos do Jorge Castro não podiam ficar-se pelos belos vídeos da São Rosas.
Vai daí, com a maior lata deste mundo, coloquei-os no Estúdio Raposa sem dar cavaco a ninguém.
O Jorge e a São, se me quiserem fritar vivo, façam o favor.
Entretanto a prova do crime pode ser ouvida aqui.
Beijos e abraços."
Luís Gaspar
Estúdio Raposa

Entretanto, o Estúdio Raposa passou a ter um link para donativos: "As contribuições são à vontade do freguês e os beijos e abraços de agradecimento são em função da verba oferecida. Beijos a 10 cêntimos e abraços a 1 euro. Mais apertados, os abraços são dados por orçamento".

Os quatro vídeos de divulgação da colecção de arte erótica «a funda São», com poemas de Jorge Castro e de Miss Joana Well, podem ser apreciados aqui, numa página que está em preparação com o cadastro da minha colecção (já com todos os 1.703 livros e todas as 92 pinturas originais a óleo e a acrílico).


«Caminhantes no vale da sedução» - a funda São from São Rosas on Vimeo.

09 julho 2012

Finalmente, o odor vaginal pode ser visto!

«conversa 1897» - bagaço amarelo

Ela - Finalmente sinto-me preparada para viver um Amor eterno...
Eu - Mas... tens quarenta e cinco anos. Nunca te tinhas sentido preparada antes?
Ela - Estou a falar desde ontem à noite. Ontem acabei com o meu namorado...
Eu - Nem sabia que tinhas namorado...
Ela - Não te cheguei a dizer porque não deu tempo. Só namorámos três dias.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Dá troco?


Homens e Mulheres

No programa de hoje: algumas possíveis reações de homens e mulheres em determinadas situações…



No próximo episódio: quando os pais pegam seus filhos se masturbando, não perca!

Capinaremos.com

08 julho 2012

Mulheres ao volante é isto!

SEREBRO - «Mama Lover»

A força da terra


Um cabelo à Beatle do ano do seu nascimento, loirinho e de olho azul, marcava a diferença numa região de morenos e batia nas vistas de qualquer uma quer fosse no balcão dos cafés quer fosse nos bailes semanais da festa de cada lugar das redondezas metidas entre pinheiros e serras.

A fama precedia-o no boca a boca de ser namoradeiro, com uma rapariga em cada terra para evitar confusões maiores e resumir as suas incursões às horas da noite de um baile que no mais do tempo era vê-lo a cavalgar a sua zundapp verde ou lá que marca era aquela gaita.

Choquei com ele nos encontrões do balcão de madeira à cata da cerveja saída directamente dos bidões azuis de plástico atascados de pedaços de gelo e reparei que também escolhia Super Bock. Voltei para junto do meu grupo de veraneio a escutar o leilão de mais uma garrafa de ginjinha e um pão de ló oferta da dona Maria das Dores, espiando a forma como ele entreabria os lábios ao levar a garrafa à boca salpicado pelas imagens daquele que eu deixara em Lisboa, o oficial para a família e amigos no ror de quase dois anos que já era uma nebulosa o big bang dessa paixão quando nisto o conjunto voltou ao palco para mimar os primeiros acordes do Don't Stand So Close To Me e ele se acercou felinamente com os olhos a luzir na noite para pedir-me para dançar e eu disse logo que sim. Tinha de tirar a limpo se os loiros o eram no corpo todo.


[Foto © jose ferreira, 2008, Auto retrato]

Postalinho da Feira de S. João, em Évora


2012-06-30

Brainstorming


Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)

07 julho 2012

Homens, aprendam a remover tinta de marcador permanente de um quadro branco

«respostas a perguntas inexistentes (204)» - bagaço amarelo

o primeiro beijo da morte
No prédio onde eu cresci eram raras, para não dizer inexistentes, as conversas entre vizinhos. Todos se cumprimentavam sempre que se cruzavam, mas não mais do que isso. Foi por isso que estranhei quando, no fim duma manhã qualquer de Primavera, ouvi um burburinho intenso nas escadas cortado ao meio por dois ou três gritos ameaçadores. Era um homem forte, cuja face zangada parecia esculpida com uma faca do mato, que queria bater no vizinho do quarto direito.
Algumas pessoas tentavam acalmá-lo, segurando-o de frente como se pegassem um touro enraivecido. Aquilo que, no entanto, não conseguiam estancar, eram os gritos que tentavam justificar aquela violência toda. Ele tinha visto a mulher beijar o meu vizinho e queria matá-lo.
Acho que foi essa a primeira vez em que me apercebi da importância que um beijo pode ter. Tanta que pode culminar em morte, pensei.

o beijo da Bonnie Parker
Devo ter visto pela primeira vez o filme "Bonnie and Clyde", de 1967, aí com uns dez anos de idade, ou seja, uns quatro anos após a cena no meu prédio. Era um filme proibido para crianças mas que, por algum milagre que nunca consegui explicar, o meu pai me deixou ver. Ainda bem. Foi com ele que confirmei que um beijo pode acabar em morte, e foi com ele que aprendi que os maus também se Amam.
Os maus, neste caso, são os próprios Bonnie e Clyde, um casal apaixonado de assaltantes de bancos. A Bonnie Parker e o Clyde Barrow não tinham uma vida normal nem decente como todos os outros, muito menos aos meus olhos de criança, mas o filme retrata-os como um casal mais feliz do que qualquer outro. No fim o meu pai, quando se apercebeu que eu não saía do sofá durante a ficha técnica, disse-me que aquela história era verdadeira.
Nesse dia confirmei a importância do beijo e de como ele pode acabar em morte.

o meu beijo
Esperei anos pelo meu primeiro beijo, que todos dizem que é o mais importante duma vida. Num certo sentido até é. Foi com ele que aprendi que os beijos têm sabores e foi com ele que aprendi que o beijo mais importante é sempre o último. Teve, pelo menos, essa importância que ninguém lhe tira.
Fazíamos, eu e a Márcia, concursos para ver quem conseguia que uma pedra ricocheteasse mais vezes nas ondas do mar. Ela ganhava sempre, porque a mim me faltavam as forças que gastava na confusão de um não Amor de Verão. Ela sorria e era enérgica, eu parecia sempre um pouco apagado. É isso um não Amor, e garanto-vos que é bem mais difícil do que um Amor qualquer,
Um não Amor é uma vontade de Amar que não cabe em ninguém, e que por isso acaba por se adaptar a quem está mais perto. É próprio da adolescência, é próprio de quem ainda não aprendeu a Amar. É vão, e a Márcia parecia sabê-lo. Uma vez disse-me que tinha atirado uma pedra que queria recuperar, mas que não era capaz de ir sozinha até à rebentação das ondas. Deu-me a mão e levou-me com ela, beijou-me e fugiu a sorrir. O beijo soube-me a sal, logicamente.
Nesse dia aprendi que um beijo pode acabar em vida.

dos beijos todos
Não acredito no Amor cujo primeiro toque não seja o dos lábios, logo a seguir ao ainda mais suave contacto das palavras. O beijo é o corpo a soltar-se para tudo o resto: a pele com a pele, os olhos com os olhos, o verbo com o verbo. E por falar em verbo, o beijo é também a assinatura do tratado que nasce cada vez que se diz "eu Amo-te!". Sem ele, o verbo Amar é apenas uma declaração vazia de intenção. No Amor vale muito pouco falar, mas vale tudo beijar. É no beijo que acreditamos sempre. Ou não. Podemos duvidar de nós mesmos quando dizemos "Amo-te!", mas nunca duvidamos quando beijamos "Amo-te!".


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Comentários de dois visitantes da minha colecção

"Coleccionismo ao nível do que me deste oportunidade de apreciar, só está ao alcance de alguém entendedor da temática (que é óptima) que tenha gosto, conhecimento, paciência e capacidade.
Trata-se de um colecção ecléctica e assente numa coleccionadora exímia que também é uma óptima 'cicerone'.
A colecção não é só o que está, é também o que está para vir. Ideias, projecto e vontade não faltam à São Rosas.
Já visitei uma colecção sobre o tema em Barcelona e, face ao material, ao distanciamento com o visitante e à frieza perante um tema que se pretende bem quentinho, em nada me pareceu melhor que a da São Rosas.
Assim, se tiverem oportunidade e a São Rosas mantiver a disponibilidade, não percam esta visita bem guiada.
Que Príapo e Eros Vos espevitem as almas, pois a ajuda deles é mais que meia farmácia.
M. Nobre"


"Eu, que me tenho por um céptico encartado mas não empedernido, fiquei de cara escancarada.
Só quando cheguei a casa é que o resto da família se acercou de mim, coitadinhos, com pena do facto de ainda não a ter fechado e continuar a ter dificuldades para fechar a boca.
Verdade. No domingo de manhã tive uma belíssima aventura, através da inteligência da nossa amiga São Rosas.
De facto a colecção não parece ter nada do que é fácil encontrar: objectos de sex-shop, coisas explicitamente badalhocas, em 3D ou em outras DDs, boçalidades da cultura 'prapular', etc.
Enfim, nada daquilo que o Extraordinário M. dizia um ano destes em Aveiro para a São Rosas: "Oh pá, ouvi dizer que tens agora um interesse especial por pichotas". Recomenda-se a sua visualização a maiores de idade, não pela javardice mas porque são formas inteligentes de conduzir a atenção para objectos ou cenas através da combinação de outros signos.
Tantos objectos vimos que nos focámos em alguns detalhes e isso deu para perceber o grande interesse daquele acervo: é uma coleção particular. Tem um gosto, uma direcção e um bom senso associados.
O que vimos foram várias formas da curiosidade humana, várias maneiras de tornar visível o que, por algumas bandas do mundo cultural, se pretende estar escondido, porque é intimo, e sobretudo objetos de muita risota, porque são múltiplas as formas de provocar a diversão: ou são inteligentes na sua concepção, ou são anedóticas, ou são pura e simplesmente bem feitas, porque simples e eficazes no que querem transmitir. O grande interesse é que tudo isto foi escolhido, tem uma mão (porventura nem sempre a mesma, porque provocaria calosidades e outras maleitas), tem uma inteligência que lhe dá sentido de humor e também, entende-se das entrelinhas, ali está muito dinheiro empatado na compra e na encomenda dos objectos.
Fomos uns felizardos porque nos foi dada a hipótese, no domingo, de ficarmos de boca aberta.
Tanto que ainda agora (passado todo este lapso de tempo) me doem as dobradiças dos maxilares.
Bem Hajas, São Rosas.
Os outros não sabem o que estão a perder.
AJCS"

Um sábado qualquer... - «Criações»



Um sábado qualquer...

06 julho 2012

Richard Kern - ainda há profissões... interessantes



Via Sweetlicious

amor clandestino

– Não te estou a perceber, Marcela… Mas queres exactamente, o quê?
– Eu quero que você não nos esconda.
– Escondo-nos? Eu?!... Eu escondo-nos de quem?
– Nem sei. Se soubesse, provavelmente, nem lhe estava dizendo nada.
– Mas porque é que dizes que nos escondo?... Não estou a perceber.
– Eu conheço sua família?
– Já te disse que eles não moram cá…
– E seus amigos, também não moram cá?
– Mas tu conheces os meus amigos.
– Conheço, André?!... Conheço quem?!
– Conheces, Marcela, conheces o…
– Só conheço o Paiva.
– E o Couceiro.
– Sim, só conheço o Paiva e o Couceiro. Como se conhecesse a praça.
– Qual praça?
– E os outros?
– Quais outros?
– Os outros seus amigos.
– Os meus amigos são o…
– Não me diga. Seus amigos são o Paiva Couceiro.
– Sim, são, o Paiva e o Couceiro.
– E mais, você acha mesmo que eu acredito que eles se chamam isso?
– Desculpa?
– E não tem mais amigos?
– Com quem me dê assim, não. Além do mais eu também não conheço a tua família.
– Minha família está no Brasil, André.
– Nem as tuas amigas.
– Conhece a Daniela, a Margarida, a Filipa, a Adriana, a...
– A Daniela, a Filipa e a Adriana não contam.
– Porque não?
– São portuguesas.
– Ai é?! Não contam?...  Então eu amanhã lhe vou apresentar a… a Dilma e a Giselle.

Fruta 91 - O tesouro sempre à mão