28 setembro 2016

«Forehead Tittaes» (mamas na testa) - com Marion Cotillard

«conversa 2170» - bagaço amarelo




Ela - Não te posso telefonar mais este mês. Já gastei os minutos todos que tenho para falar...
Eu - Tens que ir para o meu tarifário. Tenho dois mil minutos por mês...
Ela - É como eu, então.
Eu - Gastaste dois mil minutos em menos de um mês?!
Ela - Sim, mas foi quase tudo com a mesma pessoa...
Eu - Dois mil minutos são mais de trinta horas ao telefone...
Ela - Sim, é pouco...


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Pessoas por favor

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Um dia não me impedem de ser um só com quem quer que seja. Sonho muitas vezes alto, e não faço o que é preciso para esses sonhos se tornarem realidade... Contento-me com pouco? ou aceito o que tenho? respiro não ando a pé até ver ter 2 braços e 2 pernas Não são sonhos, o que vai na minha cabeça, são utopias, daquelas que qualquer ignorante do senso comum, se ria. Enquanto esses se riem, eu sonho com os campos de algodão, onde nasceu o jazz para que os escravos distraírem
... Pessoas! Levem os seres humanos a sério... Porque nascemos sem nada, morremos sem nada e eu não quero passar por este mundo despercebida!

Do meu mundo 

ou
Das minhas frases

Preliminares rapidinhos


27 setembro 2016

Jorkes - «Thank you»


JORKES - THANK YOU [UNCENSORED] from Simon Reichel on Vimeo.

XXXL procura-se




"Estação de serviço oferece combustível a quem aparecer em biquíni"

A ver se arranjo um que me sirva...



Sharkinho
@sharkinho no Twitter

«Projeto Mulheres» - Carol Rossetti - 57

O livro «Mulheres - retratos de respeito, amor-próprio, direitos e dignidade», de Carol Rossetti, está em venda em Portugal, editado pela Saída de Emergência.







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«Le Rendez-Vous» (o encontro)

Grande placa metálica dourada (27x35cm), assinada por Beaudoin Pinyit (1771), com a imagem em relevo de uma mulher madura a abraçar e a apalpar um seio de uma mulher mais jovem.
Uma peça deliciosa, a juntar-se a tantas outras da minha colecção.




















A colecção de arte erótica «a funda São» tem:
> 1.900 livros das temáticas do erotismo e da sexualidade, desde o ano de 1664 até aos nossos dias;
> 4.000 objectos diversos (quadros a óleo e acrílico, desenhos originais, gravuras, jogos, mecanismos e segredos, brinquedos, publicidade, artesanato, peças de design, selos, moedas, postais, calendários, antiguidades, estatuetas em diversos materiais e de diversas proveniências, etc.);
> muitas ideias para actividades complementares, loja e merchandising...

... procura parceiro [M/F]

Quem quiser investir neste projecto, pode contactar-me.

Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)

26 setembro 2016

Está lá quase...



Postalinho de Budapeste (2 de 4)

"Quem vai do castelo de Buda para o templo de Matias, pela Rua Tárnok, passa por um pequeno largo com uma fonte..."


"... com uma senhora a segurar numa bandeja de onde cai água, por cima da sua cabeça..."


"... mas, com tanta gente a passar por ali, não há ninguém que lhe recoloque o pano à cintura ou, pelo menos, alerte a coitada da senhora?!"
Paulo M.


«E assim se fez» - João

"A noite começara a cair. Já havia caído muitas vezes antes, e sabia-se que cairia muitas mais vezes depois. Mas a brisa era agradável, ondulando cabelos, a excitação era grande, arrepiando a pele aqui e ali, e com a queda da noite, cairam também as roupas, e depois sobre elas, num atabalhoamento cego, os corpos. Havia laços nas tuas meias, foram lidos pelas minhas mãos, como se elas fossem scanners que marcavam na memória todo e qualquer pedacinho do teu corpo. A noite estava toda espalhada pelo chão, pelo ar, o céu negro, e a pergunta de outrora pairava fresca, como tantas vezes antes, como tantas vezes depois. Como vamos fazer isto, perguntava. Como vamos fazer isto, perguntaste, malandra, quase ao meu ouvido, para me lembrar, para me dizer como era. Vamos fazer isto assim, pensarias tu talvez. E assim se fez.

Não sabia explicá-lo. Era sinistro e apaixonante, e a pergunta perdia valor a cada momento, deixava de ser importante saber-se como se ia fazer, conquanto se fizesse, e fazia-se, como nunca, como sempre, como nunca mais se encontraria."

João
Geografia das Curvas

Haja decoro!...

Crica para veres toda a história
Maçãs do rosto


2 páginas
(cricar em "next page")

25 setembro 2016

Luís Gaspar lê «Beijemo-nos, apenas» de António Botto

Não. Beijemo-nos, apenas,
Nesta agonia da tarde.

Guarda
Para um momento melhor
Teu viril corpo trigueiro.

O meu desejo não arde;
E a convivência contigo
Modificou-me – sou outro…

A névoa da noite cai.

Já mal distingo a cor fulva
Dosa teus cabelos – És lindo!

A morte,
devia ser
Uma vaga fantasia!

Dá-me o teu braço: – não ponhas
Esse desmaio na voz.

Sim, beijemo-nos apenas,
Que mais precisamos nós?

António Botto
António Tomás Botto (Concavada, Abrantes, 17 de Agosto de 1897 — Rio de Janeiro, 16 de Março de 1959) foi um poeta português. A sua obra mais conhecida, e também a mais polémica, é o livro de poesia "Canções" que, pelo seu carácter abertamente homossexual, causou grande agitação nos meios religiosamente conservadores da época.
Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa