31 maio 2022

"Sim, os soldados gostam tanto disso"

"Ja, das haben die Soldaten so gerne". LP com um "coro de grandes soldados e a orquestra de sopro de Hamburgo". 1973, Alemanha.
Mais um disco em vinil para a minha coleção.





30 maio 2022

Feiosos não entram!

«Таро Эротическое» (tarot erótico) da Rússia

Caixa em cartão com 78 cartas tarot e instruções em russo. Arte de Panfilova E.S., editada por Helium.
Rússia, 2020.
O deck tem algumas nuances. Na carta do Sumo Sacerdote, encontramos um homem nu na companhia de duas belas mulheres, a quem ele parece estar a instruir no reino do amor e dos relacionamentos. No Eremita, o personagem principal afastou-se do casal apaixonado, ficando na sua solidão ascética. A morte é uma senhora sedutora vestida de preto e com uma foice, que apareceu a um homem na cama. Os Arcanos menores não são desenhados, eles representam os símbolos dos naipes. Somente nos Ases vemos casais apaixonados em diferentes estágios do relacionamento.
Mais um tarot na minha coleção.












27 maio 2022

Sabes o que é estar "Encurralado"?

O DiciOrdinário ilusTarado explica:

Encurralado – diz-se de quem, em pleno acto de sodomia, se lembra de que ainda não pagou o selo do carro (ou outro qualquer imposto...).

Faz a tua encomenda aqui. Se quiseres, basta mencionares no formulário e posso enviar-te o DiciOrdinário com uma dedicatória.
A editora (Chiado) já não tem este livro à venda. Só o encontras aqui!

Copulation Blues - 1926-1940 - Hot & Sexy (flashbacks #3)

Compilação de blues de cariz sexual. CD duplo, EUA, 2000.
Mais um disco na minha coleção.












25 maio 2022

Luís Gaspar lê «Dei-te o meu corpo» de Maria do Rosário Pedreira


Dei-te o meu corpo como quem estende
um mapa antes da viagem, para que nele
descobrisses ilhas e paraísos e aí pousasses
os dedos devagar, como fazem as aves
quando encontram o verão. Se me tivesses

tocado, ter-me-ia desmanchado nos teus braços
como uma escarpa pronta a desabar, ou
uma cidade do litoral a definhar nas ondas.

Mas, afinal, foste tu que desenhaste mapas
nas minhas mãos – tristes geografias,
labirintos de razões improváveis, tão curtas
linhas que a minha vida não teve tempo
senão para pressentir-se. Por isso, guardo

dos teus gestos apenas conjecturas, sombras,
muros e regressos – nem sequer feridas
ou ruínas. E, ainda assim, sem eu saber porquê,
as ondas ameaçam o lago dos meus olhos.

in Poesia Reunida, Quetzal

Maria do Rosário Pedreira
Maria do Rosário Pedreira (Lisboa, 1959) é editora e escritora. Desempenha actualmente funções de editora na QuidNovi, depois de ter passado pela Temas & Debates e pela Gradiva. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, na variante de Estudos Franceses e Ingleses, pela Universidade de Lisboa em 1981, foi professora de Português e Francês durante cinco anos.

Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa