20 abril 2019

«Everytime it rains» - Mário Lima



"A alma anda desencontrada do corpo
tenho de buscar na memória o que toquei
sigo o rasto das lembranças
até chegar ao Esquecimento.

Sinto saudades... não sei ao certo
o corpo não me responde
a alma atormentada não sente.

O tempo vivido não é o tempo sentido
sempre o tempo...
infinito na escuridão
tão escasso para a satisfação.

O Antes no Agora para o Depois,
esconde-se o vazio,
adormece-se a alma,
julgo vencer o tempo
mas permanece o desencontro..."

Mário Lima

«La Truite», banda sonora original do filme de Joseph Losey / Richard Hartley

LP francês em vinil, de 1982, com uma capa muito... original. Ref.: GAUMONT 753.812 SACEM.
Comprei-o mesmo só pela capa, para a minha colecção.





A colecção de arte erótica «a funda São» tem:
> 2.000 livros das temáticas do erotismo e da sexualidade, desde o ano de 1664 até aos nossos dias;
> 4.000 objectos diversos (quadros a óleo e acrílico, desenhos originais, gravuras, jogos, mecanismos e segredos, brinquedos, publicidade, artesanato, peças de design, selos, moedas, postais, calendários, antiguidades, estatuetas em diversos materiais e de diversas proveniências, etc.);
> muitas ideias para actividades complementares, loja e merchandising...

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Quem quiser investir neste projecto, pode contactar-me.

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18 abril 2019

«Nada mais há a dizer» - Áurea Justo

Procurei-te num milhão de auroras
E nenhuma me apaixonou como tu
Trago o sabor dos teus beijos de amoras
E imagino-te ao meu lado nu.

Quero sentir a tua pele na minha
Absover o teu aroma de fogo
Entrelaçar as tuas mãos sozinha
Deixar-me envolver neste jogo.

Tudo o que tenho é o teu olhar nas minhas memórias
Caminhei descalça pela madrugada
Vesti a tua ausência das minhas histórias
Penteio a alma de lágrimas enxugadas.

Pedi à lua que desça e brinque comigo
Aceitei tudo porque te queria
Nuvens cinzentas desceram ao teu umbigo
Nada mais há a dizer se queres insistir
Eu apenas te amaria.

In Confissões de Uma Alma Evadida

Áurea Justo
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«Bundaplanistas» - Adão Iturrusgarai


«Chansons érotiques» - P.-J.Béranger - illustrées par Joseph Hémard

Livro de 1924 das Éditions G. Crès & Cie. (Paris) com canções eróticas francesas.
Exemplar com a menção manuscrita "Reservé à Monsieur Michaut".
Junta-se a outros livros e discos de "chansons paillardes" na minha colecção.






A colecção de arte erótica «a funda São» tem:
> 2.000 livros das temáticas do erotismo e da sexualidade, desde o ano de 1664 até aos nossos dias;
> 4.000 objectos diversos (quadros a óleo e acrílico, desenhos originais, gravuras, jogos, mecanismos e segredos, brinquedos, publicidade, artesanato, peças de design, selos, moedas, postais, calendários, antiguidades, estatuetas em diversos materiais e de diversas proveniências, etc.);
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16 abril 2019

«escreverei» - Susana Duarte

escreverei à meia noite do poema,
onde se desfazem as pedras das calçadas
e os teus passos.

escolheste seguir as pedras de ontem,
e os caminhos levantaram o pó
dos teus passos.

escreverei à meia noite do poema,
onde o vento desfez a noite, ela própria
uma ave assustada ante a imensidão
do desejo.

morrem os corpos na espera,
enquanto a meia noite do poema se declina
na cor das cerejas.

é na confluência dos dedos
que se desocultam as noites dos corpos,
entidades desejantes, meia noite das vidas
nuas, encontro sobre o leito,
ventos-sul do peito,
quando a meia noite do poema
se escreve nas peles.

Susana Duarte
Blog Terra de Encanto
Facebook

Tubarão à vista!

Hoje é um bom dia para ir meter placas com a minha foto nas janelas dos imóveis que tenho para vender. Estou a tentar manter uma postura low profile e este nevoeiro cerrado atenua o inevitável alarido entre o mulherio das zonas em causa.
#Motivation


Sharkinho
@sharkinho no Twitter

Casal frente e verso

Pequena placa em jade recortado com imagem de um casal a praticar sexo, visto de ambos os lados.
Um trabalho meticuloso vindo da Ásia para a minha colecção.



A colecção de arte erótica «a funda São» tem:
> 2.000 livros das temáticas do erotismo e da sexualidade, desde o ano de 1664 até aos nossos dias;
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13 abril 2019

«O atraso» - Fernando Gomes


Juvénio só pensa em encontrar a belíssima hospedeira que tão gentilmente lhe respondeu no curto diálogo que travaram durante o embarque:
— Desculpe, este voo está mais de uma hora atrasado, e a minha escala para apanhar o próximo é só de meia hora. Acha que chegamos a tempo?
— Sim, claro, não se preocupe!
— Tem a certeza? Estou muito apreensivo.
— Esteja descansado! Garanto que apanhará o outro avião.
O sorriso radioso colado aos olhos transbordantes de azul serenou-o.
Segundos depois, ao tomar o lugar na coxia, o atraso já não o apoquentava. Estava na quarta fila e não conseguia descolar os olhos da graciosa figura que ia cumprimentando os passageiros um a um. Não fosse a importância da viagem de negócios, desejaria que o atraso fosse eterno, que nada o separasse de tão celeste visão. O rumor dos passageiros que se acomodavam, o ronco dos motores, o choro do bebé duas filas atrás, tudo lhe soava longínquo e etéreo. Aquela beleza ofuscante arrebatava-o.
Aquando das instruções de segurança, a deusa posicionou-se tão perto dele, que Juvénio conseguia sentir na alma os gestos largos e mecânicos. Antes de guardar o equipamento de demonstração, ela piscou-lhe o olho e sorriu. Ele corou e engoliu em seco, mergulhado em suor. Pouco depois da descolagem, a beldade veio fazer-lhe companhia num sonho erótico, que, como de costume, ele não conseguiu consumar. Acordou sobressaltado entre gritos lancinantes e rezas aflitas. Antes que conseguisse aperceber-se da terrível força que a gravidade resolvera demonstrar, já se via rodeado por um Atlântico infinito.
Atordoado, tenta agora, desesperadamente, manter-se à tona e, acima de tudo, encontrá-la entre os destroços. Se ao menos tivesse ouvido as instruções de como insuflar o colete... De súbito, vislumbra a sereia, à deriva, flutuando na ponta quebrada de uma das asas. As forças a fugirem-lhe, consegue chegar suficientemente perto dela para soltar o que lhe vai no peito, antes de imergir para sempre no oceano devorador. Com a voz sufocada dos pirolitos, grita-lhe as últimas palavras:
— Sua mentirosa!

Fernando Gomes


«Angel of the morning» - Mário Lima



"Se um dia uma brisa leve e suave tocar teu rosto, não tenhas medo, é apenas a minha saudade que te beija em silêncio."

Mário Lima

"Ah, se ele visse… 1787"

"Ah! S´il y voyait 1787".
Prato francês em faiança do século XVIII pintado à mão com uma cena de humor malandreco.
Vive la France Érotique... dans ma collection!






A colecção de arte erótica «a funda São» tem:
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11 abril 2019

«Deste-me um beijo» - Áurea Justo

Deste-me um beijo no monte do ombro.
Dando cambalhotas com a língua húmida no meu pescoço, traçaste o caminho do rio, sendo tu o barco.
Quero navegar-te. Sussurraste ao meu ouvido, num murmúrio qual vento que assobia aos passarinhos na Primavera, chamando-os com os beiços inchados de tanto amor concebido na mãe Natureza.
Dar-te-ei a minha alma, inteligência e vida, meu amor.

In Notebook

Áurea Justo
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