Ouve, meu anjo:
Se eu beijasse a tua pele?
Se eu beijasse a tua boca
Onde a saliva é mel?
Tentou, severo, afastar-se
Num sorriso desdenhoso;
Mas aí!,
A carne do assassino
É como a do virtuoso.
Numa atitude elegante,
Misterioso, gentil,
Deu-me o seu corpo doirado
Que eu beijei quase febril.
Na vidraça da janela,
A chuva, leve, tinia…
Ele apertou-me cerrando
Os olhos para sonhar -
E eu lentamente morria
Como um perfume no ar!
António Botto
António Tomás Botto (Concavada, Abrantes, 17 de Agosto de 1897 — Rio de Janeiro, 16 de Março de 1959) foi um poeta português. A sua obra mais conhecida, e também a mais polémica, é o livro de poesia "Canções" que, pelo seu carácter abertamente homossexual, causou grande agitação nos meios religiosamente conservadores da época.
Ouçam este poema na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa
15 julho 2013
14 julho 2013
The Iron Maidens tocam no Show Namm 2012 - «The trooper» dos Iron Maiden
Cover de «The Trooper» dos Iron Maiden, por uma banda de tributo formada só por mulheres.
Nunca duas guitarras tocaram tão aconchegadinhas!...
Nunca duas guitarras tocaram tão aconchegadinhas!...
Escultura do olhar

Esquadrinhar-me era o seu passatempo favorito e de cortinas afastadas avaliava o meu corpo despido. Traçava a bissectriz das minhas curvas com o indicador levantado a focar a perspectiva e ajeitava-me as mamas como se o calor das suas mãos e o frio da saliva da sua língua compusessem o modelo perfeito.
Media o ângulo exacto do desenho dos meus pêlos púbicos, pintava-os de espuma e depois, em gestos precisos removia-os até nada mais restar que um risco vertical que aplainava a cuspo em pinceladas de língua. Lavava a ponta dos dedos na minha furna enquanto eu lhe enchia os godés das orelhas de água com enzimas e era impossível não estremecer ao contacto do seu escopro latejante nas minhas virilhas.
A intensidade do sol baixava no horizonte enquanto ele prensava o seu corpo contra o meu numa técnica de colagem dos poros mas queixava-se que sem luz nada mais podia fazer e eu, numa recta definida em que lhe agarrei o cinzel e comprimi mais as suas nádegas contra mim, aleguei que não transformasse o momento numa norma da TLEBS já que até de olhos fechados podia vir acabar a pintura, espremendo até à medula a arte que tinha em si.
(Foto © JR, Axis of Symmetry)
13 julho 2013
«respostas a perguntas inexistentes (248)» - bagaço amarelo

É por isso que ansiamos sempre por um qualquer sinal que respire Amor (um toque numa mão, um sorriso transparente, uma palavra suave ou um abraço prolongado) e, assim que ele acontece, ficamos à espera de outro que nunca mais chega. Assim que se sobe às nuvens por uns segundos, cai-se vertiginosamente na terra. De novo.
Quando o Amor perde isto, deixa de ser Amor, ainda que possa ser outra coisa qualquer desigualmente boa, ou desigualmente má. Igual, igual, não há nada.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
12 julho 2013
Capas de revistas recortadas por Christopher Coppers
É de louvar a criatividade, a técnica e a pachorra de Christopher Coppers, que recorta as revistas de uma forma que as deixa com imagens completamente transformadas. Alguns exemplos, dos muitos que estão disponíveis aqui:
11 julho 2013
Experimenta outra forma de ver...
Três filmes («Cadeira», «Espelho» e «Secador») da campanha publicitária da Julyna de prevenção do cancro do colo uterino.
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