"Yes, this is a real service and yes, you need this in your life."
www.manservants.co
Prometeram começar a prestar serviços no Outono...
12 janeiro 2015
«Palma da mão» - João
"Estava quente. Eu estava quente, de corpo caído em cama macia, alva, muito quente, talvez demasiado quente apesar da tua ainda ausência. Não vi o teu caminho, não ouvi a tua chegada. Não sabia que vinhas a correr pela rua, a repetir o meu nome incessantemente. Não sabia que vinhas no elevador a desabotoar a blusa, ou que meteste mão à porta já com as calças ligeiramente desapertadas. Não te vi logo à entrada a atirar as botas para um canto, a roupa para outro, os objectos abandonados como ovos quentes que queimam as mãos. Não dei por ti a chegar deliciosamente nua ao meu lado, a deixar cair os cabelos sobre mim, mas foi aí que acordei, tendo sonhado contigo. Foi aí que abri os meus olhos e te vi, de gatas sobre mim, a desafiar-me, a dizer do quanto me querias, e a sorrir muito de mão aberta virada para mim, com um escrito na palma da mão, o mesmo que um dia viste, agora escrito na tua letra, para mim, e enquanto a tua roupa jazia no chão, enquanto os teus pertences desenhavam o caos, enquanto estávamos ali deitados, estava tudo."
João
Geografia das Curvas
João
Geografia das Curvas
«pensamentos catatónicos (317)» - bagaço amarelo

Tenho um método para pendurar a roupa um bocado estranho. Começo sempre pelas peças maiores. Sei que o trabalho é o mesmo, mas o monte de roupa que falta pendurar parece mais pequeno quando começo pelas peças maiores. Se pendurar duas toalhas de banho, por exemplo, o tamanho do monte diminui num instante. Além disso é uma questão estética, gosto que as peças maiores fiquem atrás e as mais pequenas à frente. As meias, por exemplo, ficam sempre no primeiro arame do meu estendal a contar da rua.
Cada peça leva sempre duas molas, seja grande ou pequena, com excepção precisamente das meias, que levam uma mola por par. É que as organizo por pares logo quando as ponho a secar. Assim, quando as apanho, dobro-as no mesmo instante e poupo o trabalho de as andar a escolher entre o monte da roupa seca mais tarde. É também por isso que as penduro em último lugar. É mais fácil separá-las quando já não há mais roupa nenhuma misturada.
O gato está a aproveitar o que parecem ser os primeiros raios de sol nesta semana. A mulher também. Sempre que olho para ela, ela está a olhar para o gato. Suponho que talvez olhe para mim de vez em quando, quando estou de costas a pendurar a roupa. Eu não fumo, mas se fumasse também o estaria provavelmente a fazer neste momento.
Hoje sei que tenho duas coisas estranhas na vida. Pelo menos duas, digo. Uma é a forma como penso quando penduro a roupa, outra é a minha relação com a minha vizinha da frente. Ainda há bocado me cruzei com ela no café e fingi que não a conhecia, o que ela também fez comigo. Agora estamos aqui os dois a fingir que o outro não existe.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
11 janeiro 2015
«Espelho Torcido» - Porta-Curtas
Sinopse: "Espelho Torcido" é um grito de desabafo de uma jovem mulher que vê seu corpo ser considerado "fora dos padrões" de beleza. O filme contesta a definição de um corpo belo mostrando que o sublime se encontra até em corpos considerados esteticamente feios. A obra é uma busca pela autoaceitação da cineasta em relação a seu próprio corpo.
Postalinho da Estrada Nacional número 1
"Ia eu a entrar na Mealhada quando vi este aviso. Achei curioso, haver uma casta... à venda...
... mas afinal era casta... nha!"
Paulo M.
... mas afinal era casta... nha!"
Paulo M.
Será poligamia?
Se a escrita também é paixão, quem escreva em simultâneo duas biografias está a praticar poligamia?...
E não deve ser só nos dias 13...

Patife
@FF_Patife no Twitter
10 janeiro 2015
«Matemática (sempre presente...)» - por Rui Felício

Rodrigo, o marido da Vanessa, é bom rapaz mas vive nas nuvens. Obcecado pela matemática, parece pairar fora deste mundo, enquanto o seu cérebro fervilha com cálculos e mais cálculos.
Chegou a casa, olhou a mulher de relance, enquanto com os olhos em alvo calculava mentalmente o seno e o co-seno de tudo o que observava.
A Vanessa, recostada no sofá, resolveu ajudá-lo abrindo ligeiramente o ângulo na direcção da tangente do seu olhar. Viu-o levantar a hipotenusa a partir do seu ângulo recto.
Foi então que finalmente o Rodrigo descobriu a solução. Agora ele estava certo de que o logaritmo de dois é um quarto!
Rui Felício
Blog Encontro de Gerações
Blog Escrito e Lido

Mulher sentada no bacio
Outra estatueta de Álvaro José, das Caldas da Rainha.
Tal como «a mosca», é uma peça feita por enchimento (molde) revelando um extraordinário domínio desta técnica pelo autor. Álvaro José Mendes (falecido em 2006) herdara em 1946 a olaria do seu avô, à data existente na Rua 15 de Maio, nas Caldas da Rainha.
Outra peça das Caldas... da minha colecção.
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
Tal como «a mosca», é uma peça feita por enchimento (molde) revelando um extraordinário domínio desta técnica pelo autor. Álvaro José Mendes (falecido em 2006) herdara em 1946 a olaria do seu avô, à data existente na Rua 15 de Maio, nas Caldas da Rainha.
Outra peça das Caldas... da minha colecção.
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09 janeiro 2015
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