Comédia
Director: Flávia Moraes
Elenco: Ellen Helene, Roney Fachini
Duração: 9 min
Ano: 1989
Sinopse: Um marido pacato e fiel percebe que uma mentira cabeluda pode ser mais segura que a verdade inocente. Baseado num conto de Luis Fernando Verissimo.
27 outubro 2013
Contornos do calor

Lá íamos nós a chinelar da praia para o apartamento, tchec tchec tchec naquele passo amolecido que o sol e a água da praia provocam. É como se o esforço de exalar calor por cada poro da pele durante horas me fizesse desfalecer. E no entanto este aumento da temperatura corporal ao distribuir facilmente o sangue por cada canto de mim também me aumenta a energia como se acabadinha de sair de um aparelho de ginásio mesmo que naquele dia só lá estivessem barrigudos para lavar as vistas. É assim a modos como encher o peito de ar e, as mamas estivessem de dedinho no ar a gritar eu quero, eu quero uma massagem com o refresco da saliva que nestas ocasiões faz muito bem as vezes de um cubinho de gelo.
Ele continuava calado como se o peso da toalhita lhe retirasse o fôlego e avancei que talvez fosse bom lancharmos para ele arrebitar e porque o mar abre sempre o apetite. Ele concordou, pediu-me as chaves para abrir a porta e perguntou-me o que é me estava a apetecer. Dei-lhe as chaves na mão enquanto o pressionava contra a porta e fazia descair a minha mão direita que não sou canhota para o seu centro de gravidade, abrindo bem os dedos para abarcar todo o volume das massas em causa e lhe dizer que desde que proibiram as bolas de Berlim na praia mais vontade tenho delas com um niquito de leite fresco.
Ele continuava calado como se o peso da toalhita lhe retirasse o fôlego e avancei que talvez fosse bom lancharmos para ele arrebitar e porque o mar abre sempre o apetite. Ele concordou, pediu-me as chaves para abrir a porta e perguntou-me o que é me estava a apetecer. Dei-lhe as chaves na mão enquanto o pressionava contra a porta e fazia descair a minha mão direita que não sou canhota para o seu centro de gravidade, abrindo bem os dedos para abarcar todo o volume das massas em causa e lhe dizer que desde que proibiram as bolas de Berlim na praia mais vontade tenho delas com um niquito de leite fresco.
26 outubro 2013
«Da falácia» - João
"Do casamento fica a amizade. A paixão vai-se, e o amor também vai desaparecendo, ficando uma amizade que mantém as pessoas unidas ao longo de uma vida. Quantos de vós ouviram a frase que acabei de escrever? Eu ouvi. E conheço outras pessoas que ouviram o mesmo, normalmente dita pelos pais, sobrevivendo eles mesmos em casamentos de várias dezenas de anos. A mim foram os meus pais que mo disseram, que do casamento apenas sobra a amizade. Estou seguro que, antes deles, também os seus pais lhes disseram o mesmo. E sempre assim, recuando no tempo, esta ideia que, bem espremida, significa apenas isto “contenta-te. Vão desaparecer-te as borboletas mas aguenta-se, que é mesmo assim”.
Acho criminoso. Poderá ser bem intencionado. Não duvido disso. Mas é criminoso. É uma ideia tóxica, que mata, que reduz, que amarrota o prazer da vida, que desde muito cedo nas nossas existências nos faz pensar que é normal, expectável, porventura até desejável, que a vida se desenrole assim, com paixões, amores, e suaves amizades que no fim se sobrepõem às primeiras. Obviamente não discuto o valor da amizade. A amizade tem de existir. As pessoas não podem ser apenas fodilhonas umas perante as outras. Tem de existir carinho, tem de existir preocupação. Tem de existir a genuína vontade do “bem” do outro, tudo isso é verdade. É verdade, também, que numa vida longa o corpo dará lugar à mente, e esta lembrará com saudade as coisas que o corpo outrora permitia. Mas tudo isso tem um lugar e um tempo. E só precisa acontecer se a matéria se debilitar de uma forma desajustada ao desejo. De outro modo, vender aos filhos a ideia de que vão casar para viver com amigos, é, repito, tóxico.
Temos a obrigação de fazer diferente enquanto pais. Um dia, mais tarde, quando tiver de falar sobre casamento à minha descendência, tentarei explicar que um casamento exige investimento, exige trabalho. Que as borboletas, para se manterem, exigem investimento contínuo ao longo da vida, quando existe sintonia, quando existe encontro, entre as pessoas. E que, se essa sintonia não existir, nenhum investimento dará fruto. Mas nunca, jamais, em tempo algum, direi “olha, no fim, fica a amizade”. Não. Direi, da forma que melhor me aprouver, que cultivem o tesão, que se fodam enquanto existir corpo, que se comam com os olhos, que se valorizem, e que embora devam ter carinho (aquele carinho que sustenta os velhos do nosso mundo, a quem idade deixou de sorrir), nunca devem perder a malícia do olhar e dos trocadilhos com as palavras. Mesmo quando os gestos já não forem iguais."
João
Geografia das Curvas
Acho criminoso. Poderá ser bem intencionado. Não duvido disso. Mas é criminoso. É uma ideia tóxica, que mata, que reduz, que amarrota o prazer da vida, que desde muito cedo nas nossas existências nos faz pensar que é normal, expectável, porventura até desejável, que a vida se desenrole assim, com paixões, amores, e suaves amizades que no fim se sobrepõem às primeiras. Obviamente não discuto o valor da amizade. A amizade tem de existir. As pessoas não podem ser apenas fodilhonas umas perante as outras. Tem de existir carinho, tem de existir preocupação. Tem de existir a genuína vontade do “bem” do outro, tudo isso é verdade. É verdade, também, que numa vida longa o corpo dará lugar à mente, e esta lembrará com saudade as coisas que o corpo outrora permitia. Mas tudo isso tem um lugar e um tempo. E só precisa acontecer se a matéria se debilitar de uma forma desajustada ao desejo. De outro modo, vender aos filhos a ideia de que vão casar para viver com amigos, é, repito, tóxico.
Temos a obrigação de fazer diferente enquanto pais. Um dia, mais tarde, quando tiver de falar sobre casamento à minha descendência, tentarei explicar que um casamento exige investimento, exige trabalho. Que as borboletas, para se manterem, exigem investimento contínuo ao longo da vida, quando existe sintonia, quando existe encontro, entre as pessoas. E que, se essa sintonia não existir, nenhum investimento dará fruto. Mas nunca, jamais, em tempo algum, direi “olha, no fim, fica a amizade”. Não. Direi, da forma que melhor me aprouver, que cultivem o tesão, que se fodam enquanto existir corpo, que se comam com os olhos, que se valorizem, e que embora devam ter carinho (aquele carinho que sustenta os velhos do nosso mundo, a quem idade deixou de sorrir), nunca devem perder a malícia do olhar e dos trocadilhos com as palavras. Mesmo quando os gestos já não forem iguais."
João
Geografia das Curvas
25 outubro 2013
E quando murcham?
O Journal of Sexual Medicine revelou que o tamanho médio do pénis de um americano é de 14,2 cm quando erecto.
Sinto-me um colosso.
Sinto-me um colosso.
24 outubro 2013
«Andar de barco a motor com raparigas» - campanha de angariação de fundos para a prevenção do cancro da mama
Motorboat(ing) (fazer de barco a motor) - acto de pressionar o rosto entre dois seios fartos e balançar a cabeça de um lado para o outro muito rapidamente ao mesmo tempo que se faz um som "brrr" vigoroso e vibrante.
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