Um sábado qualquer...
02 junho 2012
01 junho 2012
Pandora
Ela olhou-o, impávida, e concluiu:
– Tenho pena.
Surpreendido pela reacção ou pela falta dela, ele permaneceu calado.
Ela encolheu os ombros ostensivamente, semicerrou os olhos e iniciou outra conversa ainda que parecesse a continuação da anterior, em que ele lhe tinha confessado que a traíra antes de acabar a relação.
– Tenho pena por ti, que não sabes o que queres. – Ele abanou a cabeça para expressar discordância. Ela sinalizou a indiferença com uma careta e continuou: – Que me trais e que te trais da mesma forma. Que mentes e que te mentes. Que dizes que não queres saber de mim quando, mais do querer saber de mim, o que podia ser compreensível, o que queres é magoar-me.
– Eu não te quero magoar – barafustou ele – e não quero saber de ti. Quero que faças a tua vida e me esqueças, porque eu já me esqueci de ti.
– Esqueceste-te.
– De quê?
– De te esqueceres de mim.
– Isso é de uma música.
– Que seja. O que é eu ganhei por me confirmares que me traíste?
– Tu?!
– Ah! Afinal tens razão: não queres saber de mim para nada. Magoares-me ou não é-te completamente indiferente.
– Nada disso. Não eras tu que dizias que querias saber a verdade, por mais dolorosa que fosse?
– Era mas já não te digo a ti. Estás fechado. És uma caixa fechada, o que lá está é porque eu acho que merece ser guardado, seja bom ou mau, mas não pretendo pôr mais nada lá dentro e, se puder, nem quero ter razões para tirar coisas da caixa ou mudá-las de sítio. Estás fechado. Não me digas nada de novo. Se te queres justificar ou se te der uma crise de remorsos, não me procures. Não me contes. Nunca te esqueças que me esqueceste. É um favor que nos fazes.
31 maio 2012
«Nunca percas um "O" com Durex Play O»
Campanha da Durex, com imagens de mulheres em momentos de prazer, que levaram vários britânicos a apresentar queixa:
«"Lembidelas" não, foda-se» - Patife

Patife
Blog «fode, fode, patife»
30 maio 2012
Desenho para Marisa
Vou iniciar a minha colaboração com este blog com um dos meus esboços mais improváveis para a maioria das pessoas que já espreitou http://aminhagaleriavirtual.blogspot.pt/. Mas este "esboço" tem uma história para contar, foi feito como se fosse um retrato psicológico de uma amiga minha que em conversa me pediu um desenho pois gostava dos outros que tinha visto. Resumindo, o nome dela é Marisa de La Fuente (a fonte no desenho é óbvia), tem uma filha muito parecida com ela com a qual mantém uma relação muito próxima mas por vezes complicada (a segunda figura em escala reduzida, "florindo" e com os respectivos "espinhos"). A Marisa é do signo escorpião e e descendência espanhola (daí a junção do toiro com rabo de escorpião, explicando um pouco do seu carácter peculiar, muita força, determinação e assertiva qb sem olhar a "meças" nem a perigos), daí também a junção da espada pelo seu senso de justiça, assim como da balança, onde mede sempre os prós e os contras. Por fim dizer que ela é uma mulher muito bonita com um olhar marcante e muito boa observadora. Um "cadito" de nada "muito senhora do seu nariz", daí o ar empinado. Sendo obsessiva com horas e compromissos marcados (o relógio) e finalizando que na altura tinha um namorado que era piloto (coração com asas e espinhos - como são todos os amores) e que tinha tatuado o nome dele em código de barras num pulso assumindo assim o compromisso (o pulso passou a pulseira e o código de barras está lá...). Ela adorou o original que lhe ofereci e mais ainda quando o expliquei como agora o fiz.
Por vezes a minha arte explica-se... lol.
Espero que gostem e regularmente irei adicionando outros trabalhos e outras considerações.
«coisas que fascinam (141)» - bagaço amarelo

Nunca tentei, neste blogue, encontrar uma definição da palavra Amor. Nem vou tentar. Por um lado porque tenho consciência que os seus campos semânticos são um pântano sem saída, por outro porque me daria medo conseguir fazê-lo. Sei, no entanto, que já Amei só para não chorar. Sei também que prefiro Amar por fascinação.
Descobri esta música da Elis Regina tardiamente, que é como quem diz, no último fim de semana. Já a tinha ouvido imensas vezes mas, não sei porquê, nunca lhe tinha percebido o sentido. Todos Amamos, pelo menos uma vez na vida, só para não chorar, e só nos damos conta disso quando por fim nos deixamos fascinar. Acho eu que é isso.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Ai!
Como o Jorge Perestrelo gritei Minha Nossa Senhora e deixei-me cair literalmente para trás, abandonando as minhas coxas à função de peso morto sobre as dele. Tenho a vaga sensação que ele ostentava um sorriso de orelha a orelha, orgulhoso da sua prestação mas, em boa verdade, sentia-me completamente atordoada com uma dor lacinante na nuca. Ele devia estar à espera de uma palavrinha de elogio e aplauso pela sua competência para me fazer rebentar as comportas, porém as pálpebras pesavam toneladas e articular qualquer som pela boca parecia um esforço inglório. Aliás, como seria plausível confessar que no preciso momento do orgasmo tinha ficado com uma dor de cabeça de caixão à cova e, azar dos azares, logo depois de ter tido tanto trabalhinho para levar aquele gajo para a cama?...
Ele lá se desencaixou de mim e veio espreitar-me a cara, a baloiçar na incerteza da sua classificação e intrigado com tão estranho procedimento, muito pouco curial para uma primeira vez. Talvez o divertisse a novidade de saber que as mulheres, afinal, podem ter dores de cabeça não só antes mas também no depois, com a grafia de enxaqueca.
Ele lá se desencaixou de mim e veio espreitar-me a cara, a baloiçar na incerteza da sua classificação e intrigado com tão estranho procedimento, muito pouco curial para uma primeira vez. Talvez o divertisse a novidade de saber que as mulheres, afinal, podem ter dores de cabeça não só antes mas também no depois, com a grafia de enxaqueca.
Acabei por soltar um ai seguido do nome dele, para o sossegar de que não o estava a confundir, que mais não conseguia de tão aterrorizada que estava com a perspectiva de estar a ser alvo de um castigo pavloviano para me impedir de dar quecas.
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