31 julho 2006

Blockbuster


Fui entrevistá-lo por causa do seu recém-estreado filme no qual usara todos os mendigos do Metro de Lisboa, alguns sem-abrigo do Martim Moniz, as ciganas que tiram a inveja e o mau olhado e as meninas romenas que vendem pensos rápidos, como actores principais de um drama que intitulara «A Cidade Branca e os Anões».

Foram três noites seguidinhas de trabalho a bater nas suas ligações ao Truffaut, Resnais, Rohmer e Chabrol mas garanti o guião da entrevista todo alinhavado na cabeça e enquanto o ia desfiando, reparei que o eminente realizador apontava a câmara dos seus olhos negros para um grande plano do meu decote seguido de um travelling às minhas pernas. Sem perder a pose de artista e continuando a responder, abriu a carcela das calças e exibiu o seu óscar finamente esculpido e de estupendos acabamentos, garroteando-o no topo como se fosse um tubo de pasta em final de vida. Explicitou um convite para que conhecesse mais intimamente a sua obra e rapidamente rodámos uma película de série X demonstrativa dos comportamentos dos últimos primatas, connosco acocorados e as suas palmas engatadas nas minhas ancas reboludas para as suas bolinhas não falharem os embates cíclicos e os nossos guinchos fornecerem a emoção do sonoro.

No dia seguinte entreguei as 300 linhas na redacção e pedi dispensa para acompanhar o cineasta numa série de curtas-metragens. Não lhe ias revelar a cacha de uma rapidinha sentados numa cabine de fotos à la minute, do enganchanço num dos intermináveis corredores do Marquês a horas nocturnas alçando-me uma perna e a saia, das mãos contra os azulejos do painel indicativo do miradouro de São Pedro de Alcântara a desoras, do seu missionário frenético no topo do caramanchão do Príncipe Real sob o qual João César Monteiro se costumava sentar.

Outdoors de um creme lubrificante


visto em The Cool Hunter

30 julho 2006

Charlize Theron



MegaPortal

Curiosidade anatómico-vegetalista



















Não acham que falta aqui qualquer coisa?...

sexo ao acordar, não!!


foto de IMAGENS
...
SEXO AO ACORDAR :) ... NEM PENSAR!!!!!!
..
Sexo ao acordar, não…
tão pouco enquanto durmo…
..
Quero ser eu a convidar-te
ler-te bem no fundo dos olhos
adivinhando o que em ti existe
muito para além da vontade…
..
Quero estar bem acordada
para que possas despir-me
para poder despir-te também
apreciando a exibição
das nossas várias diferenças
lenta e sensualmente
usando das carícias, a sedução
naquela ânsia inadiável…
..
Quero descobrir no teu corpo
as zonas mais que sensíveis
e quero que na contrapartida
também as descubras no meu…
..
Por isso, jamais esqueças
que por razão ou vontade minha
vale mais sexo de tarde
nunca de manhã
mas, por vezes… hummm
...
........................................ ... à noitinha!…
..
Papoila_Rubra
29 / 07 / 2006

crica para visitares a página John & John de d!o

29 julho 2006

Woman Power




Michel

Quando a modelo não faz o que o director manda


Robot Conferencing

Esta campanha da Robot Conferencing, empresa de video-conferência on-line, utiliza o teaser aqui de cima para nos encaminhar para o anúncio completo, que está aqui.

Não é um detalhe sem importância que a modelo que aqui vemos é a Lauren Jones, actriz, modelo, ex-World Wrestling Entertainment Smackdown Diva e a modelo de biquini mais requisitada de New York.

A NABADA

As freiras do Convento de Santa Maria de Semide eram exímias fabricantes de um doce chamado “Nabada”, que como o nome indica tem como principal ingrediente o nabo. O referido convento foi fundado no séc. XII pela Ordem Beneditina e situa-se na freguesia de Semide, concelho de Miranda do Corvo (distrito de Coimbra).
Quando alguma das freiras do referido convento falecia, havia determinações especificas sobre a alimentação que se deveria fornecer aos padres encarregues das exéquias.

«Se o enterro era de tarde os padres, que assistiam a elle, tivessem para a ceia chá, doces e dois covilhetes de nabada; se era de manhã, o celebrante recebesse tres covilhetes do tradicional doce, e dois cada um dos padres. O jantar dos mesmos constaria de galinha e carne de porco, que pertencia á defuncta, que para esse fim era morto, fructa, doce e café. Para o jantar não tivesse apparencia de festa recommendava-se que a fructa não fosse enfeitada com flores!»


in ASSUMPÇÃO, Lino de (1990) As Monjas de Semide: reconstituição do viver monástico
Coimbra: França Amado, p. 56.

28 julho 2006

armários IV

raim's blog

Bom fim de semana*


(clica na imagem para aumentares a... perspectiva)


* e boas férias, para quem está de férias

Fotografia - Johannes Barthelmes

CISTERNA da Gotinha


Sexycanvas: pinturas, fotografias, arte digital e desenhos eróticos.

Cidade do sexo: é um projecto no Brasil.

SexCulturas: um estudo sério sobre escultura erótica.

Vídeo: como atingir o rabo
Brasileiro perfeito!

Galeria de fotografias da
Beyonce

E o
fétiche dos pés tem cada vez mais adeptos.

Se alguém atirar alguma pedra, seja meiguinho!....

Contaram-me e eu... acreditei!...
...
Alguns meses após o divórcio, ela sentiu-se encorajada a mudar de casa. Esforçada que foi a sua coluna, teve de recorrer a terapias complementares, numa tentativa de reparar os danos ocorridos. Conheceu um profissional de terapias, passando a sentir-se em franca recuperação com os seus tratamentos. Na primeira parte de cada tratamento, fazia acupunctura e moxabustão, seguindo-se uma deliciosa massagem de corpo inteiro, chamada “californiana”, com óleo aquecido. Ao longo das sessões, de conhecidos, passaram a bons amigos.
...
Com o passar do tempo pós-divórcio, o seu corpo de mulher começava a fazer exigências. Aquelas massagens transportavam-na, involuntariamente, para outros momentos de fortes e boas emoções, guardadas na memória das células da sua pele e mente.
...
Começou a notar que no regresso a casa, apesar de um certo bem-estar e relaxamento geral, se acentuava uma dor que ela bem conhecia, na zona do baixo-ventre. A carência sexual nela, doía-lhe. Não era uma dor intensa, mas fazia-se notar bem e era persistente.
...
Conversou com o terapeuta e juntos tentaram encontrar uma solução. Um terapeuta não tem que ser bombeiro mas, ela, na nova situação de mulher sozinha, precisava reaprender a gerir a sua sexualidade.
...
Na inexistência de namorado, uma das hipóteses considerada foi o recurso a um vibrador. Como ela demonstrasse vergonha na ida a uma sex-shop, ele disponibilizou-se para acompanhá-la.
Uma vez adquirido o objecto, este passou a ser utilizado na parte final das massagens. As tensões começaram a desaparecer, e as “dores” a normalizar. Progressivamente, ela foi descobrindo e dominando a técnica de auto-utilização, com resultados satisfatórios.
Esta autonomia tornou-a mais forte e independente da colaboração masculina. O seu “homem de silicone”, apesar de desagradavelmente frio, era perfeitamente funcional para uso individual ou partilhado.
.....
Numa das sessões de terapia semanal, o ritual repetiu-se: discretamente pousou na estante o seu “amigo fiel” para ser utilizado no momento oportuno; despiu-se e deitou-se na marquesa, em decúbito ventral, como habitualmente fazia. A luz fraca e indirecta, associada à música oriental de fundo, convidavam à descontracção. Enquanto o terapeuta, ao telefone, resolvia assuntos pessoais, ela percorreu com o olhar o mobiliário já sobejamente conhecido. A sua atenção prendeu-se na análise de um objecto novo, uma espécie de tabuleiro de metal, onde repousavam algumas pedras escuras, semi-cobertas de água. Ao som dos passos abafados do terapeuta, ela semicerrou os olhos e iniciou a “viagem”.
...
Ele ensinara-lhe que uma massagem era como uma viagem através de um rio, onde nos abandonaríamos ao envolvimento da corrente, até onde ela, ou nós quiséssemos ir.
...
Na massagem tudo era delícia: o sabedor toque das mãos, o desbloquear e fluir da energia, o conforto do óleo aromatizado e aquecido, a pressão, o deslizar e sentir vigoroso da textura dos pêlos dos braços… tudo se misturava, se confundia e embriagava… o pensamento abandonava o corpo e esvoaçava e brincava com o fumo do incenso… a entrega era total…
...
Naquele dia, porém, foi-lhe dada a provar uma nova sensação. A certa altura o seu corpo não era massajado directamente por mãos, mas por pedras aquecidas. DELÍCIA DAS DELÍCIAS!
As pedras deslocavam-se acompanhando as curvas do corpo numa suave, firme e morna harmonia…
Como competente profissional que era, ele apercebeu-se da reacção agradável que lhe proporcionava. As pedras deslizavam corpo acima, corpo abaixo, e o rosto dela iluminava-se com o mais sincero sorriso de prazer… Encorajado, ele prosseguiu. A troca das pedras aconteceu algumas vezes. A certa altura, ela sentiu-se acariciada nas nádegas. “Uiii… que bom”… gemeu entre dentes… Ele prosseguiu contornando-lhe o sexo… Ela afastou ligeiramente as pernas permitindo-lhe o acesso. A penetração aconteceu, confortavelmente quente, movimentada, deliciosa. Todo o seu corpo reagiu e vibrou. Não tardou que generoso orgasmo inundasse a mão do terapeuta, obrigando-o a interromper os movimentos pela incapacidade de segurar e manejar o objecto causador de tão agradável sensação.
...
Acalmado o ritmo respiratório ofegante dela, virou-se ligeiramente. A seu lado, aguardando a reacção, permanecia de pé o autor da proeza, ostentando no rosto um sorriso misto de prazer e malandrice de menino. Entreolharam-se.
- Gostaste ? Foi bom ? – inquiriu ele numa procura de confirmação verbal.
- A... DO... REI… Que fizeste ? Aqueceste o vibrador?!
Calma e confiantemente, retirando as mãos de trás das costas, com um sorriso meio divertido meio bondoso, exibiu uma das mãos, dizendo:
- Minha querida, foi apenas uma pedra…
Movida pela surpresa e pela onda de ternura que a invadiu, ergueu-se ligeiramente, segurou-lhe a mão entre as suas e beijou-a enternecida…
...
Abraçaram-se duplamente felizes, cúmplices no prazer, completamente gratificados.
Abraços daqueles que apenas os amigos sinceros sabem entender…
...
Uma vez mais a “viagem” tinha acontecido.
A julgar pelo que dizem, como deve ser óptimo conseguir deixar-se levar pela corrente, rio abaixo…. até onde quisermos ir…
...

Março 2006