Isto é o que provoca a prima Vera e as Rosas da São...
A Papoila_Rubra lê assim a imagem do Ognid:
"Embora não sendo homem, como pessoa, posso imaginar o sentir do homem retratado. É uma imagem muito intensa que transmite um sentir muito forte, numa semiobscuridade exterior e interior.
Com o corpo tenso e a cabeça escaldante, sentia-se prisioneiro num sufoco de ansiedade. Sofria a ausência dela.
Desesperado, abriu a janela de par em par.
Semicerrou os olhos e deixou-se inundar pela forte ventania. Inebriado, sentindo a sua presença efémera, tentou prendê-la, segurando-a no afago reconfortante que o envolvia.
Impulsivamente abraçara-se...
Por favor, não me mostres o seu despertar.
Poupa-me ao reencontro da solidão nas suas mãos vazias...
Não quero ouvir o estilhaçar do seu coração nos vidros quebrados da janela..."


Conheceram-se num bar das redondezas duas horas antes. Na curta conversa, entre vodkas e uísques velhos de malte, ela sentiu-se irremediavelmente atraída pelo modo cativante como ele falava da vida difícil que tivera. Havia subido o pau de sebo da existência com a persistência de quem quer muito mais do que o bacalhau dependurado no topo.
