Revista francesa de política com um artigo de capa sobre os franceses, a política e o sexo (páginas 20 a 29).
A partir de agora, junta-se a muitos outros exemplares de números especiais de revistas internacionais da minha colecção.
O detalhe das pilas políticas da capa:
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10 junho 2014
09 junho 2014
Luís Gaspar lê «Cantos/II» de António Barahona
O início és tu: magra e fecunda deitada
sobre as folhas do Outono o ritmo
perfeito do amor no gesto esguio, na
glíptica cabeça, te concede a qualidade
de divina nua ascenderes dentro da noite
Corto a pedra onde modelo para
sempre a tua posição: desenho de
luz inquietante, sombra de animal
na montanha culta de agilidade e insónia
E penso na paisagem que habitas:
roupa de perfume nas cadeiras, o
urso polar, brinquedos, crianças,
solidão aérea de ausência tanta e a
presença da casa, alva barca
calada no mar ou na doca plana
Dás tudo ao homem que o homem quer:
irmã necessária, tépida e exacta, inclinada
sobre o filho és mãe numa hora, nos meus braços
oculta, filha fugidia Oh descantado
assombro da beleza inúmera, mulher, minha
esposa toda a vida
António Barahona
Escritor português, de nome completo António Manuel Baptista Barahona da Fonseca, nasceu em 1939, em Lisboa. Partindo da escrita surrealista - António Barahona da Fonseca integrou o grupo do Café Gelo. Após se ter convertido ao islamismo adoptou o nome Muhammad Abdur Rashid Barahona, com que passou a assinar alguns dos seus trabalhos.
Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa
sobre as folhas do Outono o ritmo
perfeito do amor no gesto esguio, na
glíptica cabeça, te concede a qualidade
de divina nua ascenderes dentro da noite
Corto a pedra onde modelo para
sempre a tua posição: desenho de
luz inquietante, sombra de animal
na montanha culta de agilidade e insónia
E penso na paisagem que habitas:
roupa de perfume nas cadeiras, o
urso polar, brinquedos, crianças,
solidão aérea de ausência tanta e a
presença da casa, alva barca
calada no mar ou na doca plana
Dás tudo ao homem que o homem quer:
irmã necessária, tépida e exacta, inclinada
sobre o filho és mãe numa hora, nos meus braços
oculta, filha fugidia Oh descantado
assombro da beleza inúmera, mulher, minha
esposa toda a vida
António Barahona
Escritor português, de nome completo António Manuel Baptista Barahona da Fonseca, nasceu em 1939, em Lisboa. Partindo da escrita surrealista - António Barahona da Fonseca integrou o grupo do Café Gelo. Após se ter convertido ao islamismo adoptou o nome Muhammad Abdur Rashid Barahona, com que passou a assinar alguns dos seus trabalhos.
Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa
«conversa 2078» - bagaço amarelo

Eu - O que é que tem ser uma mulher como tu?
Ela - Gosto de dormir na diagonal da cama e de ocupar o colchão todo. Durmo mal se sinto alguém a mexer ao meu lado...
Eu - Podes sempre ter duas camas. Uma para ti, outra para ele.
Ela - O meu ex-marido dormia no chão.
Eu - E ele aceitava isso? Se tu é que estavas mal, ias tu para o chão.
Ela - Eu gosto de dormir na diagonal da cama, não na diagonal do chão.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
08 junho 2014
Restauração
Faltou-me o adesivo. Largo, de preferência, para tapar bem aquela boca. Toda a acção era precedida de uma pergunta. Pode ser aqui ou ali?…Quer assim ou assado?… Prefere frito ou cozido?… Gosta com molho ou sem?… Colocou-me na condição de cliente insatisfeita e compeliu-me a vestir e sair porta fora.
Não faltam na gíria sinónimos gastronómicos para as relações sexuais e contudo, estranho que se faça do acto em si uma prática de restauração e hotelaria, como se comprasse um serviço com direito a nome na factura e tudo.
07 junho 2014
Cachimbo com mulher nua atada a um cavalo a galope
Recipiente (fornilho) de cachimbo, em porcelana.
Peça que deverá ser dos anos 20 do Séc. XX, a partir de agora na minha colecção.
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
Peça que deverá ser dos anos 20 do Séc. XX, a partir de agora na minha colecção.
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06 junho 2014
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