Tradução do que foi assim como foi. Falámos. Sim, tu falaste e eu falei. Não sei se a ordem foi esta. E combinámos. Combinámos em nenhum dia a horas diferentes. Combinámos o desencontro. Ah! Se ao menos quem chegasse primeiro esperasse. Eu esperava? Tu esperavas? Mas, como podemos saber, ao chegar, se alguém não esperou ou se ainda nem chegou?
18 maio 2010
Conto do desencontro
17 maio 2010
Pensamento do dia
Revendo um caderno de notas, encontrei algumas pérolas, anotações soltas e alguns desenhos. Nesta reunião, de há 5 anos atrás, participava uma mulher, já confortavelmente nos seus 40 (e tantos) e de lábios muito sensuais. Foi então que me ocorreu escrever isto:
Tradução: "Pensamento do dia: A percepção do mundo e da convivência social altera-se profundamente quando percebemos que na boca das mulheres com quem falamos já entraram um ou mais pénis".
Tradução: "Pensamento do dia: A percepção do mundo e da convivência social altera-se profundamente quando percebemos que na boca das mulheres com quem falamos já entraram um ou mais pénis".
Contos já sem pontes no azul
O frio dos dias queima a página das horas. O fogo. Eu tentei escrever-te o fogo.
Sou apenas um fósforo. E tu sabes. Eu sei, agora sei.
Ele deu-me amor. Mas tu deste-me azul. E azul é mais que amor. É mais que qualquer amor.
É mais que todos os amores. É azul. E tu sabes.
E eu? O que te dei? Dizes-me? E tu sabes?
Quem vai aumentar as palavras para te demorares nelas? Se não lês, o silêncio pode não demorar. Diz-me do princípio. Prometo não contar a ninguém. Nem a mim. Eu não conto. Quem vai domar os versos para te servirem? O que foi feito dos pássaros que escrevi na tua gaiola?
Fala-me do princípio.
O gelo no azul queima os olhos presos nas páginas. O fogo sempre procurou os teus para se escrever; agora, acredita que não tens. Saberás? Não.
Sou apenas um fósforo. E tu sabes. Eu sei, agora sei.
Ele deu-me amor. Mas tu deste-me azul. E azul é mais que amor. É mais que qualquer amor.
É mais que todos os amores. É azul. E tu sabes.
E eu? O que te dei? Dizes-me? E tu sabes?
Quem vai aumentar as palavras para te demorares nelas? Se não lês, o silêncio pode não demorar. Diz-me do princípio. Prometo não contar a ninguém. Nem a mim. Eu não conto. Quem vai domar os versos para te servirem? O que foi feito dos pássaros que escrevi na tua gaiola?
Fala-me do princípio.
O gelo no azul queima os olhos presos nas páginas. O fogo sempre procurou os teus para se escrever; agora, acredita que não tens. Saberás? Não.
Postalinho com vários postais
16 maio 2010
Sem medo
Não tenho medo.
A foto és tu deitado
e eu ao teu lado.
Vês?
Mas não tenho medo
que seja só uma ideia minha.
Sei - sobretudo - que és tu
e não me amedrontas.
Aonde é que foi o delírio?
Aonde foram a vontade e o prazer?
Continuo a vasculhar
todos os precipícios
e ainda não dei contigo:
- Onde foste?
Foto e poesia de Paula Raposo

Morrer no ar
É por isso que não te consigo agarrar
porque não tenho mãos
e tenho os dedos a divagar
em gestos sem mãos a vaguear;
os gestos sem mãos
são gestos vãos
que morrem no ar.
porque não tenho mãos
e tenho os dedos a divagar
em gestos sem mãos a vaguear;
os gestos sem mãos
são gestos vãos
que morrem no ar.
Beauty Demo
A Patrícia Manhão recomenda-nos esta montagem de publicidade feita por Stephane Pivron para a Mikros Image, ao som de Whitey - «Stay On The Outside».
Beauty Demo from stephane pivron on Vimeo.
15 maio 2010
Compilação* de poesia erótica dita pelo Luis Gaspar
Na Décima Terceira Hora, o Luis Gaspar (voz d'ouro do Estúdio Raposa) lê-nos poemas já apresentados em "Poesia Erótica" dos seguintes poetas: Affonso Romano, 1 poema, Alexandre O’Neill, 1 poema, Álvares Azevedo, 1 poema, Antero de Quental, 1 poema, António Botto, 5 poemas, Cláudia Marczak, 1 poema, Ernesto Melo e Castro, 5 poemas, Gui de Maupassant, 1 texto, Gustave Flaubert, 1 texto, Jean Everaets, 3 poemas, Judith Teixeira, 5 poemas, Rosa Lobato Faria, 1 poema, Salvador Pliego, 1 poema e Vera Silva, 5 poemas. É aqui:* não, eu não disse "com pila, São"!
Subscrever:
Comentários (Atom)




.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
