30 março 2008
29 março 2008
ainda a propósito do bico crucificado no Murcon...
Com algum atraso, de que me penitencio (mas nem sempre o tempo nos corre como queremos), achei ainda oportuno acrescentar três comentários - três, a conta que Deus fez... - motivados por algumas homilias lidas nos comentários do Murcon, a propósito do cartoon do Raim, referido no título:
1. Nada como fundir o sexo com qualquer credo religioso para fazer saltar à luz do dia as pudicas virgens dos baptistérios, onde vêm refrigerando as suas pudendas partes.
Quando um pénis ou uma vagina tocam, ao de leve, o manto impoluto de uma qualquer santidade do seu areópago de circunstância e conveniência, logo se escutam as cínicas e hipócritas carpideiras, como se o simples acto ao qual cada um de nós deve a vida mais não lhes fosse do que a consumação de pecado original.
1. Nada como fundir o sexo com qualquer credo religioso para fazer saltar à luz do dia as pudicas virgens dos baptistérios, onde vêm refrigerando as suas pudendas partes.
Quando um pénis ou uma vagina tocam, ao de leve, o manto impoluto de uma qualquer santidade do seu areópago de circunstância e conveniência, logo se escutam as cínicas e hipócritas carpideiras, como se o simples acto ao qual cada um de nós deve a vida mais não lhes fosse do que a consumação de pecado original.
Faz-me pensar que, dando origem a tal gente tão avessa à Vida, para esses, sim, tal consumação terá sido um acto falhado! Um fatal caso de orgasmo mal parado.
2. Fico sempre algo perturbado e perplexo quando uma qualquer voz se ergue, não para emitir uma opinião própria sobre uma matéria dada, mas para se erguer contra outrém que tenha emitido a sua própria opinião, criticando ou denegrindo a «ousadia» de ter tido... uma opinião.
Essa é a matriz da intolerância - a que hoje se chama mais, mas mais impropriamente, «fundamentalismo». É o berço dos diversos «ismos» que tentacularmente tentaram e tentam anular o indivíduo, na sua esplêndida diversidade que a todos nos enriquece.
Quem não gostar, que não compre, assim se diz e é muito certo. Nada me obriga a aceitar algo cujo acesso dependa do meu acto voluntário.
Mas a sua criação, sendo alheia a mim, transcende-me, não detendo eu qualquer poder de Verdade que me faculte poderes de definir quem deva viver ou quem deva morrer - falando-se aqui do acto criativo, claro.
2. Fico sempre algo perturbado e perplexo quando uma qualquer voz se ergue, não para emitir uma opinião própria sobre uma matéria dada, mas para se erguer contra outrém que tenha emitido a sua própria opinião, criticando ou denegrindo a «ousadia» de ter tido... uma opinião.
Essa é a matriz da intolerância - a que hoje se chama mais, mas mais impropriamente, «fundamentalismo». É o berço dos diversos «ismos» que tentacularmente tentaram e tentam anular o indivíduo, na sua esplêndida diversidade que a todos nos enriquece.
Quem não gostar, que não compre, assim se diz e é muito certo. Nada me obriga a aceitar algo cujo acesso dependa do meu acto voluntário.
Mas a sua criação, sendo alheia a mim, transcende-me, não detendo eu qualquer poder de Verdade que me faculte poderes de definir quem deva viver ou quem deva morrer - falando-se aqui do acto criativo, claro.
3. Tanto comentário descontextualizado no blog do JMV - o que não o responsabiliza, como é óbvio - faz-me pensar que muitos dos comentaristas ali se albergam apenas para fruirem, a baixo custo, da popularidade do mestre, quais novos apóstolos carentes... Donde resulta, como tanta vez a História nos mostra, que muitos desses apóstolos mal entendem o mestre e desvirtuam os seus sapientíssimos ensinamentos, na sua sanha cega de o protegerem contra os «males» do mundo... protegendo-se, afinal, a si mesmos, acautelando os benefícios da herança.
Beati pauperes spirito, na verdade!
- Nota de rapa-pé: Porventura discutível terá sido a errada atribuição da autoria do poema da Encandescente, por parte de JVM, há não muito tempo, remetendo-a para uma anónima aluna de uma improvável escola, o que não suscitou grandes comentários rectificativos por parte de tão sagazes seguidores... Sic transit gloria mundi, que hoje me está a puxar para as latinices.
Claro que estas opiniões não são especialmente eróticas. Mas são as minhas. E consegui escrever tudo isto, solidário com a São, sem emitir um só juízo de valor em relação ao cartoon do Raim... Ele há coisas!...
(Ah, e a propósito, se algum desses perturbados - que vem aqui sem o confessar ou por «acidente transcendental de digitalização involuntária» - quiser saber da minha verdadeira identidade é só dizer, que eu terei o maior gosto em divulgá-la já que, nestas coisas da liberdade de opinião, a minha vaidade tem poucos ou nenhuns limites)
Mini-diálogo nos comentários deste post
São Rosas - "Um bom cu não tem sexo (dizem)"
The F Word: "Tem o que lá meterem..."
OrCa: "Deixem-me lá ser assim a modos que conservadorzito, nestas matérias à rectaguarda:
sei mal se é despiciendo
ter do orifício um sinal
valendo só ir metendo
que afinal tudo é canal
ter de pêssego a penugem
curvatura a condizer
é melhor do que lanugem
ou músculo duro a roer
enfim haja liberdade
de comer o que se quer
mas cu de homem na verdade
difere bem da mulher
já não falando de coisas
outras mais que à mão vão ter
quando se enlaça pela frente
entalado no esfíncter..."
The F Word: "Tanta, mas tanta razão que tu tens..."
São Rosas: "De onde resulta o clássico grito «ai, filha, que já te atravessei!»"
The F Word: "Tem o que lá meterem..."
OrCa: "Deixem-me lá ser assim a modos que conservadorzito, nestas matérias à rectaguarda:
sei mal se é despiciendo
ter do orifício um sinal
valendo só ir metendo
que afinal tudo é canal
ter de pêssego a penugem
curvatura a condizer
é melhor do que lanugem
ou músculo duro a roer
enfim haja liberdade
de comer o que se quer
mas cu de homem na verdade
difere bem da mulher
já não falando de coisas
outras mais que à mão vão ter
quando se enlaça pela frente
entalado no esfíncter..."
The F Word: "Tanta, mas tanta razão que tu tens..."
São Rosas: "De onde resulta o clássico grito «ai, filha, que já te atravessei!»"
28 março 2008

Bom fim de semana
Foto: Alex Krivtsov
CISTERNA da Gotinha
Revistas com páginas cheias de cola. Qual dos meninos é que deixou a revista toda peganhenta?!
Uma página da AMOCAVIM - Associação dos Moradores do Condomínio e Amigos da Vila Mimosa - bordel do Rio de Janeiro com preocupações sociais: Vila Mimosa
27 março 2008
26 março 2008
Umbiguismo

Há gente que por mais que se lhe diga só vivem para o seu umbigo. Foi o caso daqueles homens que no semáforo entraram pelas portas de trás do carro e vai de me encostarem uma naifa ao pescoço e por mais que lhes dissesse que era mãe solteira e tinha de ir buscar o miúdo à escola e naquele momento não me dava jeito nenhum ser assaltada e violada eles insistiram que eu conduzisse para onde eles indicavam que era mesmo naquela hora que eles se queriam despachar.
Chegados a um descampado para as bandas de Montes Claros lá estacionámos que fartinha de guiar estava eu e ali mesmo no banco do condutor, que fizeram o favor de mo deixar reclinar, lá despejaram os tomates alternadamente, rodando um na função propriamente dita de enchimento, outro à porta à espera de vez e a aquecer o material e o terceiro acantonado no banco de trás com a navalha bem encostadinha ao meu pescoço não fosse dar-se o caso de eu desatar aos pontapés e à chapada à rapaziada.
Chegados a um descampado para as bandas de Montes Claros lá estacionámos que fartinha de guiar estava eu e ali mesmo no banco do condutor, que fizeram o favor de mo deixar reclinar, lá despejaram os tomates alternadamente, rodando um na função propriamente dita de enchimento, outro à porta à espera de vez e a aquecer o material e o terceiro acantonado no banco de trás com a navalha bem encostadinha ao meu pescoço não fosse dar-se o caso de eu desatar aos pontapés e à chapada à rapaziada.
Só depois, apesar de os rapazes até terem sido bastante despachados gastando uns 7 ou 8 minutos ao todo, me vasculharam a mala para sacar o dinheiro e o telemóvel e de seguida, dedicaram-se à velha arte de extrair o auto-rádio que é das melhores peças para vender na candonga e ficaram tão felizes que me deixaram ali sozinha e sem meios para chamar as autoridades, desatando numa correria pelos campos fora sem dizerem sequer um obrigado. Era gente que só pensava em satisfazer as suas necessidades pessoais sem ligar sequer a quem os tinha ajudado. Uns umbiguistas, é o que é.
25 março 2008
«Richardson Mag» - uma funda recomenda São
Que excelente revista on-line! Já vai no terceiro número e sempre com imagens e artigos entesantes (sim, sim, interessantes).
Recomendo uma visita quando tenhas tempo, que há lá muito para ver e ler. Vale a pena.

Richardson Mag - três números disponíveis on-line

A poderosa Jenna Jameson

«A minha vida sexual»

«Casais»

Tera Patrick
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