Os meus amigos conseguem ser muitas vezes mais tarados do que eu (não, não é uma missão impossível!).
Num passeio que fizeram ao Gerês, o Rafaelito perguntou a um artesão se tinha alguma peça de cariz erótico:
- Ai, não, que a minha mulher não iria deixar!
Mas o Rafaelito descobriu esta peça esculpida num ramo de árvore e explicou ao artesão que viria para a colecção de arte erótica «a funda São» (mais propriamente, para a «sexão» do que não era suposto ser erótico).
Obrigada, Rafaelito!
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
05 julho 2014
04 julho 2014
Monólogo do Pênis
Olás...
Os Monólogos da Vagina, espetáculo teatral da norte-americana Eve Ensler, também teve a sua versão no Brasil, cuja peça foi um estrondoso sucesso.
Mas fiquei pensando: E a minha versão, como seria, se nunca assisti ao espetáculo para poder adaptar? Como seria o meu "O Monólogo do Pênis?".
Aí a cabeça começou a variar (a minha cabeça, claro!). As ideias se aglomeravam enquanto eu (não) tentava dormir. Porque índia que se alimenta de produtos afrodisíacos naturais tem mais facilidade de ter a mente fértil para pensar em bobagens. Foi assim que comecei a imaginar como seria isso de um pênis falar com ele mesmo. Uma versão (nada) adaptada de "Os Monólogos da Vagina".
O monólogo, um deles, seria assim:
- Hoje vou trabalhar. Se puder - e me apetecer - , vou visitar muitas " grutas" e "cavernas".
-Êpa! Mas preciso também ter cuidado. Se entrar em qualquer caverna ou gruta que não conheço posso sair machucado.
- Mas melhor sair machucado e ter experimentado o perigo, do que me arrepender de não ter entrado nesses lugares atraentes para o perigo, misturado com o prazer.
- Ali tem uma caverna. Vou puxar conversa:
- Oi, estás toda úmida. Mesmo assim vou entrar aí. E nem tenta proibir que já estou dentro.
Horas depois....
- Foi um sufoco, mas bem satisfeito com o que vi. Gruta apertada, quase me enforquei, mas foi demais!
- Acho que visitarei essa gruta mais vezes!
- Ali uma outra. Estranho, parece estar aqui há séculos! Vou entrar.
Segundos depois...
- Muito larga essa gruta. Caberiam muitos de mim dentro dela. Respirei com tanta facilidade, que sequer senti o gosto de ser sufocado.
- Uau! Que delícia deve ser a gruta que agora vejo! Uau!
- Nem dou chance para pensar se vou lá ou não. Eu vou...!
Minutos depois (minutos do tipo 60 minutos) ...
- Saí hoje para visitar todas as grutas e cavernas. Então, as surpresas também fazem parte! Tudo bem que não era bem uma caverna, tampouco gruta, mas o buraco estava no meio do caminho e fui entrando.
- Pelo menos experimentei. E, na falta de uma caverna/gruta para visitar, contentar-me-ei com um buraco para explorar. Aventura é isso.
- Aquela ali vale a pena!
- Posso entrar nessa caverna?
1 hora depois...
- Tudo bem que estava chovendo, mas por que colocar essa camisinha de plástico na minha cabeça? Eu não estava com frio. Nem deu para sentir direito a sensação de estar em uma caverna. Gosto de liberdade!
Muitos e muitos anos depois...
- Porra de impotência! Droga de incontinência urinária!
- Alguém pode me trazer uma pomada para assaduras?
- Tanto faz se quem vai trazer a droga dessa pomada é homem, mulher jovem ou velha... Podem mexer à vontade comigo, porque aqui só um guincho me levanta.
- Mas estou satisfeito! Passei bom tempo da vida trabalhando...
- Só não entendo o porquê desses homens que trabalham em cavernas reclamarem tanto...!
Mamãe Coruja
03 julho 2014
Postalinho da TUSA
"As coisas que se encontram no campus da Universidade"
Lady.bug
T.U.S.A. - Tuna Universitas Scientiarium Agrariarum (da Universidade dos Açores)
Lady.bug
T.U.S.A. - Tuna Universitas Scientiarium Agrariarum (da Universidade dos Açores)
Uma mascote sempre altiva
Na feira de artesanato da Mealhada deste ano, a Suzana Redondo comprou ao Sr. José Santos («Art & Pau»), das Covas Altas (Porto de Mós), especialmente para oferecer para a colecção de arte erótica «a funda São», duas peças: uma bengala que já vos mostrei e esta estatueta esculpida em tronco de zambujeiro (uma oliveira brava que existe na serra de Aire).
Digam lá que não apetece fazer-lhe festinhas...
É um luxo ter amigos que se lembram de nós, mesmo quando estão longe.
Mais uma vez obrigada, Suzana Redondo!
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
Digam lá que não apetece fazer-lhe festinhas...
É um luxo ter amigos que se lembram de nós, mesmo quando estão longe.
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02 julho 2014
«coisas que fascinam (168)» - bagaço amarelo

Na verdade, à distância de alguns anos, é da tua mão que me lembro tantas vezes. A tua mão que me agarrou numa rua qualquer de Lisboa, como se fosse uma bóia salva-vidas atirada a um náufrago. Era tão fina quanto forte e às vezes suava. É do que me lembro. É da tua mão. Da textura e do suor.
- Não largues! - disseste.
Não larguei.
Já não me lembro muito bem de ti, para ser sincero. Nem tu de mim, estou certo. O que eu queria era que te lembrasses da minha mão da mesma forma que eu me lembro da tua. As mãos são a prova dos nove de um Amor de baixa intensidade ou, como se diz às vezes, de uma paixoneta. Quem não se Ama nem um bocadinho, não dá as mãos durante mais do que alguns segundos. E nós demos.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
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