Revista francesa dos anos 50, com uma página central dupla de uma mulher vestida… em papel vegetal que se remove e a desnuda.
Um passatempo delicioso, na minha colecção.
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
15 novembro 2014
Uma lição histórica sobre vassouras de bruxas
Cravagem [em inglês, Ergot]- Doença de certas gramíneas, especialmente o centeio, causada pelo fungo Claviceps purpurea, que origina o apodrecimento da espiga antes da maturação.
A intoxicação humana devido ao consumo de pão de centeio feito a partir de grãos infectados pela cravagem era comum na Europa da Idade Média. Desde a Idade Média, doses controladas de cravagem foram usadas para induzir o aborto e para parar o sangramento materno após o parto. Kykeon, a bebida consumida pelos participantes do antigo culto grego dos Mistérios de Elêusis, pode ter sido baseada em alucinógenos da cravagem do centeio. A dietilamida do ácido lisérgico (LSD) é um alucinógeno potente, que foi sintetizado pela primeira vez a partir de alcalóides da cravagem do centeio pelo químico suíço, Albert Hofmann, em 1938.
Bernard Perroud
14 novembro 2014
Rogério Skylab - «Skylab IX ao vivo - Eu chupo meu pau»
"Eu me olho.
Eu te olho?
Não, eu me olho.
O olho é seu?
Não, o olho é meu.
Se fosse fácill se olhar
Quem diria EU?
Eu me olho.
Eu te olho?
Não, eu me olho.
O olho é seu?
Não, o olho é meu !!!!!
Eu chupo meu pau.
Eu chupo seu pau?
Não, eu chupo meu pau.
O pau é seu?
Não, o pau é meu.
Se fosse fácil chupar o próprio pau
Cada um chupava o seu.
Eu chupo o meu pau.
Eu chupo o seu pau?
Não, eu chupo o meu pau.
O pau é seu?
Não, o pau é meu !!!!!
Eu me mato.
Eu te mato?
Não, eu me mato.
A morte é sua?
Não, a morte é minha.
Se fosse fácil se matar,
Todo mundo morria.
Eu me mato.
Eu te mato?
Não, eu me mato.
A morte é sua?
Não, a morte é minha !!!!!!
Eu chupo meu pau.
Eu chupo seu pau?
Não, eu chupo meu pau.
O pau é seu?
Não, o pau é meu.
Se fosse fácil chupar o próprio pau
Cada um chupava o seu.
Eu chupo o meu pau.
Eu chupo o seu pau?
Não, eu chupo o meu pau.
O pau é seu?
Não, o pau é meu !!!!!
Eu me drogo.
Eu te drogo?
Não, eu me drogo.
A droga é sua?
Não, a droga é minha.
Se fosse fácil se drogar,
Quem não se drogaria?
Eu me drogo,
Eu te drogo?
Não, eu me drogo.
A droga é sua?
Não, a droga é minha !!!!!!
Eu me olho.
Eu te olho?
Não, eu me olho.
O olho é seu?
Não, o olho é meu.
Se fosse fácill se olhar
Quem diria EU?
Eu me olho.
Eu te olho?
Não, eu me olho.
O olho é seu?
Não, o olho é meu !!!!!"
Eu te olho?
Não, eu me olho.
O olho é seu?
Não, o olho é meu.
Se fosse fácill se olhar
Quem diria EU?
Eu me olho.
Eu te olho?
Não, eu me olho.
O olho é seu?
Não, o olho é meu !!!!!
Eu chupo meu pau.
Eu chupo seu pau?
Não, eu chupo meu pau.
O pau é seu?
Não, o pau é meu.
Se fosse fácil chupar o próprio pau
Cada um chupava o seu.
Eu chupo o meu pau.
Eu chupo o seu pau?
Não, eu chupo o meu pau.
O pau é seu?
Não, o pau é meu !!!!!
Eu me mato.
Eu te mato?
Não, eu me mato.
A morte é sua?
Não, a morte é minha.
Se fosse fácil se matar,
Todo mundo morria.
Eu me mato.
Eu te mato?
Não, eu me mato.
A morte é sua?
Não, a morte é minha !!!!!!
Eu chupo meu pau.
Eu chupo seu pau?
Não, eu chupo meu pau.
O pau é seu?
Não, o pau é meu.
Se fosse fácil chupar o próprio pau
Cada um chupava o seu.
Eu chupo o meu pau.
Eu chupo o seu pau?
Não, eu chupo o meu pau.
O pau é seu?
Não, o pau é meu !!!!!
Eu me drogo.
Eu te drogo?
Não, eu me drogo.
A droga é sua?
Não, a droga é minha.
Se fosse fácil se drogar,
Quem não se drogaria?
Eu me drogo,
Eu te drogo?
Não, eu me drogo.
A droga é sua?
Não, a droga é minha !!!!!!
Eu me olho.
Eu te olho?
Não, eu me olho.
O olho é seu?
Não, o olho é meu.
Se fosse fácill se olhar
Quem diria EU?
Eu me olho.
Eu te olho?
Não, eu me olho.
O olho é seu?
Não, o olho é meu !!!!!"
«Elementos» - João
"Com todo o ar que o rodeia, é como se já nenhum houvesse que lhe chegasse aos pulmões. Ofegante, pisando o último degrau daquela longa escadaria, desde o sopé, montanha acima, espaço de peregrinações, sacrifícios, buscas interiores. Há toda a paisagem à sua frente, a respiração ainda apressada, os pulmões a pedir-lhe ar a todo o custo e os músculos a dar de si, o corpo quase em queda, e toda a paisagem à sua frente, as nuvens já tão perto dele, o nevoeiro arrastado pelo vento, e agora os dois pés bem assentes naquele degrau. Os braços apoiados na cintura, que até as mãos lhe pesam, a roupa pesa-lhe, tudo é pesado, dorido, sofrido, sangrado. E poucos passos à frente um banco talhado em pedra. Despido de ornamentos, nada à espera, ninguém à espera, só ele, as nuvens, a paisagem, o nevoeiro, tudo à sua frente, olhos abertos a custo, coração apressado.
Arrastou-se mais esses metros, de joelhos a querer falhar, de pés a arrastar no chão, com o ar a ser inalado a custo, até se sentar nesse pequeno banco. Costas apoiadas na rocha, pés juntos, mãos ao lado das coxas doridas, e o olhar lá longe, perdido num horizonte distante, imperceptível, mal definido, mascarado em névoa, e a respiração a pouco e pouco a voltar ao normal, e saber o que aí vinha, saber para o que havia subido a montanha. E num momento o vento enfurece-se com ele, e o que a princípio apenas movia nevoeiro e fazia ondular as folhas de árvores dispersas, começa agora a agredir-lhe a face, e levantam-se já no ar pequenos ramos, pequenos paus caídos e secos no chão, as nuvens começam a fechar-se sobre ele, não é o chão que se ergue ao céu, é o céu que desaba no seu corpo, retiram-se ao chão as pedras que o vento projecta, é como tornado que o abraça e tudo roda à volta dele, embatem destroços no rosto, protege-se como pode, mas os cortes sucedem-se, sangra já do rosto, repetem-se equimoses no corpo que as vestes não evitam, começa a sentir-se levitar, o vento arranca-o do banco talhado em pedra, os elementos castigam-no, batem-lhe, cai pesado granizo sobre ele, é sacudido no ar, entre o cinzento das nuvens, partem-se-lhe ossos, perde consciência e cai desamparado não sabe bem onde daquele topo da montanha.
E desiste o vento, todo o rugir cessa e toma posse o silêncio, as pedras, as folhas, os paus, todos os fragmentos de toda e qualquer coisa que o vento agitava em torno dele, contra ele, cedem à gravidade e aterram, preenchem o chão, ocupam o espaço desordenado, o nevoeiro dissipa e começa a sentir-se calor, há sol que fura as nuvens, há calma, há o corpo dele arremessado, ainda vivo, ainda consciente, imóvel, sujo, de olhar fixo no azul que o céu sobre ele já tem. Há um ruído ligeiro, de passos que pisam o chão e fazem rolar pedras, fazem estalar ramos. Há um cheiro diferente, um perfume que lhe penetra um nariz partido, há uma sombra que se desenha sobre o corpo dele, que se debruça sobre ele e lhe segura a mão. E há a paisagem toda, e os degraus todos, a escadaria de peregrinações, de epifanias, e dois corpos lá no topo, e as mãos, as mãos dele junto ao corpo, e as outras a percorrer-lhe o cabelo e o rosto, e as lágrimas pesadas que se precipitam sobre ele a lavá-lo do sangue e da poeira, e o horizonte tão límpido, e tudo tão claro, e eles ali, peregrinos, fechados um no outro, a sentir tudo ao mesmo tempo."
João
Geografia das Curvas
Ambiente
Arrastou-se mais esses metros, de joelhos a querer falhar, de pés a arrastar no chão, com o ar a ser inalado a custo, até se sentar nesse pequeno banco. Costas apoiadas na rocha, pés juntos, mãos ao lado das coxas doridas, e o olhar lá longe, perdido num horizonte distante, imperceptível, mal definido, mascarado em névoa, e a respiração a pouco e pouco a voltar ao normal, e saber o que aí vinha, saber para o que havia subido a montanha. E num momento o vento enfurece-se com ele, e o que a princípio apenas movia nevoeiro e fazia ondular as folhas de árvores dispersas, começa agora a agredir-lhe a face, e levantam-se já no ar pequenos ramos, pequenos paus caídos e secos no chão, as nuvens começam a fechar-se sobre ele, não é o chão que se ergue ao céu, é o céu que desaba no seu corpo, retiram-se ao chão as pedras que o vento projecta, é como tornado que o abraça e tudo roda à volta dele, embatem destroços no rosto, protege-se como pode, mas os cortes sucedem-se, sangra já do rosto, repetem-se equimoses no corpo que as vestes não evitam, começa a sentir-se levitar, o vento arranca-o do banco talhado em pedra, os elementos castigam-no, batem-lhe, cai pesado granizo sobre ele, é sacudido no ar, entre o cinzento das nuvens, partem-se-lhe ossos, perde consciência e cai desamparado não sabe bem onde daquele topo da montanha.
E desiste o vento, todo o rugir cessa e toma posse o silêncio, as pedras, as folhas, os paus, todos os fragmentos de toda e qualquer coisa que o vento agitava em torno dele, contra ele, cedem à gravidade e aterram, preenchem o chão, ocupam o espaço desordenado, o nevoeiro dissipa e começa a sentir-se calor, há sol que fura as nuvens, há calma, há o corpo dele arremessado, ainda vivo, ainda consciente, imóvel, sujo, de olhar fixo no azul que o céu sobre ele já tem. Há um ruído ligeiro, de passos que pisam o chão e fazem rolar pedras, fazem estalar ramos. Há um cheiro diferente, um perfume que lhe penetra um nariz partido, há uma sombra que se desenha sobre o corpo dele, que se debruça sobre ele e lhe segura a mão. E há a paisagem toda, e os degraus todos, a escadaria de peregrinações, de epifanias, e dois corpos lá no topo, e as mãos, as mãos dele junto ao corpo, e as outras a percorrer-lhe o cabelo e o rosto, e as lágrimas pesadas que se precipitam sobre ele a lavá-lo do sangue e da poeira, e o horizonte tão límpido, e tudo tão claro, e eles ali, peregrinos, fechados um no outro, a sentir tudo ao mesmo tempo."
João
Geografia das Curvas
Ambiente
13 novembro 2014
"Drona-me! Drona-me com força!!!"
Está aí o primeiro filme pornográfico filmado com recurso a câmaras instaladas em drones. Chama-se "Drone Boning" e começou por ser idealizado após um comentário sobre as questões de privacidade relacionadas com imagens de pessoas nuas ou a fazer sexo captadas inadvertidamente por drones com câmaras. A ideia rapidamente passou a um conceito para um filme pornográfico em que a intenção dos autores foi - citamos - «filmar belas paisagens... e colocar nelas pessoas a foder».
Um artigo do site "Motherboard" tem mais pormenores sobre este filme, no link abaixo.
[ http://motherboard.vice.com/read/the-first-drone-shot-porn-is-beautiful-nsfw ]
Postalinho do mar
"Pepino do mar a verter águas.
Ouvi no rádio que na Ria Formosa criam destes, os chineses gostam...
Também lhe chamam caralho do mar... kkkkk"
São P.
Ouvi no rádio que na Ria Formosa criam destes, os chineses gostam...
Também lhe chamam caralho do mar... kkkkk"
São P.
Lote de 4 maços de poemas eróticos
Poemas eróticos enrolados como se fossem cigarros.
Na minha colecção há muita poesia... e não só em livros.
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
Na minha colecção há muita poesia... e não só em livros.
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
12 novembro 2014
«respostas a perguntas inexistentes (286)» - bagaço amarelo

Antes disso já me tinha apaixonado algumas vezes, sempre para sempre. Foi nesse período que algumas pessoas me tentaram informar da verdade do Amor, colocando-me uma mão no ombro e dizendo-me com alguma pena que o Amor nunca é para a vida. Ainda hoje acho que isso não se faz. Há coisas que tem que ser a experiência a ensinar-nos. Não um pai, com medo do nosso sofrimento.
Do pouco que sei é que um Amor é melhor quando é para sempre, mesmo que dure um só dia. Muito melhor do que um Amor a prazo que dura uma eternidade.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
11 novembro 2014
«[lua]» - Susana Duarte
nascida da noite e da tempestade de chuvas antigas
de noites esquecidas,
vim de ti. vim das névoas das dúvidas
dos corpos dos braços
e de mil embaraços que residem nos olhares
nos sentires
no amar.
nascida da lua crescente
luzente de poeiras marinhas e de sonhos,
olho-te redonda e sei que as etéreas aragens das nuvens
me flutuam
e navegam. vejo-te crescente, lua eterna
e indigente de solares noites,
onde saúdas o mar e te sabes Mulher. lua incandescente,
de brilho opalescente e nú. vejo-te os ombros
de dama encantada e percebo a alva
aurora de rosa inflamada.
sei de onde venho. venho das noites onde és
inclemente na luz que emanas eterna
potente LUA
onde o sonho
flutua e me toca os seios
e me toca os dedos e me toca
os dedos e
me toca os olhos
e me beija os olhos
e me sabe os segredos.
plenilúnio de canteiros de flores amarrotadas
por um beijo amarrotadas
pelo desejo de encontrar, em ti,
um leito onde
possa .ficar.
Susana Duarte
Blog Terra de Encanto
de noites esquecidas,
vim de ti. vim das névoas das dúvidas
dos corpos dos braços
e de mil embaraços que residem nos olhares
nos sentires
no amar.
nascida da lua crescente
luzente de poeiras marinhas e de sonhos,
olho-te redonda e sei que as etéreas aragens das nuvens
me flutuam
e navegam. vejo-te crescente, lua eterna
e indigente de solares noites,
onde saúdas o mar e te sabes Mulher. lua incandescente,
de brilho opalescente e nú. vejo-te os ombros
de dama encantada e percebo a alva
aurora de rosa inflamada.
sei de onde venho. venho das noites onde és
inclemente na luz que emanas eterna
potente LUA
onde o sonho
flutua e me toca os seios
e me toca os dedos e me toca
os dedos e
me toca os olhos
e me beija os olhos
e me sabe os segredos.
plenilúnio de canteiros de flores amarrotadas
por um beijo amarrotadas
pelo desejo de encontrar, em ti,
um leito onde
possa .ficar.
Susana Duarte
Blog Terra de Encanto
Mulher abraçada a um falo
Estatueta da Ásia, esculpida em madeira, agarradinha à minha colecção.
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
10 novembro 2014
«respostas a perguntas inexistentes (285)» - bagaço amarelo

Quem é que compreende o fim de um Amor? Ninguém, porque o fim de um Amor é a antítese do próprio Amor. Quando acontece, ninguém consegue explicar porquê.
Uma vez viveu com um homem, diz ela. Admirava-o e mudou-se para casa dele. Quando a admiração acabou tornou a mudar de casa. Alugou um T0 no centro da cidade e comprou uma mobília de sala que também é uma mobília de quarto. Foi tudo. No Amor nunca é assim. Quando nos mudamos trazemos a tristeza connosco, muito mais pesada e difícil de mudar do que a mobília.
Já lhe disse que gostava de ser como ela. Repeti-o quando há uns dias me convidou para dividir uma garrafa de vinho, mais uns bifes e algum arroz. No fim do jantar, quando me sentei no sofá que também é uma cama, disse-me que me admira. Perguntei-lhe porquê e respondeu-me que é pela minha capacidade de sofrer com o Amor.
Ora bolas!
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
09 novembro 2014
Luís Gaspar lê «Poética» de Manuel Bandeira
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor.
Estou farto do lirismo que para e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo o lirismo que capitula ao que quer que seja
fora de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes
maneiras de agradar às mulheres, etc
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
Manuel Bandeira
Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa
Paquiderme caga-tacos
[© Botero]
Em bom português, dir-se-ia que os rinocerontes são uns caga-tacos: cabeças grandes, corpulentos e de pernas curtas. No entanto, sempre foram muito cobiçados pelos seus chifres, afamado afrodisíaco que na verdade são excrescências da pele.
Como vivem cerca de 50 anos e atingem a maturidade sexual entre os 6 e os 10 anos têm algumas décadas para as corridas de camiões que caracterizam o seu ritual de acasalamento. Perseguem-se alegremente um ao outro em alta velocidade, entrecruzam os chifres como os copos dos noivos no copo-de-água e bramem apaixonadamente como uma pujante buzina de um camião TIR.
Na época de engate, o par de paquidermes permanece junto durante um período que pode ir de uma semana até 4 meses, findo o qual a fêmea abandona o território do macho, bem marcado por pilhas de urina e excrementos até um metro de altura.
Como vivem cerca de 50 anos e atingem a maturidade sexual entre os 6 e os 10 anos têm algumas décadas para as corridas de camiões que caracterizam o seu ritual de acasalamento. Perseguem-se alegremente um ao outro em alta velocidade, entrecruzam os chifres como os copos dos noivos no copo-de-água e bramem apaixonadamente como uma pujante buzina de um camião TIR.
Na época de engate, o par de paquidermes permanece junto durante um período que pode ir de uma semana até 4 meses, findo o qual a fêmea abandona o território do macho, bem marcado por pilhas de urina e excrementos até um metro de altura.
08 novembro 2014
Sexo é movimento... e tempo
Relógios de parede da minha colecção.
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
07 novembro 2014
«Dash dot dash» - João
"Olha que eu não me aguento, avisei, olha que se me deitas a mão eu não me aguento, não posso mais contigo e nem tiras proveito, que me venho logo, que rebento, e o caralho feito em pedra e a tua cona a salpicar-me e tu sem piedade sobre mim como se eu fosse passadeira rolante, e deslizas sem atrito, frenética, numa dança rebelde, e eu a dizer-te que não há igual a isto e tu a dizer-me que me venha, vem-te, vem-te, e tu a vires-te e nós a dançar, e o mundo a passar devagarinho lá fora e nós cá dentro, e eu dentro de ti, e o suor a escorrer, a roupa caída, colada, mal arranjada, os rostos alterados do prazer e o castigo, o meu caralho castigado, amassado, cavalgado e tu a vires-te e eu a dizer-te que não me aguento, que não me dás descanso, que te arriscas a que me venha logo, e passam minutos nisto e coleccionamos murmúrios e despejo-me na tua cona, esvazio-me, não me aguento mais e agarro-te com força, encostas-te a mim, e abraço-te, tapo-te, aqueço-te no calor que já é demasiado, e as minhas mãos nas tuas costas, e as minhas mãos no teu cabelo, e a tua cabeça no meu ombro, e estas almas ofegantes, estes corpos fatigados, e isto tudo foda-se, isto tudo nesta bolha que se condensa e nos segura, e nós a sublimar, e nós a sofrer, dos dedos dos pés ao infinito da alma e eu não me aguento, olha que não me aguento, e se me deitas a mão não sei que faça, não sei que te faça, só sei que não vai ser bonito de se ver, que vais ficar negra, e eu vou ficar negro, partidos, estilhaçados, e feitos parvos ainda a sorrir, salpicados, molhados, com trejeitos e olhares malandros a pensar next."
João
Geografia das Curvas
João
Geografia das Curvas
06 novembro 2014
Lote de 4 revistas «Charlie»
Revista francesa de humor e banda desenhada - números 65 (Junho de 1974), 69 (Outubro de 1974), 105 (Outubro de 1977) e 124 (Maio de 1979), que fazem parte da minha colecção.
Em estado de uso, com lombadas gastas e capas soltas. Na Nº 69 faltam páginas 43 a 54.
Com interesse para a colecção: Nº 65 (Junho de 1974) - capa, pp. 3 a 10, 21 a 24, 30, 40 a 56, 84 a 97, contracapa; Nº 69 (Outubro de 1974) - 12 a 20, 26, 41 a 56 (faltam páginas 43 a 54); Nº 105 (Outubro de 1977) - capa e contracapa, 3 a 922 a 25, 38, 41 a 48, 58 a 96, 97; Nº 124 (Maio de 1979) - capa e contracapa, 2, 7 a 12, 45 a 51, 52 a 57, 58.
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
Em estado de uso, com lombadas gastas e capas soltas. Na Nº 69 faltam páginas 43 a 54.
Com interesse para a colecção: Nº 65 (Junho de 1974) - capa, pp. 3 a 10, 21 a 24, 30, 40 a 56, 84 a 97, contracapa; Nº 69 (Outubro de 1974) - 12 a 20, 26, 41 a 56 (faltam páginas 43 a 54); Nº 105 (Outubro de 1977) - capa e contracapa, 3 a 922 a 25, 38, 41 a 48, 58 a 96, 97; Nº 124 (Maio de 1979) - capa e contracapa, 2, 7 a 12, 45 a 51, 52 a 57, 58.
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
05 novembro 2014
«conversa 2109» - bagaço amarelo

(ao telefone)
Ela - Preciso que venhas a minha casa partilhar uma garrafa de vinho branco. Já!
Eu - Sentes-te só?
Ela - Não. Sinto-me bêbeda e não a quero beber toda.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
04 novembro 2014
«afluentes» - Susana Duarte
os afluentes da noite são ecos soltos sobre mim.
de ti, nada mais resta, senão a imagem que guardei no corpo.
os rios que me navegavam eram, apenas, ecos das águas.
e o meu corpo guardou-te, para te perder depois.
sobram ecos esquálidos das vozes com que me preenchias.
não ficaste e, todavia, esperei por ti. lívida, cadáver vivo
que se desfaz em cada uma das tuas palavras, eco
adiado dos meus anseios. os afluentes da noite são rios
sem voz. perdeste os meus gritos. perdeste a foz.
nada te resta, senão olhar-me de longe. sabes que habito
outro plano, o do dia e da luz com que prossigo, todavia,
sobre as flores submarinas. nada te resta, senão as lágrimas
e o arrependimento. talvez possas ressurgir, noutras vestes,
noutros seixos. mas serás sempre a sombra, a vida incompleta
que se declina nos lugares que já não procuro.
Susana Duarte
Blog Terra de Encanto
de ti, nada mais resta, senão a imagem que guardei no corpo.
os rios que me navegavam eram, apenas, ecos das águas.
e o meu corpo guardou-te, para te perder depois.
sobram ecos esquálidos das vozes com que me preenchias.
não ficaste e, todavia, esperei por ti. lívida, cadáver vivo
que se desfaz em cada uma das tuas palavras, eco
adiado dos meus anseios. os afluentes da noite são rios
sem voz. perdeste os meus gritos. perdeste a foz.
nada te resta, senão olhar-me de longe. sabes que habito
outro plano, o do dia e da luz com que prossigo, todavia,
sobre as flores submarinas. nada te resta, senão as lágrimas
e o arrependimento. talvez possas ressurgir, noutras vestes,
noutros seixos. mas serás sempre a sombra, a vida incompleta
que se declina nos lugares que já não procuro.
Susana Duarte
Blog Terra de Encanto
Luxúria
Estatueta em barro que faz parte da série 7 pecados mortais de Júlia Ramalho, uma artista de Barcelos pela qual tenho um carinho muito especial.
Uma das várias peças da Júlia Ramalho na minha colecção.
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
Uma das várias peças da Júlia Ramalho na minha colecção.
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
03 novembro 2014
«pensamentos catatónicos (314)» - bagaço amarelo

É em nome do futuro que vamos esquecendo o presente. Todos vivemos em função do amanhã, mas quando ele chega transforma-se apenas num novo hoje de esperança. Nunca somos felizes, porque optamos por uma tristeza que nos pode trazer a felicidade num tempo que ainda não chegou. É assim na política, no trabalho, na educação e em tudo o que vamos fazendo. O futuro é a cenoura à frente do burro.
A única excepção é o Amor e, a espaços, uma cerveja com amigos na esplanada de um bar.
O Amor está sempre encostado à parede. Ou nos traz felicidade a cada momento que passa ou então não presta enquanto Amor. Ninguém, como na vida, se entrega a um Amor que não existe com a esperança que venha a existir no futuro.
E eu sempre estive com o José Mário Branco, que na canção histórica "FMI" canta assim: Eu sou parvo ou quê? Quero ser feliz porra, quero ser feliz agora, que se foda o futuro.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
02 novembro 2014
Luís Gaspar lê «A sereia das pernas tortas» de Adília Lopes
Era uma vez uma mulher que tão depressa era feia como era bonita.
Quando era bonita, as pessoas diziam-lhe:
— Eu amo-te.
E iam com ela para a cama e para a mesa.
Quando era feia, as mesmas pessoas diziam-lhe:
— Não gosto de ti.
E atiravam-lhe com caroços de azeitona à cabeça.
A mulher pediu a Deus:
— Faz-me bonita ou feia de uma vez por todas e para sempre.
Então Deus fê-la feia.
A mulher chorou muito porque estava sempre a apanhar com caroços de azeitona e a ouvir coisas feias. Só os animais gostavam sempre dela, tanto quando era bonita como quando era feia como agora que era sempre feia. Mas o amor dos animais não lhe chegava. Por isso deitou-se a um poço. No poço, estava um peixe que comeu a mulher de um trago só, sem a mastigar.
Logo a seguir, passou pelo poço o criado do rei, que pescou o peixe.
Na cozinha do palácio, as criadas, a arranjarem o peixe, descobriram a mulher dentro do peixe. Como o peixe comeu a mulher mal a mulher se matou e o criado pescou o peixe mal o peixe comeu a mulher e as criadas abriram o peixe mal o peixe foi pescado pelo criado, a mulher não morreu e o peixe morreu.
As criadas e o rei eram muito bonitos. E a mulher ali era tão feia que não era feia. Por isso, quando as criadas foram chamar o rei e o rei entrou na cozinha e viu a mulher, o rei apaixonou-se pela mulher.
— Será uma sereia? — perguntaram em coro as criadas ao rei.
— Não, não é uma sereia porque tem duas pernas, muito tortas, uma mais curta do que a outra — respondeu o rei às criadas.
E o rei convidou a mulher para jantar.
Ao jantar, o rei e a mulher comeram o peixe. O rei disse à mulher quando as criadas se foram embora:
— Eu amo-te.
Quando o rei disse isto, sorriu à mulher e atirou-lhe com uma azeitona inteira à cabeça. A mulher apanhou a azeitona e comeu-a. Mas, antes de comer a azeitona, a mulher disse ao rei:
— Eu amo-te.
Depois comeu a azeitona. E casaram-se logo a seguir no tapete de Arraiolos da casa de jantar.
Adília Lopes
Adília Lopes, pseudónimo literário de Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira, (Lisboa, 20 de Abril de 1960) é uma poetisa, cronista e tradutora portuguesa. Filha de uma bióloga assistente de Botânica na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e de um professor do ensino secundário, Adília Lopes cursou Física na Universidade de Lisboa, licenciatura que abandonou, quase completa, devido a uma psicose esquizo-afectiva, doença da qual sempre falou abertamente, fosse na sua poesia, crónicas, conferências ou entrevistas a meios de comunicação social.
Quando era bonita, as pessoas diziam-lhe:
— Eu amo-te.
E iam com ela para a cama e para a mesa.
Quando era feia, as mesmas pessoas diziam-lhe:
— Não gosto de ti.
E atiravam-lhe com caroços de azeitona à cabeça.
A mulher pediu a Deus:
— Faz-me bonita ou feia de uma vez por todas e para sempre.
Então Deus fê-la feia.
A mulher chorou muito porque estava sempre a apanhar com caroços de azeitona e a ouvir coisas feias. Só os animais gostavam sempre dela, tanto quando era bonita como quando era feia como agora que era sempre feia. Mas o amor dos animais não lhe chegava. Por isso deitou-se a um poço. No poço, estava um peixe que comeu a mulher de um trago só, sem a mastigar.
Logo a seguir, passou pelo poço o criado do rei, que pescou o peixe.
Na cozinha do palácio, as criadas, a arranjarem o peixe, descobriram a mulher dentro do peixe. Como o peixe comeu a mulher mal a mulher se matou e o criado pescou o peixe mal o peixe comeu a mulher e as criadas abriram o peixe mal o peixe foi pescado pelo criado, a mulher não morreu e o peixe morreu.
As criadas e o rei eram muito bonitos. E a mulher ali era tão feia que não era feia. Por isso, quando as criadas foram chamar o rei e o rei entrou na cozinha e viu a mulher, o rei apaixonou-se pela mulher.
— Será uma sereia? — perguntaram em coro as criadas ao rei.
— Não, não é uma sereia porque tem duas pernas, muito tortas, uma mais curta do que a outra — respondeu o rei às criadas.
E o rei convidou a mulher para jantar.
Ao jantar, o rei e a mulher comeram o peixe. O rei disse à mulher quando as criadas se foram embora:
— Eu amo-te.
Quando o rei disse isto, sorriu à mulher e atirou-lhe com uma azeitona inteira à cabeça. A mulher apanhou a azeitona e comeu-a. Mas, antes de comer a azeitona, a mulher disse ao rei:
— Eu amo-te.
Depois comeu a azeitona. E casaram-se logo a seguir no tapete de Arraiolos da casa de jantar.
Adília Lopes
Adília Lopes, pseudónimo literário de Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira, (Lisboa, 20 de Abril de 1960) é uma poetisa, cronista e tradutora portuguesa. Filha de uma bióloga assistente de Botânica na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e de um professor do ensino secundário, Adília Lopes cursou Física na Universidade de Lisboa, licenciatura que abandonou, quase completa, devido a uma psicose esquizo-afectiva, doença da qual sempre falou abertamente, fosse na sua poesia, crónicas, conferências ou entrevistas a meios de comunicação social.
Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa
Ah leoa!

Há quem diga que os leões são uns preguiçosos já que enquanto as leoas vão à caça para alimentar as barriguinhas eles ficam pachorrentamente a fazer umas sonecas à sombra das suas jubas e raramente as acompanham.
Outros há que contra-argumentam que eles precisam de poupar forças porque as leoas são muito exigentes na cama. A questão é que no período de acasalamento mensal, que dura de 2 a 5 dias, as leoas precisam de fazer sexo umas 50 vezes ao dia, seja de dia ou de noite e, vivendo em bando, elas tendem a ter cio todas ao mesmo tempo, razão para se julgar que daqui nasceu o epíteto de rei das selvas.
Outros há que contra-argumentam que eles precisam de poupar forças porque as leoas são muito exigentes na cama. A questão é que no período de acasalamento mensal, que dura de 2 a 5 dias, as leoas precisam de fazer sexo umas 50 vezes ao dia, seja de dia ou de noite e, vivendo em bando, elas tendem a ter cio todas ao mesmo tempo, razão para se julgar que daqui nasceu o epíteto de rei das selvas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



























