E se eu migrasse os meus sonhos,
laicos e sem asas, para outro olhar?
Criaturas aladas, encantadas por ti,
um ramo, senhor, uma sombra fresca,
em troca depositaram as asas aos teus pés.
Ainda de dedos fincados no ramo que já quebrou,
em pleno chão, insistem, estupefactos, tontos.
E se eu os migrasse, sobreviveriam?


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Uma por dia tira a azia