23 junho 2012
«conversa 1895» - bagaço amarelo

Eu - Para quê? Já falámos sobre isso...
Ela - Pois já.
Eu - Somos bons amigos, acho eu, e se tu nunca te apaixonaste por mim, não percebo porque é que raio quererias que eu me apaixonasse por ti.
Ela - Para te fazer sofrer um bocadinho. Só isso.
Eu - Para me fazer sofrer?!
Ela - Sim, tenho esta sensação estúpida de que nunca ninguém sofreu por mim.
Eu - Estás bem?
Ela - Sempre que um homem se apaixonou por mim, eu apaixonei-me por ele. Sou uma fácil...
Eu - Não sabes se algum homem sofreu por ti em silêncio...
Ela - Pois não, mas queria tanto saber.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Gravuras do livro «Égarements de Julie», de 1949
Três das 21 gravuras que ilustraram o livro.
Litografias sobre Vélin de Rénage (folha A4 - imagem: 16,5x13,5cm)
A partir de agora, na minha colecção.
Litografias sobre Vélin de Rénage (folha A4 - imagem: 16,5x13,5cm)
A partir de agora, na minha colecção.
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22 junho 2012
Burras ou não burras, catarro e Frusteka
Depois do sucesso destas duas louras a falarem de amizade, boleias e hemorróidas, eis que elas regressam...
O azul do mar
Nunca foste capaz de te esquecer, pois não?
Não. Nunca ultrapassei o que me fizeste.
E nunca foste feliz?
… Fui. Sim, fui… Cheguei a ser.
Comigo?
Contigo.
Mas estávamos condenados. Condenados desde o principio.
Provavelmente. Vendo as coisas hoje, estávamos.
Achas que a culpa foi minha?
Quando se ama não há culpas.
Achas?!
Não, na realidade, não. Só na política portuguesa é que não há culpas, em tudo o resto há. Ainda que possam ser repartidas.
Eu amava-te, isso é verdade. E o que fiz, fi-lo por amor.
Eu sei. Sempre soube.
Mas nunca esqueceste.
Mas tentei. A sério que tentei.
E amaste-me?
… Sim...
Tens de pensar?
Em quê?
Se me amaste. Hesitaste. Não estavas a pensar?
Estava mas, pensando bem, não precisava.
Claro que não. Estamos a ser absolutamente sinceros, foi o que combinámos.
Não precisamos de pensar.
Pois.
Na verdade, acho que nunca te amei. Gostei de ti e quis amar-te mas nunca te amei, porque, mesmo nos momentos que gostava de ti e queria gostar de ti ainda mais e esquecer o que me fizeste, tinha de estar a pensar em querer esquecer… Acho… Acho que se alguma vez te tivesse realmente amado tinha esquecido o que me fizeste e nunca consegui… Desculpa.
Não tens de me pedir desculpa. Eu tive-te. Quis ter-te e tive-te. E não te peço desculpa.
Eu sei.
Sabes?
Sei, sempre tive consciência disso, mas…
Mas?
Dava-me conforto que alguém me quisesse e que, ainda por cima, me quisesse assim. O teu amor psicótico era o alimento da minha auto-estima desequilibrada.
Desculpa?!
O teu amor psicótico era o alimento da minha auto-estima desequilibrada.
Já tinhas pensado nessa frase?
Já.
E era por isso que me traías?
Por pensar na frase?
Não! Por causa do meu amor psicótico e da tua auto-estima desequilibrada.
Acho que sim. Também porque não era feliz… Mas sim, principalmente, porque ora estava de rastos ora estava no topo do mundo e porque queria demonstrar e perceber que podia haver quem gostasse de mim sem seres tu. E tu?
Eu?
Sim, tu. Traías-me porquê?
Eu… Eu… Acho que pelas mesmas razões que tu: queria que gostassem de mim, de estar comigo. Queria provar que era capaz e que, apesar de ti, havia quem me quisesse. Queria pensar que era livre. Que podia viver sem ti. Deixar de te amar. Libertar-me de ti. Ser outra pessoa.
És?
Hoje?
Sim. Sou. E tu?
Também. Estou diferente.
E, no entanto, estamos aqui.
Estamos só a tomar café.
Pois estamos...
A tomar café…
Não. Nunca ultrapassei o que me fizeste.
E nunca foste feliz?
… Fui. Sim, fui… Cheguei a ser.
Comigo?
Contigo.
Mas estávamos condenados. Condenados desde o principio.
Provavelmente. Vendo as coisas hoje, estávamos.
Achas que a culpa foi minha?
Quando se ama não há culpas.
Achas?!
Não, na realidade, não. Só na política portuguesa é que não há culpas, em tudo o resto há. Ainda que possam ser repartidas.
Eu amava-te, isso é verdade. E o que fiz, fi-lo por amor.
Eu sei. Sempre soube.
Mas nunca esqueceste.
Mas tentei. A sério que tentei.
E amaste-me?
… Sim...
Tens de pensar?
Em quê?
Se me amaste. Hesitaste. Não estavas a pensar?
Estava mas, pensando bem, não precisava.
Claro que não. Estamos a ser absolutamente sinceros, foi o que combinámos.
Não precisamos de pensar.
Pois.
Na verdade, acho que nunca te amei. Gostei de ti e quis amar-te mas nunca te amei, porque, mesmo nos momentos que gostava de ti e queria gostar de ti ainda mais e esquecer o que me fizeste, tinha de estar a pensar em querer esquecer… Acho… Acho que se alguma vez te tivesse realmente amado tinha esquecido o que me fizeste e nunca consegui… Desculpa.
Não tens de me pedir desculpa. Eu tive-te. Quis ter-te e tive-te. E não te peço desculpa.
Eu sei.
Sabes?
Sei, sempre tive consciência disso, mas…
Mas?
Dava-me conforto que alguém me quisesse e que, ainda por cima, me quisesse assim. O teu amor psicótico era o alimento da minha auto-estima desequilibrada.
Desculpa?!
O teu amor psicótico era o alimento da minha auto-estima desequilibrada.
Já tinhas pensado nessa frase?
Já.
E era por isso que me traías?
Por pensar na frase?
Não! Por causa do meu amor psicótico e da tua auto-estima desequilibrada.
Acho que sim. Também porque não era feliz… Mas sim, principalmente, porque ora estava de rastos ora estava no topo do mundo e porque queria demonstrar e perceber que podia haver quem gostasse de mim sem seres tu. E tu?
Eu?
Sim, tu. Traías-me porquê?
Eu… Eu… Acho que pelas mesmas razões que tu: queria que gostassem de mim, de estar comigo. Queria provar que era capaz e que, apesar de ti, havia quem me quisesse. Queria pensar que era livre. Que podia viver sem ti. Deixar de te amar. Libertar-me de ti. Ser outra pessoa.
És?
Hoje?
Sim. Sou. E tu?
Também. Estou diferente.
E, no entanto, estamos aqui.
Estamos só a tomar café.
Pois estamos...
A tomar café…
21 junho 2012
O Euro 2012 como devia ser!
O Sexy Soccer foi realizado pela quarta vez em Berlim. Doze gajas jogaram um amistoso entre a Alemanha e a Dinamarca, antecipando o duelo oficial das equipas no Euro 2012 (em 17 de Junho). Elas usaram apenas um pequeno short e as camisas foram pintadas nas suas mamocas nuas. A equipa alemã foi treinada pela maior actriz erótica do país, Vivian Schmitt, e a ex-Big Brother Annina Ucatis comandou a dinamarquesa. O mesmo evento aconteceu durante os campeonatos do Mundo de 2006 e 2010, e no Euro 2008.
Checa (é hoje! É hoje!) aqui:
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«Bocantónio Gedeão» - Patife

Nabo Filosofal
Elas não sabem que o tesão
é uma constante da picha
tão comilona e decidida
que come uma chona qualquer,
como essa chona pardacenta
em que entro com grande avanço,
como um furacão nada manso
sem grandes sobressaltos,
numa gaja de saltos altos
em que as mamas se agitam,
como essas vozes que gritam
em pinadas de alegria.
Elas não sabem que o nabo
é hino, é espuma, é fermento,
bicho estouvado e sedento,
de focinho pontiagudo,
que espeta através de tudo
num perpétuo movimento.
Elas não sabem que o mastro
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
nabo erecto, imperial,
pináculo nabal,
contraponto, sinfonia,
em chona troiana ou grega faz magia,
que pina como malabarista,
vai ao fundo num instante,
bacamarte sempre errante
para o trepar só uma alpinista.
Elas não sabem, nem sonham,
que o tesão comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o nabo pula e avia
com fúria atrevida
entre as pernas de uma vadia.
Patife
Blog «fode, fode, patife»
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