14 julho 2011
Hoje a funda São traz brinde!
Há por aí algum gajo que precise de explicação para saber como usar esta imagem?!
Agita antes de usar. Se o tamanho não servir, amplia ou reduz à vontade do... freguês.
A Rapariga Vulgar (IV)
(A Maria Multidão sai às ruas, traz nos olhos sem olhar o silêncio constantemente mutilado, uma língua esponjosa derrama o seu tamanho baço para fora daquela boca que cospe palavras numa saliva engrossada pela morte da alma. O deserto avançou-lhe pelo peito, faz muito que o coração se transformou num cacto para não morrer de sede. Noites como esta, só escuro, só chiar metálico de tendões (pouco) humanos, só areia, são apenas a dor da lua, o ateísmo crepita nos risos de estranhos contra a sua pele, o arrepio percorre-lhe a luz que se apaga. Já me cansei de gritar que vão matar a lua, faz muito tempo que já me cansei de gritar. Só a solidão não ofende a beleza do silêncio, coagula-o no seu sangue, dissolve-se e mantém-se viva em mim, chama-me para dentro deste templo de carne e mostra a sua tristeza à lua por todas as minhas janelas sempre abertas.)
A mulher lembra-se, ao amanhecer, do amor que fez com o homem, ao tocar o líquido coalhado que reteve na vagina, nada mais reteve, não sobrava mais memória. Todas as manhãs se toca, sozinha, sacia-se em partes que fingirá saciar à noite, em braços alheios, para que lhe saciem o coração. Fecha os olhos e sonha-se uma rapariga vulgar, como aquela que o marido espreita, envergonhado; sonha que atrai desejo suficiente para lhe saciarem o corpo com mais de três golpes de anca, sonha um auge em explosão de abraços entre a ternura e a luxúria, os seios quentes entregues ao toque flamejante de dedos estranhos, contudo meigos, domados pela sua beleza, as pernas entreabrem-se e chega o grito que a almofada amordaça. Mais tarde, sai às ruas, vai espreitar o quadro do marido, da rapariga vulgar e dos seus amantes imaginários.
A mulher lembra-se, ao amanhecer, do amor que fez com o homem, ao tocar o líquido coalhado que reteve na vagina, nada mais reteve, não sobrava mais memória. Todas as manhãs se toca, sozinha, sacia-se em partes que fingirá saciar à noite, em braços alheios, para que lhe saciem o coração. Fecha os olhos e sonha-se uma rapariga vulgar, como aquela que o marido espreita, envergonhado; sonha que atrai desejo suficiente para lhe saciarem o corpo com mais de três golpes de anca, sonha um auge em explosão de abraços entre a ternura e a luxúria, os seios quentes entregues ao toque flamejante de dedos estranhos, contudo meigos, domados pela sua beleza, as pernas entreabrem-se e chega o grito que a almofada amordaça. Mais tarde, sai às ruas, vai espreitar o quadro do marido, da rapariga vulgar e dos seus amantes imaginários.
13 julho 2011
Desencontros
Na escada, aquela jovem mulher sentada que me olha sem me ver.
Sentada para se sentir apoiada pelo chão, desamparada pelo coração que a abandona quando mais precisa, inerte, olhar desistente concentrado em mim que vou a passar e por acaso prendo a atenção na jovem mulher sentada no fundo daquela escada, sozinha na sua batalha interior, saturada de buscar o amor que a salvaria daquela decadência mansa que a tristeza incute nos olhares perdidos da madrugada.
Ofereci-lhe ajuda com a expressão, tentei estender-lhe uma mão por fracções de segundo mas não é assim que funciona o mundo e a jovem mulher sentada na pedra fria daquela escada seguiu por um caminho oposto ao meu.
Esbracejar
Ergo as mãos aos céus
mas os braços já são ateus
e nem a lua vem roçar-se
entregar-se, olhar-se,
nos dedos espelhados de alumínio
Entre suspiros cresce um domínio
onde sobram o frio, o escuro. O medo
entre dedos espreita o segredo
ensopado pela fadiga
numa cama tão antiga
que o tempo veio maquilhar.
Já aqui veio dançar
o vento que lhe doura o corpo
e o lençol com que nos tapo
já não chega para nos enlouquecer
sequer chega para nos adormecer
porque os nossos braços já são ateus
mesmo que os teus ainda sejam os meus.
mas os braços já são ateus
e nem a lua vem roçar-se
entregar-se, olhar-se,
nos dedos espelhados de alumínio
Entre suspiros cresce um domínio
onde sobram o frio, o escuro. O medo
entre dedos espreita o segredo
ensopado pela fadiga
numa cama tão antiga
que o tempo veio maquilhar.
Já aqui veio dançar
o vento que lhe doura o corpo
e o lençol com que nos tapo
já não chega para nos enlouquecer
sequer chega para nos adormecer
porque os nossos braços já são ateus
mesmo que os teus ainda sejam os meus.
12 julho 2011
pensa [ todas as Vaginas possuem pálpebras]
(...) A ideia. Louca, chama por mim; Inteligente congemina-se no meu pensar quando este sangra obsessivamente palavras que gravitam pelos (meus) quentes baixos, num avançar e recuar; num pestanejar, nas pálpebras, doces, iluminadas por uma extensa inspiração, decorrente; por um rio de sangues, irrigadas, elas escutam as palavras que descem húmidas no calmo halo de um fogo que me morde em toda a minha húmida carne...! (...)
Luisa Demétrio Raposo
[Blog Vermelho Canalha]
Luisa Demétrio Raposo
Até mim
Queria ser uma só nota musical,
aquela que tu sempre tocas
nas músicas que fazes:
eu quero ser essa nota;
ser tocada por ti
a todas as horas,
de todos os dias
da tua vida.
Toca-me e compõe
a mais bela canção de amor!
Saberei que é minha,
dos teus dedos até mim.
Poesia de Paula Raposo
Viva Las Vegas!
A Daisy e o Alfredo Moreirinhas foram a Las Vegas e, pelo que me explicaram, pelas ruas distribuem destes "cartões de visita" em grandes quantidades. Para aproveitarem papel, todos eles estão impressos nas duas faces, com meninas diferentes.
Se alguém quiser fazer uma encomendinha, é só telefonar. Mas não se esqueçam do indicativo internacional.
Se alguém quiser fazer uma encomendinha, é só telefonar. Mas não se esqueçam do indicativo internacional.
11 julho 2011
The Gabarola Series (2)
- Tenho tanto jeitinho para lidar com mulheres que as trato como bonecas de porcelana.
- Tens praticado muito com as insufláveis, não é?
Confissões
De alguns amores, só a dor é bela, tão bela como dedos perfeitos, esguios, delicados, capazes de trazer o desejo ao olhar. São esses dedos, filhos de uma mão feita só de sombras, que retalham, arranham, com as suas belas, imaculadas unhas, no centro mais centro do peito, enquanto esperam, escondidos, a sua presa mais tenra, o amor que sobe aos olhos, para o empurrarem, enclausurarem dentro das órbitas, cego de mundo, prisioneiro em si. Também eu já vivi, também eu já senti, umas vezes prisioneira resignada, outras vezes hóspede fascinada; sobra-me dor na sua perfeição atroz, na sua beleza de gelo; não sei se a tento escrever ou se sou apenas mais uma das suas adendas.
Amo-te. Quando olho para ti, não sinto dor, nada dói, asseguro-te. De alguns amores, só o amor é...
Amo-te. Quando olho para ti, não sinto dor, nada dói, asseguro-te. De alguns amores, só o amor é...
10 julho 2011
«No psiquiatra» - por Rui Felício

Luisa entrou no consultório para mais uma sessão semanal de terapia. O divórcio litigioso tinha-a deixado de rastos e recorreu ao psiquiatra, onde andava há mais de um ano. O preço era alto, tinha que rentabilizar o tempo. Mas os resultados estavam a ser satisfatórios.
Ela sabia que se abandonasse ou alargasse a periodicidade das consultas, iria certamente ter uma recaída grave.
João, o médico, iniciou a consulta...
Uma das suas mãos subiu pela perna feminina, contornou a coxa, e quando agarrou na nádega… descobriu-a nua. A saia erguida até à cintura e as cuecas minúsculas deixavam a nádega redonda completamente descoberta e apetecível.
Ele interrompeu o gesto seguinte e olhou-a, inquisitivo.
– Vim preparada para a consulta, doutor, incentivou ela. Prossiga!
E as carícias continuaram até que ele a deitou sobre o divã.
O seu corpo sobre o dela, as mãos nos seus seios de bicos erguidos, a boca entre as suas coxas, saboreando-lhe o liquido melado e espesso, lambendo a sua humidade, levando-a ao primeiro orgasmo…
Beijaram-se de novo, a língua dele parecia que a devorava, tocando-a nos recantos mais escondidos. O seu beijo, cada vez mais profundo, aumentava-lhe e renovava-lhe a excitação. Deslizava a língua pelos lábios, pelo pescoço, mordiscava e chupava-lhe a ponta da sua orelha.
Luísa, escorregava as mãos pelo corpo masculino, desde a nuca, descendo pelas costas, apertando-o contra si, de mãos espalmadas nas nádegas masculinas. Sentia a força do seu membro endurecido e imaginava-o a rasgá-la até ao fundo, em pleno. Deslizou uma mão até ao fecho das calças de João, introduziu os dedos pela abertura, afastou para o lado as cuecas e, finalmente, tocou a carne dura, quente e húmida do pénis túrgido, de ponta aveludada, já lambuzada.
Ouviu o gemido dele contra o seu ombro e, deslizando para o chão, ajoelhou-se à sua frente, e baixou-lhe as calças. Meteu-o na boca...
Sentia fome daquele corpo masculino, de sexo. Sentia-se louca e só pensava em despir-se rapidamente, despi-lo a ele e pedir-lhe que invadisse as suas entranhas.
Mas a consulta ainda estava no início. Só tinha passado um quarto de hora, e, por isso, foi deixando que a sedução se prolongasse lentamente, que fossem conhecendo cada pedaço dos seus corpos, calmamente, beijando, chupando, tocando, apalpando, sentindo o prazer a dominar cada poro da pele, cada milímetro do corpo.
Olhou novamente para o relógio. Agora já só faltavam 10 minutos. Abriu-se toda e disse ao médico: Foda-me agora, doutor!
Profissional, ele quis certificar-se, previamente, se ela já tinha pago e perguntou-lhe:
- Quando entrou, a secretária, lá fora, deu-lhe o recibo?
Rui Felicio
Blog Encontro de Gerações

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