Furtado na Paxaxita e podendo ser consultado aqui!
22 fevereiro 2006
O quarto - por Frans Mensink
O SirHaiva deixa-me sempre roidinha de inveja com as descobertas que faz.
Desta vez, permitiu-me conhecer a arte erótica de Frans Mensink. E esta sua história, em que avanças cricando na imagem:
The Room
Desta vez, permitiu-me conhecer a arte erótica de Frans Mensink. E esta sua história, em que avanças cricando na imagem:
The Room
relembrando Natália Correia
Um poema de Natália Correia a João Morgado (CDS)
«O acto sexual é para ter filhos» - disse na Assembleia da República, no dia 3 de Abril de 1982, o então deputado do CDS João Morgado num debate sobre a legalização do aborto. A resposta de Natália Correia, em poema - publicado depois pelo Diário de Lisboa em 5 de Abril desse ano - fez rir todas as bancadas parlamentares, sem excepção, tendo os trabalhos sido interrompidos por isso:
Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o órgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.
(relembrado por Padrinho)
A bem da verdade, comentou o fgs: "Só um pequeno esclarecimento: o João Morgado respondeu que era pai de de dois filhos e não de um. Ao que a Natália retorquiu que bastava então substituir truca-truca por truca-truca-truca-truca. A verdade acima de tudo, mesmo fodendo a métrica".
21 fevereiro 2006
CISTERNA da Gotinha
Whack off : jogo.
Unscathed Corpse: "open to curious, weird, sexiest, funny, crazy and interesting sites."
Já podem ir escolhendo o fato de banho para o Verão 2006.
Todas nós temos uma Super-Mulher dentro de nós!!
Dez sinais que indiciam excesso de pornografia... quem se acusa com mais de 5 sinais??!
Publicidade à fruta e aos legumes
Campanha para uma loja alemã em que são mostrados os preços dos espargos, das peras, das bananas e dos melões: 
Crica para veres todas as imagens
Crica para veres todas as imagens
Masturbação - por Maria Teresa Horta
Eis o centro do corpo
o nosso centro
onde os dedos escorregam devagar
e logo tornam onde nesse
centro
os dedos esfregam - correm
e voltam sem cessar
e então são os meus
já os teus dedos
e são meus dedos
já a tua boca
que vai sorvendo os lábios
dessa boca
que manipulo - conduzo
pensando em tua boca
Ardência funda
planta em movimento
que trepa e fende fundidas
já no tempo
calando o grito nos pulmões da tarde
E todo o corpo
é esse movimento
que trepa e fende fundidas
já no tempo
calando o grito nos pulmões da tarde
E todo o corpo
é esse movimento
em torno
em volta
no centro desses lábios
que a febre toma
engrossa
e vai cedendo a pouco e pouco
nos dedos e na palma
Maria Teresa Horta
(obrigada, Miguel P., por nos relembrares esta delícia)
o nosso centro
onde os dedos escorregam devagar
e logo tornam onde nesse
centro
os dedos esfregam - correm
e voltam sem cessar
e então são os meus
já os teus dedos
e são meus dedos
já a tua boca
que vai sorvendo os lábios
dessa boca
que manipulo - conduzo
pensando em tua boca
Ardência funda
planta em movimento
que trepa e fende fundidas
já no tempo
calando o grito nos pulmões da tarde
E todo o corpo
é esse movimento
que trepa e fende fundidas
já no tempo
calando o grito nos pulmões da tarde
E todo o corpo
é esse movimento
em torno
em volta
no centro desses lábios
que a febre toma
engrossa
e vai cedendo a pouco e pouco
nos dedos e na palma
Maria Teresa Horta
(obrigada, Miguel P., por nos relembrares esta delícia)
20 fevereiro 2006
o poema do dia seguinte
abri a manhã devagarinho
já espantei os passageiros da noite
já sonhei tantas melodias surdas
e enchi-me de loucas cores absurdas
pintei cores e aromas
sonhados no branco do espelho
fui buscá-los a um poema passado
desenhado a ouro e a vermelho
amanhã visto-me de beijos vagabundos
e saio à rua
celebrando mais um dia.
LolaViola
O Dom OrCa pede autorização à LolaViola para uma interferência: "digo daqui o que o poema dela me sugeriu, imaginando alguém ainda encostado, discretamente, à parede fronteiriça daquela casa, ao dealbar do dia...
o poema da noite anterior
nem a noite me soltava
nem a manhã me trazia outro sabor
além de ti
apenas a luz difusa desse quarto a desvanecer-se
na bruma matinal dos meus sentidos
sei-me verso perdido de um teu poema
e espero do dia que desperta
que a noite caia depressa
onde me enleie
vagabundo
no acaso dos teus braços".
Ao Charlie também lhe apeteceu oder:
"Ser vagabundo dos sentidos
Em noites de fins sem sentido
chega à janela uma luz difusa
Do sol que chega
em corpo de vazio perdido
Saio sim, abraço o sol
Que só amo durante o café bebido
A noite é curta e só amo a luz
que encontro nos olhos fechados
dos teus lábios fugidos"
A LolaViola acha que "somos todos vagabundos... ilhas encantadas". E o Alcaide ode-a com um soneto:
"Vagabundo dos sentidos pela rua
com saudade pára frente à janela
que o sabia feliz por vê-la a ela
e vê-la assim serena, toda nua.
E sabia uma vida... noite sua...
que desse amor ali... visão singela
vinha o calor do sonho... ser tão bela
como do corpo a distância, assim crua!
E os sentidos vagabundos voaram,
Esse o mal dos sentidos escondidos,
Quando a janela fechou... e sonharam
Que noutro dia ali, olhos perdidos
Trariam a visão do amor que ansiaram
Uma noite, amor, um corpo. Consentidos!"
já espantei os passageiros da noite
já sonhei tantas melodias surdas
e enchi-me de loucas cores absurdas
pintei cores e aromas
sonhados no branco do espelho
fui buscá-los a um poema passado
desenhado a ouro e a vermelho
amanhã visto-me de beijos vagabundos
e saio à rua
celebrando mais um dia.
LolaViola
O Dom OrCa pede autorização à LolaViola para uma interferência: "digo daqui o que o poema dela me sugeriu, imaginando alguém ainda encostado, discretamente, à parede fronteiriça daquela casa, ao dealbar do dia...
o poema da noite anterior
nem a noite me soltava
nem a manhã me trazia outro sabor
além de ti
apenas a luz difusa desse quarto a desvanecer-se
na bruma matinal dos meus sentidos
sei-me verso perdido de um teu poema
e espero do dia que desperta
que a noite caia depressa
onde me enleie
vagabundo
no acaso dos teus braços".
Ao Charlie também lhe apeteceu oder:
"Ser vagabundo dos sentidos
Em noites de fins sem sentido
chega à janela uma luz difusa
Do sol que chega
em corpo de vazio perdido
Saio sim, abraço o sol
Que só amo durante o café bebido
A noite é curta e só amo a luz
que encontro nos olhos fechados
dos teus lábios fugidos"
A LolaViola acha que "somos todos vagabundos... ilhas encantadas". E o Alcaide ode-a com um soneto:
"Vagabundo dos sentidos pela rua
com saudade pára frente à janela
que o sabia feliz por vê-la a ela
e vê-la assim serena, toda nua.
E sabia uma vida... noite sua...
que desse amor ali... visão singela
vinha o calor do sonho... ser tão bela
como do corpo a distância, assim crua!
E os sentidos vagabundos voaram,
Esse o mal dos sentidos escondidos,
Quando a janela fechou... e sonharam
Que noutro dia ali, olhos perdidos
Trariam a visão do amor que ansiaram
Uma noite, amor, um corpo. Consentidos!"
Notas soltas de 5 euros.
Não vos tomo mais de 5 minutos do vosso tempo.
. Contribuições singelas para uma possível futura guerra santa de representações gráficas e blasfemas do divino. Mais achas para a fogueira. Ecstasies.
. Não percebo bem o que se passa aqui, mas gosto da forma como se passa.
. Sugestões para uma verdadeira revitalização das indústrias do sector Vidraceiro Nacional. Re-pensar a Retoma Económica.
. Contribuições singelas para uma possível futura guerra santa de representações gráficas e blasfemas do divino. Mais achas para a fogueira. Ecstasies.
. Não percebo bem o que se passa aqui, mas gosto da forma como se passa.
. Sugestões para uma verdadeira revitalização das indústrias do sector Vidraceiro Nacional. Re-pensar a Retoma Económica.
Miolo e côdea - Take II
Há uns anos atrás passei pelo IRC e foi nesse chat que o conheci, tanto quanto as palavras o permitem. Estranhamente, sabia escrever sem erros ortográficos e passámos a encontrar-nos na mesa do costume, a aviar como pão para a boca o desejo de companhia e de carinho que lhe fervilhava nas teclas ao ponto de rapidamente relatar que dezasseis anos de uma relação não tinham sido bastante para a parceira alguma vez entender a oralidade do sexo como mais do que um fugaz preliminar, sem nunca ter engolido a sua espuma, aquela que deve orgulhar todo o que a possui.Qualquer conversa sobre essa questão era imediatamente descartada como coisa de somenos e esta era uma memória inconfessável junto dos amigos, cara a cara, não o fossem julgar menos padeiro por isso e eu sempre dava o conforto de cestinho com paninho para se deixarem as côdeas.
Na contínua partilha de tantas migalhas avançou para relatar o bolor da vigilância sobre as contas conjuntas que outra não lhe era permitida e em qualquer telefonema recebido, das constantes homilias nas raras frases que trocavam e quando havia visitas, sobre o seu falhanço profissional que depois de despedido por remodelação da empresa apenas se agarrara ao que encontrara sem ambição nenhuma, de ter sido encafuado num beliche do quarto do filho para a dona da casa paga em prestações iguais pelos dois usufruir da cama de casal e o convidar a sair aos fins-de-semana com o rebento adolescente se não queria que suspiros verdadeiramente lascivos lhe incomodassem os ouvidos.
Sãozinha,nem o pai natal nem o totoloto, dariam aquele homem a chave para rodar na porta da sua vida e como nunca, senti que não tinha mãos para amassar aquela farinha.
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