20 abril 2016
«respostas a perguntas inexistentes (334)» - bagaço amarelo

Depois vêm os problemas todos, porque duas pessoas que se Amam muito de forma diferente geram incompreensão. Apesar de se amarem, sublinho. A minha utopia é todos percebermos que o Amor se faz da incompreensão mútua e não da obediência.
Somos todos tão diferentes, que o que somos é sempre um profundo segredo para o outro. Eu sei que é difícil conviver com a incerteza de um segredo, mas se o formos contando ao ouvido de quem Amamos durante uma vida inteira, talvez se dê um Amor qualquer.
É assim que os segredos são bons, contados ao ouvido de um Amor.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Mulher na Bruma
Uma mulher na bruma,
Na bruma de mundo que é o que tem, que poucas coisas acha justas, que poucas pessoas ama e que sente ódio/amor/raiva/pena... Sente tudo que o seu coração permite, ainda que os outros se julguem no direito de dizer que não deveria...
Não se deve odiar quando o alvo é merecedor?
Não se ama quando o coração chama?
Esta mulher, quer gostar e amar deuses, escritores, analisar até ao mais infímo pormenor tudo em todos, esquecendo de si grande parte do tempo.
Dramas
Gritos
O Sono da Tristeza
Na bruma da vida e do mundo, espera pelo seu cadeirão rosa no Monte Olimpo onde se decide se Vasco da Gama chega ou não via mar à Índia, ter à sua frente a perfeição de deuses, um mundo de filosofia, de pensares.
Os opostos existem e a linha que os separa é 1000 vezes mais frágil que a linha da teia de uma aranhaDo meu mundo
19 abril 2016
As damas do xadrez
Jogo de xadrez humano, em S. Petersburgo (então Leninegrado), cerca de 1924
Por acaso gostava de ver como é que eles comem a rainha e assim.
Sharkinho
@sharkinho no Twitter
Por acaso gostava de ver como é que eles comem a rainha e assim.
Sharkinho
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Olha a perninha da menina…
Cachimbo em baquelite com perna de mulher... a insinuar-se na minha colecção.



Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
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18 abril 2016
Postalinho do Prédio Amaricano
"O centro de mesa era uma maravilha, com flores muito bonitas... mas aquela florzinha... ai, ai..."
Paulo M.
Paulo M.
Eva portuguesa - «Masturbação»
Toca-te sem mim as vezes que quiseres. Mas a pensar em mim. Toca-te sem mim em todos os momentos que querias tocar-me e que eu te tocasse. Toca-te. Explora-te. Conhece-te. Dá-te prazer. Porque depois... depois serei eu a fazê-lo!
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
17 abril 2016
Luís Gaspar lê «Respira, não fales» de David Mourão-Ferreira
Entre as duas nádegas
o pávido sulco
tem aroma de áfricas
e de uvas de outubro
Dirias que fora
um silvo de morte
a penetrar toda
a nocturna flora
até hoje intacta
que ainda aí tinhas
Respira
Não fales
Murmura
Não grites
Que travo de amoras
Que túnel escuro
Que paz no que sofres
por mais uns minutos
o pescoço vergas submissa e frágil
tal o de uma égua que vai beber água
mas encontra a lua
E junto da cama
a rosa viúva
com lágrimas brancas
já pede a meus dedos
sacudido apoio
para a viuvez
em que a deixo hoje
Muito mais a norte
os queixumes calas
E nem gemes
Gozas enquanto te invade
o suco da vara vertido no sulco
Vê como foi fácil
Respira mais fundo
David Mourão-Ferreira
David de Jesus Mourão-Ferreira (24 de Fevereiro de 1927 — 16 de Junho de 1996) foi um escritor e poeta lisboeta licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1951, onde mais tarde, em 1957, foi professor, tendo-se destacado como um dos grandes poetas contemporâneos do Século XX.o pávido sulco
tem aroma de áfricas
e de uvas de outubro
Dirias que fora
um silvo de morte
a penetrar toda
a nocturna flora
até hoje intacta
que ainda aí tinhas
Respira
Não fales
Murmura
Não grites
Que travo de amoras
Que túnel escuro
Que paz no que sofres
por mais uns minutos
o pescoço vergas submissa e frágil
tal o de uma égua que vai beber água
mas encontra a lua
E junto da cama
a rosa viúva
com lágrimas brancas
já pede a meus dedos
sacudido apoio
para a viuvez
em que a deixo hoje
Muito mais a norte
os queixumes calas
E nem gemes
Gozas enquanto te invade
o suco da vara vertido no sulco
Vê como foi fácil
Respira mais fundo
David Mourão-Ferreira
Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa
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