31 março 2018

«aves virgens» - Susana Duarte

Inquietas, as aves virgens
liquefazem a espera
nas linhas curvas


da noite sem voz.

Susana Duarte
Blog Terra de Encanto
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Fonte de inspiração


Mitos eróticos

Número especial da revista espanhola El Jueves, nº 2122, de Janeiro de 2018.
Junta-se a muitas outras revistas da minha colecção.



A colecção de arte erótica «a funda São» tem:
> 1.900 livros das temáticas do erotismo e da sexualidade, desde o ano de 1664 até aos nossos dias;
> 4.000 objectos diversos (quadros a óleo e acrílico, desenhos originais, gravuras, jogos, mecanismos e segredos, brinquedos, publicidade, artesanato, peças de design, selos, moedas, postais, calendários, antiguidades, estatuetas em diversos materiais e de diversas proveniências, etc.);
> muitas ideias para actividades complementares, loja e merchandising...

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30 março 2018

Intimidades da bailarina


(via mon ami Bernard Perroud)

«Tarde de 4 horas de sexo delicioso e algumas elucubrações sobre o ego masculino» - Cláudia de Marchi

Boa tarde pessoas belas!
Hoje passei 4 horas com um cliente adorável, que, por sua vez, não gosta que nossos encontros se tornem relatos.
Ao longo destes quase 10 meses como cortesã de luxo verifico todo tipo de atitudes provenientes do ego oriundas dos homens, impossível, para mim, feminista que sou, não observar certas condutas com certo "susto", para dizer-lhes pouco.
Já vi homens apaixonados querendo abster-se de pagar, logo após me conhecerem, sendo eles casados. Já vi homem apaixonado convencer-se de que nada sentia e passar a agir como quem nunca sentiu nada, pois "como", após o divórcio iminente, ele iria "namorar" uma acompanhante? Ele não conseguiria, por mais especial que fossem os sentimentos e ainda que houvesse correspondência. Já vi clientes ficarem com ciúmes de outros clientes, querendo competir em qual relação sexual eu gozei mais!
Um, no segundo encontro, chegou às raias da loucura e ficava me dizendo: "Safada, diz pra mim que você só fode gostoso desse jeito comigo!". Ignorei, ignorei até que na terceira afirmação saí de cima dele e broxei. Eu gosto de sexo. Do contrário não seria acompanhante de luxo de notória exigência e criticada por aqueles que não passam no meu crivo de sapiosexual e de idade, afinal, não atendo homens com mais de 70 anos e que escrevam ou falem errado. É meu direito e ponto final.
Talvez eu possa fazer sexo de forma diferente quando e se me apaixonar e amar alguém. Não planejo isso, mas nunca digo "nunca". De resto, sendo o homem bom de toque, língua e líbido eu serei a "boa de pegada" (ouvi isso outro dia...Risos...) que me tornei, sim!
Alguns clientes, sobretudo os assíduos, acabam cativando-me, ganhando carinho e atenção especial, porque o convívio leva a isso. E o meu foco é fidelização de clientela, não quantidade. Quero um nicho de clientes, não me esforço para atender o cidadão que economizou meses para vir me ver e que só poderá voltar o ano que vem: privilegio os cultos que podem vir com assiduidade. Dentro do ramo não tenho talento para rotatividade e promiscuidade, assim como nunca tive a vida inteira!
Já lhes contei que tive 8 namorados com quem mantive relações sexuais antes de resolver me tornar acompanhante? Então, eu gosto de sexo com entrega e qualidade, não de coisinha banal, de coisinha cheia de nojinho e de ter 5 homens na minha cama num único dia!
Simples, este é o meu jeito! Não me adéquo á regra da maioria das acompanhantes, mas, quem me conhece profundamente, sabe que eu não me adéquo à nenhuma regra. Sou um ser humano "diferente!", para dizer pouco. Apreciável por quem tem gostos gourmet, gostos bons, gostos caros e Q.I elevado.
Beijos de luz!
P.S.: O cliente que passou a tarde comigo não se ofende ao ler isso, ele sabe minha forma de pensar e que, para mim, só cristais são tão frágeis quanto ego de alguns exemplares do sexo masculino.

Simone Steffani - acompanhante de alto luxo!

«Fala-me de Amor» - Mário Lima




"No Silêncio!... Fala-me de Amor"

Mário Lima

#hakunamatatismo - Ruim

Sou apoiante da causa LGBT. Talvez por ter sido um puto esquisito a quem costumavam apontar o dedo a fazer juízos de valor por ser diferente ou se calhar é mesmo porque gosto de irritar grunhos e machos alfa com problemas de afirmação. O problema não é com os meus amigos gays, mas sim com os meus amigos gays que não sabem que são gays. Nós sabemos que eles são gays, os pais deles sabem que eles são gays e eles continuam fechados no armário de olhos fechados porque não conseguem encontrar a maçaneta. Já conheci assim uns quantos e é um triste espectáculo de se ver. Eu não sei como está o vosso gaydar, mas basta-me ouvir um "olá" para saber que o Tiago que acabou de chegar vai oferecer-se para fazer cisnes com os guardanapos que estão na mesa. Nunca conhecemos uma namorada a estes gajos, mas não é por aí. Quando o assunto vem à baila, há sempre uma gaja qualquer no passado que nunca ninguém viu ou sabe quem é. Existem outras maneiras de detectar esta malta num grupo de amigos.

1) Quando inseridos num grupo de gajos que estão a galar uns quantos "bagaços", têm a tendência natural para exagerar a coisa:

Gajo 1: "Aquela gaja é tão boa..."
Gajo 2: "Nem me digas nada, assim que ela entrou..."
Ele: "Era mesmo de f#der nas mamas, não é? Era mesmo agarrar nas mamas e f#der com a pila. Pimba, pimba, pimba. Nas mamas, não é? Ela ia gostar disso. Nas mamas."

2) Já repararam que as vossas namoradas sabem sempre quem anda a comer quem no círculo das celebridades portuguesas? Esses gajos também sabem, porque são umas quadrilheiras de primeira. Sei lá eu quem é que o Pedro Teixeira andou a comer. A mim não foi. Eles sabem essa merda de cabeça.

3) Letras das músicas pop. Nenhum heterossexual as sabe. Estes cabrões são karaokes com duas pernas. Se forem no carro com um, fiquem atentos ao lip sync. É impecável. "O Rei Leão". Eu adoro o Rei Leão. Sei os nomes de todas as personagens e partes de algumas músicas. Mas NUNCA EM NENHUMA ALTURA me dei ao trabalho de aprender a letra da música do início. Aquela do AHHHHHH SIDÉNIA BADADJI BADAJÁ SINGA AUÉ e vê-se um antílope ou o c#ralho a levantar os cornos. Se tu sabes a letra desta merda... és gay. Isto não é uma opinião, é um facto.

4) Todas as gajas do grupo o adoram. E quando temos aquele momento "quando é que vocês dizem ao Tiago que ele é gay?" a resposta delas é "Ahhh... coitadinho!" como se ele fosse um doente oncológico. Não é coitadinho. Elas sabem que ele é gay, mas gostam de o ter ali com elas como se fosse um Furby para poderem brincar. É que fica mal qualquer um de nós dizer "olha lá, c#ralho: se és gay, diz. F#da-se. Mas achas que alguém te vai dizer alguma coisa? Achas que alguma coisa vai mudar? Talvez as piadas de mamarmos na gaita uns dos outros, mas pronto." Vai chegar um dia que lhe vai cair a ficha, aparece com um namorado no grupo e TODOS TEMOS DE FICAR SURPREENDIDOS enquanto ele nos abraça e chora. Claro! Esta malta adora dramas e eu tenho de passar por mentiroso.

Ninguém tem nada a ver com quem vocês f#dem ou deixam de f#der. Não precisam de bradar aos sete ventos que são gays ou deixam de ser gays, porque a vida é vossa e devem-na viver da melhor forma. O que é triste é viver em negação enquanto se canta Hakuna Matata.

E agora tu que estás a ler ficaste com a música do Rei Leão na cabeça.

Ruim
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29 março 2018

«PicPay - descobriu!» - Porta dos Fundos

«Pequei» - Adão Iturrusgarai


Dias tranquilos em Clichy

Mais um livro de Henry Miller, a juntar-se a outros deste Mestre, na minha colecção.



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28 março 2018

As tuas bolas têm muita coisa para dizer

Campanha de prevenção do cancro dos testículos, da «Testicular Cancer Canada».









Postalinho do Gerês

"Pedra firme e hirta, no trilho local entre a Pousada do Mosteiro de Amares e a Abadia".
Paulo M.


Ilude-me

Não me deixes na ilha volante que é este novo desvairo. Usa essas tuas mãos largas, de traços fortes para em mim deixares a tua marca, o infinito do teu desejo, infinito também. Não me digas a verdade, vai e volta, mas deixa-me parecer serena, preenchida e … bem comida… Não sejas mau a enganar e mantém em mim uma ilusão que um dia irá terminar, bem sei …

Ilude-me.

Faz-me sentir o que jamais imaginaria sentir, lidarei com o desapontamento mais tarde. Faz-me ignorar a tua vida, os princípios pelos quais te reges e mostra-me aquilo que sabes quero. A Ilusão.

Porque, ninguém nos faz sentir tão bem, ainda que enganadas, como um homem como tu, que respira tranquilidade, que abraça em paz, que pausadamente fala e que nos faz crer.


PINK POISON

Descasca-a!


27 março 2018

«Falha» - Susana Duarte

Encontrei-te.
Não me viste.

As asas falharam o voo.

Susana Duarte
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Ainda há cavalheiros


Por quantas portas que abra a mulheres vou chegar ao fim dos meus dias a dever-lhes gentilezas.

Sharkinho
@sharkinho no Twitter

Mamas!

Conjunto de saleiro em porcelana branca e pimenteiro em porcelana cinzenta, Aphrodite, de Jonathan Adler, com relevo a toda a volta em forma de seios femininos.
Junta-se ao frasco «Georgia», da série Muse, do mesmo autor, na minha colecção.










A colecção de arte erótica «a funda São» tem:
> 1.900 livros das temáticas do erotismo e da sexualidade, desde o ano de 1664 até aos nossos dias;
> 4.000 objectos diversos (quadros a óleo e acrílico, desenhos originais, gravuras, jogos, mecanismos e segredos, brinquedos, publicidade, artesanato, peças de design, selos, moedas, postais, calendários, antiguidades, estatuetas em diversos materiais e de diversas proveniências, etc.);
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26 março 2018

Durex - «O clube da ffffelicidade»

Ó Rosa arredonda a saia


A nádegas tantas

Normalmente fodo. Mas este fim de semana fui fodido. Estava em casa a entrar em parafuso, por isso precisei de ir à rua encontrar uma porca. Lá fui todo entretido beber uma cerveja ao Chiado enquanto aproveitei para apreciar as pandeiretas que passam. Para mim, estar sentado no Chiado é um pouco como um Tinder em tempo real mas concentrado em rabos. Vou-os deixando passar até surgir um que me desperte. E lá passou um todo empinado e fresco, como que a suplicar por uma palmada de qualidade superior. Uma gaja que anda na rua daquela maneira a espetar o rabo tem de estar ansiosa para que um tipo fique com vontade de lhe espetar o nabo. Não acredito noutra hipótese. Por isso lá fui, como cavalheiro atento a estas pequenas cortesias sociais. Deixar passar um rabo que se empina daquela maneira, roçaria a falta de educação, quando a única coisa que quero roçar é aqui este totem fálico naquela altiva pandeireta. Assim que enceto conversa e a convido para sentar, a moça, sabida, manda-me logo baixar a bola. Que é logo coisa para eu levantar a tola. Era toda desempoeirada e a nádegas tantas lá quebrei as minhas regras, entreguei-me à sorte e deixei que ela conduzisse. Era forte e determinada. Sabia o que queria e o que fazia, trocámos mais um par de frases desnecessárias e lá fomos parar a casa dela. Tinha o quarto todo armado para uma pranchada à estouvada, daquelas em que vale tudo e não sobra nada. Encolhi os ombros como quem diz: “Vim meter-me na toca da loba...” e por isso apressei-me a mostrar-lhe o meu capuchinho vermelho. Possessa da pachacha, a mafarrica lançou-se como uma loba faminta devorando-me como se não houvesse amanhã. Ainda estive para lhe perguntar, ao jeito dos clássicos contos de fodas: “Olha lá, porque é que tens uma pachacha tão grande?”. Mas achei mais sensato continuar a pinar. Estava eu entretido a contar as bombadas por minuto a que a senisga da moça estava a ser sujeita, quando me recordo que tinha sido a sua bilha que me tinha atiçado inicialmente. Deixar um rabo daqueles sem a atenção necessária seria, no mínimo, um ultraje sexual e uma falta de cortesia sem limites. Por isso, enchi o peito, segurei-lhe nas pegas, virei-a ao contrário e pensei: “Agora é que esta porca torce o rabo”. Dada a intensidade da pinada, até os vizinhos fumaram um cigarro no fim, tal a selvajaria do meu entusiasmo.

Patife
@FF_Patife no Twitter

Um sábado qualquer... - «Apresentando o amigo»



Um sábado qualquer...

25 março 2018

«respostas a perguntas inexistentes (370)» - bagaço amarelo

fixe

É madrugada de um dia qualquer. Pela primeira vez em muitos dias tive uma noite de sono como as pessoas normais, aquelas que se deitam à noite e levantam de manhã para ir trabalhar, que se apaixonaram várias vezes quando tinham vinte anos, apenas uma quando tinham trinta e nenhuma depois disso ou, se o fizeram, foi num segredo tão grande que nem elas perceberam.
O Sol de Inverno percebe-me, no entanto. Talvez por isso me tenha vindo cumprimentar enquanto bebia o café da manhã na janela da cozinha. Tenho quase quarenta e cinco anos e a minha vida tropeçou enquanto subia a montanha, seja lá isso o que for. Andei aos trambolhões até parar junto a uma queda de vários metros. Foi-se o emprego, foi-se a conta bancária, foi-se o Amor também. Veio uma mão levantar-me e aqui estou eu, a tomar café na janela da cozinha.
Lá fora, numa rua pouco movimentada, um puto joga sozinho à bola chutando-a repetidamente contra a parede de um prédio. Tem piada, é mais ou menos o que eu tenho feito nos últimos anos da minha vida. Se ele olhasse agora para cima, acho que lhe fazia um sinal qualquer com a mão. Fechava-a e esticava apenas o polegar, por exemplo. Fixe.
Pondo a mão no vidro, sinto algum calor da nossa estrela. Sei que o seu tamanho é trezentas e trinta e três mil vezes o da Terra. Ainda assim, tão delicado que me vem aqui aquecer sem me incendiar ou queimar. Toca-me como se fosse um imenso monstro bom. É como o Amor. Quando acontece, claro.
É também como o sorriso da mulher que me disse precisamente isto e por quem me apaixonei durante uns minutos. Cruzámo-nos no café e ela reconheceu-me de um tempo distante. Bebemos uma cerveja e conversámos sobre as nossas montanhas e as nossas quedas. Uns minutos, talvez vinte. Uma eternidade para quem se sentia estéril até então.
Vem aí uma vida inteira, diferente do que foi até aqui. Um resto de café já secou no fundo da chávena que tenho na mão esquerda e, com a direita, faço o sinal de fixe ao miúdo que está na rua. Ele responde. Algumas pessoas normais caminham sob o mesmo Sol que eu. O que nos distingue talvez seja apenas isso: ainda me apaixono por aí. Fixe.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

A corda

Insuflável



Os ditos eram mais que muitos e trocavam-se nos corredores durante os intervalos ou nas mesas do bar. Então já experimentaste o colchão?... E o melhor é que é insuflável, a frase que provocava a cúmplice gargalhada geral.
Mantendo a tradição ancestral de Letras as mulheres gracejavam a propósito do individuo que a troco de umas anotações das aulas, de um sorriso ou de um simples bora lá, dava o corpo ao manifesto para estudos mais aprofundados de anatomia, investigações detalhadas sobre as erupções vulcânicas masculinas ou aplicação prática do prazer orgásmico como potenciador do desenvolvimento das capacidades cognitivas.
Tinha a enorme vantagem de não ser território virgem e ninguém ir lá ao engano já que qualquer colega podia fornecer antecipadamente todos os pormenores para banir qualquer espécie de insegurança, incluindo um mapa das distâncias do pescoço ao umbigo e deste ao insuflável, a descrição da respectiva curva de nível, o gráfico de frequências e até um glossário para interpretar o significado dos sons guturais que ele emitia durante a actuação.
Já a minha avozinha dizia que quem boa cama faz, nela se deitará e cada vez me convenço mais que era um dito acertado que o homem hoje é membro da direcção de uma empresa pública.

«Estendal» - Mrzyk & Moriceau


24 março 2018

«por todas as madrugadas» - Susana Duarte

por todas as madrugadas
de gritos suspensos,
por todas as folhas pecioladas
e de raízes ocultas,

deixo a palavra

e grito.

Susana Duarte
Blog Terra de Encanto
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O canalizador, o entregador de pizzas e o professor

Um estranho no espelho

Romance erótico de Sidney Sheldon.
Mais um dos muitos livros da minha colecção.



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23 março 2018

Sudan, o último macho

mais um a caminho da extinção...
Raim on Facebook

Luís Gaspar lê «Isto é amor» de Nuno Júdice

Em quem pensar, agora, senão em ti? Tu, que
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
dizer: «Como é mais fácil deixar que as coisas
não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos
apenas dentro de nós próprios?» Mas ensinaste-me
a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,
até sermos um apenas no amor que nos une,
contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor:
ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua
voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo
esse que mal corria quando por ele passámos,
subindo a margem em que descobri o sentido
de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo
que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor,
de chegar antes de ti para te ver chegar: com
a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água
fresca que eu bebo, com esta sede que não passa. Tu:
a primavera luminosa da minha expectativa,
a mais certa certeza de que gosto de ti, como
gostas de mim, até ao fim do mundo que me deste.

Nuno Júdice, in ‘Pedro, Lembrando Inês’
Nuno Júdice (Mexilhoeira Grande, 29 de Abril de 1949) é um ensaísta, poeta, ficcionista e professor universitário português.
Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa

Notas algo de novo?


«Un Homme et Une Femme» - Mário Lima




"... E Deus criou a Mulher da costela do Homem"

Mário Lima

#sandrismo - Ruim

Quando recebes mensagens género "o meu namorado está contigo?" da parceira de um grande amigo...

"Quem és? Não tenho este número"
"É a Sandra."
"Qual Sandra?"
"Rui, não tenho paciência para brincadeiras."
"Conheço umas três. Duas delas eu não posso ver à frente."
"Sandra do Tiago."
"Ah, a que eu gosto. Está tudo bem?"
"O Tiago?"
"É um gajo fixe. Cinco estrelas."
"Onde é que ele anda?"
"O Tiago não anda. Ele voa. Porque é fantástico."
"A sério, não estou com paciência. Está contigo ou não?"
"Sandra, de certa forma, não estará o Tiago sempre entre nós?"
"Estou sem paciência para as vossas merdas. O TIAGO?"
*chamada para o Tiago*
- Olha lá, seu filho da p#ta: porque é que eu tenho a Inquisição Espanhola em cima de mim? Onde é que tu estás? O que é que eu digo? ESTÁS A FAZER MERDA? SÓ PODES. CLARO QUE ESTÁS.
- Se eu te dissesse que levei nos cornos de um grupo de miúdos de treze anos, acreditas?
- Tu és ridículo. Eu trato disto com ela.

"Sandra, o Tiago está a levar no cu."
"Pronto, já vi que está contigo. Ele que me ligue quando puder."

Ruim
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22 março 2018

«Maison du sarcasme» - Porta dos Fundos

«La Vie en Rose – Solteiro» - Adão Iturrusgarai


as prioridades do sr. Zuckerbook

Facebook investiga fuga maciça de dados... 
enquanto Zuckerberg andava entretido a censurar obras de arte
Raim on Facebook

O físico prodigioso

Uma edição mais "levezinha" desta obra-prima de Jorge de Sena, a juntar-se à edição de luxo, na minha colecção.



A colecção de arte erótica «a funda São» tem:
> 1.900 livros das temáticas do erotismo e da sexualidade, desde o ano de 1664 até aos nossos dias;
> 4.000 objectos diversos (quadros a óleo e acrílico, desenhos originais, gravuras, jogos, mecanismos e segredos, brinquedos, publicidade, artesanato, peças de design, selos, moedas, postais, calendários, antiguidades, estatuetas em diversos materiais e de diversas proveniências, etc.);
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