26 março 2006

Cavalheiro procura Senhora para amizade ou algo mais

CISTERNA da Gotinha

Menina de oiro.

Markus Amon: fotografia.

Fétiche dos pés.

Adult Toys no Japão.

Blog erótico:
Le SenSorium.

Tocas
piano e falas francês?!

A mudança de hora cria sempre confuSão


Manos Metralhas

Abraça-me!

– Então?! – Gritou ele do quarto. – Estás bem?
Ela absorta na sua solidão que, ao contrário da água, subia e se acumulava, perturbando-a cada vez mais, não lhe ouviu o primeiro grito, nem o segundo a corrigir o tom ansioso com que a chamara. Lembrara-se, mais uma vez, da frase "E sobretudo, é esta solidão que emerge à mistura com o vapor do duche, que, por mais que se esfregue, não sai, não nos abandona" concluiu, e ficara a sentir a água escorrer-lhe pelo corpo, esquecendo-se dele, nu na cama, à sua espera.
– Estás bem? – repetiu ele que, sem resposta, se obrigou a levantar, contrariado e com frio. Assomando à porta da casa de banho, sem entrar, tornou a perguntar: – Tudo bem?
Ela ficou sem saber se o ouviu ou se o sentiu no ligeiro movimento da húmida neblina que enchia a casa de banho e sem saber a pergunta respondeu o que, sabia-o, ele queria ouvir:
– Vou já!
– Está bem – disse ele, como se lhe fizesse um favor e, encostando a porta, correu ainda excitado para a cama.
Ela olhou o vapor que submergia toda a casa de banho e tornou a pensar na frase
"E sobretudo, é esta solidão que emerge à mistura com o vapor do duche"
que lera e agora lhe envenenava os banhos, a deixava sem forças, como se a água e o vapor a puxassem para o fundo da depressão em que ele, ELE, há anos a deixara.
Agora, tinha um homem à sua espera, à espera do seu corpo, mas também de si. Amava-a, dizia. Amava-o, retorquia ela, convicta. Convencendo-o. Quase se convencendo.
Mas, desde que lera a frase, os duches prolongavam-se para lá do razoável, não ligava o rádio e, quando se apercebeu que não ligando o aquecedor, o vapor era mais denso, mais uniforme, mais perfeito, deixou também de o ligar, o que aumentava o contraste entre o frio do seu corpo e a água quase a queimar que saía do chuveiro e que ela recebia como uma mortificação redentora.

Tinha passado duas horas debaixo do chuveiro, com a água a escorrer-lhe pelo corpo, sem se lavar, sem se esfregar, sem se sequer tocar. Ali ficara, sem reacção, sem vontade, sem uma ideia ou pensamento, que não fosse o de desaparecer na água, no vapor, na neblina, de se diluir e escorrer pelo ralo e juntar-se à água, só à água. Ser água e deixar de ser mulher.

Tinha sido assim, há dez anos, quando ele, ELE, lhe confessara a traição e, sem um gesto, sem uma palavra, sem nada, sem nada que se aproveitasse a deixara, sem amor.

"E sobretudo, é esta solidão que emerge à mistura com o vapor do duche, e no fim ficamos sempre sós. Sós, eu e a merda do vapor do duche!" pensou a gritar, de raiva, de desespero, de impotência.

– Mário! – gritou.
– Sim?
– Anda cá.
– Porquê?
– Vamos fazer amor!
– Aí?! – Ele levantou-se, surpreendido, e encaminhou-se para a casa de banho.
– Sim, aqui. Na banheira.
Ele entrou na casa de banho.
– Porra! Posso ligar o aquecedor?
– Podes. Anda!
– Mas eu estou seco!
– Molhas-te!
– Queres fazer amor na banheira, tens a certeza?
– Sim, porquê?
– És tão picuinhas com os banhos.
– Deixa-te de desculpas e anda! Anda abraçar-me!
[a frase leu-a em Levemente Erótico]
de Garfiar, só me apetece

Se o Blogger não voltasse depressa a funcionar bem...


... não respondia pela minha Rosinha!
(Querida Gotinha, serias tu que m'herdavas o blog,
com o compromisso de levares os cortinados
todas as semanas ao «Cinq à Humide»)

Imagem de Gabriela Schevach
em Foto Shop Berlin

25 março 2006

Publicidade

O ano passado a Dove utilizou na sua publicidade mulheres que fogem às medidas, tamanhos e feitios do que é considerado elegância e beleza pelos cânones actuais. A Dove sabe que a mulher comum tem sardas, é farta de carnes, tem o nariz comprido ou a testa alta, etc., etc.
Este ano a Dove ataca de novo usando o mesmo conceito, mas não despindo as mulheres como no ano passado. Este ano veste-as. E veste-as com t-shirts que ostentam frases bem provocatórias. É possível comprar as
ditas t-shirts e assim, contribuir para um fundo com o feliz nome «Fundo de Auto-Estima».
Um verdadeiro mimo!

sugestão


foto: simon lyutakov

Hoje e amanhã. Festival do Pão.

O Tiko Woods ensina...

... o que é bater uma bem batida.

(a Gotinha descobre cada coisa...)

Mãos... trepam sempre! - por a_miúda_do_gás

Mãos... que trepam por nós acima...
Mãos... que trepam por nós abaixo...
Mãos... trepam sempre!...

São cúmplices da malícia e do desejo ardente expresso nos olhares...
No teu olhar que adivinho nos meus olhos fechados...

Mãos... são prolongamentos do coração
São instrumentos do cérebro
São os fios visíveis dos enlaces lacrados com beijos....

Morro de saudades
das tuas mãos em mim...

a_miúda_do_gás

(sugeriu esta ilustração mas eu prefiro a da Papoila_Rubra, que tem mais garra...)

crica para visitares a página John & John de d!o