27 fevereiro 2010

Arre, burro!

A aquisição mais fresquinha da minha colecção veio do Reino Unido: um colar com uma cena retirada da obra «Canterbury Tales» (contos da Cantuária), de Geoffrey Chaucer.


Colar «Canterbury Tales»

Balada das Duas Mocinhas de Botafogo

Botafogo, bairro carioca dos casarões antigos, das colegiais em flor... e do cemitério. Duas irmãs como só Vinícius de Moraes viu.




Link directo para o filme aqui.

Dia de Sol!

Da série: Sendo um desgraçado em um único passo.


O bronzeado final vai ficar uma maravilha!

Capinaremos.com

26 fevereiro 2010

Pequena Carta da Vulva às Tuas Falanges

Procurei-te aquando o teu torso estava côncavo.
Onde as minhas fantasias se desnudaram e rebentaram.

Perguntei-te, na vertigem do espasmo sísmico, onde eu e tu nos tornamos visíveis.Unidos. Preciosos.
Será apenas um clarão dos centros ou nos meus delírios de fêmea?
Saía ardente, de onde se avassalam os desejos contínuos. Nas falanges. Suor. Carne que vibra dentro em mim. De baixo. Tensão. De cima. Esponja-se na ribeira brusca que nos descerra e nos inunda todos os sentidos, nos altos. Toco-me. Nas zonas últimas, sinto os teus dedos potentes. Plenos. Que me rasgam as trevas internas. Diz. Esmaga. Atiça. A brasa em ferro cai dentro deste nosso dia. Na brecha. Num lugar interior, cortam-me, as minhas orlas em fogo. Sento-te. Cego. Sinto-te. No assimétrico tesão, que na palavra em fogo te entrecruza e te desequilibra.

Espero-vos mais logo, aparecem?

[Blog Vermelho Canalha]

Um dia


Sei dos teus cabelos desgrenhados
e das tuas mãos descobrindo-me
- aos poucos -,
perdida a timidez inicial
(confessa),
tudo foi mais simples.

Continuo a saber dos teus cabelos,
assim, desgrenhados
e das tuas mãos à minha procura;
virás, um dia, alazão e ousado,
dizer-me de mim, o que eu já soube!

Então, eu tentarei inventar-te
nas respostas que não tive.

Foto e poesia de Paula Raposo

Gostas da cuequita?



Não, não perguntei se querias dar uma quequita!

Sistema revolucionário de rega automática de jardins

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25 fevereiro 2010

Busca à SAD do FCP



HenriCartoon

Comissão de ética - liberdade de expressão



HenriCartoon

Quebranto de amor


No remanso dos teus braços
Meu amor, quero minha alma repousar
Abraça-me sem trégua
Abate esta saudade que me fustiga
Cala o silêncio com que me trajo

Arde de febre meu corpo
Trémulo, inquieto por te sentir
Percorro teu rosto na escuridão da memória
De dia e de noite, tormento meu
Desejo que me atinge como um açoite

Impudico desejo que me enlaça
Me consome e me abate
Clama vorazmente por teu ardor
Suspenso neste quebranto
Onde espero por ti, meu amor

Quero no remanso dos teus braços
Apaziguar a paixão que me devora
Que me transforma numa onda
Mareando em mil suplícios
Que me amarra o entendimento

No fundo dos teus olhos
Desamor quero afogar
Espero em devaneios meus
Este anseio apaziguar, a ti me entregar
Rio com rumo ao mar

Maria Escritos
© Todos os direitos Reservados
http://escritosepoesia.blogspot.com

Imagem: "Erotic Ballet Boots" de John Tisbury

Salomé: conto da sofreguidão

Não, eu não sou devassa; são precisos muitos amantes para repararem o que tu me danificas, para me consumirem o desejo que tu acendes, para dispersar neles todo o amor que tu me largas - a alargar - nas costelas, para lamberem onde tu feres. Não, eu não sou devassa; esta devassidão é o desejo de ti, vem da paixão, vem do amor. Esta devassidão é sexo, sim, mas é do sexo de ti, ampliada por se reflectir nos cristais do teu corpo, ampliada por se expandir nos canais da tua pele, guiada pelo teu cheiro. Não, eu não sou devassa; mas são precisos muitos, muitos amantes - pobres amantes! -para beberem tudo o que tu me fazes transbordar.


Nas suas experiências, o professor Antonino confessou-se tão surpreendido, como todas as outras pessoas, com tantos dos seus pacientes que eram, em vidas passadas, furiosos ninfomaníacos.

Sex business