21 outubro 2013

«conversa 2023» - bagaço amarelo

Ela - Acho que sou bipolar.
Eu - Porquê?
Ela - Num dia estou muito feliz e no dia seguinte já estou triste...
Eu - É sempre assim?
Ela - É. Ontem estava deprimida e hoje já estou a sentir-me feliz.
Eu - Bem... aproveita o dia de hoje, pelo menos.
Ela - Não consigo.
Eu - Porquê?
Ela - Porque estou feliz, mas sinto-me mal só de saber que amanhã já vou estar triste.
Eu - Não és assim tão bipolar, então. No fundo estás sempre triste.
Ela - Mais ou menos. Amanhã, por exemplo, vou estar triste, mas como sei que além de amanhã vou estar feliz consigo andar mais ou menos bem...
Eu - Estás a gozar comigo?
Ela - Não.
Eu - Parece mesmo!
Ela - Os homens é que não percebem estes labirintos sentimentais das mulheres.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Luís Gaspar lê «Em linguagem…» de Carlos Poças Falcão

Em linguagem clara o abandono é o amor.

Quando a hora chega e o tempo se consuma

as mãos podem estar tranquilas

que o olhar vê tudo bem e o coração desprende

a nuvem exaltada. Disto muitos querem prova.

Estende-lhes a taça para sua provação

pois só quem faz a prova conhece este sabor.

Abelha no açúcar e ave no pomar

som inicial duma canção fraterna

noite que ascende a uma estação mais pura

- ah, como escandaliza aquele que não ama

ver o amor provado do que todo se abandona!

Carlos Poças Falcão
nasceu em Guimarães, em 1951. Licenciado em Direito na Universidade de Coimbra, exerceu durante alguns anos a advocacia, que abandonou para dedicar-se à docência e à escrita. Tem colaboração dispersa por numerosas publicações e revistas literárias.

Ouçam este poema na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa

Não tem como controlar

É a testosterona que faz isso com a gente.



Pra que uma banana com ereção no bolso, cara?

Capinaremos.com

20 outubro 2013

Game of the Thrones Redux


GAME OF SCORES: A supercut of Game of Thrones sex scenes (NSFW) from Ariel Belziti on Vimeo.

Música no Coração


O Senhor Doutor sabe melhor que eu que aos 18 anos as hormonas estão aos saltos e apaixonei-me então pela doce toada de um violoncelista, com ele a tanger o seu corpo contra o meu, a tocar cada poro da minha pele como uma corda vibrátil, num solo molto vivace de cama húmida do suor dos nossos corpos.

Ele era fã de música minimal repetitiva e adorava improvisar no seu violoncelo e vai daí que, em vez de me esfregar a toda hora e em qualquer lugar, como a nossa idade sugeria, levava-me para um estúdio arrendado à hora, com vários instrumentos e equipamento de gravação para o acompanhar ao piano nos seus solos quando eu só sabia tocar a escala e o toca o sino sacristão que são dois dó e quatro ré indefinidamente. 

E nestes ensaios passaram-se meses Senhor Doutor, que eu até já tinha os dedos engelhados de tanto me contentar com eles e sonhava que uma clave de sol me penetrava mas se dissolvia no ar chilreando temas do Música no Coração que, com uma piscadela de olho e um dedo nos lábios da minha boca entreaberta lhe comuniquei que me ia que a minha especialidade são instrumentos de sopro e, percussão.

Sex Inspiration nº 19 (May 1981)


TPM?!...



Via Testosterona

19 outubro 2013

Homens, aprendam... a (ver) dançar o hula-hoop

«Tu não existes» - João

"Pode alguém que não existe ser insubstituível? Penso nisso com os olhos pregados no tecto. O ponteiro das horas rodou, e afastou-se já muito da meia-noite, e eu de olhos no tecto, parcamente iluminado por uma luz amarelada que vem de um candeeiro na rua, desconfiando que também os teus olhos estejam fixos num qualquer ponto, num tecto qualquer diferente, mas ainda assim tecto. Se não existes, se tu não existes, podes ser insubstituível? Pode haver gente cujo vazio não se consegue preencher? Tirar uma peça e meter outra? Como num puzzle duplicado em série, sempre igual?

As pessoas não são peças de puzzle. Os nossos recortes não são todos iguais. Temos arestas por limar, coisas que nos permitem melhor ou pior encaixe. Mas há puzzles que encaixam sem esforço, e ficam tão perfeitos que a nossa incredulidade leva a dizer que não existem. Que nada disto existe, nada disto é certo, verdade, forte. E afinal é. E afinal na não existência existe tudo, e o meu tecto é apenas um tecto, e há gente que não se substitui, há gente que não tem igual por mais que se busque. E esta sede que não cessa, que não se refresca, e este calor, estas gotas que rolam, este sangue que corre veloz, estes corpos, estas almas que se chamam. O rasgar das vestes, o grito, o morder e o suspiro. Isto. Isto não se substitui, mesmo sendo certo que não existes, existindo tanto."

João
Geografia das Curvas

São horas para foder

Relógio de corda manual, dos anos 70, fabricado no Japão.
«Time to fuck»... in my erotic art collection.




Um sábado qualquer... - «Nos bastidores da Santa Ceia»



Um sábado qualquer...

18 outubro 2013

Sexodromo


SEXODROME : ASIA ARGENTO WITH MORGAN from systaime on Vimeo.

Qrònicas do Nelo

A Crize, melhéres, e cumu fujir dela, eça lambisgoita falça

... Parésse um feishá-roda: Melhéres: Eli ei cuelhus atrás das portash e portas atráz dus cuelhos...


eli ei cuelhus atrás das portash e  portas atráz dus cuelhos
Ihola melhéres, comu istán Iustédis? Ai cando à dias harmada eim ispanhola e assim. Hihihih ai …ai… beim hihih…
Nam leveim a çério, quisto éi uma melhér çó a desopilar per cauza da crize e çaem-me açim umas coizas, tipo: Ihola, cuméstá ushteid? Ishtá freshquito? Quierie tumiari iuno cafiezito e açí? Vá cu Nelo paga hihihihi. E çe fueri há nôitche? Puédi çeri iuna copa ene iuno Bar?
ai...ai...
Melhéres deshte broshe.
Ishto éi quéi vida, uma melhér çair e andare na rua a mirar-çe hás montras das loijas, a ver çe a imajeim nus enshe o ôlho e açim. Ai çim çim, perque uma melhér çe quere engatar um home bom teim de ishtar açim apetitosa, gushtoza e açim, ó ó, e éu, o Nelo, bisha de istalo, nam çe deicha abandalhare e açim,. Çempre perfumada, e açeada e cu o çorrizo nus labius, prinçipalmente nus Baris cuando miru um pãu bom açim de cumer tôdu, e vôu de Pizangambóim na mãu au pé deli pra le oferesser um copu.
Ai cá homes tam bonsh e açim, que deixam uma melhér cumpletamenti, mash cumpletamenti, eistaziada e fora de çi…
Ai ai… mash isto vai çendo cada vesh mais raru melhéres…
Çe vossezes çobesseim da deficuldadi duma melhér çair de caza çeim çer logu açediada cas cunverças da crize….
Nam á pashôrra. Parésse um feishá-roda. Eli ei cuelhus atrás das portash e  portas atráz dus cuelhos, e ash eleissões e maish nam çei u queim e ei us cortis e converça e maish converça…ai caté aburreçe.
Cumo éu nam votu, perque nam pressebo nada da pulitica, lá tive dir shamar o Alfredu, o nóço shaufér, e paçar a ire ali a Badajóz e açim, Ai caquilo éi uma diverção, cu neim les conto...
- Onde é que vai, Gonçalo Manuel?- pregunta a minha Efigénia.
- Melhér, vôi çólamenti aiá comperare iunos caramelios, digo, (ai ai que mi discuido) vôu comperare uns caramelos, daquelis muinto bonsh que vossê tanto goshta e açim.
- E, meu esposo, é preciso levar a limousine?.
- Ai çim perque ondi á us bons caramelus, fica um pouqashinho fora de volta e açim, Efigénia melhér.-
Prontes e açim lá me metu a caminhu de Badajós e neim les digu o caquilo éi há nôite´
Prá semana contu-les o milhor broshe queu já fish e açim. Ai cu fôi tam bóm mash tam bom.....
Ai.....
Mazagora porteim-çe beim e já çabeim:
Homes bonsh: çe as voças lambisgoitas handam fêitas maluqas e handan cas covas aus çáltos e nam les ligam, á um Nelo çempre au vóço dispôre pra dare uma volta ao uailde çáide. Nam çe arrependerãu, Garantu-les, Palavera de Nelo
E cumu diza ôtra: mi ligui, vá!
hihihihihi....