02 novembro 2005

Garfiar - 159

"Não faças caso, cá na família somos todos muito esquisitos."

A história acaba com o estore a fechar-se com estrondo. Mas, atenção, não é uma história, parece, mas não é, é verdadeira. É história com h. O estore também verdadeiro, note-se, não tem h, nem nenhum dos protagonistas, que podemos nomear como Eitor Picoto e Erlander Borrego. O Borrego fechou o hestore no fim da estória, o Picoto ouviu o estrondo, mas não vacilou, de costas na parede e calças para baixo, deixou-se ficar. Com sede, mas deixou-se ficar. Sem barulho, nem reclamações. Na verdade, Erlander Borrego não ouviu o estrondo do estore, ouviu, muito ao longe, um barulho qualquer que não soube identificar, pois, quando o cérebro o processou, com as sinapses encharcadas em álcool e outras bebidas, já há muito haviam desaparecido quaisquer referências a estores, a copos de água e a putas que faziam broches em logradouros de prédios com apartamentos de rés-do-chão com janelas com vista para o logradouro. Nessa tempo, do estrondo e tal, estava Erlander Borrego para perceber porque tinha as calças em baixo, porque estava encostado à parede e porque se encontrava a dois metros da vegetação onde, se quisesse, mas não se lembrava de querer, podia ter vindo urinar. Fechado o estore, Eitor Picoto arrependeu-se de não ter dado o copo de água ao amigo, justificando-se com o olhar ajoelhado da puta, espantada pela estranheza da situação. Eitor Picoto ainda ouviu a puta reclamar e acusar Erlander Borrego de nunca mais se vir, de estar bêbado como um caixo e de não estar a ligar nenhuma ao broche que ela, com denodo e empenho, lhe efectuava. Eitor Borrego sentiu um caixo a boiar na pinga e, em sintonia mental com Erlander Picoto, ficou obcecado com a certeza de que o termo efectuar tinha sido mal empregue, "um broche faz-se, não se efectua" (talvez pudessem pensar os dois, se se lembrassem como isso se fazia), e mais obcecados ficaram com a certeza de que a puta não sabia escrever cacho, ainda que, nem um nem outro, conhecessem a acuidade ortográfica da puta. O brochado porque, naquele momento, não se lembrava que tinha de falar para ser ouvido; no seu estado de consciência superior acreditava nas possibilidades da telepatia e apenas estranhou que a puta se fosse embora sem acabar o serviço (enquanto tentava puxar as calças para cima, concluiu satisfeito que se a puta nem sabia escrever cacho, muito menos teria acesso às vantagens competitivas da telepatia). O vizinho das putas e do logradouro sorriu com o caixo, pensou nas limitações da instrução da puta e, voltou a sorrir, quando no meio desta história, ainda fez a distinção entre educação e instrução. A puta podia não ser instruída mas ser educada, porque, sabia-o Picoto Borrego, a instrução não dá educação. "Há doutores que são umas bestas e há umas bestas que são doutores" enleou-se neste pensamento e foi-se deitar esquecido do copo de água que Borrego Picoto lhe pedira e que ele, Erlander Eitor, não lhe facultara. Aliás, a bem da justiça, tão aviltada por estes tempos, refira-se que Eitor Erlander não bebera sozinho, ainda que tivesse bebido mais, e ambos haviam partilhado um táxi, de onde ele saíra e onde o outro (ou os dois ou um qualquer), presumivelmente, deveria ter continuado até casa, o que não aconteceu, sabemos nós, sabiam ambos ou talvez tivessem sabido ou viessem a saber, porque, no momento em que achara boa ideia ter uma puta a mamar e, contemporaneamente, bater no estore dele ou do outro, já nem sabia (nenhum sabia) e pedir um copo de água, aí... - escrevia o narrador, terceira ou quarta figura, se contarmos com a puta fellatiosa, e agora comigo, o interim narrador, contratado para com o meu know how e experiência acumulada dar um fim a isto, fechar um estore com estilo, terminar um logro em que todos, eventualmente até a puta fellatiosa, estavam encharcados em bebidas brancas e imperiais urinentas e total e completamente para lá de qualquer racionalização ou, o adiantado da hora não ajudava, eram cinco e quarenta e oito viu o taxista, espantado por haver putas ainda a trabalhar... - Ah! Digo eu, já perdido nesta mal amanhada história de pinga e de putas, de estores e copos de água, de logradouros e indivíduos altos (se fosse eu não chegava ao estore, isso é certo) e avanço: "Ó Borrego, se fosses meu amigo davas-me um copinho d'água. Estou cheio de sede" e o estore fechou-se, sem estrondo apenas com um murmúrio.

Garfiar, só me apetece

01 novembro 2005

O livro da poetusa Encandescente já se veio!


Crica para veres a capa do livro
Todos sabem o prazer que é para mim ver este livro publicado, não só pelo seu «conteúdo hmmm...» mas também por tudo o que representa (desafio, amizade, coragem, talentusa,...).
Assim vale a pena ter um blog de serviço púbico. Com muito orgulho... e muitos orgasmos.
Parabéns, Encandescente!
Venham-se mais livros... hmmm...

Já temos programa - Confirma a tua ida!


Vê aqui os detalhes
Até dia 4 confirma a tua ida e em que opções te inscreves (autocarro, jantar, alojamento e almoço).

Recomendo-vos este livro



Em cada corpo a corpo se procura
o espírito das águas onde a alma
por vezes paira sobre a face obscura
e só depois do fim encontra a calma

essa calma tristíssima de quem
volta a si de repente e sabe então
que enquanto um se esvai e outro se vem
ninguém é de ninguém ó solidão.

Suprema solidão que vem depois
de findo o corpo a corpo sobre a cama
quando nunca se é um e sempre dois

e só um cigarro triste ainda é chama
e um último pudor puxa os lençóis
e a cinza cobre o amor que já não ama.

Manuel Alegre, Sete Sonetos e Um Quarto (oito poemas eróticos com ilustrações de João Cutileiro) - D. Quixote (engraçada, esta associação de ideias: Manuel Alegre e D. Quixote)

Cuidado que pinga... e depois não sai!


(carne temperada por J. Costa)
Bruno - "é cona panada"
Helena - propõe uma bebida muito espirituosa para acompanhar: «One Cock and Two Balls». E, no final, um café feito numa «Cona Vacuum Coffee Maker». Ou, se a cafeína te for prejudicial, uma kona descafeinada.
1313 - "É um Chop-Suey de cona " (nº 69 do menu)

31 outubro 2005

Cumming



Com esta linha de produtos a vaselina torna-se obsoleta!
Só é pena não ser um produto da Yves Rocher....

Hoje é um dia especial...


Foto: Gabriele Rigon

...porque é dia de ABSexo na TVI.
Até poderia ser um programa igual a tantos outros não fosse o Nikonman um dos entrevistados.
Para conhecerem um pouco melhor o homem que vai para a varanda nu declamar Ary dos Santos não percam o programa de hoje.

Jogo - dá-lhe música


Cheerleader

Pensamento estatístico

Depois de fazerem amor,
10% dos homens voltam-se para o lado direito,
10% para o lado esquerdo e
80% voltam para casa.

(enviado por Bruno)

Tetris tétrico


(título sugerido por ambrozote)

30 outubro 2005

Cisterna da Gotinha

Alexa faz um strip: vídeo.

Galeria de nus.

Divertimento
em grupo: sempre se convive, não é?!

Sheena Lee: mais uma morena.

A menina no campo.

Heidi Klum: tem aqui uma comPILA-SÃO (não é a Rosas...) de vídeos.

2 Galerias de
Halloween bem ousadas...

Fatos de
Halloween com muito sex-appeal.
(foto via AssMonkeyDiary)

Agora percebo os maníacos dos jogos de computador!


e3girls

Afinal eles andam naquilo pelas meninas!
É o que mostra esta página, dedicada às raparigas do «e3»: Electronic Entertainment Expo.
Têm aqui um video e aqui o índice de fodografias.

A lição final - por Charlie

Parte IV

Num sorrir, misto de enigma e lascívia, continuou a passear o objecto cilíndrico pelo corpo, flutuando entre as axilas e umbigo, passando debaixo dos peitos, subindo pelo meio deles enquanto projectava o outro braço e o corpo para cima, em bicos dos pés, atirando a cabeça para trás e deixando os cabelos ainda húmidos fundir-se num corpo em retorta de magia.
Pelo ar, cheiros dos corpos ainda quentes do banho, espalhavam uma suave auréola de ilusão que me transportava nos braços em transes hipnóticos, fluidos e contínuos entre os claros escuros daquele espaço.
Ela continuou nos seus voos oníricos e aproximou-se um pouco mais.
Pegou numa toalha quase vermelha e com ela entrosou-se numa coreografia que levou quase até ao fim da lição.
Inflectiu, encolhendo os ombros fazendo sobressair os peitos que se juntaram, desenhando, com o vibrador, círculos à volta dos mamilos que se iam enrijando à medida que a pele ia ficando toda arrepiada. Fazia isto lentamente, assumindo poses que se metamorfoseavam de umas para as outras numa dança contínua e sensual. Escondia e mostrava o sexo. Circulava com o corpo pela minha imaginação sabendo muito bem tirar partido do valor dos momentos, da simulação e dos encantos transitórios e flutuantes, ocultando-se habilmente com a toalha semi escondendo assim tudo o que pretendia mostrar.
Punha-se de perfil e de costas, de pernas trocadas, sempre em movimentos de neblina, translúcidos até ao ponto onde a visão se perde na densidade da realidade mergulhada nos vales que adivinhamos, e onde gotas de orvalho se nos formam nos lábios e nos trazem gostos de desejos e lembranças escondidas nos nossos sonhos íntimos mais secretos.
Enroscou a boca num ombro e, com a cabeça voltada para o lado, mordeu-se enquanto os seus olhos iam adensando o nevoeiro que dentro de mim se espalhava em farrapilhos levados por ventos cada vez mais intensos. Abrindo e fechando portas misteriosas em meias sombras feitas de emoções em rotação permanente, vindas das profundezas dos tempos quando o Homem das cavernas descobriu na Lua o poema de ver Mulher na sua companheira...
Aproximou-se.
Rodou depois o corpo e a minha fantasia, e com as mãos cruzadas à frente descobriu brevemente a entrada do seu Paraíso. Aromas de países irreais e distantes aprisionaram-me todo o corpo e tentei deitar-lhe a mão.
Afastou-me imperiosa!
Ela era a Mestra. Eu, um mero aprendiz.
Os olhos dela deitavam o lume do desejo primitivo misturado com a vontade de exercer a soberania sem concessões.
Agora estava junto a mim, de pé, corpo projectado contra o tecto, de mamilos hirtos a coroar uns peitos firmes por trás dos quais espreitavam dois olhos dominadores que me engoliam. O aparelho descia pelas ancas direito aos meus ombros onde ela se encostava com o sexo a poucos centímetros de todo o meu querer.
Passeou o aparelho pelo meu tronco detendo-se nos mamilos, desceu para o umbigo e para a zona genital ao mesmo tempo que toda ela se ia derretendo mãos e boca em mim. Estava completamente arrepiado!
Sem um ruído deslizámos um sobre o outro, corpos entregues na fusão total dos sentidos. Línguas a devorar o desejo nas bocas que se asfixiavam de tanto querer.
Mergulhámos mais uma vez no reino dos Deuses de corpos abandonados à Eternidade.
Mestra e aluno no êxtase de uma eterna primeira lição que nunca mais parei de aprender...

Charlie