05 outubro 2016

Porque percebo a Eva?

No ano de 2008 eu vendi o corpo. Verdade.  O meu primeiro marido saiu de casa, deixando-me sem dinheiro algum, dando-me um Verão para alugar uma casa para mim, enquanto tirar um curso de estética. Isolei-me de toda a gente, dado que tinha sido vítima de violência doméstica  e um dia inscrevi-me num site, pus um texto dos meus e umas fotos e consegui dinheiro para alugar uma casa, acabar o curso e comprar material e máquinas de estética. Usava um só site, onde tinha 2 anúncios com um textos e fotos. Entretanto, num fórum de homens que só têm sexo a pagar, alguém abriu um tópico sobre mim a pedir informações, como fazem com centenas de raparigas... Não tinha trabalho suficiente e estava apenas com 3 pessoas até ter o dinheiro para a renda. Chegou uma altura em que deixei de fazer isso.  Contei ao meu pai, reaproximei-me da família, comecei a praticar Krav magá e finalmente surgiu um emprego como Socióloga. Um namorado e mudei de casa. O meu pai não gostou nada, sofreu, mas não me julgou, posso dizer que conheci pessoas muito divertidas, pessoas boas e engraçadas e outras menos bem. Um dos moderadores do site em que tinha anúncios é meu comentador e amigo, uma pessoa que me pagou, passou a ser meu amigo pessoal e o meu marido, bem, o que fiz no nosso primeiro jantar foi dizer-lhe. Sorriu apenas. E virá aqui comentar pois sabe que eu penso em dizer isto há muito aqui. Se tive medo de abrir a porta a desconhecidos? Tive! Mas eles também entravam no desconhecido.Não roubei ninguém, era às horas que eu queria e escolhia bem as pessoas com quem estava, as pessoas bem educadas. Houve uma pessoa que veio ter comigo do Porto até cá, outra de Espanha... Eu era vista mais como uma amiga.

Sou chamada de puta, todos os dias e sou casada há 6 anos, nunca traí o meu marido. As pessoas têm imensa dificuldade em perceber mas pedras atiram à brava,,, Não vou construir um castelo mas uma fisga para as devolver.

Do meu mundo

Das minhas frases 

E deves ter a molaflex...


04 outubro 2016

Peaches - «Vaginoplasty»

Deve ser para poupar nos sacos dos hipermercados...


Agora que a maturidade me ensinou a prestar ainda mais atenção à beleza interior das pessoas parece que toda a gente decidiu fazer plásticas.

Sharkinho
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«Projeto Mulheres» - Carol Rossetti - 58

O livro «Mulheres - retratos de respeito, amor-próprio, direitos e dignidade», de Carol Rossetti, está em venda em Portugal, editado pela Saída de Emergência.







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Korreia Sutra

Correia de viola em couro gravado e pintado à mão, com uma sequência de imagens de homens e mulheres em várias posições sexuais.
Se a internet tivesse cheiro, neste momento sentir-se-ia um intenso odor a cabedal.
É uma belíssima obra de arte. Uma maravilha na minha colecção.




















A colecção de arte erótica «a funda São» tem:
> 1.900 livros das temáticas do erotismo e da sexualidade, desde o ano de 1664 até aos nossos dias;
> 4.000 objectos diversos (quadros a óleo e acrílico, desenhos originais, gravuras, jogos, mecanismos e segredos, brinquedos, publicidade, artesanato, peças de design, selos, moedas, postais, calendários, antiguidades, estatuetas em diversos materiais e de diversas proveniências, etc.);
> muitas ideias para actividades complementares, loja e merchandising...

... procura parceiro [M/F]

Quem quiser investir neste projecto, pode contactar-me.

Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)

02 outubro 2016

Luís Gaspar lê «Curtas» de David Mourão-Ferreira

Quem foi que à tua pele conferiu esse papel
de mais que tua pele ser a pele da minha pele?

Cintilação de luas

assim que te desnudas

às escuras

Diante do teu ventre
como não dizer “sempre”

novamente.

Ó lâmina e bainha

de outra espada ainda

Tua língua

Ruge. Reprende. Arrasa
Desde que sempre o faças

com as asas

Vem dos arcanos de outro tempo
ou dos anéis de outra galáxia
esta espessura transparente
que só na cama as almas ganham.

David Mourão-Ferreira
David de Jesus Mourão-Ferreira (24 de Fevereiro de 1927 — 16 de Junho de 1996) foi um escritor e poeta lisboeta licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1951, onde mais tarde, em 1957, foi professor, tendo-se destacado como um dos grandes poetas contemporâneos do Século XX.
Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa

«respostas a perguntas inexistentes (349)» - bagaço amarelo

Uma incerteza certa

Com a vida, aprendemos que o Amor é a certeza mais incerta. Sempre que vivemos um Amor, temos a certeza que ele é tão forte que nunca vai falhar. Até ao dia em que falha, claro.
Podemos repetir a experiência uma, duas, dez ou vinte vezes que não interessa. Sempre que nos apaixonamos e somos correspondidos, o Amor enche-nos a alma de certezas e, mesmo que a nossa História nos diga que o Amor é incerto, não acreditamos. O Amor cega-nos para o podermos ver um bocadinho melhor. Deixamos de ver o que pode correr mal para ver apenas o que pode correr bem. Não podia ser de outra maneira. Se duvidamos do Amor, então é porque não é Amor o que vivemos. Nalguns casos mais intensos, podemos também aprender que o Amor é a incerteza mais certa. Se por acaso vivemos um Amor forte, mas com base na incerteza, podemos ter a certeza que mesmo quando tudo falhar continuaremos a Amar.
E da incerteza da minha vida é a única certeza que tenho.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

A polpa da tua boca