"Ainda te sinto dentro de mim, apesar de me ter desligado da terra por uns instantes, sacudo-me, tremo, subi a um espaço só meu, e tu ainda estás dentro de mim, a preencher-me o corpo enquanto eu me venho, e tu seguras-me com as tuas mãos, e eu peço-te que te venhas, que te venhas também, e depressa, e em breve terei uma parte de ti no meu corpo, mesmo quando de mim saíres, e talvez eu escorra de ti, talvez eu pingue de ti, mas a minha pele recebe-te com carinho, com prazer, e não me importo. Ainda te sinto dentro de mim enquanto as minhas pernas se abrem para te receber, e repito o teu nome, um par de vezes, e multiplico isso por mais, e digo coisas que só tu entendes, e tu, tu estás numa desordem que até me diverte, a tentar fazer sentido, mas eu não te deixo, só me sacudo em ti enquanto me venho, e me venho, e tu, vem-te, acelera e vem-te, que estremeço, que quero pingar de ti, quero humedecer-me de ti, e em tudo isto eu penso enquanto te sinto, enquanto deslizas em mim daquela maneira que nada copia nem iguala, e vou-me desligando da terra, e tu beijando-me os seios, trincando-me a pele, e são instantes sobre instantes, até cairmos exaustos um no outro, e tudo isto eu vejo, enquanto tu ainda estás a entrar em mim."
João
Geografia das Curvas
24 agosto 2015
23 agosto 2015
Uma questão de género

Patife
@FF_Patife no Twitter
22 agosto 2015
«pensamentos catatónicos (321)» - bagaço amarelo

Saímos dessa história e caímos na realidade quando temos uma chatice no Amor. Quando somos maltratados, por exemplo. É por isso que usamos o verbo cair. A realidade é sempre uma queda e só nos tornamos a pôr de pé quando nos apaixonamos de novo.
As pessoas que sofreram muito numa história de Amor, às vezes desistem dele. Passam a considerar a solidão o maior dos bens, mesmo que seja triste, e optam por viver sempre sós. Podem escrever um pequeno conto de vez em quando, mas desistem de escrever grandes romances.
É uma pena que isso aconteça, perdermos a noção de que somos nós que escrevemos a nossa história de Amor. Até porque perdemos também a noção de que é melhor uma intensa verosimilhança do que uma frágil verdade.
Viva o Amor verosímil! Abaixo a realista solidão!
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
«Tempos de crise» - por Rui Felício
| «Casal no banho» Azulejo da colecção de arte erótica «a funda São» |
Ela e ele tomam banho juntos.
Não.Não é por erotismo apenas!
Fazem-no para poupar água e gás...
Rui Felício
Blog Encontro de Gerações
Blog Escrito e Lido
21 agosto 2015
Adivinha a que entrada vai corresponder esta ilustração...
... do Mestre Raim para uma das novas entradas da 2ª edição (na forja) do nosso «DiciOrdinário ilusTarado», cuja 1ª edição (2.500 exemplares) está praticamente esgotada:
20 agosto 2015
Até pareço mais tarada do que os censores que mandam no Facebook
Senhor padre, confesso: pequei. Vi isto hoje no Google Notícias e achei estranho uma notícia sobre a prisão preventiva de um advogado palestiniano em Israel, ter uma ilustração de uma pintura do torso de uma mulher deitada e a ver-se uma (grande) mama.
Não iria ler a notícia se não fosse pela curiosidade de ver a ilustração em ponto grande. E fui.
Afinal era isto...
Não iria ler a notícia se não fosse pela curiosidade de ver a ilustração em ponto grande. E fui.
Afinal era isto...
Subscrever:
Mensagens (Atom)




