14 janeiro 2013
Organizem-se!
Ninguém melhor do que uma mulher para tornar censurável a apetência "excessiva" de um gajo por mulheres. Há algo de ilógico nisto, ou não?
«conversa 1940» - bagaço amarelo

Eu - Posso saber o que é que estás a fazer?
Ela - Ovos mexidos.
Eu - Não é isso. Porque é que estás a fazer esse constante esgar de dor?
Ela - Tenho um cinto para estimular os músculos e dói que se farta.
Eu - Daquelas coisas que se vendem na Tv Shop?
Ela - Sim, mas não é da Tv Shop. Comprei numa loja.
Eu - E achas que estimular os músculos é assim tão importante que se deva aguentar uma dor dessas?
Ela - Nem imaginas. A melhor estimulação é sempre com dor.
Eu - Pronto, já cá não está quem falou.
Ela - Cobarde.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Parqueamento para sexo
Fonte: HuffPost
Zurique, Suíça.
Boxes Drive-In para práticas sexuais serão instaladas na cidade de Zurique no próximo ano. O intuito é promover um ambiente mais discreto para que as prostitutas possam encontrar com seus clientes.
A prostituição é permitida na Suíça, mas os oficiais da cidade querem controlar os crimes de comércio sexual e a violência. A medida partiu também após reclamações de moradores incomodados com a presença das meninas nas ruas.
Além de organizar o comercio sexual nas ruas os boxes (não vamos chamar de estábulos pois seria uma ofensa chamar as profissionais de éguas) também protegem as garotas de programa contra ataques de conservadores que repudiam a profissão, além de ser mais lucrativo, pois é possível atender a um maior número de clientes sem perder tempo com deslocamentos.
Mas para as mulheres trabalharem no Drive-In precisarão fazer um seguro médico e pagar uma taxa de licença. Em toda noite de trabalho será necessário ainda depositar 5 francos suíços para acionar o cronômetro.
Mas a população local não está muito satisfeita com o projeto, mas em março deste ano houve aprovação em um referendo nacional. Os boxes já foram implementados em muitas cidades alemãs.
Será que as primas de Copacabana gostariam da ideia?
Obscenatório
Há poucas semanas censurado pelo wordpress.com
Agora de novo ao vivo em http://obscenatorio.blogspot.com.br/
Preste atenção em seus atos
Se forem impensados podem ser mal interpretados.

Poxa, se acariciar no shopping dá cadeia?
Capinaremos.com
Poxa, se acariciar no shopping dá cadeia?
Capinaremos.com
13 janeiro 2013
As regras

Desde tenra idade que os aplausos da mamã, do papá e dos familiares em geral o fizeram acreditar que ele tinha gracinha e como quem veste um pijama ele encasquetou esta qualidade como sua. Valha a verdade que na adolescência quando apalpava as mamas às colegas emitindo sonoros poim-poim e trocista dizia gosto das tuas buzinas conseguira mais risos do que estaladas.
O seu humor também me fisgou e lá passei a manteiga no seu pãozinho quente, ora agora barras tu ora agora barro eu. Eram mesmo momentos de pão para a boca que se a intimidade é perceber um pintelho a mais ou a menos, fazer de olhos fechados o gps para um sinal de nascença ou saber palmo a palmo a distância das nádegas ao escroto eu passo a acreditar no Pai Natal, no Tio Patinhas e na retoma da economia nacional como favas contadas.
Ora acontece que sempre que eu não estava sorridente como uma boneca insuflável ora porque discordava da opinião dele ora porque reclamava uma merda qualquer aquela boquinha graciosa desdenhava que era do período, como o seu melhor argumento para acabar com a conversa. E tive que lhe dizer que em boa verdade tinha regras, sendo uma delas não aturar gajos que discriminam as mulheres por uma questão de género já que também não o faço com aqueles que mijam de alto obrigando as sanitas a suportar aquele ensurdecedor ruído de cascata.
O seu humor também me fisgou e lá passei a manteiga no seu pãozinho quente, ora agora barras tu ora agora barro eu. Eram mesmo momentos de pão para a boca que se a intimidade é perceber um pintelho a mais ou a menos, fazer de olhos fechados o gps para um sinal de nascença ou saber palmo a palmo a distância das nádegas ao escroto eu passo a acreditar no Pai Natal, no Tio Patinhas e na retoma da economia nacional como favas contadas.
Ora acontece que sempre que eu não estava sorridente como uma boneca insuflável ora porque discordava da opinião dele ora porque reclamava uma merda qualquer aquela boquinha graciosa desdenhava que era do período, como o seu melhor argumento para acabar com a conversa. E tive que lhe dizer que em boa verdade tinha regras, sendo uma delas não aturar gajos que discriminam as mulheres por uma questão de género já que também não o faço com aqueles que mijam de alto obrigando as sanitas a suportar aquele ensurdecedor ruído de cascata.
[Foto © Insomnia, 2006, Onde está a publicidade???]
Dos regressos
Se eu não fugir
de tudo o que sentir
Se eu não negar
tudo em que me possa transformar
Voltarei a mim sempre escondida
para não ser reconhecida?
Mas, não, não sou mentira, nem traição,
eu sou a mais pura confusão:
há um lado de mim que tanto ama
mas o outro nem arde, só chama,
há um lado de mim que tanto quer
mas o outro?
O outro
nem quer viver.
12 janeiro 2013
«conversa 1939» - bagaço amarelo

Ela - Que merda! Começou a chover.
Eu - Que merda?!?! Na semana passada tinhas-me dito que estavas farta do bom tempo e querias que começasse a chuva. Até me disseste que adoras ficar dentro de casa com a chuva a cair lá fora
Ela - Isso foi a semana passada. Hoje queria bom tempo outra vez. A semana passada apetecia-me ficar em casa, nesta apetece-me sair e passear.
Eu - Assim é difícil...
Ela - É esse o drama da minha vida. As coisas não acontecem como eu quero.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Cabeça de martelo
Pequena estatueta proveniente dos EUA, com um pénis com a ponta da glande enfiada numa vulva que, de cada lado, se transforma em dois seios.
Encaixa perfeitamente na minha colecção.
Encaixa perfeitamente na minha colecção.
11 janeiro 2013
Agosto
Ana
pousou o cotovelo esquerdo na mesa da esplanada e o queixo na palma da mão; os
dedos tapavam-lhe a boca e as lentes dos óculos escuros os olhos.
Provavelmente, se pudesse, não tapava nada mas também já não estava ali.
Respirou fundo, afastou os dedos para o lado, inclinando um pouco a cabeça para
a esquerda e tentou falar sem conseguir. Tinha um nó na garganta, um nó mesmo,
um nó que a impedia de falar mas também de desabar num choro compulsivo ou numa
torrente de palavrões e injurias. Ele parecia-lhe calmo, quase feliz.
Parecia-lhe que, se ele não o estivesse a evitar, os seus lábios cresceriam até
tocar nas orelhas num sorriso ofensivo. Maldoso. Tornou a respirar fundo,
tentando perceber se, se insistisse em falar e, assim, em perder parte do auto-domínio,
se chorava ou se o mandava à merda mas não conseguia decidir-se: eram muitos
ses.
–
Se não me dizes nada, vou-me embora – forçou ele, convencendo-a definitivamente
que a única coisa a fazer era chamar-lhe nomes: chorar estava fora de questão.
Ana
sorriu e encolheu os ombros. Mordeu o lábio superior, enquanto desapoiava o
queixo e o olhava de frente. Tirou os óculos.
–
Queres que eu te diga o quê? – ouviu-se perguntar.
–
Qualquer coisa.
–
Qualquer coisa, o quê? – Fechou as hastes dos óculos e pousou-os na mesa. –
Qualquer coisa que te diminua a culpa? Que te ajude a ultrapassar o que
fizeste? – Rodou os óculos com o indicador esquerdo. – Qualquer coisa com que
possas justificar a merda de pessoa que és?
–
Se é para desconversares, a conversa acaba já aqui.
–
És uma merda, o que é queres que eu te diga?
–
Eu não estou a ser mal-educado…
–
Foda-se – Ana falava sem levantar a voz. – E eu estou? Por dizer merda e
foda-se? – Paulo baixou a cabeça, confirmando. Ana sorriu tristemente. – Ou por
te comparar à merda sem que a merda tenha culpa nenhuma?
–
Eu podia não te ter dito nada – disse ele como se fizesse diferença.
–
Podias mas o problema não é dizeres, foi fazeres. Estares a dizê-lo agora...
–
Quis ser honesto contigo…
–
Obrigadinho. – Ana abanou a cabeça e tornou a respirar fundo. – Mas não, não
quiseste ser honesto comigo, quiseste aliviar-te da culpa. Quiseste
transmiti-la, passar-ma. Contaminar-me com as tuas merdas. – Sentia-se cada vez
mais lúcida e calma. – Se quisesses ser honesto não fazias, o resto são
desculpas. É a forma que estás a arranjar para viveres contigo e, de preferência,
conforme a minha reacção, de justificares à posteriori o que fizeste. Como se a
culpa fosse minha.
Paulo
abriu a boca para falar. Ana levantou a mão e ia continuar mas hesitou e
concluiu:
–
Não precisas de me dizer mais nada, Paulo. Aliás, não precisamos de dizer mais
nada um ao outro.
–
Eu não queria que as coisas ficassem assim…
– Vai-te
foder! – Ana empurrou a cadeira para trás, agarrou o guardanapo que tinha no
colo, passou-o pelos lábios, pô-lo ao lado do prato, levantou-se e foi-se
embora.
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