18 junho 2017
Caverna Utroba nas montanhas Rhodope, Bulgaria
Caverna Utroba nas montanhas Rhodope, na Bulgária, junto à fronteira com a Turquia. Esculpida à mão há mais de 3000 anos (?), foi redescoberta em 2001.
Os arqueólogos levantam a hipótese de que um altar construído no final da caverna, com cerca de 22 m de profundidade, representa o colo do útero ou o útero.
Ao meio dia, a luz penetra no templo através de uma abertura no tecto, projectando uma imagem de um falo no chão.
Quando o sol está no ângulo certo, no final de Fevereiro ou início de Março, o falo cresce mais e atinge o altar, fertilizando simbolicamente o útero antes da semeadura das culturas de primavera.
Fonte: Mon ami Bernard Perroud
«coisas que fascinam (202)» - bagaço amarelo

Ela descasca uma laranja e diz-me que aquela parte branca, entre a casca e os gomos, é a melhor. Faz bem a tudo, insiste. Eu acabei de abrir uma cerveja e, tendo a garrafa na mão direita, brinco com a carica na mão esquerda. Não sei muito bem a que é a cerveja me faz bem. A não ser, talvez, à alma. Na verdade nunca penso no benefícios dos alimentos que ingiro. Limito-me a ingeri-los e pronto.
- Repete lá isso que disseste. - peço.
- A parte branca da laranja é a melhor...
- Não, não. Antes disso.
- Fugia contigo para um sítio qualquer...
- E que sítio qualquer é esse?
Ela abana os ombros. Por um momento tenho o desejo absurdo de que a minha cerveja nunca mais acabe nem a parte branca da laranja dela. Podíamos ficar aqui os dois, na varanda da casa dela, a olhar para a estrada em silêncio como se esperássemos alguma coisa. Mesmo sem esperar nada, digo.
A primeira linha que um homem e uma mulher podem atravessar juntos não é a do sexo. É a das palavras. Quando aquilo que dizem um ao outro não é óbvio nem claro, mas sim um pântano do qual ambos teimam não abandonar.
A laranja acabou. A cerveja também. Ela é a primeira a levantar-se do sítio qualquer onde nos refugiámos durante alguns minutos. Tem os longos cabelos negros amarrados atrás das costas e põe as cascas no caixote do lixo com a mesma delicadeza de quem guarda um objecto precioso.
- Queres outra cerveja?
- Não, obrigado... - respondo.
- Eu também não quero outra laranja.
É estranho apaixonarmo-nos por uma mulher durante apenas uns minutos, mas é mais estranho percebermos que uma paixão pode durar apenas isso mesmo. O tempo de falarmos um com o outro apenas para sacudirmos a solidão do tempo. Desse tempo nesse lugar qualquer.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Bem visto!

Patife
@FF_Patife no Twitter
17 junho 2017
Senhor Banana
Banana exibicionista… que é uma rolha de garrafa.
Uma brincadeira a juntar-se a muitas outras na minha colecção.





A colecção de arte erótica «a funda São» tem:
> 1.900 livros das temáticas do erotismo e da sexualidade, desde o ano de 1664 até aos nossos dias;
> 4.000 objectos diversos (quadros a óleo e acrílico, desenhos originais, gravuras, jogos, mecanismos e segredos, brinquedos, publicidade, artesanato, peças de design, selos, moedas, postais, calendários, antiguidades, estatuetas em diversos materiais e de diversas proveniências, etc.);
> muitas ideias para actividades complementares, loja e merchandising...
... procura parceiro [M/F]
Quem quiser investir neste projecto, pode contactar-me.
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
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16 junho 2017
Luís Gaspar lê «Presente» de Nuno Júdice
e queria em cada verso o som da tua voz:
depois, queria que o poema tivesse a forma
do teu corpo, e que ao contar cada sílaba
os meus dedos encontrassem os teus,
fazendo a soma que acaba no amor.
Queria juntar as palavras como os corpos
se juntam, e obedecer à única sintaxe
que dá um sentido à vida; depois,
repetiria todas as palavras que juntei
até perderem o sentido, nesse confuso
murmúrio em que termina o amor.
E queria que a cor dos teus olhos e o som
da tua voz saíssem dos meus versos,
dando-me a forma do teu corpo; depois,
dir-te-ia que já não é preciso contar
as sílabas nem repetir as palavras do poema,
para saber o que significa o amor.
Então, dar-te-ia o poema de onde saíste,
como a caixa vazia da memória, e levar-te-ia
pela mão, contando os passos do amor.
Nuno Júdice
Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa
#menageascompras - Ruim
Recebi um convite de duas gajas para fazer uma cena a três com elas. Mesmo à grande. "Uma delas é a minha irmã!". É o vale tudo com estas."Vamos pegar em ti...."
"Sim...e depois?"
"E tu vais esperar com as nossas malas à porta da Mango no Colombo..."
"Uffff... e mais?"
"Depois... uma de nós vai te perguntar qual de dois tops exactamente iguais é que achas mais giro enquanto a outra leva 30 peças para ir vestir ao provador e não comprar nenhuma..."
"Não pares..."
"Três horas nisto... os três!"
"Vocês vão-me f#der todo!"
Ruim
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15 junho 2017
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