"Liberta a cabra que há em ti... nas Festas do Município"
Carlos Miguel
13 junho 2014
29 de Maio de 2014 no Museu d'Orsay - Deborah de Robertis exibe a vulva junto ao quadro «a origem do mundo» de Gustave Courbet
Deborah de Robertis: “Se ignorarmos o contexto, podemos encarar esta performance como um acto exibicionista. Mas o que eu fiz não é um acto impulsivo. É pensado. Mostrando o meu sexo diante deste quadro, nesta sala, neste museu, recriou-se um novo quadro”.
Penso que esta foi uma forma de mostrar o que é evidente: a sociedade convive mal com a sua sexualidade... afinal, com a sua própria natureza. E revela também a hipocrisia da sociedade actual, que tolera uma representação realista de uma vulva mas já censura a exibição de uma dita cuja.
Pergunto: que mal ela fez? Que mal causou com isto? A quem?
Une artiste expose son sexe sous «L'origine du... por quoi2news
A Jackie relembrou este episódio, numa visita a este museu:
A propósito do quadro de Gustave Courbet, que anda tão badalado esta semana, tenho uma história muito gira para contar.
Estavámos na livraria do Musée d'Orsay, em Maio de 2002 (na altura o meu filho tinha 5 anos), e estava a ver umas gravuras... De repente, aparece esta gravura do Gustave Courbet, que tem por título "a origem do mundo".
E ele, apontando para a parte mais escura, diz muito alto (em Português... imaginem se fosse em Francês...):
- Mamã, o que é isto?!
Controlando a minha vontade de rir, respondi:
- É o sexo de uma mulher, uma lila (que é a palavra fofinha que se usa cá em casa).
Ao que ele responde, com um ar muito mais aliviado:
- Ai que susto!! pensei que era esturricado!
E aí sim, não consegui controlar o ataque de riso que me deu de seguida e estava a ver que éramos expulsos do museu naquele dia.
Era bom que as pessoas ainda vissem o sexo como as crianças, como algo natural e que se preocupassem mais com o que é anormal, como os incêndios.
Penso que esta foi uma forma de mostrar o que é evidente: a sociedade convive mal com a sua sexualidade... afinal, com a sua própria natureza. E revela também a hipocrisia da sociedade actual, que tolera uma representação realista de uma vulva mas já censura a exibição de uma dita cuja.
Pergunto: que mal ela fez? Que mal causou com isto? A quem?
Une artiste expose son sexe sous «L'origine du... por quoi2news
A Jackie relembrou este episódio, numa visita a este museu:
A propósito do quadro de Gustave Courbet, que anda tão badalado esta semana, tenho uma história muito gira para contar.
Estavámos na livraria do Musée d'Orsay, em Maio de 2002 (na altura o meu filho tinha 5 anos), e estava a ver umas gravuras... De repente, aparece esta gravura do Gustave Courbet, que tem por título "a origem do mundo".
E ele, apontando para a parte mais escura, diz muito alto (em Português... imaginem se fosse em Francês...):
- Mamã, o que é isto?!
Controlando a minha vontade de rir, respondi:
- É o sexo de uma mulher, uma lila (que é a palavra fofinha que se usa cá em casa).
Ao que ele responde, com um ar muito mais aliviado:
- Ai que susto!! pensei que era esturricado!
E aí sim, não consegui controlar o ataque de riso que me deu de seguida e estava a ver que éramos expulsos do museu naquele dia.
Era bom que as pessoas ainda vissem o sexo como as crianças, como algo natural e que se preocupassem mais com o que é anormal, como os incêndios.
12 junho 2014
Abençoado clítoris!
"Dada a natureza bárbara da excisão do clitóris ou mutilação genital feminina (MGF), a Clitoraid é uma organização privada sem fins lucrativos cujo objectivo é ajudar todas as vítimas de MGF que querem ter o seu clítoris reconstruído. Actualmente concentra os seus esforços em Burkina Faso, na África Ocidental, onde há milhões de mulheres genitalmente mutiladas.
Desde 2006, a Clitoraid tem vindo a treinar vários médicos e a ajudar na prestação de cirurgia de reparação do clítoris para muitas mulheres em todo o mundo que viajaram para a França ou para os Estados Unidos para o seu tratamento e reparação cirúrgica. Todas as nossas pacientes relataram melhorias após a cirurgia, e cerca de 60 por cento delas têm experimentado o orgasmo - algo que elas achavam que nunca lhes iria acontecer."
Desde 2006, a Clitoraid tem vindo a treinar vários médicos e a ajudar na prestação de cirurgia de reparação do clítoris para muitas mulheres em todo o mundo que viajaram para a França ou para os Estados Unidos para o seu tratamento e reparação cirúrgica. Todas as nossas pacientes relataram melhorias após a cirurgia, e cerca de 60 por cento delas têm experimentado o orgasmo - algo que elas achavam que nunca lhes iria acontecer."
Mulher nua e sátiro escondido
Estatueta de P. Leroux com mulher nua de bruços. Abrindo a parte superior, descobre-se um sátiro de falo erecto.
10 x 7 x 7 cm.
A partir de agora, junta-se a outras peças deste autor, na minha colecção.
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
10 x 7 x 7 cm.
A partir de agora, junta-se a outras peças deste autor, na minha colecção.
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
11 junho 2014
«conversa 2079» - bagaço amarelo

(numa esplanada)
Eu - Estás com ar pensativo...
Ela - Sim, estava aqui a olhar para as pessoas...
Eu - E?
Ela - E não percebo porque é que os homens engordam à frente e as mulheres engordam atrás...
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
«Gosto de ti» - João
"Gosto de ti como quem gosta de cidades, com as suas ruas e becos, escadarias e sombras, lugares onde parar e ficar, com pontes e recantos. Gosto de ti como quem gosta do campo, com rios e prados, árvores de sombra e caminhos ondulantes. Gosto de ti como a brisa que agita cabelos e roupas leves, e transporta no ar uma palavra, um verbo preso. Gosto de ti como quem gosta do calor que contraria o frio do outro lado dos lençóis. Gosto de ti como o gel que escorre na pele suave debaixo de um chuveiro quente. Gosto de ti como quem se embrulha numa toalha turca e assim fica, na nudez que espera o toque. Gosto de ti como o dia e a noite, como a tesão que não demora, os risos felizes, os elevadores que sobem enquanto dançamos xadrez num metro quadrado num rápido xeque-mate. Gosto de ti como os cabelos que se acariciam num sofá, numa preguiça quente que deixa tudo lá fora a rodar sem nós. Gosto de ti como tu gostas de mim."
João
Geografia das Curvas
João
Geografia das Curvas
10 junho 2014
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