E como não São egoístas, até explicam como podem adaptar o cartaz às vossas necessidades: "basta no endereço escreverem o que quiserem (usando %20 para os espaços) que o dançarino nudista mostra".
31 março 2005
Que bela prenda de Páscoa!
A Madr e o filhote (abençoada mãe que tal filho tãe) presentearam-me com esta
manifesta São (com som)
E como não São egoístas, até explicam como podem adaptar o cartaz às vossas necessidades: "basta no endereço escreverem o que quiserem (usando %20 para os espaços) que o dançarino nudista mostra".
E como não São egoístas, até explicam como podem adaptar o cartaz às vossas necessidades: "basta no endereço escreverem o que quiserem (usando %20 para os espaços) que o dançarino nudista mostra".
30 março 2005
Água
São, sabes que tenho andado a pensar que a água desempenha um papel essencial nas relações sexuais. Lembrei-me de alguns homens que mal acabam o acto se precipitam para debaixo do duche; daqueles que terminam o coito para num ápice irem à cozinha beber um copo de água e de uns outros, mais raros é certo, que nos preliminares vão esfregando o pénis com água.Eu sei que grande parte do nosso corpo é composto por água mas o que me parece absurdo é a corrida desenfreada em busca da água.
Julgo que no primeiro caso, facilitaria muito só se ter relações sexuais dentro de uma banheira, com o duche a correr ou o jacuzzi ligado para a seguir, se poder ir para a cama dormir descansadamente.
Depois, São, na minha opinião, a desidratação provocada pela cópula é facilmente resolúvel com um jarro de água e um copo à nossa beira. De preferência de plástico, não vá o diabo ou qualquer parte do nosso corpito, tecê-las. Ou então, sobretudo para os outros locais que não as habituais quatro paredes, pode-se sempre usar as garrafinhas de água de meio litro ou as bebidas isotónicas consumidas pelos maratonistas.
E no outro caso que mencionei?... Ah, São, parece-me mais sugestivo o uso de doses maciças de creme nívea ou vaselina. Ou de qualquer elemento untuoso mais comestível, como a manteiga ou o chantilly. A não ser que se queira ter um boxeur, com uma toalha encharcada de água pendurada na haste, abaixo da cabeça, para reutilizar sempre que necessário.
29 março 2005
Chegada
Chego e digo, estou aqui
Mas antes de chegar já tu me pressentes
Já tu adivinhas o meu chegar
E no corpo já me sentes
E o teu corpo é íman e radar
Que me localiza no espaço
Que me atrai para os teus braços
Que me prendem num abraço
Que é o ponto de partida
Para o ponto de chegada
E entre um ponto e outro ponto
O teu corpo é a resposta
Ao que o meu corpo ao teu pergunta
Alguma vez parti de ti?
Alguma vez estive ausente
Não é o teu corpo morada do meu
E por isso me adivinhas
E por isso me pressentes?
Encandescente
28 março 2005
Pornografia
A American Apparel aposta em campanhas publicitárias provocadoras, que geram alguma polémica e sofrem acusações de serem pornográficas.
O que diz a American Apparel sobre tudo isto?
Perguntam: Há algo de errado em celebrar o sexo e a atracção sexual das mulheres?
As opiniões sobre o sexo variam entre a pura e simples procriação e uma actividade recreativa agradável.
A sociedade parece aceitar a violência como entretenimento mas esconde-se com vergonha do sexo como forma de entretenimento.
Sabemos que o sexo é essencialmente sobre a vida e a violência incide mais sobre a morte. Tu escolhes.
Perante a profundidade da temática, ao OrCa deu-lhe para uma reflexão pós-metafísica:
Pôr no gráfico o meu sexo?
Ou ir ó (teu) cu num acesso
Premeditado ou perplexo
Só p'ra atingir o sucesso?
E o sexo é só sexo
Erótico? Pornográfico? Isso
É o menos. Amplexo
Do eco desse desejo
Que nasce em nós como um beijo
E cresce com a cor da vida
Mas na outra, na violência
Nada tem afinal nexo
Puta, cabra e mentirosa
Que da grandeza da rosa
Colhe o espinho funesto...
Que nisto da violência
Há por trás muita fominha
Não que lhe falte galinha
Sobra-lhe é a abstinência...
Quando os pintelhos encravam
Ai Mena, hoje de manhãzinha vesti um daqueles vestidos pretos colantes, os chamados Come-me!-Come-me! e não é que a porcaria do fecho éclair se encalacrou todo ?!... Como tu dizes, há dias que até os pintelhos encravam!...
Imagina tu que já antes, estava eu com todo o cuidadinho a calçar a meia esquerda, sentada na borda da tampa da sanita quando o gato me saltou para o colo e com a unha, zás, conseguiu uma recta perfeitinha de alto a baixo.Vai daí, Mena, telefonei para o trabalho desculpando-me com uma falta de água para o banho, enfiei estas calças de ganga e o camisolão de lã e aqui me tens.
Eu já desde ontem que não me sentia nada bem. Vê lá tu que me fui rapar, de espuma de barbear e gilette em punho e descobri pelo espelhinho que tinha dois pintelhitos brancos. Completamente brancos, Mena!... É que na cabeça podemos puxá-los, fazer madeixas ou pintá-los com as cores que nos apetecer, agora ali... Deu-me umas ganas que desatei com a lâmina para cima e para baixo, tipo corta-relva num estádio e com tal força, que fiquei que nem o Cristo do filme do Mel Gibson.
E aí Mena, senti umas saudades daquele publicitário que adorava cabelinhos encaracolados, para se encostar a mim frente ao espelho, a admirar um ser com duas cabeças sobrepostas, quatro braços, umas mamas e um pénis.
27 março 2005
Dick Hard na loja de "lingerie"
Dick não conseguia resistir a uma boa loja de "lingerie". Ainda não tinha percebido se gostava de mulheres por causa da "lingerie" ou gostava de "lingerie" porque imaginava o recheio. Tinha a cabeça cheia de DIM, Malizia, la Perla, Lise Charmel, Triumph, o diabo a sete.
Tudo o que era "lingerie" marchava. Preferia a "lingerie" negra e simpatizava sobremaneira com as meninas que respondiam aos inquéritos nas revistas masculinas: «No corpo - lingerie negra». Um dos grandes momentos do seu dia era quando descia as escadas rolantes do Monumental e dava com a montra da loja de "lingerie", que se despia dos seus segredos para ele. Dick tinha adorado Silvia Saint de "lingerie" azul num dos seus primeiros filmes para a Private. Talvez fosse mesmo o primeiro. A Silvia na casa de banho, a ser encavada por... olha, quem era ele? Varreu-se.
Nessa noite, Dick andava a tentar comprar o jornal há que tempos e foi por acaso que deu com uma nova loja de "lingerie" no centro comercial. Os manequins estavam todos de "lingerie" vermelha, com aqueles fiozinhos dentais bem apetitosos. Uns soutiens pequeninos e meiguinhos. Até dava vontade de ser caruncho, para poder comer os manequins com algum proveito. Entrou. A menina que estava ao balcão era uma mulatinha de metro e sessenta, bem proporcionada, de lábios carnudos. Tinha um decote mais do que generoso e Dick imaginou que fosse obrigada a vestir uma "lingerie" que a loja tivesse.
- Posso ajudá-lo?
Podia e de que maneira. Dick pensou, como um trovão: "Podes. Ajoelhou, tem de rezar. Isto como 'entradas', tipo cocktail de camarão. Depois, põe-te toda nua encostada ao balcão e vê lá se eu digo em bom português 'água vai'. Para rematar, como sobremesa, pede à tua colega que me esgalhe ao pessegueiro como se fôssemos conquistar Olivença a 1 de Janeiro". A colega era uma loira estilosa, matulona, que devia saber sexo oral em várias línguas. Ficou a olhar para Dick com ar curioso e divertido. E Dick respondeu com a ultra-banalidade do quotidiano:
- Obrigadíssimo. Estou só a ver.
E depois suspirou:
- Infelizmente.
Será que isto vai ficar assim? Ou algo vai entumescer?
Só lendo aqui o resto da história.
Tudo o que era "lingerie" marchava. Preferia a "lingerie" negra e simpatizava sobremaneira com as meninas que respondiam aos inquéritos nas revistas masculinas: «No corpo - lingerie negra». Um dos grandes momentos do seu dia era quando descia as escadas rolantes do Monumental e dava com a montra da loja de "lingerie", que se despia dos seus segredos para ele. Dick tinha adorado Silvia Saint de "lingerie" azul num dos seus primeiros filmes para a Private. Talvez fosse mesmo o primeiro. A Silvia na casa de banho, a ser encavada por... olha, quem era ele? Varreu-se.
Nessa noite, Dick andava a tentar comprar o jornal há que tempos e foi por acaso que deu com uma nova loja de "lingerie" no centro comercial. Os manequins estavam todos de "lingerie" vermelha, com aqueles fiozinhos dentais bem apetitosos. Uns soutiens pequeninos e meiguinhos. Até dava vontade de ser caruncho, para poder comer os manequins com algum proveito. Entrou. A menina que estava ao balcão era uma mulatinha de metro e sessenta, bem proporcionada, de lábios carnudos. Tinha um decote mais do que generoso e Dick imaginou que fosse obrigada a vestir uma "lingerie" que a loja tivesse.
- Posso ajudá-lo?
Podia e de que maneira. Dick pensou, como um trovão: "Podes. Ajoelhou, tem de rezar. Isto como 'entradas', tipo cocktail de camarão. Depois, põe-te toda nua encostada ao balcão e vê lá se eu digo em bom português 'água vai'. Para rematar, como sobremesa, pede à tua colega que me esgalhe ao pessegueiro como se fôssemos conquistar Olivença a 1 de Janeiro". A colega era uma loira estilosa, matulona, que devia saber sexo oral em várias línguas. Ficou a olhar para Dick com ar curioso e divertido. E Dick respondeu com a ultra-banalidade do quotidiano:
- Obrigadíssimo. Estou só a ver.
E depois suspirou:
- Infelizmente.
Será que isto vai ficar assim? Ou algo vai entumescer?
Só lendo aqui o resto da história.
Odes no Brejo - Intimidades
(Colhendo no ar a sugestão da Encandescente...)
Toco-te apenas
Nas pernas
Sinto a seda da tua fenda
Fímbria
Fonte de vida
Tua cabeça me toca
No ombro daquele braço
Na carícia das tuas pernas
Fazes do abraço um poema
Num soluço de cansaço
E a tremura dos dedos
É a ternura de enredos
Da sede das tuas pernas
Ah, que seda
Que doçura
Que humidade tão pura
Inunda a mão nas tuas pernas!
OrCa
A Encandescente colhe no ar a ode do Orca (deve ser dos ares da Prima Vera)...
E enquanto a cabeça repouso
No teu ombro, no teu braço
E recolhes o prazer,
Humidade que se esvai.
Ah, que ternura me invade
Que lassidão, que torpor
Que me espreguiço no abraço
Que me abres e me dás
E adormeço nas palavras
Enrolada em carinhos
O corpo em paz, saciado
A mão fechada na tua.
O OnanistÉlico vem-se sempre atrás:
... estando eu num sonho
acordado de encontro ao teu dormir
percorrendo o sonolento corpo
com beijos de te sentir
desperto-me dentro do teu acordar
e o que vejo nos teus olhos?
O prazer do que nos fez amar
Toco-te apenas
Nas pernas
Sinto a seda da tua fenda
Fímbria
Fonte de vida
Tua cabeça me toca
No ombro daquele braço
Na carícia das tuas pernas
Fazes do abraço um poema
Num soluço de cansaço
E a tremura dos dedos
É a ternura de enredos
Da sede das tuas pernas
Ah, que seda
Que doçura
Que humidade tão pura
Inunda a mão nas tuas pernas!
OrCa
A Encandescente colhe no ar a ode do Orca (deve ser dos ares da Prima Vera)...
E enquanto a cabeça repouso
No teu ombro, no teu braço
E recolhes o prazer,
Humidade que se esvai.
Ah, que ternura me invade
Que lassidão, que torpor
Que me espreguiço no abraço
Que me abres e me dás
E adormeço nas palavras
Enrolada em carinhos
O corpo em paz, saciado
A mão fechada na tua.
O OnanistÉlico vem-se sempre atrás:
... estando eu num sonho
acordado de encontro ao teu dormir
percorrendo o sonolento corpo
com beijos de te sentir
desperto-me dentro do teu acordar
e o que vejo nos teus olhos?
O prazer do que nos fez amar
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