25 julho 2014

Missy Jubilee - «Come»... e a luta contra a censura das grandes corporações (como a Google, o PayPal e o Facebook)


Missy Jubilee. 035. Come from Missy Jubilee Films on Vimeo.

Postalinho do papado

"O papa bem acompanhado na garagem de velharias do ti'Manel, em Sabóia, concelho de Odemira."
Joana Lisa


Viva a publicidade não enganosa!

A empresa australiana Pacific Coast EcoBanana quis diferenciar as suas bananas... e conseguiu-o com a aplicação de uma cera vermelha na ponta, tendo registado a marca «Wax Tip Eco Bananas» e a patente. Outras cores estão disponíveis: azul e verde ou mesmo outras específicas, por encomenda, para empresas e para eventos. Mas as bananas com a ponta vermelha não enganam ninguém!





Abaixo a hegemonia sexual das mulheres!

23 julho 2014

Placebo «Loud Like Love»


Placebo // Loud Like Love (feat. Bret Easton Ellis) from Saman Kesh on Vimeo.

«pensamentos catatónicos (303)» - bagaço amarelo

Um abraço

Há duas palavras que eu detesto: "empreendedorismo" e "sucesso", porque actualmente as duas estão tão próximas uma da outra quanto distantes. Por isso, mas também porque detesto fingimentos e lonjuras. Ser empreendedor ou ser um self made man é ser a antítese do Amor. A merda deste país acabou nestas duas palavras. Fala-se do sucesso dum amigo porque ele tem emprego ou abriu uma lojeca qualquer numa esquina da cidade, nunca porque ele está apaixonado apesar dos seus quarenta anos. Não me fodam, a felicidade não passa por aí.
O Amor também não é felicidade, é verdade. O Amor é estar vivo, é estar sempre nos píncaros da felicidade ou da tristeza profunda. Nada mais. Mas é isso que é estar aqui, tão vivinho quanto a sardinha que salta no cais depois de apanhada. Este país cansa-me porque já nem sequer sabe estar triste. Não sabe sofrer. Só sabe falar em palavras vãs como empreendedorismo e sucesso. Fala-se nisso, depois morre-se.
Tenho uma má notícia para todos os que consideram que o seu sucesso passa por ter um pequeno negócio ou por uma pequena empresa que lhes permite sobreviver: isso não vale uma merda. O que vale é, tendo uma loja, sorrir para os clientes, apaixonarmo-nos todos os dias, dar a mão a um Amor todas as manhãs. O resto é folclore. Até eu estou a abrir um negócio. Não para viver, mas sim para sobreviver.
Este país cansa-me porque já nem sequer é um país. É um pequeno grupo de gente que busca uma conta bancária confortável, apesar de nunca o conseguir, e acha que isso é normal. É um país que não fala de Amor, é uma coisa sem vida que nem triste consegue ser. Eu não quero ser parte disto, até porque ainda me apaixono todos os dias.
Agradeço à mulher que hoje, no Parque Infante Dom Pedro, me pediu um abraço. Um abraço nunca se pede, porque quando se dá também se recebe. É isso, um abraço troca-se. É por isso que é tão bom abraçar. Só por isso. Tenho pena de quem ainda não chegou lá. Ela chegou lá hoje. Eu também.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

A Nu




«As mãos» - João

"Aqueles eram os tempos dos corações em uníssono, ou da cabeça sobre o peito, para ouvir a vida bater. Eram os tempos dos muretes brancos e gente sentada com vista aberta para as cidades e o mar, de dizer que “quero ficar contigo” e perguntar “deixas?”. Eram os tempos dos dedos passeados entre cabelos, e ainda assim misturava-se nele um sentimento de insuficiência, como se ele não tivesse valor, como se não chegasse. Veria ela isso? Aquele nada? Era tudo quanto havia para lhe dar. Vulnerabilidade despojada. Será que via aquelas mãos? O que via naquelas mãos afinal. Podia dar-lhe muito, podia dar-lhe coisas imateriais, um sentimento de realeza, sentir-se no topo que não cessa, aquecê-la como ninguém antes, podia até partihar com ela as fodas mais fodidas, mais detonadoras, mas as mãos estavam vazias. E ele sentia-se insuficiente, sentia-se pouco, como se nada tivesse para lhe dar. Vias aquelas mãos? Ele teria chegado ao pé dela com as mãos a abanar, uma à frente e outra atrás. Disse-lho: é assim que chego até ti. Frisou que não tinha nada para lhe dar, nenhum conforto, nenhum desafogo, não podia preencher o espaço com coisas nem percorrer o globo, era mesmo uma à frente e outra atrás, as mãos. Só ele, e pouco mais. E ela interrompeu-o, cortou-lhe o pio, atirou-o ao chão com a resposta que articulou. Ele sentia-se incapaz, insuficiente, pouca coisa. Mas ela só queria que as mãos não estivessem à frente e atrás. Queria-as de lado. Foi assim que lho disse. Que podia chegar perto dela com as mãos uma de cada lado, para a abraçar."
João
Geografia das Curvas