22 setembro 2006

Soltem os prisioneiros!


Numa atitude tão clara e tão óbvia, da minha parte, decidi associar-me ao apoio do Marco do Bitaites ao movimento TopFreedom.
Mas Qué Isso?
Deixem-no explicar a ele...
TopFreedom é um movimento social que procura dar às mulheres o direito de mostrar o peito em público sempre que o desejarem, uma vez que os homens usufruem de um direito equivalente.
Hã? Tá fixe não tá? Eu sempre fui a favor disto, e agora posso dar largas a mais esta luta contra a injustiça. Aliás eu tenho um sonho: [ 1 | 2 | 3 | 4 | 5 ]. E é sempre o sonho que comanda a vida.

Entretanto algumas adaptações teriam de ocorrer na sociedade e a pensar nisso proponho já aqui um aviso a exibir em alguns (poucos) locais públicos...


E já agora não haverá por aí um movimento social qualquer que impeça os homens de mostrar o peito nu? Não? Mas devia...

Antegozo


Gosto do teu corpo em antegozo.
Da tua carne palpitante
Dos teus gemidos ofegantes
Dos teus gestos quase cegos,
Tacteantes,
Quando buscas o prazer.
Gosto do teu peito em desatino,
Do abrir dos teus joelhos
Do arquear das tuas ancas
Do teu sexo nu, exposto,
Latejante, pulsando,
Querendo,
Chamando o meu.
Gosto do rio que te corre no corpo.
Do suor que se evade dos poros,
O teu corpo desejo líquido,
Quase sem tempo,
Ansiando
Ser rio e líquido no meu.
Gosto do teu corpo impaciente
Aflito
Da tua mão que se estende num grito
E me puxa e me agarra…
Ah…
Como gosto do ímpeto e da fúria
E do gozo com que em gozo me rasgas.

Foto: Sig Pereira

Inventam cada coisa!...

Crica para veres uma demonstração deste jogo para toda a família
Buttplug - o jogo

Diálogo em verso entre a Espectacológica e o Bartolomeu

a propósito de uma frase que o Mano 69 atribuiu ao Marquês de Sade

Bartolomeu:
Hoje acordei de mansinho
e que encontro eu aqui?
da Espeta mais um versinho
como que a chamar por mim

E rogado não me faço
a essa provocação
e é já, sem embaraço
que tomo o caralho na mão
(ai... a pena, quero dizer)

É de fodas que se fala?
de beijos e coiso e tal?
Tudo aquilo que se entala
e não aparece no jornal?

Ora aqui estou minha amiga
com o tesão habitual
Para te coçar a barriga
numa foda virtual

Nada melhor p'ra acordar
que um figuinho de mulher
Mal o caralho empinar
É só meter... só meter

Agora vou à banhoca
e fazer o barbear
Mas antes quero lamber
essa cona de tarar

O banho pode esperar
e a barba... que se foda
vamos lá mas é mocar
de manhã e a tarde toda


espectacologica:
Lamento ter-te deixado
toda a manhã a secar
mas deves ter esgalhado
sem tempo para pensar.

Isso de fodas virtuais
é muito giro, muito bonito
mas não me põe aos ais
nem me vem coçar o pito...

Mas se tu queres saber
não te estou a provocar
limito-me a responder
e ver quando vais parar.

Porque segundo a teoria
tu é que tens que insistir
eu controlo-te a euforia
sem te deixar desistir...

Isso do tesão de mijo
logo de manhã é chato
está ele teso e rijo
e sem precisar do tacto.

A esta hora o caralho
deve estar todo em pulgas
só que isto dá trabalho
mas o que é que tu julgas?

Pois conversa lá tens tu
ó popular Bartolomeu
mas esta rima tem cu
e quem o mete sou eu...


Bartolomeu:
Estás-me a foder e eu a ver,
espeta-o no cu, logica querida
Popular?! Está-se mesmo a ver
não me lixes mais a vida

A manhã toda esperei
pela tua cona sagrada
Três punhetas esfarrapei
e fui ao cu à criada

Mas agora que aqui estás
o meu caralho é só teu
Espeta o cu bem para trás
e geme... vem-te, Bartolomeu

E não temas meu amor
que a rima não tem fim
Hás-de pedir por favor
Para te vires toda em mim
(já começo a ficar de pau-feito)

espectacologica:
Tu queres festa, Bartolomeu
mas eu não sei foder assim
se espeto o cu que é meu
nunca mais te esqueces de mim

Se já estás de pau-feito
não tenho nada a ver com isso
bate mais três a preceito
mas não estragues o chouriço

Estás a ficar entusiasmado
e ainda não percebi com quê
não queiras ficar pasmado
e nem perguntes porquê

Não vou pedir para me vir
porque tinhas que te esforçar
para me fazer sentir
coisas que não dá para imaginar...


Bartolomeu:
(Está lindo, está, está)

Quero festas sim, Espetinha
e quero mamadas também
E se me deres a ratinha
não digo nada a ninguém

Esquecer-te seria impossível
Mesmo sem dares o traseiro
Já me fodeste o fusível
Olha que eu não sou paneleiro

E se pedires para te vir,
com toda a convicção
Asseguro-te, não me vou rir
vou-te inundar o conão
(tá lindo, tá, tá)


espectacologica:
Tu podes querer até o mundo
que não metes nenhum medo
porque sei que lá no fundo
tu queres é meter o dedo

Tu não me queiras foder
com as rimas do caralho
porque eu posso querer
e dar-te muito trabalho

Bate as tuas punhetas
e deixa-me rir sossegada
não me venhas lá com tretas
que não te levam a nada...

eheheheheheheheheh

O pano caiu sem saber se isto ia dar em alguma coisa... mas voltou a abrir para o Bartolomeu dar mais uma:
Se não me levam a nada
Que estou aqui a fazer?
Com esta rima falhada
que não te faz convencer?

Talvez eu tenha pensado
que te pudesse convençer
afinal estava enganado
és um osso duro de roer

Assim sendo minha amiga
Fica-me o ensinamento
Nunca é pela fadiga
que se conquista o sentimento

Vou prestar mais atenção
às atitudes sensatas
Vou deixar o palavrão
e as palavras baratas


Ao abrigo do direito de resposta mirandesa...
espectacologica:
Então e eu, caralho?
Posso rimar e isso
bacalhau com alho
e pão com chouriço

Esta São é muito louca
e fez disto um post
Bartolomeu mete a touca
e faz-me coisas que goste

Deixaste o palavrão
mas continuas a querer
uma gaja do tipo avião
que te consiga entreter

E agora vou bazar
antes que tu aqui voltes
ou terei que esgalhar
algo que tu gostes

A arte da sedução


Isso é Impulse

21 setembro 2006

O meu Trompete




Kc

Diário dum Padre

Meu querido diário.
Faz hoje um ano que cheguei a esta paróquia, a primeira que me foi confiada, após a ordenação, pelo episcopado a quem devo obediência e com a qual iniciei a minha vida de sacerdote.
Se escrevo estas linhas é por uma absoluta necessidade de exprimir em de tinta todo um rio em turbulência que me afoga a alma.
Desde a altura em que cheguei iniciei a pouco e pouco os contactos com os meus paroquianos, visitando-os, inteirando-me assim das suas realidades.
Das suas dificuldades e incertezas.
Das suas alegrias, projectos e vitórias e também dos outros momentos, os menos bons e onde um sacerdote pode e deve ser a palavra de conforto e ajuda.
Foi deste modo que a conheci. Era então ainda viva a sua mãe com a qual morava.
Falámos uns minutos, soube que ela namorava um rapaz da terra e que estava ausente no estrangeiro. Voltaria para casar no ano seguinte. Agora, em princípio de vida, a prioridade dele era garantir os meios para o início de uma vida futura com desafogo. Fazia então, quando cheguei à terra, seis meses que ele partira.
Despedi-me das duas, a mãe pareceu-me um pouco doente já nessa altura, e cumpri a incontornável missão como guardião da fé expressa nas palavras para que estivessem presentes na celebração da missa do dia seguinte.
Na verdade, nunca mais faltou um só dia.
Nessa mesma noite, revi na solidão do meu quarto todos os ensinamentos que me tinham sido inculcados no Seminário até fazerem parte do meu quase inconsciente. A abnegação voluntária, o sacrifício dos prazeres da carne assumidos conscientemente em função da missão superior de ser um homem de Deus na Terra espalhando a sua palavra e obra, mormente pelo exemplo de vida e postura pessoal.
Lembrava-me da adolescência, das primeiras noites em que acordava em erecção e em que seguia as orações tendentes a afastar as tentações com que o Demo nos assaltava, e das mortificadoras sensações de culpa quando acordava molhado, desperto subitamente de sonhos inconfessáveis. Das penitências que cumpria dias a fio, nas primeiras vezes com os olhos postos no chão, com receio de enfrentar os meus superiores, como se eles pudessem num só olhar deslindar que eu me tinha deixado levar nos meus sonhos pelas sendas do pecado mortal do erotismo
Agora, ali estava eu novamente presa das tentações, mas desta vez com uma intensidade nunca antes experimentada. Sentia-a dentro de mim, a entrar-me por todos os poros
Ela falara uns minutos muito próxima de mim quando a mãe se ausentara indo buscar uma relíquia de família para que eu a apreciasse. Senti como uma força inexplicável nos atraía, e como eu me deixara embalar pelas suas palavras, pela sua voz generosa carregada de sensualidade. De como nos havíamos aproximado até ficarmos ao alcance do cheiro.
No momento da despedida, ela chegara o rosto para um beijo que eu, de nó na garganta, delicadamente transformara num beija-mão, muito embora tivéssemos ficado face com face. Inspirando os seus aromas de mulher, sentindo o latejar do seu coração no peito que subia ao ritmo de tudo o que lhe adivinhava debaixo da roupa.
Acordei várias vezes durante e noite.
Rezei!
Lavei-me com água fria, rezei novamente e finalmente adormeci. Num sono escuro de cansaço sem sonhos nem luz...

Levantei-me sobressaltado!
Olhei para o relógio. Estava quase na hora da primeira missa.
Sem mais enfiei-me na roupa, num salto entrei pela porta da sacristia, disse duas palavras rapidamente ao sacristão e quando cheguei ao altar tive como primeira visão, ajoelhada na primeira fila e ainda de cabeça baixa em oração; ela que me tinha feito passar a noite em claro.
Parei, ajeitando os paramentos e as coisas em cima do altar enquanto o meu olhar perscrutava a assembleia de devotos presentes, a maioria gente de idade mas também alguma, pouca, juventude.
Desviei novamente o olhar para os preparos em cima do altar e depois de relance para ela. Olhava para mim e sorria.
Senti o sangue ferver nas veias.
Meu Deus! Como me atacava o sentimento de culpa pelo prazer que sentia ao ter a minha mente a beber sofregamente do sorriso com que ela me brindava.
Todo eu exultava por dentro ao mesmo tempo que pedia perdão pelos pensamentos que me tomavam. Senti uma erecção e fechei os olhos, mas não pude controlar-me mais e num passo rápido desloquei-me à pequena casa de banho anexa à sacristia e pela primeira vez na vida, masturbei-me...

(continua)
«A maledicência foi dada ao homem não só como estímulo mas também como distracção; porque é comentando os ridículos dos outros que o homem aprende a corrigir os seus, e é deformando a monotonia da vida pela troça que ele consegue fugir à tristeza da realidade agreste que o rodeia.»

Fialho de Almeida - Ovos Moles e Mexilhões. Bisbilhotice Mensal D´Aveiro
N.º 1 – Março de 1893, Pág. {3}

O ursinho de peluche - por Falcão


A Gotinha descobriu o ursinho com que o Nelo dorme e o Falcão f(r)iccionou-o logo:

"Já estou a imaginar o Nelo a apalpar o ursinho todo.
Quando o Nelo era putozinho, costumava ir brincar para casa da vizinha. Um dia entrou na casa de banho quando o marido da senhora estava a aliviar a aguada. O Nelito, que já nesse tempo nutria uma curiosidade enorme por tudo o que se apresentava na forma cilíndrica, sobretudo se fosse furado no meio, de pronto indagou o Sr. Otílio sobre o que seria o «estranho» membro. Dado o inesperado da situação e a tenra idade do Nelito, o Sr. Otílio optou pela analogia e disse ao Nelito que aquele era o ursinho malandro, ao que o Nelito retorquiu prontamente:
- Ó sô Otílio, deixe-me brincar com o ursinho malandro.
O Sr. Otílio, meio sem jeito e em tom de reprimenda, refere-lhe que só quem pode brincar com o ursinho malandro é a D. Otília, esposa do Sr. Otílio. O Nelo enceta uma birra tremenda e só se acalmou depois do Sr. Otílio se deitar com ele no sofá, enquanto viam os desenhos animados, facto que não deixou o Sr. Otílio resistir a uma valente soneca, enquanto a D. Otília se preocupava com a arrumação da casa. Antes do Sr. Otílio acordar, o Nelo levantou-se, despediu-se da D. Otília e regressou a sua casa. Pouco tempo depois, acorda o Sr. Otílio e mal abre os olhinhos, sente uma dor lancinante no seu vergalho...
O que será, o que não será? queres ver que engatilhei a pele do caralho no fecho das calças?! Não, com o fecho e com a pele está tudo bem... então o que é que pode ser isto? Ó Otília... Otília!
- Que foi, homem, para que é essa gritaria toda?
- Ó pá, adormeci aqui no sofá e agora acordei com uma dor do caralho, no caralho, estou fodido. Olha lá, Otília, tu estiveste aqui a mexer?
- Tás parvo, ou fazes-te? Alguma vez te ia aí mexer?
- Pois tens razão, já nem sei o que digo, pois isso não era nada habitual. Então não sei o que é que pode ter sido...
Pensou, pensou e de repentinha lembrou-se:
- Ó Otília, onde é que está o Nelito?
- Já foi para casa dele. Porquê?
- Então vai lá depressa chamar o puto.
Passados uns minutos, lá vem o Nelito, arrastando o passo, de beiça caída, de mãos atrás das costas, empurrado pela D. Otília.
- Diga, sô Otílio.
- Olha lá, Nelito, tu mexeste no ursinho malandro do sô Otílio?
Nelito faz que sim com a cabeça e meio aos gritos acrescenta:
- E estou muito zangado com ele...
Ao que acorre a D. Otília:
- Então porquê, Nelito?
E o Nelito, entre soluços:
- Porque quando o Sr. Otílio adormeceu, eu tirei-o para fora e fiz-lhe festinhas na cabecinha. Depois ele começou a crescer, a crescer e de repente cuspiu-me para a cara. Eu fiquei muito zangado com ele e torci-lhe o pescoço. Prontos!

Falcão"

crica para visitares a página John & John de d!o

20 setembro 2006

CISTERNA da Gotinha



Castidade e amor em tons vermelhos.

Quem é que quer ter
visão Raio-X?!

A menina não larga o
xaile... deve ser da brisa outonal que se avizinha.

Yolanthe Cabau:
alemã.

Eva Herzigova
mostra o que é um decote à séria!

Com um vestido tão pindérico que mais parece um saco de batatas a única solução era mesmo
esta!

Já te fizeram muitos bicos?


O pro metido é de vido (pro e vido?!), por isso aqui está a prova de que as minhas t-shirts, nomeadamente a «Faz-me um Bico», estão a ser um sucesso: se havia Lacostes, Armanis, Adidas,... pirateadas na feira de Carcavelos, agora também a «Faz-me um bico» teve direito a esta homenagem. Abençoado povo português que copia e mal!...
Entretanto, os DJ's porreiraços do blog Sorrisos em alta publicitaram a t-shirt «Faz-me um Bico» e mostram que até vão para o trabalho (rico trabalho...) com farda apropriada, como nesta actuação deles no Etílico:



E tu, estás à espera de quê para te fazerem bicos?

Tango e Vira


Apesar da hora tardia, estava um calor de ananazes como escreveria o Eça e o som do saxofone na drive do computador apenas o acentuava. Recostei-me mais na cadeira regulável e ajustei às orelhas os auscultadores sem fios. Regulei a posição da camarazita, testando a imagem e sabendo-o do outro lado comecei a desapertar o soutien, após a tradicional queda das alças do mesmo. Desci as mãos até à tanga para a encostar à perna e fazer deslizar o médio pela minha pista.

Imóvel na sua cadeira ele sussurou-me que retirasse a string e me virasse. Que de pés no chão me apoiasse na cadeira. Que me ajoelhasse em cima da cadeira. Que alçasse o traseiro. Que exibisse as aberturas com ajuda digital. Que gemesse. Que falasse francês. E não parava de ditar posições numa voz ofegante, com a peculiaridade de todas me imobilizarem de costas para o monitor como um crente nos tempos em que as missas eram ditas em latim.

Aquela sanfona constante parecia a tortura do pingo de água de torneira e com a minha falta de jeito para caniche amestrada não foi tarde nem cedo para me virar para o meco e dar com ele na janelita, de mãos pregadas ao pilarete. Obedecer-lhe mais seria tão obsceno como ser palestiniana na faixa de Gaza e ainda agradecer a penetração.