Mesmo à minha frente, uma mulher atravessa a avenida com as mãos nos bolsos dum casaco comprido. Foi a primeira a pisar os traços brancos da passadeira, assim que o semáforo para peões ficou verde, mas vai ser última a chegar à outra margem, aquela em que eu estou petrificado como uma estátua esquecida. Todos os outros transeuntes, apressados, ultrapassaram-na como se estivessem a chegar à meta numa prova de velocidade e agora passam por mim tangendo-me os ombros com toques embrutecidos.
Os motores dos automóveis rosnam como cães raivosos atrás de um portão de ferro, ameaçando avançar com a mesma ânsia.
Apercebo-me agora que todos os que tenho visto na rua parecem estar com pressa para chegar a qualquer lado. Menos ela, claro, que finalmente passa por mim. Trocamos olhares durante dois segundos e ela continua até desaparecer numa esquina qualquer. Foi a única que me viu. Foi a única que eu vi...
Fui história
Faço história, escrevo história
Esqueço as histórias
Provoco sentimentos, provoco história
dou histórias para contar
Dou visões para os olhos
Dou-me
De corpo e alma.
Sem pudores nem amores, eu sou o que sou.
Fui quem fui e quem se orgulha de contar com desdém, não se orgulha da sua
história, pega na minha.
Aqui está, mais uma!
Imagem minha, sem permissão de partilhas, a não ser que faça parte da administração deste blog
Carregando num botão, uma parte da esferográfica abre e levanta-se.
Mais um mecanismo da minha colecção.
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A líder da Associação de Psicólogos Católicos, Maria José Vilaça, afirmou em declarações à edição de novembro da revista Família Cristã que ter um filho homossexual é “como ter um filho toxicodependente. Não vou dizer que é bom”.
Fonte: Observador