16 junho 2008

Genio de Coimbra (a)


A doçura dos ares, a serenidade dos ceos, e a fertelidade do sólo, fazem de Coimbra uma terra de delicias. Os seus campos sempre vestidos de verdura, e povoados de laranjeiras, loiros e oliveiras, que nunca largão a folha, parecem respirar uma eterna primavera. É verdade, que ás vezes é tão rigoroso o Inverno, que parece ser o mesmo o clima de Coimbra. Um frio, como o da Russia, deixa por muito tempo nas fontes e poços das ruas as aguas geladas.(…)
Tambem são mui frequentes no verão os suffocativos suões. O sol nestes dias, quando se levanta, vem sempre coberto de vapores sanguineos. Dentro das montanhas visinhas sáe, como da boca de um forno, um bafo, que abraza e suffoca. (…)
Os habitantes de Coimbra gozão de um temperamento sanguineo. O canto e os risos são o seu estado ordinário. (…)
Nunca vi um povo mais curioso.
Não levantão uma chaminé, em que não gravem a era da sua erecção. Nota-se isto em todos os edificios da cidade, grandes e pequenos. Se os povos da Grecia e Roma tivessem sido tão desvelados em transmitir á posteridade a épocha das suas façanhas, não darião tanto que fazer aos antiquarios modernos.

(a) Entendo por Genio de Coimbra a temperatura do clima, e indole dos habitantes.

in CORTE-REAL, António Moniz Barreto (1831) Bellezas de Coimbra

Coimbra: Real Imprensa da Universidade, p.24-28


Suiça dois
(Portugal zero)

15 junho 2008

Travagem às quatro rodas


Tenho uma panca por renôs-quatro vá-se lá saber porquê mas quero crer que tem algo a ver com a manette das mudanças e o jeito de as meter. Ele até subiu várias pontos na sua cotação quando me mostrou ser o feliz possuidor de uma dessas relíquias que recebera de herança do tio que com ela tinha entregue muitos bouquets, palmas e coroas de flores.

Mais a mais que era só esperar por uma hora com pouco afluxo de vizinhos para a apreciar integralmente na garagem do prédio. Claro que o veículo estacionado gingava e a sua idade contribuia para se desunhar numa chiadeira não desprezível que algumas vezes encaminhou um ou outro vizinho mais curioso a encostar os olhitos às janelas e após observação das manobras no banco traseiro se afastou pé ante a pé descortinando a necessidade de manutenção da viatura ou talvez indeciso sobre a cara a colocar num próximo encontro no elevador comum. Uma vizinha que seguramente o apanhou de costas e se encantou com o forro das nádegas chegou mesmo a bater-lhe ao ferrolho para lhe solicitar uma visita à viatura mas isso são amendoins.

Um dia deu-lhe a vontade de arriscar nos bancos dianteiros e eu lá me encavalitei com uma perna em cada banco e as mamas debruçadas como que num parapeito e para a frente é que foi caminho que as marchas à retaguarda são apenas estratégia. Até ele soltar um ai fundo e assustado que me arregalou os olhos ao julgar que era uma cãibra no seu carrinho de rolamentos. Nada mais errado que tinha sido apenas uma marcha atrás descontrolada e em força que permitira à manette das mudanças introduzir-se-lhe naquele espacinho traseiro em que as duas nádegas não se encostam e por aí se ficou. Ele retirou-se rapidamente para o lugar do morto, murchinho, a argumentar que estava na altura de mudar de carro.

Gomas com Design Erótico




Bits & Pieces

(E eu que sou danada para comer gomas...)

crica para visitares a página John & John de d!o

14 junho 2008

Pin-ups deliciosas

Conheço e admiro as pin-ups do Patrick Hitte já há alguns anos.
Finalmente tenho um desenho original dele (a tinta da china e aguarela). Se forem à página desse desenho, onde se lê "Cette pièce est vendue" deve ler-se também "... à Sont Roses":


«Bas-relief» (baixo relevo)

Aproveitei a boleia para comprar também um dos portfolios dele:



Portfolio nº 3

É claro que, se eu tivesse um salário europeu, teria comprado esta aguarela original, que acho o máximo. Custa € 275, para o caso de alguém ma querer oferecer:


«Quoi»

Tudo isto recebido com um postalinho de uma gravura do Patrick Hitte («Mata-Hari») e uma dedicatória.
Capinta!

Hás-de dar o mesmo leite que as outras vacas!

Troca de sexo


Alexandre Affonso - nadaver.com

13 junho 2008

Bom fim de semana...


... pela fresca!

Essa coisa vil que é a masturbação!

Se há sintoma que caracteriza o aproximar do fim do mundo é a banalização da masturbação. Já sei que os moralistas me vão atacar, que vou ser sujeito a agressões por parte dos mais fervorosos católicos, mas os ataques vis não me toldam a determinação! Por tudo, assumo sem temores nem rodeios: a masturbação é uma coisa nojenta, abjecta, pecaminosa!
Não me vou pronunciar sobre a masturbação feminina: felizmente não tenho vagina! Por isso, cinjo esta análise à masturbação no masculino!
Sejamos honestos, se “acariciar o próprio pito” fosse uma coisa natural, o homem não tinha sido concebido com cinco dedos e polegar oponível, mas com um buraco na mão! Como não podemos aceitar como dogma aquela treta de conhecer o próprio corpo! Se um gajo quer conhecer o corpo, compra a porcaria de um esqueleto, uns quilos de carne de porco e no sitio onde dizem que devia existir o cérebro, coloca-se um pirilau!
Esta desprezível banalização da masturbação, deve-se muito aos padres. Não que o pratiquem, obviamente! Os padres não pensam em sexo! Mas aos teólogos que, desprovidos da moderna ciência, cometeram o erro secular de assegurar que o acto abjecto de masturbar faria crescer pelos nas mãos. Essa é uma infame mentira! Infame, porque se baseia num erro de observação, fruto de um apressado empirismo! Com efeito, não é nas mãos que crescem os pêlos, mas desregrados um pouco por todo o corpo: percebem agora que não é coincidência o facto de os homens terem mais pêlos que as mulheres? Ou que algumas, claro! E este aspecto deve ser sublinhado! Sejamos objectivos, esta coisa de os pêlos crescerem por todo o corpo do homem que pratica o coito manual, é um sinal de regressão temporal, para os tempos do homem quadrúpede. Ou seja, dizêmo-lo com frontalidade, regressar ao homem-macaco.
Mas outro aspecto me inquieta! Que obscuras razões motivam o macho a manusear o seu próprio “pito”? O prazer de ter um sexo masculino na mão? Insisto na questão: que pensa um gajo que se diz macho, quando faz o amor consigo próprio?
Caros leitores masturbadores, esclareçam-me: o que lhes dá gozo e prazer é ter um pénis na mão? Ou, pelo contrário, o que lhes dá prazer é sentir uma mão máscula a acariciar o seu pénis?Antes de responderem, vamos aniquilar um mito! Há por aí quem disfarce e diga que se coça o masculino grelo, recorrendo a estímulos visuais, mormente a fotos e vídeos porcográficos! Ou seja, estamos perante espécimes que se dizem machos mas que sentem prazer em ver os sexos erectos de outros machos a penetrarem fêmeas!
Já sei: vai desculpar-se e dizer que é daqueles que gosta de ver fotos de mulheres canibais, aquelas que se comem umas às outras! Mas, acompanhe-me neste raciocínio: acha mesmo que macho que é macho, homem com “O” grande, deve sentir-se motivado ao assistir a uma sessão gay?
Regresso à premissa inicial! Que nome dá o meu macho leitor a um gajo que gosta de ter um pénis na mão? Ou que fica todo contentinho quando uma mão de homem lhe agarra o gargalho do mastro e lhe dá o lustro?
Assumo claramente que não sou homofóbico! Por duas ordens de razões. A primeira, porque respeito os rabetas, porque ninguém tem culpa das suas enfermidades! A segunda razão, é que não sei muito bem o que a palavra quer dizer, mas desconfio que é uma mariquice qualquer!
Mas vamos aos factos, que são insofismáveis: um homem que se masturba é sintoma da sua própria homossexualidade.
Se detivermos o nosso olhar num ginásio, daqueles ginásios a sério com alteres, barras e esteróides, dois elementos emergem: os tipos que lá andam têm todos muito pêlo e preocupam-se muito com a elasticidade! E qual a razão? Obviamente para se conseguirem dobrar o máximo possível! Para quê?!… Meus amigos, se o masturbador se sente todo feliz por ir lá com a mão, imaginem se tivessem a capacidade de lá ir com a boca...

As freiras fazem-no melhor

Via nosso amigo CrazyDoc